Clipping –
13/03 a 20/03/2009
PASTORAL CARCERÁRIA
NACIONAL/CNBB
Pastoral Carcerária
Nacional - Assessoria de
Comunicação PCrN – Rede
Rua
SUMÁRIO
Justiça tem um juiz para analisar 10 mil
processos
Assistência
Judiciária revisa prontuários de presos de Jaraguá e Goianésia
Reintegração
de presos e egressos à sociedade é destaque na TV Justiça
Presas
de Anápolis aprendem a fazer pizzas
Insegurança
Pública em Santa Catarina
Obras
do novo Iapen devem atrasar em mais um ano
Defensoria Pública de Roraima denuncia mortes e
espancamentos no Sistema Priosional
Presos
de Padre Bernardo recebem kits de higiene e medicamentos do Conselho da
Comunidade
GO é
exemplo em seminário internacional sobre parcerias para o sistema prisional
Presos
farão a recuperação dos orelhões de telefonia pública estragados por vândalos
Detento
que tentou fugir morreu de traumatismo.
Brasil
- Visão geral do sistema prisional no Estado de São Paulo
André
Castro é o novo presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos
Paulo
Teles discute soltura de presos com secretária da Mulher
Paraíba lança projeto Mulheres Encarceradas
Seminário sobre sistema carcerário será no Rio
Policiais
toleram atos ilícitos de colegas
Cooperativa
incentiva vida digna para egressos do sistema prisional
CCJ
veta prisão especial para preso que tem diploma
Comissão
do Senado veta prisão especial para quem tem curso superior
Projeto que agora vai a plenário modifica as regras
da prisão preventiva
Polícia
Federal concede porte de arma funcional para agentes penitenciários
CCJ
aprova fim de prisão especial a quem tem curso superior
Mutirão
no Rio concede condicional a 31 detentas
Projeto
prevê redução de pena para preso sob más condições
Detento
assassinado e jogado em tambor de lixo.
Presídio
de Aparecida terá anexo de segurança máxima
Brasil
- A justiça restaura a paz
Denúncia
do Falido Sistema Penitenciário
Cariri inicia debate sobre segurança
pública
STF
decide se ações em curso podem aumentar a pena
20/03/2009
Diário do Nordeste
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=623991
Justiça
tem um juiz para analisar 10 mil processos
Documento assinado pelo presidente do Conselho Penitenciário do Estado
relata a grave situação e faz propostas
Cerca de dez mil processos criminais e apenas um juiz de Direito para
analisá-los e decidir sobre a situação de todos os detentos atualmente
recolhidos nas unidades penais da Capital e Região Metropolitana, que incluem
uma penitenciária (IPPS), dois presídios masculinos (IPPOO I e II), um presídio
feminino, duas casas de custódia (Itaitinga e Caucaia), além do Manicômio
Judiciário (dois hospitais, um deles psiquiátrico) e uma colônia agrícola penal
(Amanari).
Esta é a gravíssima situação enfrentada, hoje, pela Vara Única das
Execuções Criminais e Corregedoria de Presídios. Diante do fato, o presidente
do Conselho Penitenciário do Estado, advogado criminalista Leandro Duarte
Vasques, encaminhou ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJCE),
desembargador Ernani Barreira Porto, um documento em que relata o fato e
apresenta propostas para a solução. O Diário do Nordeste teve acesso exclusivo
ao documento.
Entre as propostas, Vasques sugere a criação, imediata, de mais duas Varas
de Execuções Penais. “A aludida Vara das Execuções Criminais da Comarca de
Fortaleza já começa equivocada pela própria nomenclatura, ou seja, deveria se
denominar Vara das Execuções Penais, pois o crime já fora executado e o que
está em cumprimento é a pena”, alerta o advogado cearense. No documento
encaminhado ao TJ, Vasques relata que denúncias chegadas ao Conselho Penitenciário
do Estado revelam a insatisfação dos familiares dos milhares de presos que,
diariamente, buscam informações sobre a situação de seus processos e,
principalmente, a possibilidade de comutação ou progressão da pena (passando de
fechado para aberto ou semi-aberto), além de transferências.
Exército
Atualmente, somente o juiz de Direito, Luiz Bessa Neto, é o responsável pela
análise do cumprimento da pena da quase totalidade dos 13,4 mil detentos que
formam a população carcerária do Ceará. “São cerca de dez mil processos
confiados ao eminente juiz que, não obstante a sua operosidade, proficiência e
abnegada dedicação, torna-se um verdadeiro exército de um homem só”, relata
Vasques.
Aquele compartimento representa o gargalo do chamado Sistema de Justiça
Criminal. Necessitaria não só de uma estrutura adequada e condizente a suportar
os seus numerosos visitantes diários, como deveria dispor de uma assistência
social e psicológica”, propõe Leandro Vasques.
O criminalista sugeriu ainda à presidência do TJ a criação de uma comissão
mista, composta por desembargadores, juizes de primeiro grau, representantes da
OAB, Ministério Público, Conselho Penitenciário e Defensoria Pública para
formular uma ´provocação´ à Assembléia Legislativa do Ceará no sentido de ser
formulado o projeto para a criação de mais duas Varas de Execuções Criminais no
Ceará.
Fernando Ribeiro, Editor
19/03/2008
SUSEPE - http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52552
Assistência Judiciária revisa prontuários de presos de Jaraguá e Goianésia
A Gerência de Assistência
Judiciária da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe) revisou os
prontuários dos presos das cadeias públicas de Jaraguá (de
De acordo com o gerente
da Assistência Judiciária, Estevão da Costa Pereira, o trabalho de revisão dos
prontuários segue com tranquilidade e com bons resultados. “Intensificaremos o
atendimento às cadeias do interior a partir das parcerias que estamos
negociando com faculdades de direito de todo o Estado. Será um auxílio para a
execução penal e um aprendizado prático para os alunos”, completa Estevão.
Na próxima semana, a Assistência Judiciária deverá visitar a Cadeia Pública de
Luziânia, no Entorno de Brasília.
Assistência
Desde novembro de
19/03/2009
TV Justiça -
http://www.tvjustica.jus.br/destaques.php?id_notas=566
Reintegração de presos e egressos à sociedade é destaque na TV Justiça
Especial
Recomeçar
RECOMEÇAR
O Brasil tem, oficialmente, mais de 400 mil presos, todos com o
mesmo destino: RECOMEÇAR. No programa especial da TV Justiça sobre a
reintegração de presos e egressos à sociedade, você vai acompanhar histórias
como a do detento Arisvaldo Santos, que aprendeu a ler e escrever dentro do
próprio presídio. E vai conhecer também o preso de Goiânia que pediu para
voltar à prisão porque não encontrou emprego fora dela.
O especial foi produzido para demonstrar as possibilidades de êxito de
projetos como o que será lançado na segunda-feira (19/03) pelo Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp). A base da parceria será o Banco de Dados da População
Carcerária, desenvolvido pelo Conselho. O convênio pode ser um grande passo no
desenvolvimento e na ampliação de projetos de reeducação de presos e egressos.
Com reportagens sobre projetos que mudaram a vida de muitos detentos,
RECOMEÇAR reúne iniciativas da sociedade e do Judiciário para evitar a
reincidência criminal. Mostrando experiências vindas de todo o Brasil, o
programa mostra que projetos de reinserção de presos e egressos na sociedade
são fundamentais no combate à violência.
Não deixe de assistir.
EXIBIÇÕES:
19/03 - 20h - AO VIVO
25/03 - 16h - Reapresentação
19/03/2009
SUSEPE- http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52563
Presas de Anápolis aprendem a fazer pizzas
Presas do Centro de
Inserção Social (CIS) de Anápolis participaram, nesta quarta-feira (18/03), de
um curso rápido de preparação de pizza, oferecido por chefes de cozinha a 10
presas, ainda dentro da programação de comemoração ao Dia da Mulher.
Durante a aula, os
chefes Denice Jaime, Lúcio Alves e Márcia Lima, que é presidente da Associação
de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), ensinaram sobre a origem do
prato, modos de preparo e noções de higiene na cozinha. O curso terminou com
uma degustação de pizzas preparadas pelas alunas.
De acordo com o diretor
do CIS, Anderson Brasil Silva, mais que um evento festivo, a produção de pizza
poderá ser uma fonte de renda para as presas, quando elas estiverem fora do
cárcere. “Tentamos aliar aptidões e oportunidades de mercado para alcançar o
objetivo do sistema prisional goiano, que é a reinserção social do preso”,
completa Anderson.
O curso, ministrado dentro
da unidade prisional, foi organizado pela assistente social do CIS, Marilene
Souza.
19/03/09
Assessoria de Comunicação Social
O Agente de Segurança Prisional, Marcos Jose Dias, servidor concursado da
Superintendência do Sistema de Execução Penal foi flagrado na manhã desta quinta-feira,
19/03, no momento que dava entrada para o plantão dele na Casa de Prisão
Provisória de Aparecida de Goiania (CPP), com mais de 10 celulares e 23
carregadores de celular.
A maioria dos
carregadores (20) continha internamente pasta base de cocaina e maconha. O
material apreendido estava na mochila pessoal do agente. O suspeito foi
encaminhado para o 1? Distrito Policial de Aparecida de Goiania onde sera
autuado.
Surpresa
O diretor da CPP, Leandro Ezequiel dos Santos, informou que ha tempos havia a
suspeita de que servidores estariam repassando materiais ilicitos para os
presos da unidade, o que motivou, pela primeira vez, uma revista surpresa nos
objetos pessoais dos agentes prisionais. ?A iniciativa faz parte de um maior
rigor quanto as revistas no presidio, comumente rotineiramente nas celas e
Desde o mes de dezembro,
a Superintendencia do Sistema de Execuc?o Penal, por meio da Gerencia de
Seguranca Prisional, implantou novos procedimentos de seguranca nas unidades
prisionais do Complexo Prisional de Aparecida de Goiania. Entre as alterac?es,
publicadas em portaria institucional, esta a proibic?o da entrada de servidor
com celular nas dependencias dos presidios, mesmo sendo de uso pessoal.
18.03.09
ADITAL
Insegurança Pública
Pe. Célio S. Ribeiro
*(PCrN)
Atualmente há 12 mil
pessoas encarceradas em Santa Catarina onde há vagas para 7000, desconsiderando
totalmente o art 88, b da LEP7210/84, que limita 6m² para cada preso cumprir
pena. Além disso, é comum que presos provisórios em regime fechado estejam
junto com presos condenados, confirmando a infração do art 84 da mesma lei.
Segundo a Pastoral
Carcerária da CNBB do Regional Sul IV, em Santa Catarina, a superlotação nos
presídios do Estado dá conta de que os presos estão lá porque infligiram a lei.
Mas permitir que a superlotação ultrapasse seu limite também é violar a lei.
Superlotação é violação de direitos humanos e dos direitos previstos na Lei de
Execução Penal 7210/84.
O argumento de que não
há vagas para transferências é verdadeiro, mas também é confirmar que a
Secretaria de Segurança Pública não tem planejamento para o Sistema Prisional
Catarinense, gerando insegurança à população.
A Constituição Federal,
em seu artigo 5º, inciso XLIX, assegura aos presos o respeito à dignidade
física e moral. (...) Dúvida não resta, portanto, de que é do Estado o dever de
manter condições minimamente aceitáveis de encarceramento, obrigação essa que
não vem sendo respeitada em Santa Catarina.
Destarte, Santa Catarina
é o único Estado no Brasil que ainda não implantou a Defensoria Pública... por
isso, torna-se justo e necessário romper com a sistemática da Defensoria
Dativa, que nada faz diante do descaso da superlotação nas Unidades Prisionais.
Permitir tal situação é negar direitos aos encarcerados.
A Defensoria Pública é
uma das instituições jurídicas garantidas pela Constituição Federal de 1988 e
cuja função vai além de prestar assistência judicial aos encarcerados. A
Defensoria Pública atua de forma conciliadora, auxiliando a reduzir demandas
desnecessárias ao judiciário. A Defensoria Pública é considerada, ao lado do
Ministério Público e da Advocacia Pública, essencial à Justiça, devendo
orientar e defender, em todos os níveis e situações, os menos favorecidos,
conforme dispõe o art 134 da Constituição Federal.
Diferente da Defensoria
Dativa, em que o Estado disponibiliza o advogado para acompanhar o cidadão
durante o processo, na Defensoria Pública este acompanhamento acontece desde o
princípio da questão, de modo preventivo e também na busca pelos direitos do
cidadão. Além disso, a Defensoria Pública deve ser um órgão empenhado em
promover programas de cidadania e educação de direitos.
Equivocadamente, a
Constituição do Estado de Santa Catarina regulou a Defensoria Pública como
sendo a exercida pela advocacia dativa (advogados gratuitos da OAB/SC) e
assistência judiciária, conforme seu artigo 104.
Na Defensoria Pública os
profissionais envolvidos deverão ser compromissados com a proteção e promoção
dos direitos fundamentais como educação, moradia, saúde, justiça, etc. Os
defensores, habilitados, concursados e com dedicação integral poderão defender
os interesses difusos e coletivos das pessoas; assessorar grupos e entidades
não governamentais que estão a serviço da defesa dos direitos da criança, do
adolescente, das mulheres, dos idosos, encarcerados e menos favorecidos.
Este é um assunto
complexo, mas que a Campanha da Fraternidade estará debatendo durante o ano de
2009 com o tema "Fraternidade e Segurança Pública" e com o lema
"A Paz é furto da Justiça" (Is 32:17). E o acontecer da Justiça,
ventre fértil para a Paz em Santa Catarina, será possível com a implantação da
Defensoria Pública, direito de todos e dever do Estado.
[Os artigos sobre a
Campanha da Fraternidade são reproduzidos e publicados com o apoio do Fundo
Nacional de Solidariedade da CF 2008, dentro do projeto "Ações pela
Vida"].
*Coordenador da Pastoral Carcerária - CNBB/SUL IV
18/03/2009
http://www.leiaagora.com/policia.htm
Obras do novo Iapen devem atrasar em mais um ano
Ontem representantes de
vários órgãos de defesa do Amapá reuniram com diretores da Caixa Econômica
Federal (CEF) e administração do Iapen para discutir sobre o inicio das obras
de reformas e ampliação daquela casa de apenados. O encontro durou mais de
sessenta minutos e as autoridades não chegaram a uma conclusão sobre resolver
os problemas de matanças, superlotação, maus tratos praticados por agentes e
condições de vida dos reclusos.
O secretário de defesa
Aldo Alves disse que os problemas técnicos encontrados pela CEF podem atrasar o
início dos trabalhos e com isso prejudicar o andamento do cronograma das
atividades do governo em mais doze meses pelo menos. Segundo ele a obra já está
licitada faltando apenas resolver algumas pequenas pendências encontradas pela
Caixa, cujo valor a ser usado é de mais de 11 milhões de reais.
O representante do banco
José Nilson disse que o dinheiro está disponível mas para ser utilizado tudo
deve está dentro da Lei para evitar problemas futuros na execução dos serviços
e prestação de contas.
Na próxima segunda-feira
(23) o grupo volta a se reunir desta vez para ser decisiva e achar meios legais
que possam dá início a construção.
A princípio o novo
prédio seria construído no KM-9 mas de acordo com Aldo, não foi possível porque
o Estado ainda não tem legitimidade sobre as terras no Amapá. Isso segundo ele
forçou a decisão em usar o terreno do Iapen para agregar novo espaço e
construir, assim como também reformar o que já existe como forma de dá mais
condições aos apenados.
A polêmica sobre a
penitenciaria veio à tona no início deste ano depois da morte de cinco
detentos. Alguns foram encontrados enforcados outros assassinados todos na área
interna. O ultimo foi morto e desovado em um latão de lixo próximo ao Pavilhão
F-3 identificado como sendo Robson Nascimento Moraes. Segundo a polícia a
vítima levou mais de trinta estocadas. (José Maria)
18/03/2009
Defensoria
Pública de Roraima denuncia mortes e espancamentos no Sistema Priosional
Há exatos 19
dias, três reeducandos morreram em circunstâncias distintas, que estão sendo
investigadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE). No
Brasil não existe Pena de Morte, mas Roraima parece abrigar o Código de
Hamurabi ou lei do Talião – olho por olho, dente por dente -, onde a justiça é
feita pelas próprias mãos.
A última
morte foi registrada no domingo passado. Ednaldo Lima dos Santos, 21, morreu
após uma tentativa de fuga frustrada. Ele estava acompanhado dos detentos
Israel Sousa Reis e Francisco Emiliano Pinto Dias Sousa. Estes últimos foram
capturados por agentes carcerários e policiais militares do Batalhão de
Operações Policiais Especiais (Bope) integrantes da Força Tarefa, que está
instalada desde o ano passado na Penitenciária Agrícola.
Á imprensa,
os policiais contaram que Ednalko Santos foi encontrado desmaiado no matagal,
ao redor do presídio. Ele teria sido encaminhado ao Pronto Socorro Francisco
Elesbão, onde teria chegado morto. Ainda afirmaram que o corpo dele não apresentava
sinais de violência e que a causa provável da morte seria por infarto.
Mas essa
versão foi veemente rebatida pela defensora pública Terezinha Muniz, com
atribuição na Vara de Execuções Penais. Em entrevista coletiva concedida à
imprensa ontem pela manhã, ela disse que os dois reeducandos recapturados estão
muito machucados. Eles teriam escalado o alambrado do muro para fugir do
presídio. As sandálias deles, inclusive, foram encontradas próximas ao muro. A
tentativa de fuga teria sido percebida por uma policial feminina, que soou o
alarme.
“Nenhum deles
se machucou nessa escalada. Apenas um apresenta arranhões por arame farpado,
isso já nas mediações da Chácara do Tomé, pois eles tomaram aquele rumo. O que
sabemos é que eles foram abordados por um agente carcerário, que algemou os
dois primeiros, que se entregaram por livre e espontânea vontade, e que esse
agente saiu em perseguição do terceiro. E assim entregou os três fugitivos
vivos para os policias que vinham na perseguição”, disse Terezinha na entrevista.
Ela afirmou
que Israel Reis e Francisco Sousa estão muito machucados, inclusive apresentam
marcas de tiros de balas de borracha pelo corpo. Já a certidão de óbito de
Ednaldo Santos aponta a causa morte por traumatismo crânio-encefálico. “Agora
as autoridades devem averiguar o que o levou a esse trauma”, pondera.
Ao final da
entrevista, a defensora acrescentou que o termo das declarações prestadas pelos
dois reeducandos ao Ministério Público Estadual, na tarde da segunda-feira,
será encaminhado às autoridades competentes para que sejam adotadas as medidas
cabíveis.
“Como é a
versão dos presos, somente com as investigações vão delimitar responsabilidades
de cada um nesse evento. O que temos claro é que eles não pularam [do muro] e
que foram espancados”, denunciou.
Providências
Corroborando as informações prestadas pela defensora Terezinha Muniz, o
defensor geral Oleno Matos reafirmou que a “Defensoria não ficará em silêncio,
e que vai comunicar os fatos às autoridades interna e externa do Estado, para
que se apure o que está acontecendo”.
“De imediato,
vamos requerer perante o MPE e a Secretaria de Justiça e Cidadania, o pedido de
afastamento dos servidores do sistema prisional envolvidas com a situação”,
enfatizou.
Ele frisou
que, a Defensoria Pública atua tanto na esfera Penal, quanto na área Cível, e
para uma maior lisura, não pode ser conivente com a situação. “O Estado deve
proteger aqueles que estão no sistema de ressocialização, e se as denúncias
forem apuradas como verídicas, o Estado, a Polícia Militar e a Civil deverão
sofrer punições cabíveis ao caso. Nós, defensores, trabalharemos para ajuizar
ações cíveis, visando às reparações de danos para os agredidos e também à
família do que veio a falecer”, garantiu.
17/03/2009
SUSEPE- http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52521
Presos de Padre Bernardo recebem kits de higiene e medicamentos do Conselho da Comunidade
Os presos da unidade
prisional de Padre Bernardo, Regional do Entorno da Superintendência do Sistema
de Execução Penal (Susepe), receberam, no mês de março, do Conselho da
Comunidade local, cerca de R$ 1 mil em itens de higiene, limpeza e objetos de
uso pessoal, e medicamentos; cerca de 500% a mais que nos meses anteriores. A
doação beneficiou 37 presos que não têm família e não possuem outro tipo de
ajuda.
De acordo com o diretor
da cadeia, Roberto Júnior Duarte, o Conselho da Comunidade tem desempenhado um
papel muito importante na vida dos presos. “Há uma carência assistencial grande
por parte da população carcerária, principalmente em unidades do interior. Com
o envolvimento da sociedade organizada na execução penal, temos conseguido sanar
algumas dessas faltas”, completa o diretor.
Entre os itens entregues constam sabonetes, sabão, escova dental, creme dental,
roupa de cama, colchão, analgésicos e antitérmicos. Os remédios entregues foram
prescritos por um médico da rede pública de saúde. A cadeia abriga quase 45
presos no regime fechado.
17/03/2009
SUSEPE -
http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52521
GO é exemplo em seminário internacional sobre parcerias para o sistema prisional
As parcerias do sistema prisional goiano com a iniciativa privada para a ocupação da mão-de-obra e qualificação profissional de presos serão expostas no Seminário Internacional de PPP – Parcerias Público Privadas para o Sistema Prisional, que será realizado nesta quarta-feira, 18/03, pela Federação das Indústrias de Estado de São Paulo. A exposição da experiência de Goiás será feita pelo Secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, Ernesto Roller.
O evento será realizado
no Salão Nobre da Federação, em São Paulo, durante a manhã toda. A
administração penitenciária goiana registra um dos melhores resultados das
parcerias com a sociedade, principalmente em relação ao segmento de produção.
No regime semi-aberto do
Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, por exemplo, 75 por cento da
população carcerária da unidade está empregada. Entre os parceiros do
Semi-aberto estão a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO)
que emprega 62 detentos na área de serviços gerais nas áreas de pintura,
lanternagem, elétrica, hidráulica e as empresas de construção civil JM, que
emprega 25 presos em seus canteiros de obras e a Associação Vale do Sol, que
emprega 15 presos. Além desses, a Susepe tem presos do semi-aberto em funções
remuneradas desempenhadas no Fórum de Goiânia, Polícia Civil e outros órgãos
públicos.
O Superintendente do
Sistema de Execução Penal do Estado de Goiás, Edílson de Brito, informou que,
ao contrário de tempos atrás, a administração penitenciária tem registrado uma
procura grande de empresas que se interessam em contratar mão-de-obra dos
presos. “A sociedade tem voltado seus olhos para o sistema prisional e
compreendido que a partir da parceria com o sistema prisional poderá contribuir
no processo de reinserção social do apenado, oferecendo-lhe uma oportunidade de
trabalho”, diz Edílson. “Isso também é resultado da credibilidade do nosso
trabalho perante a sociedade”, completa ele. De acordo com a lei, as empresas que
empregam presos têm isenções dos tributos trabalhistas garantidos pela CLT. O
regime jurídico que rege as contratações obedecem ás determinações da Lei de
Execução Penal.
Ocupação
Na indústria do Complexo Prisional de Goiânia trabalham cerca de 50 detentos em
atividade múltiplas como confecção de bolas e redes esportivas, alfaiataria,
serralheria, marcenaria e outras. Desses, 22 recebem um salário mínimo/mês.
Todos os trabalhadores têm o benefício da remição, ou seja, para cada três dias
trabalhados um a menos no cumprimento da pena. As atividades são desenvolvidas
a partir de parcerias com indústrias e empresas de prestação de serviços como a
Brasiltelecom e Telemom, que firmaram parceria com a Superintendência do
Sistema de Execução Penal (SUSEPE) nesta terça-feira, 17/03, para a recuperação
de orelhões de telefonia pública. A Telemont montou uma oficina dentro da
indústria do Complexo com um investimento inicial de R$ 40 mil e capacidade de
empregar até 50 presos.
Na marcenaria, os presos trabalham a confecção de móveis a partir de madeira
doada pelo IBAMA. Desde 2005, o órgão federal repassa para a SUSEPE parte da
apreensão ilegal que realiza nas operações de fiscalização pelo Estado. Os
móveis, como cadeiras, mesas, armários, camas e bancos, são doados às entidades
filantrópicas em Goiânia e interior do Estado. A maioria creches e asilos de
idosos.
17/03/2009
SUSEPE - http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52505
Presos farão a recuperação dos orelhões de telefonia pública estragados por vândalos
Os presos do sistema
prisional goiano terão mais uma oportunidade de emprego e qualificação
profissional a partir da parceria da Superintendência do Sistema de Execução
Penal (SUSEPE) e as empresas Brasiltelecom e Telemont Engenharia de
Telecomunicações S.A, que será apresentada à imprensa nesta terça-feira, 17/03,
às 9 horas, na indústria do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. À
princípio, 15 detentos trabalharão na recuperação das cúpulas, os chamados
orelhões de telefonia pública. Para a reconstrução das cúpulas, a Telemont –
empresa terceirizada da Brasiltelecom para suporte nos serviços de telefonias
fixa e móvel – investiu cerca de R$ 40 mil na montagem de uma oficina dentro da
indústria do Complexo.
No local, foram instalados equipamentos diversos e salas específicas para as
fases do trabalho, como estufas de pintura, silkagem e lixação. A expectativa
inicial de produção é de 100 unidades/mês com possibilidade de chegar a 2 mil
cúpulas recuperadas/mês com emprego de até 50 presos. Os detentos receberão um
salário mínimo/mês e terão direito, conforme previsão legal, a remir um dia da
pena para cada três dias trabalhados. Os equipamentos de segurança do trabalho
também foram adquiridos pela Telemont. De acordo com o Gerente de Administração
e Finanças da Telemont, Ricardo Daniel Lopes, a maioria dos orelhões apresenta
estragos provocados por vândalos e outras necessitam de reparos devido ao
desgaste natural. Após a recuperação, as cúpulas serão reinstaladas nos
ambientes públicos à disposição da sociedade.
Para a garantia da
qualidade e padrão de produção da Telemont, a empresa contratou um profissional
para o treinamento dos presos selecionados para o trabalho na oficina. O
treinamento durará um mês. A capacitação envolve técnicas de manipulação com
fibra de vidros, material que compõe as cúpulas. A expectativa é que o preso
qualificado terá condições de no futuro trabalhar nos diversos segmentos do
mercado que utilizam fibra de vidros em suas produções, como o setor
automobilístico, fabricação de brinquedos infantis e brinquedos de parques de
diversão, entre outros.
Telemont
A Telemont Engenharia de Telecomunicações S.A é uma empresa com matriz em Minas
Gerais e filiais no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Espírito Santo,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre. Esta é a primeira vez que a
empresa realiza parceria para ocupação da mão-de-obra de presos na recuperação
das cúpulas de telefonia pública. Em Goiás, a Telemont terceirizava o serviço.
De acordo com a empresa, existem hoje cerca de 45 mil orelhões públicos
instalados em Goiás e, pelo menos, 1,5 mil são trocados a cada mês devido a
atos de vandalismo.
17.03.2009
Fonte Folha BV
Detento que tentou fugir morreu de traumatismo
O médico legista do
Instituto Médico Legal, Levindo Oliveira, que fez o exame cadavérico do detento
Ednaldo Lima dos Santos, que fugiu da Penitenciária Agrícola e chegou morto no
Pronto Socorro, informou que o laudo preliminar feito no corpo constatou que
Ednaldo sofreu traumatismo craniano. Quanto à causa do trauma, segundo o médico
legista, um conjunto de informações ao longo da investigação é o que vai
definir.
O delegado titular da
Delegacia Geral de Homicídios, Juraci Ribeiro da Rocha comunicou à imprensa na
manhã de hoje que está realizando uma série de diligências para esclarecer as
circunstâncias da morte do reeducando Ednaldo Lima dos Santos ocorrido no
último domingo.
O delegado informou que
está ouvindo o depoimento de várias testemunhas e que reinquirirá os
reeducandos Israel Souza Reis e Francisco Emiliano que haviam empreendido fuga
da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo juntamente com Ednaldo, mas
terminaram sendo recapturados. Os dois reeducandos foram recolhidos à Cadeia Pública
de Boa Vista, por questão de segurança.
O delegado está
aguardando o laudo do exame cadavérico de Ednaldo que tem dez dias úteis para
ser concluído. “Não posso falar sobre o caso enquanto não estiver em mãos os
laudos técnicos, expedidos tanto pelo IML, quanto pelo Instituto de
Criminalística”, esclareceu o delegado.
Edivaldo foi encontrado
desfalecido, no meio do matagal da região de Monte Cristo e levado para o
Pronto Socorro Francisco Elesbão, onde já chegou morto. Lá foi divulgado à
imprensa que o corpo não apresentava sinais de violência. As suspeitas é que
Edivaldo tenha sofrido infarto durante a fuga.
O sepultamento do
detento Ednaldo Lima dos Santos ocorreu agora pela manhã.
17.03.09
ADITAL
Brasil - Visão geral do sistema prisional no Estado de São Paulo
Pe. Valdir João Silveira
* (PCrN)
Estamos no tempo da
quaresma, tempo de conversão, de olharmos a realidade a nossa volta com o olhar
de Jesus Cristo e, com ele, assumirmos o compromisso de mudança daquilo que,
aos olhos de Deus, é realidade de pecado, de injustiça e de desamor.
A igreja, a cada ano,
desde 1964, vem nos apontando uma realidade que necessita de mudança, de
transformação através da Campanha da Fraternidade. Neste ano, com o tema
Fraternidade e Segurança Pública, somos desafiados a construirmos juntos uma
sociedade baseada nos valores do evangelho e à Luz da Doutrina social da Igreja.
Um dos temas que
incomoda a sociedade brasileira e que, ao mesmo tempo, é pouco conhecido em sua
completude mas muito falado é o sistema penitenciário. Muitas vozes têm se
levantado, a grande maioria para aumento do número dos presídios, pelo endurecimento
das penas e estreitamento dos direitos dos presos.
Como a situação da
pessoa encarcerada foi o grande motivador para criação do tema da Campanha da
fraternidade deste ano, é bom conhecemos um pouco desta realidade aqui no
Estado de São Paulo.
Vejamos:
A história do sistema
penitenciário paulista começa em 1º/03/1892, quando o Decreto nº 28 criou a
Secretaria da Justiça do Estado.
Até o início de 1979 os
estabelecimentos destinados ao cumprimento de penas privativas de liberdade no
Estado de São Paulo estavam subordinados ao Departamento dos Institutos Penais
do Estado - DIPE, órgão pertencente à Secretaria da Justiça.
Com a edição do Decreto
nº 13.412, de 13/03/1979, o DIPE foi transformado em Coordenadoria dos Estabelecimentos
Penitenciários do Estado - COESPE, à época com 15 unidades prisionais.
Até março de 1991 as
unidades prisionais, através da COESPE, ficaram sob a competência da Secretaria
da Justiça. Em seguida, a responsabilidade foi para a Secretaria de Segurança
Pública e com ela ficou até dezembro de 1992.
Como a edição da Lei nº
8.209, de 04/01/93, com a organização delimitada pelo decreto nº 36.463, de
26/01/1993, foi criada a SECRETARIA DA ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA, a primeira
no Brasil a tratar com exclusividade do referido segmento.
Hoje o Estado de São
Paulo conta com 147 unidades prisionais sendo que, destas 3 são de segurança
máxima (Presidente Bernardes, Taubaté e Avaré); 74 Penitenciárias; 33
Centros de Detenção Provisória e mais um anexo; 22 Centros de Ressocialização;
07 Centros de Progressão Penitenciária; 02 institutos Penais Agrícolas e 05
Hospitais.
A população carcerária,
distribuídas nestas unidades, no mês de fevereiro, era de 145.605 pessoas.
Lembrado que os presos detidos nas 38 cadeias públicas não estão incluídos
neste número, que em dezembro de 2008 chegava a 10.174. Totalizando-se os
presos de cadeias públicas e de unidades prisionais sob tutela da SAP temos
155.779 pessoas presas no Estado de São Paulo.
Segundo o Sistema
Integrado de Informações Penitenciárias - InfoPen - do Departamento
Penitenciário Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, o sistema
prisional do Estado de São Paulo, no ano de 2008, teve um gasto financeiro de
R$165.322.795,78 (cento e sessenta e cinco milhões, trezentos e vinte e dois
mil, setecentos e noventa e cinco reais e setenta e oito centavos). Este valor
conta com verbas dos governos federal e do estadual. Só o Estado de São Paulo
desembolsou o total de R$ 157.358.400,00 (cento e cinqüenta e sete milhões,
trezentos e cinqüenta e oito mil e quatrocentos reais).
Neste universo do
sistema carcerário encontramos reiteradas violações aos direitos fundamentais
garantidos pela Constituição Federal e, na grande parte das vezes, são os
motivos das rebeliões e motins.
Podemos elencar a
superpopulação, celas com mais de 50 pessoas onde deveria ter no máximo 12
pessoas; a ausência de equipe jurídica nas unidades prisionais e vagareza e
severidade do judiciário. Nossa população carcerária é pobre, dependente da
assistência jurídica gratuita e no Estado de São Paulo temos apenas 400
defensores públicos, sendo que destes apenas 37 defensores cuidam da execução
penal dos 155 mil presos.
Além disso, salvos casos
raros, os juízes e promotores corregedores não realizam as visitas
correicionais, conforme determina a Lei de Execução Penal (Ao juiz da execução
penal, o artigo 66, inciso VII, da LEP prevê a atribuição de "inspecionar,
mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento
e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade. A mesma
periodicidade nas visitas dos juizes (mensal) está prevista para os membros do
Ministério Público (artigo 68, parágrafo único da LEP), sendo necessário o
registro, em livro próprio dessa visita). Com essa ausência de juizes e
promotores dos cárceres não se apuram efetivamente as irregularidades
existentes nas unidades prisionais.
Outra causa da
superlotação é o fato de haver nos cárceres milhares de pessoas aguardando o
julgamento de seus processos por tempo maior do que a própria lei comina ao
crime que esta respondendo. E, não raras vezes, a pessoa é absolvida, tendo
ficado anos presa, custando muito aos cofres do Estado. Existem também milhares
de presos com direito ao regime semi-aberto, ao livramento condicional, ao
indulto que permanecem presas, esperando meses e anos sua transferência ou
liberdade; além da péssima qualidade de assistência à saúde e a falta de
trabalho e de estudo.
O ano de 2009 chegou com
uma surpresa para grande parte da população paulistana. O governo do Estado
promete construir 49 presídios até o fim de 2010. Serão construídos 22
presídios masculinos de regime fechado (ao custo de R$ 29 milhões cada unidade,
para um total de 16.896 vagas), 8 penitenciárias femininas (R$ 45 milhões cada
uma, total de 5.376 vagas), 12 Centros de Detenção Provisória (R$ 29 milhões
cada um, 7.680 vagas) e 7 presídios para regime semi-aberto (R$ 35 milhões cada
um, total de 6.480 vagas). Ao todo serão 36.432 novas vagas. O governo
investirá nesse programa R$ 1,2 bilhão até 2.010 e, só em 2.009, R$ 514
milhões.
É bom esclarecer que
destas unidades 5 já se encontram em funcionamento. Isso causou reação das
populações locais e muitos prefeitos foram pegos de surpresas pois não sabiam
que sua cidade iria sediar um presídio. A proposta da construção dos presídios
é vista pela Pastoral Carcerária como necessária perante a inoperância do
judiciário dos governos na prevenção da violência, na manutenção da negação ao
acesso aos diretos e na criação de políticas publicas voltadas para as áreas
sociais após longo período de exclusão social.
Necessária porque, pela
primeira vez, o Estado constrói presídios destinados às mulheres encarceradas
(8 unidades), respeitando o que determina a Lei no referente a questão de
gênero do período de gravidez e de lactação. Necessária também para
regionalização dos condenados, permanecendo eles próximos aos seus familiares,
onde a recuperação possa ser viável, junto com o acompanhamento da comunidade.
Não seria necessários estes gastos caso tivéssemos um judiciário rápido e
atuante como é para os casos das pessoas de boas condições financeira, que
contam com bons e bem pagos advogados. Nestes casos a justiça é rápida e cumpre
rigorosamente o que a lei determina.
Medidas como essa são
essenciais para evitar o colapso do sistema a curto prazo, mas é preciso ter
sempre presente que a solução do problema carcerário - tanto em São Paulo como
no resto do País - exige outras providências. A principal delas é o aumento da
capacidade de aplicar penas alternativas - serviços prestados à comunidade em
vez de encarceramento, nos casos de delitos menos graves -, que depende tanto
da Justiça como do governo.
Em São Paulo, o número
de condenados a penas alternativas vem aumentando bastante, tendo passado de
4.876 em 2005 para 19.978 em 2007. Mas, tendo em vista que a população
carcerária do Estado é de cerca de 155.779 mil, grande parte da qual se
enquadra nos critérios das penas alternativas, resta muito ainda a fazer. Além
de aliviar a superlotação dos presídios, esse tipo de pena tem outra vantagem:
a taxa de reincidência dos que a cumprem é de 4,7%. Para os que saem do regime,
ela é de cerca de 60%. Investir em pena alternativa é, portanto, tão importante
quanto em novos presídios.
Outra ação que poderia
estar ajudando a redução da população carcerária é a Força Tarefa nas Execuções
Criminais. A exemplo do que aconteceu na Vara de Execuções Criminais da Comarca
de Taubaté entre os dias 17 de setembro e 22 de outubro de 2008, em 25 dias
úteis foram concedidos 733 decisões judiciais determinando a progressão ao
regime semi-aberto; 248 ao regime aberto; 248 ao livramento condicional; 25
indultos plenos; 49 decisoes extinguindo a pena pelo cumprimento e 1
desinternação.
Foram disponibilizadas
1.172 vagas, uma média de 46,8 vagas por dia de mutirão. O mesmo aconteceu em
outras Varas de Execuções Criminais, como em Ribeirão Preto que, em 4 dias de
força tarefa, foram liberadas 122 vagas, numa média de 30,5 por dia; em Jundiai
em 31 dias úteis de trabalho, foram liberadas 1.166 vagas, média de 37,6 por
dia.
Enfim, em 82 dias úteis,
de 17 de setembro até 20 de fevereiro de 2009, foram disponibilizadas 2.775
vagas no sistema prisional, numa média de 33,78 vagas por dia, num total de
5.702 decisões e despachos diversos.
Esta ação, a Força
Tarefa nas Execuções Criminais, que não é um ato de caridade, mais sim um ato
de justiça tardia, traz aos apenados a esperança de ter a cidadania recuperada
ou adquirida.
Aos poderes constituídos
em nosso país, é bom sempre lembrar que "A injustiça num lugar qualquer é
uma ameaça à justiça em todo o lugar" e, para a sociedade civil, como a CF
2009 propõe: se queres um mundo de justiça e paz, temos que nos organizar
e lutar para fazê-lo acontecer.
* Vice-coordenador da Pastoral Carcerária Nacional e coordenador da Pastoral
Carcerária de São Paulo
17/03/2009
ANADEP - http://www.anadep.org.br
André Castro é o novo presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos
André Castro e Mariana
Lobo
O Defensor Público
do Estado do Rio de Janeiro André Castro é o novo presidente da Associação
Nacional dos Defensores Públicos. A chapa ANADEP com TODOS foi eleita ontem,
dia 16 de março, durante Assembléia Geral Ordinária realizada na sede da
ANADEP, em Brasília. Castro, que sucede Fernando Calmon, vai exercer seu
mandato por dois anos (2009/2010).
A vice-presidência da
ANADEP ficará a cargo da presidente da Associação dos Defensores Públicos do
Estado do Ceará (ADPEC), Mariana Lobo.
Além das causas de
interesse da categoria, a nova diretoria pretende expandir o trabalho da
entidade promovendo a aproximação dos defensores com os destinatários de seus
serviços e a sociedade civil organizada.
A valorização e
conscientização da identidade do Defensor Público também faz parte do Programa
de Gestão do novo comando da ANADEP. "A função de Defensor Público tem
inúmeras peculiaridades que, em boa parte, são desconhecidas pela sociedade e
pelos formadores de opinião. Estreitar a relação com os meios de comunicação e
promover campanhas que busquem valorizar essa identidade própria são medidas
importantes, inclusive, para aumentar a auto-estima do Defensor Público, muitas
vezes abalada pelas dificuldades da profissão", enfatiza Mariana Lobo.
A solenidade de posse
será realizada no dia 31 de março, às 19h, no Centro de Convenções Brasil 21 -
SHS Quadra 06, Lote 1, Conjunto no dia A, Bloco G - Brasilia DF.
16/mar/2009
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás - Blog de Notícias- http://www.tjgo.jus.br/bw/?p=8387
Paulo Teles discute soltura de presos com secretária da Mulher
O presidente do Tribunal
de Justiça de Goiás (TJGO), desembargador Paulo Teles, disse hoje (16) que o
controle sobre a prisão de réus envolvidos em crime contra a mulher depende de
cada julgador. A informação foi repassada hoje (16) à secretária Denise
Carvalho, da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres e Promoção da
Igualdade Racial (Semira), que reivindicou a Paulo Teles empenho para que a Lei
Maria da Penha não seja enfraquecida diante do entendimento do Supremo Tribunal
Federal (STF) de que não haja prisão enquanto não ocorrer decisão definitiva
sobre o caso.
“Se a sentença não
transitar em julgado, o TJGO não pode fazer nada, já que o Tribunal superior
revogará nossa decisão. O que faremos, entretanto, é dar todo o apoio material
e humano para que o Juizado da Mulher opere da melhor forma possível,
independente do entendimento do Supremo”, afirmou Paulo Teles, antes de
observar que o legislador tem autonomia para julgar como lhe apetecer.
O temor da secretária é
que presos por agressão às mulheres sejam soltos por serem considerados de
menor potencial ofensivo. “Estamos num momento de consolidação da Lei Maria da
Penha, que, ao contrário da legislação anterior, não vê esses criminosos dessa
maneira”, disse Denise, que teve audiência com Paulo Teles acompanhada da
presidente do Conselho Estadual da Mulher (Conem), Eline Jonas, e da presidente
da Associação das Mulheres de Carreira Jurídica, Arieny Matias de Oliveira.
Segundo a secretária, a
postura do TJGO vai servir de exemplo para outros tribunais do País. “Se os
presídios estão superlotados, cabe aos governos Federal e Estadual construir
novos. É do Judiciário, entretanto, a responsabilidade de não deixar que a Lei
Maria da Penha vá por água abaixo. Fiquei muito feliz de ouvir de Paulo Teles
que não há mudança de comportamento nas câmaras”, afirmou.
Presídio
Segundo Denise, já
existe um projeto para a construção de uma Casa de Prisão Provisória (CPP)
feminina, que será assinado pela a ministra Nilcéia Freire, da Secretaria
Especial de Políticas para as Mulheres (SEPM), no dia 24 (terça-feira). Com
isso, ela acredita que poderá reduzir o problema da superlotação nas cadeias.
”Temos três anos para finalizar o projeto, mas a construção do presídio deverá
ser concluída até o ano que vem”, disse.
Texto: Aline Leonardo
16/03/2009
ANADEP
Paraíba
lança projeto Mulheres Encarceradas
O Governo do Estado inicia, nesta terça-feira (17), o projeto
Mulheres Encarceradas, que será desenvolvido pela Defensoria Pública da
Paraíba.
O lançamento
acontece às 9h, no Instituto de Recuperação Feminino Maria Júlia Maranhão, em
Mangabeira, em ato presidido pela defensora pública geral, Fátima Lopes Correia
Lima, com a participação de representantes da Secretaria de Administração
Penitenciária, do Ministério Público Estadual e da Organização Cidade Viva.
O projeto
"Março Mulheres Encarceradas", elaborado pela defensora pública
Elizabete Barbosa, será realizado no período de 17 a 27 deste mês.
Atualmente, a
população carcerária feminina na Paraíba é de 270 mulheres distribuídas nos
estabelecimentos penais do Estado, a maioria no Instituto Maria Júlia Maranhão,
em João Pessoa, e Penitenciária Feminina de Campina Grande.
"Nós
vamos aproveitar para, neste mês dedicado às mulheres, realizar o mutirão com o
objetivo de contribuir para a redução do índice populacional nos presídios
femininos; agilizar os processos das presas provisórias; agilizar os processos
de benefícios, como progressão de regime, saída temporária, livramento
condicional, comutação de pena, remição de pena, indulto e incidentes na
execução", explicou a defensora pública geral, Fátima Lopes Correia Lima.
Uma equipe de
defensores foi designada para desempenhar as funções típicas de assistência
jurídica, analisando os processos das presas provisórias, como também os de
execução penal, a fim de aperfeiçoar o trabalho das Varas de Execução Penal no
sentido de proceder ao requerimento e acompanhamento de benefícios cabíveis,
quando não tenham sido requeridos.
O mutirão
levará ainda equipe da Associação dos Notários de Registro Público (Anoreg)
para emitir a certidão de nascimento dos filhos das presidiárias que ainda não
tenham registro.
16/03/2009
CONJUR
Seminário
sobre sistema carcerário será no Rio
O Conselho Nacional de
Justiça marcou para os dias 2 e 3 de abril, no Rio de Janeiro, o Seminário
sobre o Sistema Carcerário Nacional. O objetivo do encontro é definir propostas
para uniformizar os procedimentos em relação ao sistema carcerário nacional.
Todos os corregedores
dos Tribunais de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais participarão do
seminário, que será aberto pelo presidente do CNJ e do Supremo, ministro Gilmar
Mendes, e pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. A abertura
acontece às 9h30 no auditório do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
De acordo com o juiz
auxiliar da presidência do CNJ, Erivaldo Ribeiro dos Santos, o seminário também
vai analisar as formas de cumprimento das recomendações e resoluções do
Conselho referentes ao sistema carcerário. Entre elas, a Resolução 66 que tem
por finalidade coletar dados sobre o número de prisões provisórias existentes
no país.
Segundo o juiz, serão
feitas ainda reflexões sobre o programa “Começar de Novo”, que pretende a
ressocialização dos egressos do sistema prisional e sua inserção no mercado de
trabalho. “O objetivo é fazermos um trabalho que possa contribuir para melhoria
do sistema carcerário nacional”, explica.
O CNJ quer ainda fazer
uma avaliação junto com os corregedores sobre as inspeções feitas nos estados.
O encontro será feito em forma de grupo de estudos (workshop). Ao final, será
elaborado um documento com as recomendações a serem cumpridas para melhoria do
sistema carcerário. Foram convidados para a abertura do seminário,
representantes do Ministério da Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública
e Secretaria de Administração Penitenciária.
16/03/2009
FGV
Policiais toleram atos ilícitos de colegas
A pesquisa revelou
associação significativa entre o padrão de escolaridade do policial, o nível de
aceitação da corrupção e outras transgressões policiais
Meio assistente social,
meio agente de repressão. Uma radiografia inédita do policial civil e militar
brasileiro revela um profissional que possui ao mesmo tempo ideias
"ongueiras" e conservadoras sobre a criminalidade. Na relação com os
colegas, porém, desvendam-se pactos de silêncio e cumplicidade. E nos
questionários da Fundação Getúlio Vargas (FGV) detecta-se um comportamento
comum em todos os Estados: complacência com atos de corrupção, que impedem o
policial de denunciar colegas envolvidos em atos ilícitos.
A pesquisa revelou
associação significativa entre o padrão de escolaridade do policial, o nível de
aceitação da corrupção e outras transgressões policiais. Menos anos de escola,
mais "deixa pra lá". Como, em média, 49,77% dos policiais brasileiros
possuem apenas ensino médio, o quadro é preocupante. "Mostramos que a
educação tem um papel muito importante no processo de construção de um sistema
de segurança mais eficaz e imune à corrupção", dizem os coordenadores da
pesquisa, os professores Marco Aurélio Ruediger e Vicente Riccio.
Esse levantamento traz
"opiniões e valores" dos agentes sobre temas de segurança pública e
sobre o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci),
carro-chefe das políticas do Ministério da Justiça para reverter o cenário de
violência no País. Foram realizadas 23.540 entrevistas em 23 Estados de todas
as regiões, entre 3 de dezembro de 2008 e 18 de janeiro deste ano. Amapá,
Goiás, Paraná e Distrito Federal ficaram de fora.
Os policiais tendem a
ver o ingresso no mundo do crime como produto de pressão do ambiente, do meio
social, e não como opção pessoal ou fruto da repressão insuficiente. Para 74,38%
dos entrevistados, a pobreza e a desigualdade são as causas principais da
criminalidade. Mas 89,11% defendem a redução da maioridade penal, atualmente em
18 anos. E quase todos - 91,39% - mostraram-se contrários à liberalização de
drogas leves. Já 75,67% acreditam que os crimes de homicídio, tráfico de drogas
e estupro têm punição branda pela lei penal brasileira.
Geovani de Oliveira
Tavare
Professor e Advogado
Assessor Jurídico do
Cedeca-Ceará
Fones: (85)91972103 -
3276-6242 – 32758735
16/03/2009
ADITAL - http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=37771
Cooperativa incentiva vida digna para egressos do sistema prisional
Para quem está cumprindo
pena no sistema prisional a liberdade é uma meta esperada com muita ansiedade.
Entretanto, após sair do sistema, o egresso depara-se com um grande desafio:
conseguir se reinserir dignamente na sociedade. O preconceito e a falta de
políticas públicas nesse setor fez com que surgisse, em 2005, a Cooperativa de
Reciclagem Eu Quero Liberdade, no Rio de Janeiro.
De acordo com Robson Borges, diretor-presidente
da Cooperativa, o grupo surgiu a partir da constatação da falta de oportunidade
de trabalho para os egressos. Ele comenta que, à época, fazia parte de outra
instituição, a Manancial de Liberdade e, depois de ser bastante procurado pelos
egressos em busca de emprego, reuniu os interessados e, sob a orientação do
Observatório de Favelas e a ajuda de outros grupos, formou a Cooperativa de
Reciclagem.
Atualmente, a Eu Quero
Liberdade atua no Complexo do Alemão e trabalha, em média, com 23 pessoas. O
diretor explica que a Cooperativa desenvolve atividades de reciclagem e de
coleta de óleo de cozinha. Na reciclagem, os participantes recolhem os
materiais e transformam em artesanato. Segundo Borges, o que eles não conseguem
transformar em artesanato, separam, prensam e vendem para indústrias.
Já no trabalho de coleta de óleo de cozinha, o
grupo recolhe o material não somente dentro da comunidade, mas também em
estabelecimentos comerciais localizados em outras regiões. Ele explica que uma
parte do óleo é destinada à pesquisa, enquanto a outra é vendida para a Usina
de Manguinhos, onde será transformada em biodiesel.
A coleta de óleo é realizada em parceria com o
Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal (Prove), criado pela Secretaria de
Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. Borges comenta que, antes de fazer a
coleta de materiais, o grupo realiza o trabalho de conscientização dos
participantes, ressaltando os benefícios da preservação do meio ambiente. Ele
afirma que, dessa forma, a conscientização é realizada em toda a comunidade,
pois os egressos informam os benefícios para amigos e familiares.
A Cooperativa produz, ainda, tijolos a partir da
compostagem de resíduos. O trabalho é desenvolvido em parceria com a
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entretanto, Borges ressalta que
a produção ainda é pequena, pois faltam máquinas para a fabricação em grande
escala.
O diretor aproveita a oportunidade para pedir
apoio para a Eu Quero Liberdade. "A Cooperativa não tem estrutura
própria", afirma, explicando que a descentralização dificulta o trabalho
desenvolvido. Além da falta de espaço, o diretor comenta que o grupo também
carece de transporte e de máquinas para a fabricação de tijolos. Para ele, se a
Cooperativa tivesse mais apoio, mais egressos teriam a oportunidade de participar
e, assim, conseguir um emprego.
Segundo o diretor, cerca de 70% a 80% das
pessoas que saem do sistema prisional querem a reintegração na sociedade, mas
não conseguem por falta de oportunidade. Dessa forma, ele acredita que a
Cooperativa é uma chance do egresso conseguir um emprego e viver dignamente,
sem precisar voltar para o mundo do crime. "Eu consegui resgatar a minha
cidadania através desse trabalho", declara.
As matérias do projeto "Ações pela
Vida" são produzidas com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade da CF
2008.
15/03/2009
Folha de São Paulo -
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1503200901.htm
O presidente da CBF,
Ricardo Teixeira, e o do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, acertaram
durante a semana acordo para utilização de ex-detentos nas obras de
infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. Pelo acordo, haverá uma reserva de
mercado para os egressos do sistema carcerário. O percentual ainda será
definido. Com a parceria, Teixeira ganha importante aliado para o Mundial no
Brasil. A ressocialização de presos foi anunciada como um dos projetos
prioritários do Supremo a partir deste ano.
13/03/2008
SUSEPE
CIS de Acreúna repete
doação de milho para escolas e creches
O Centro de Inserção
Social (CIS) de Acreúna fará, nesta sexta-feira (13/03), a doação de 20 sacos
de milho verde a 08 escolas do município. Os grãos foram cultivados por cinco
presos que trabalham no projeto Plantar e Servir, da Superintendência do
Sistema de Execução Penal (SUSEPE), que mantém hortas comunitárias em unidades
prisionais do Estado.
De acordo com o diretor
do CIS, Vildebal Alves dos Reis Júnior, a perspectiva é que as doações façam
parte da rotina do presídio. “Além de significar trabalho para os presos, essas
contrapartida para a sociedade é um estímulo a mais para mantermos a produção”,
completa o diretor.
Essa é a segunda doação
desse tipo de grãos que a unidade prisional realiza. No mês passado,
aproximadamente 100kg de milho foram entregues às escolas e creches do
município. Pelo trabalho, dois presos recebem um salário mínimo por mês e todos
recebem remição da pena (um dia a menos na pena para cada três dias
trabalhados).
13/03/2009
Folha de São Paulo
-http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1303200908.htm
CCJ veta prisão especial para preso que tem diploma
Também os religiosos ficarão em prisão comum, segundo prevê o projeto de
lei aprovado em comissão do Senado
Pela proposta, só terão direito à cela especial ministros, governadores,
prefeitos, delegados e juízes, por "segurança"
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os portadores de diploma
de nível superior, religiosos e cidadãos condecorados com a Ordem Nacional do
Mérito poderão perder o direito à prisão especial, segundo projeto de lei
aprovado na última quarta pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do
Senado.
A proposta, porém,
mantém o benefício para autoridades como ministros, governadores, prefeitos,
promotores, juízes e delegados. A justificativa é que, nesses casos, a medida é
necessária por questão de segurança.
Como ocorre atualmente,
a prisão especial continuará valendo até a condenação definitiva do acusado.
Depois disso, ele deverá ser transferido para uma cela comum.
Pela lei em vigor, a
prisão especial prevê o recolhimento do suspeito em um prédio que não seja a
prisão comum, quando disponível. Se não houver um estabelecimento específico
para o preso especial, ele será colocado em uma cela separada na prisão comum.
Segundo a lei federal
10.258, de 2001, a cela especial poderá ser um alojamento coletivo, com
"aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência
humana". A mesma lei prevê que o preso especial não pode ser transportado
com o preso comum.
Tramitação
O projeto de lei terá
ainda que ser aprovado pelo plenário do Senado. Como o projeto original foi
alterado no Senado, com a inclusão da restrição à prisão especial, deverá
voltar para a Câmara dos Deputados. Para entrar em vigor, terá ainda que ser
sancionado pelo presidente da República.
Além das novas regras
para prisão especial, o projeto de lei estabelece outras mudanças no Código de
Processo Penal, de 1941. Entre elas está a imposição de um limite de 180 dias
para a prisão provisória antes de cada julgamento de primeira e segunda
instância.
A regra não vale se o
magistrado entender que a demora se deve a uma estratégia da própria defesa do
acusado. Hoje, a lei não estabelece nenhum limite para a prisão provisória.
O Brasil tem 131 mil
presos nessa condição, de acordo com relatório de junho de 2008 divulgado pelo
Depen (Departamento Penitenciário Nacional), o mais recente. O número
corresponde a 34% da população carcerária do país.
Os presos provisórios
deverão também ser separados dos demais. A atual redação do Código de Processo
Penal prevê que a medida terá que ser aplicada "sempre que possível".
Mudam também as
condições de pagamento de fiança. O texto estabelece a possibilidade de ela ser
substituída por monitoramento eletrônico do condenado. A medida já vale em São
Paulo, onde foi transformada em lei no ano passado.
O projeto de lei foi
enviado ao Congresso em 2001 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele é
fruto de propostas elaboradas por uma comissão de especialistas composta por
nomes como os professores da USP Ada Pellegrini Grinover, Antônio Scarance
Fernandes e Miguel Reale Júnior.
O ministro Tarso Genro
(Justiça) disse ontem considerar a medida correta, mas afirmou que ela tem que
vir acompanhada de melhorias no sistema prisional.
13/03/09
Zero Hora - http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2437
222.xml &channel=13&tipo=1
Comissão do Senado veta prisão especial para quem tem curso superior
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ) do Senado deu parecer favorável ontem ao projeto de lei que atualiza o
Código de Processo Penal. A principal mudança é a que retira da lista dos que
podem usufruir de prisão especial pessoas com curso superior, padres, pastores,
bispos evangélicos e pais-de-santos ou com títulos recebidos pela prestação de
relevantes serviços.
A proposta, que ainda vai a plenário, foi votada
em regime de urgência, na forma de substitutivo do senador Demóstenes Torres
(DEM-GO), presidente da comissão. O projeto de lei sistematiza e atualiza o
texto do código, o Decreto-Lei 3.698, de 1941, no que se refere à prisão, às
medidas cautelares e à liberdade provisória.
O projeto, já aprovado pela Câmara dos
Deputados, teve sua origem na proposta elaborada, em 2000, por uma comissão de
juristas criada pelo Executivo. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que
concorda com a medida, mas alerta:
— É correta (a proposta), desde que venha
acompanhada de um novo sistema prisional. É preciso que o sistema melhore,
qualifique e humanize.
Segundo Tarso, o Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania (Pronasci) já prevê melhorias no sistema.
Para Renato Casagrande (PSB-ES), líder do
partido no Senado, as mudanças irão combater a impunidade. Já o senador Aloizio
Mercadante (PT-SP) disse que as alterações propostas trazem importantes avanços
no Código de Processo Penal, a começar pela valorização de penas alternativas e
da fiança, além da restrição à prisão temporária. Mercadante também voltou a
defender a separação dos presos por grau de periculosidade.
As
mudanças
O rol de pessoas que passam a ter direito à
prisão especial será integrado por pessoas com as seguintes atribuições:
Ministros de Estado, governadores, senadores,
deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores, membros das Forças
Armadas, magistrados, delegados e membros do Ministério Público e da Defensoria
Pública, membros dos tribunais de Contas e cidadãos que já tiveram exercido a
função de jurado, salvo quando excluídos dessa lista por motivo de incapacidade
para a função.
OUTRAS
ALTERAÇÕES
MONITORAMENTO
ELETRÔNICO
Implantação do monitoramento eletrônico de
detentos que forem liberados em datas especiais, como Dia das Mães e fim de ano
FIANÇA
Aumento
dos valores de fiança, especialmente para crimes do colarinho-branco, com valor
máximo de R$ 93 milhões
A autoridade somente poderá conceder fiança nos
casos de infração cuja pena máxima não supere os quatro anos de prisão
PRISÃO
PREVENTIVA
Eleva de 70 para 80 anos a idade em que pessoa
submetida à prisão preventiva poderá, por decisão do juiz, contar com a
substituição dessa medida pela prisão domiciliar
A prisão preventiva terá duração máxima de 180
dias em cada grau de jurisdição
O juiz poderá decretar a preventiva quando o
crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, a criança, o
idoso, o adolescente, o enfermo ou deficiente
O juiz ou o tribunal que decretou ou manteve a
prisão preventiva reexaminará a decisão, obrigatoriamente, a cada 60 dias, ou
em prazo menor, quando situação excepcional assim exigir
13/03/09
Superintendência do Sistema de Execução Penal - Assessoria
de Comunicação Social
Polícia Federal concede porte de arma funcional para agentes penitenciários
A Superintendência do
Sistema de Execução Penal (SUSEPE) informa que o porte de arma funcional (pistola
ou revolver) foi autorizado para os agentes penitenciários efetivos pela
Superintendência da Polícia Federal no Estado de Goiás – SPFGO. O documento de
concessão, que foi entregue à administração penitenciária nesta sexta-feira
(13/03), também trata da isenção da taxa de concessão do porte de arma de fogo
a esses profissionais, hoje fixada em mil reais.
De acordo com o
superintendênte, Edilson de Brito, o porte será autorizado mediante comprovação
da capacidade e aptidão psicológica, essa última com o valor da aplicação
reduzido de R$150 para R$ 80 pela SPFGO. As avaliações deverão ser agendadas
pelo próprio requerente junto à Polícia Federal. A capacitação técnica é
realizada em parceria com a Academia da Polícia Civil. O pedido do porte de
arma deve ser feito, individualmente, à Gerência de Segurança da SUSEPE.
Segue conteúdo integral
do documento.
Goiânia-Go, 13 de março
de 200
Of. n.215/2009 – Gab
SUSEPE
Do: Gabinete do
Superintendente do Sistema de Execução Penal
Aos: Agentes
Penitenciários e Vigilantes Penitenciários Temporários
Assunto: Comunicação
A par de cumprimentá-los
comunicamos que por meio de gestões junto à Superintendência da Polícia Federal
no Estado de Goiás - SPFGO a Superintendência do Sistema de Execução Penal foi
atendida no pleito a respeito da concessão de porte de arma funcional
(limitação territorial de atuação do servidor) para os agentes efetivos e
isenção da taxa de concessão do porte de arma de fogo hoje fixada em R$
1.000,00 (mil reais).
Dessa forma, os agentes
efetivos poderão portar constantemente, dentro do prazo de validade do porte de
arma, arma de porte (pistola ou revolver) fornecida pela SUSEPE
Para tanto, em cumprimento ao estabelecido na Lei n. 10.826 de 22 de dezembro
de 2003, em seu art. 4° inciso III, os agentes efetivos deverão comprovar
capacidade técnica (instruções aplicadas recentemente pela Academia da Polícia
Civil) e aptidão psicológica.
Ainda buscando
viabilizar a concessão do porte aos agentes efetivos a SUSEPE apresentará
profissional para a aplicação dos testes de avaliação psicológica, favorecendo
a realização dos trabalhos o que reduzirá o valor da aplicação de R$ 150,00
(cento e cinqüenta reais) para R$ 80,00 (oitenta reais), conforme comunicado em
anexo.
Todos os agentes
efetivos e vigilantes penitenciários que desejarem registrar arma de fogo
particular, retirar o porte de arma convencional e os agentes efetivos
interessados no porte de arma funcional, deverão se matricular em uma das datas
disponíveis para aplicação dos testes de avaliação psicológica.
Após a aplicação do
teste e divulgação do resultado, os servidores deverão buscar junto à Gerência
de Segurança a solicitação de porte de arma de fogo funcional e juntar aos
demais documentos especificados no Art. 4° Inciso I, II, III, e individualmente
protocolar na SPFGO – SINARM, o pedido de concessão de porte funcional.
Atenciosamente,
Edílson Brito, Superintendente
Portal Terra - http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,oi3628881-ei7896,00-ccj+aprova+fim+de+
prisao+especial+a+quem+tem+curso+superior.html
CCJ aprova fim de prisão especial a quem tem curso superior
A Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que
reduz o direito à prisão especial previsto na legislação. De acordo com o
senador Demóstenes Torres (DEM-GO), serão excluídos do texto pessoas com curso
superior, padres, pastores, bispos evangélicos, pais de santo, entre outros. A
matéria ainda vai a Plenário.
A proposta foi votada em
regime de urgência, na forma de substitutivo do senador Demóstenes Torres
(DEM-GO). De acordo com o texto aprovado, o rol de pessoas que passam a ter
direito à prisão especial, bem mais restrito, será integrado por pessoas com as
seguintes atribuições: ministros de Estado; governadores, senadores, deputados
federais e estaduais; prefeitos e vereadores; membros das Forças Armadas; magistrados,
delegados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública; membros dos
tribunais de Contas; e cidadãos que já tiveram exercido efetivamente a função
de jurado, salvo quando excluídos dessa lista por motivo de incapacidade para o
exercício da função.
A matéria também
apresenta algumas modificações no Código Penal, como a implantação do
monitoramento eletrônico de presos beneficiados por indultos.
Este monitoramento, de
acordo com o relator da matéria e presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO),
poderá ser viabilizado pelo uso de pulseiras ou tornozeleiras capazes de
mostrar a localização exata dos detentos beneficiados com a saída temporária em
datas como Dia das Mães, Natal e Ano-Novo.
Outro projeto aprovado
pela comissão reabre o prazo para que os servidores públicos demitidos no
período do governo Collor possam solicitar a reincorporação aos quadros da
administração pública. Essa matéria foi aprovada em caráter terminativo e,
agora, segue para a apreciação da Câmara dos Deputados.
13/03/2009
Revista Consultor Jurídico,
http://www.conjur.com.br/2009-mar-13/mutirao-carcerario-rio-concede-liberdade-condicional-31-presas?boletim=884
Mutirão no Rio concede condicional a 31 detentas
O 3º Mutirão Integrado
do Sistema Carcerário do Rio de Janeiro, que analisou 482 processos de mulheres
presas nas penitenciárias Talavera Bruce e Joaquim Ferreira de Souza, do
complexo de Bangu, terminou com um saldo de 31 detentas que conseguiram a liberdade
condicional.
Outras presas também
conseguiram benefícios com o mutirão. Foram 23 que obtiveram a progressão para
o regime aberto, 38 para o semi-aberto e 44, a redução de pena. O benefício de
Visita Periódica ao Lar foi conquistado por 11 detentas.
O mutirão foi feito pelo
Conselho Nacional de Justiça em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio, Vara
de Execuções Penais, Secretaria de Administração Penitenciária, Defensoria
Pública e Ministério Público entre os dias 9 e 12 de março.
Em visita que fez ao
presídio Talavera Bruce, o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, afirmou
que todos os benefícios são concedidos de acordo com a Lei de Execuções Penais.
“Estamos revelando esta realidade, mostrando os problemas e realizando as
transformações necessárias”, disse.
O primeiro mutirão
promovido pelo CNJ no Rio aconteceu em 2008. Na ocasião, foram analisados 758
processos e concedidos 641 benefícios. No início de 2009, aconteceu o 2º
Mutirão Carcerário na penitenciária de Vicente Piragibe, também no complexo de
Bangu. Foram analisados 1.396 processos e 473 foram beneficiados. Destes, 283
conseguiram liberdade. *Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho
Nacional de Justiça.
13/03/2009
Agência Câmara
Projeto prevê redução de pena para preso sob más condições
A Câmara analisa o
Projeto de Lei 4655/09, do deputado Glauber Braga (PSB-RJ), que determina que
seja contado em dobro ou em triplo cada dia de pena em que o presidiário for
submetido a maus tratos, à falta de assistência médica ou psicológica ou a
situações inadequadas, como celas insalubres ou com excesso de população
carcerária.
O texto prevê ainda que,
se for constatada a prática de tortura, cada dia em que houver ocorrido o abuso
seja contado como 120 dias. Mesmo as ocorrências durante o período de prisão
provisória serão computáveis para fins de abatimento da pena de que resultar a
condenação final.
Sobrepena
Nos termos do projeto, a pena cumprida em condições inadequadas, que
possibilitará o abatimento do período de encarceramento, será chamada de
sobrepena. Caberá ao juiz competente verificar a ocorrência de sobrepena e
determinar a redução correspondente da pena.
"Não é novidade
para nenhum de nós que o sistema carcerário brasileiro está completamente
falido, com prisões superlotadas e insalubridade", observa Glauber Braga.
O deputado considera que o ideal seria o Estado assegurar aos presidiários
condições dignas para o cumprimento da pena, mas, "como isso não vem
ocorrendo", apresentou o projeto para "estimular maior controle das
condições de prisão, favorecendo a sua necessária humanização".
Segundo ele, o instituto
da sobrepena permitirá que o detento possa ter diminuído seus dias de pena
"para que se possa ter realmente a dignidade humana sendo respeitada em
nosso País".
Tramitação
Antes de ser votado em plenário, o projeto será analisado pelas comissões de
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e
de Cidadania.
13/03/2009
Diário do Amapá - http://www.diariodo
amapa.com. br/
Detento assassinado e jogado em tambor de lixo
Miraelson Costa
Quaresma, 22, e Ronilson dos Santos Albuquerque, 21, assumiram a autoria do
bárbaro crime
Condições em que ficou
vítima ao ser retirada de tambor de lixo; os dois detentos que assumiram o
assassinato
Robson Nascimento
Moraes, 25 anos de idade, detento do Iapen, foi assassinado, ontem, com 43
estocadas, e teve o corpo jogado em um tambor de lixo no interior da
penitenciária. Dois outros detentos assumiram o crime.
Detento é morto com 43
estocadas e jogado em tambor de lixo
Esse foi o sexto crime
dentro do presídio, de janeiro até agora. Foram dois suicídios e quatro
homicídios. Robson entrara no ano de 2004 no Iapen, onde cumpria pena
Foi encontrado por volta
das 13h de ontem, o corpo de Robson Nascimento Moraes, de 25 anos de idade,
dentro de um tambor de lixo no pavilhão F3 do Iapen. O detento foi morto com 43
estocadas, 26 nas costas e 13 na frente do corpo, desferidas por duas facas.
Dois internos assumiram a autoria do crime, Miraelson Costa Quaresma, de 22
anos, que cumpre prisão provisória por homicídio, e Ronilson dos Santos
Albuquerque, de 21 anos, condenado por roubo.
"Ele era pequeno;
depois do crime os dois esvaziaram o tambor e jogaram o corpo de cabeça para
baixo e o cobriram de lixo. Cada crime que acontece dentro do presídio é
investigado rigorosamente e solucionado; os dois foram encaminhados para o
Ciosp e o delegado Umberlandio vai conduzir as investigações" , afirmou o
tenente Vilhena, coordenador de segurança do Iapen. Esse é o sexto crime dentro
do presídio, de janeiro até agora. Foram dois suicídios e quatro homicídios.
Robson entrou no ano de 2004 no Iapen,
onde cumpria pena. Segundo informações do delegado Umberlandio, "eles irão
responder por mais um homicídio assumido; hoje (ontem) será lavrado o auto de
prisão em flagrante e depois retornarão para o Iapen para continuar cumprindo a
pena; depois de dez dias de investigação o Ministério Público vai assumir o
caso e após serão julgados em um júri popular para que se defina a pena que
cumprirão".
13.03.2009
Presídio de Aparecida terá anexo de segurança máxima
O novo complexo será
dividido em três níveis. Uma área será destinada aos detentos mais perigosos
Marcos Coelho
Da Editoria de Cidades
Novo presídio de segurança máxima será erguido no Complexo Prisional, em
Aparecida de Goiânia. A informação é do superintendente do Sistema de Execução
Penal (Susepe), Edílson de Brito. Trata-se da construção de um anexo composto
de três níveis com 300 novas vagas no regime fechado masculino. Os
investimentos giram em torno dos R$ 4,5 milhões, provenientes da União, e o
restante, R$ 2,3 milhões, do governo do Estado.
As obras devem começar
ainda este ano. O projeto, desenhado pelo engenheiro Anselmo Edson Teixeira
junto com a equipe de Engenharia da Susepe, segundo Brito, é inovador e
diferente de todos os presídios existentes no País, e será modelo para outros
Estados. Ele diz que os arquitetos fizeram um planejamento e esquematizaram o
projeto gráfico da obra. “O Departamento Penitenciário Nacional (Depen),
aprovou o projeto e já depositou o dinheiro na conta”, afirma Edílson de Brito.
A aprovação está
relacionada à redução de gastos previstos no projeto, que pode chegar em até
50%, com estrutura mais leve e segura. Brito explica que o anexo é uma nova
construção, e que será acoplado à Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG),
antigo Cepaigo, o qual também receberá reforma com investimentos de R$ 2,26
milhões da União e R$ 467 mil do Estado, já depositados na conta da Susepe. A
unidade será padronizada ao novo modelo. Toda a obra ficará dentro dos 75 mil
metros quadrados do complexo presidiário.
As 300 novas vagas do novo anexo ainda serão insuficientes para atender a
demanda. A POG comporta 640 presos e hoje atende a 1.400 presos. Ainda haverá
um déficit de aproximadamente 500 presos. Wilson Pereira Arantes, coordenador
de Arquitetura e Engenharia da Susepe, afirma que haverá forte esquema de
segurança, inclusive subterrâneo, com pilares e quatro guaritas (torres de
vigilância). Mais duas áreas de lazer e banho de sol serão construídas, além de
duas quadras esportivas e mais salas para atendimentos emergenciais.
O objetivo do novo
projeto é criar uma estrutura eficaz que garanta mais vagas com menor custo. Os
alojamentos serão comuns, com seis vagas e outros com celas individuais; locais
para encontros íntimos, pátio de sol com sanitários acessíveis, sala de
assistente social e de psicologia. Edílson Brito revela que toda a documentação
na unidade prisional será informatizada para um melhor controle interno.
O projeto divide o
presídio em três níveis. No primeiro, onde é a POG, será o local de segurança
máxima, para os presos considerados mais perigosos. Os níveis dois e três
abrigarão detentos com menor potencial agressivo e também idosos e mulheres. O
superintendente pontua que a arquitetura moderna irá contribuir para o
cumprimento das finalidades de classificação interior, realização de atividades
e diferenciação dos níveis. Para ele, haverá maior facilidade para estabelecer
dentro da unidade um ambiente social mais propício para a reinclusão do detento
na sociedade. “É um grande passo. Vai amenizar os problemas do complexo
presidiário. Goiás dá um passo positivo e vai evoluir na segurança pública”,
analisa. Em relação à estrutura física da Casa de Prisão Provisória (CPP), a
Susepe informa que trata-se de um presídio de arquitetura moderna, construído
nos moldes de segurança máxima.
NO ESTADO
Edílson informou que R$
44 milhões devem ser investidos no Sistema Penitenciário do Estado. Anápolis,
Novo Gama, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso e Itumbiara
serão municípios contemplados.
Brito também disse que a
superintendência pretende entregar até o final deste mês centenas de novos
equipamentos de segurança. Munições, armas letais e não-letais e capacetes
estão entre os itens que vão ser adquiridos para garantir segurança. Novos
carros para transporte dos detentos já foram comprados.
13/3/2009
http://www.diariodoamapa.com.br/
Detento é morto com 43 estocadas e jogado em tambor de lixo
Esse foi o sexto crime
dentro do presídio, de janeiro até agora. Foram dois suicídios e quatro
homicídios. Robson entrara no ano de 2004 no Iapen, onde cumpria pena
Foi encontrado por volta
das 13h de ontem, o corpo de Robson Nascimento Moraes, de 25 anos de idade,
dentro de um tambor de lixo no pavilhão F3 do Iapen. O detento foi morto com 43
estocadas, 26 nas costas e 13 na frente do corpo, desferidas por duas facas.
Dois internos assumiram a autoria do crime, Miraelson Costa Quaresma, de 22
anos, que cumpre prisão provisória por homicídio, e Ronilson dos Santos
Albuquerque, de 21 anos, condenado por
roubo".
Ele era pequeno; depois
do crime os dois esvaziaram o tambor e jogaram o corpo de cabeça para baixo e o
cobriram de lixo. Cada crime que acontece dentro do presídio é investigado
rigorosamente e solucionado; os dois foram encaminhados para o Ciosp e o
delegado Umberlandio vai conduzir as investigações", afirmou o tenente
Vilhena, coordenador de segurança do Iapen. Esse é o sexto crime dentro do
presídio, de janeiro até agora. Foram dois suicídios e quatro homicídios.
Robson entrou no ano de 2004 no Iapen,
onde cumpria pena. Segundo informações do delegado Umberlandio, "eles irão
responder por mais um homicídio assumido; hoje (ontem) será lavrado o auto de
prisão em flagrante e depois retornarão para o Iapen para continuar cumprindo a
pena; depois de dez dias de investigação o Ministério Público vai assumir o
caso e após serão julgados em um júri popular para que se defina a pena que
cumprirão".
13.03.09
ADITAL
Brasil - A justiça restaura a paz
Ir. Petra Silvia Pfaller,* PCrN
A Campanha
da Fraternidade de 2009 quer suscitar o debate sobre a segurança pública. Não
somente promovê-lo, mas analisar a questão da violência no País e contribuir na
promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na
sociedade. A violência aumenta desordenadamente. A questão da segurança pública
afeta a todos e é de responsabilidade de todos, por isso "pública".
Esta
campanha traz essa reflexão, bem como propostas concretas, parte delas já
praticadas, embora ainda timidamente e sem grande efeito midiático. Por isso é
necessário ressaltar as propostas do agir que a CF 2009 nos coloca. Entre os
objetivos específicos destacam-se: reconhecer a violência; fortalecer a ação
educativa e evangelizadora; desenvolver ações de superação dos fatores da
insegurança; despertar o agir solidário com as vítimas da violência (algo que,
por sinal, no nosso ordenamento jurídico é esquecido); e "denunciar a
predominância do modelo punitivo no sistema penal brasileiro, expressão de mera
vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de
mediação de conflitos que visem a superação dos problemas e aplicação da
justiça restaurativa".
A justiça
restaurativa indica a séria e efetiva luta pela paz social. Existem no Brasil
três projetos pilotos do Ministério da Justiça, através da Secretaria da
Reforma do Judiciário, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD), em que se aplica em caráter experimental a justiça
restaurativa. Um deles é no Núcleo Bandeirante (DF), por sinal bem-sucedido.
Leoberto
Brancher, juiz da 3ª Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre, fala que
"a justiça restaurativa define uma nova abordagem para a questão do crime
e das transgressões, que possibilita um referencial paradigmático na
humanização e pacificação das relações sociais envolvidas num conflito. As
práticas restaurativas - soluções de composição informal de conflitos
inspiradas nos princípios da justiça restaurativa - têm representado poderosa
ferramenta de implementação da cultura de paz em termos concretos".
Entende-se
que a justiça restaurativa é um encontro entre as pessoas envolvidas numa
situação de violência ou conflito, seus familiares, amigos e comunidades.
Destarte, acredita-se que sem a participação da sociedade organizada não se
alcança a paz nem se resolve o aumento da violência. E a justiça restaurativa
visa justamente intensificar a participação da comunidade.
A justiça
restaurativa traz o juízo de despertar o arrependimento e a solidariedade,
suprindo o fracassado modelo de prisão. Abandona-se a vingança e cultiva-se a
cultura da paz. Assim, é possível permitir que a rigidez processual dê lugar ao
diálogo e à mediação e que o poder público, empresas, escolas e igrejas ajam em
conjunto, auxiliando na reconciliação entre autores arrependidos de atos
ilícitos e sua disposição em ajudar na reparação de danos causados às vitimas,
que estarão dispostas a restaurar a paz. Nesse modelo da justiça restaurativa
não se celebra só um acordo - há um processo de reconciliação entre as partes.
Sabemos que
a prisão e seu fracasso na ressocialização trazem graves consequências, não só
à sociedade, mas aos próprios presos, seus familiares e servidores do sistema
prisional. A pena de prisão deveria ser usada como último recurso para punição,
como preconiza o Direito Penal. É notório que desde a mais remota existência a
prisão nunca resolveu a violência e nem a diminuiu. É preciso acreditar nessas
novas propostas, pois a prisão desumana não recupera ninguém, mesmo que muitas pessoas
e integrantes do Estado vivam na hipocrisia e insistam em construir mais
presídios em vez de investir seriamente em educação e saúde.
Com a
justiça restaurativa poderão um dia se realizar as palavras da poetisa goiana
Cora Coralina: Tempo virá..... As prisões se transformarão em escolas e
oficinas. E os homens imunizados contra o crime, cidadãos de um novo mundo,
contarão às crianças do futuro histórias absurdas de prisões, celas, altos
muros, de um tempo superado.
* Membro da Pastoral Carcerária de Goiânia e presidente do
Conselho da Comunidade na Execução Penal em Goiânia
12.03.2009
Observatório das Violências Policiais-SP
Denúncia do Falido Sistema Penitenciário
O Observatório das
Violências Policiais-SP recebeu e retransmite a "Denúncia do Falido
Sistema Penitenciário": Por meio desta, trazemos ao conhecimento da
sociedade em geral, do Governo e de órgãos responsáveis pela preservação dos
direitos humanos e garantias individuais dos direitos; fatos lamentáveis que no
mês de dezembro, ocorreram na penitenciária I e II de Presidente Venceslau e em
outras do estado de São Paulo onde com abuso de autoridade, violência e
covardia, vários detentos foram violentamente espancados por Agentes
Penitenciários – denominados GIR – Grupo de Intervenção Rápida e GAR – Grupo
Anti – Rebelião, que em tese seriam designados pelo Estado, para intervirem na
contenção de motins nas unidades, mas como verdadeiros carrascos, dos
sentenciados já que com vestimentas pretas, toucas para acobertarem seus rostos
e munidos de metralhadoras, escopetas, bombas de efeito moral e cachorros.
Covardemente invadem os raios habitacionais daquelas unidades e, após muita
confusão, usando de estrema violência com disparos de tiros, soltando bombas e
espancando sentenciados, que desarmados e desprovidos de qualquer meio de auto
defesa, sofrem lesões gravíssimas, como queimaduras de 3 graus, alguns foram
internados na Santa Casa Local.
11/03/2008
Diário do Nordeste - http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=621407
Cariri
inicia debate sobre segurança pública
G Desenvolver uma cultura de paz na sociedade
é a meta da Campanha da Fraternidade 2009
Diferentes segmentos da sociedade participaram do evento coordenado pela
Igreja (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)
Juazeiro do Norte. Com a finalidade de debater sobre o papel da segurança pública na sociedade, inspirados no tema da campanha da fraternidade “Fraternidade e segurança Pública”, foi realizado, na manhã de ontem, o I Seminário sobre o assunto, no Cariri. O trabalho de sensibilização sobre a campanha vem sendo trabalhado desde janeiro deste ano. A coordenação da campanha na região vem realizando encontros de formação nos municípios, trabalhando com o tema, no sentido de fazer um levantamento sobre a realidade de cada cidade caririense.
Segundo o coordenador da Campanha da Fraternidade no Cariri, Antônio
Gelfran Victor Bezerra, os encaminhamentos estão sendo feitos a partir dos
problemas existentes e em seguida é feito um trabalho de formação, celebrativo,
social, junto a juventude e a família.
Questões como exploração sexual, maus-tratos com os idosos e violência
dentro da própria família estão sendo enfocados, e o importante, conforme ele,
é que a questão da segurança envolve toda a sociedade e não somente a Igreja. O
assunto vem sendo ampliado durante a Quaresma.
“Um dos principais objetivos da campanha, até o fim do ano, é não somente
deixar na sociedade uma mensagem sobre a segurança, mas desenvolver uma cultura
de paz na sociedade”, diz o coordenador.
O bispo dom Fernando Panico disse que, há cerca de três anos, esse tema vem
sendo preparado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e não
nasceu agora. Ele ressalta o convite à reflexão que o tema da campanha indica.
“A segurança pública não interessa só aos católicos, mas a todos os cidadãos”,
ressalta. Acrescenta, ainda, que a paz é fruto do esforço de todos. Dom
Fernando destacou a parceria com a Polícia Militar para desenvolver os
trabalhos, no combate à violência na região, inclusive nos lares.
O bispo falou do caso da menina que foi estuprada e abortou os gêmeos, de
Pernambuco, e saiu em defesa do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso
Sobrinho, defendendo a postura da Igreja, que é contra o aborto. “Não posso me
omitir diante do que a imprensa está dizendo. Esta menina foi praticamente
obrigada. Nem a própria mãe dela e o pai quiseram assinar a declaração que
autorizava o aborto”, diz ele. Conforme o bispo diocesano, só por meio de
situações de um grupo particular a favor do aborto, foi executado o
procedimento à revelia do bom senso e da lei de Deus.
O comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, Erick Oliveira Onofre,
destacou a iniciativa do evento e disse que esse é o caminho para se combater a
violência e buscar a paz social. Já o delegado de polícia de Juazeiro, Marcos
Antônio dos Santos, lembrou do envolvimento da segurança com políticas públicas
e a necessidade de reeducação da sociedade no sentido de promover uma cultura
de paz.
FIQUE POR DENTRO
Meta é viver o Evangelho no
cotidiano socia
A CNBB inicia a Campanha da Fraternidade de 2009 desejando que ela seja o grande esforço da Igreja no Brasil para viver intensamente o tempo santo da Quaresma, por meio da escuta atenta da palavra, e do compromisso pessoal e comunitário de seguir suas exigências. Este ano, a Campanha da Fraternidade apresenta como tema ´Fraternidade e segurança pública´ e como lema ´A paz é fruto da Justiça´ (Is 32, 17). A CNBB pretende debater a segurança pública, com a finalidade de colaborar na criação de condições para que o Evangelho seja mais bem vivido na sociedade, por meio da promoção de uma cultura da paz, fundamentada na justiça social. Diariamente, chegam de todos os cantos do País notícias de injustiças e violências, tornando a sociedade mais insegura.
Mais informações:
Cúria Diocesana / Cáritas Diocesana
Rua Teófilo Siqueira, 631, Centro, Crato (CE)
(88) 3521.1110/ 3521.8046
Acima da lei
STF decide se ações em curso podem aumentar a pena
O Supremo Tribunal
Federal adiou o julgamento em que decidirá se inquéritos e ações penais em
curso podem justificar aumento da pena acima da previsão legal. Nesta
quinta-feira (12/3), quando a corte começou a análise de dois pedidos de Habeas
Corpus, o ministro Cezar Peluso pediu vista. O relator, ministro Ricardo
Lewandowski, votou no sentido de que a pena pode ser aumentada com base em
condenações anteriores, mesmo que ainda não sejam definitivas.
A Defensoria Pública da
União apresentou um dos pedidos de HCs colocados em pauta em favor de quatro
condenados por roubo qualificado. Segundo a defensoria, a pena aplicada foi
aumentada porque o juiz entendeu que os réus teriam “personalidade voltada para
o crime”. Argumentou que, ao levar em conta a existência de inquéritos e
condenações ainda não transitadas em julgado, o juiz violou o princípio
constitucional da não-culpabilidade. “É um expediente para burlar a estrita
legalidade que rege o Direito Penal”, sustentou o defensor.
Os quatro teriam roubado
jóias na casa de um sitiante em Mato Grosso do Sul. Como as vítimas são pessoas
de posses razoáveis, concluiu a defesa, o crime não levou a consequências
nefastas, nem causou “imenso prejuízo” às vitimas.
O ministro Ricardo
Lewandowski votou pelo indeferimento dos Habeas Corpus. Para ele, o artigo 59
do Código Penal permite ao juiz um certo grau de discricionariedade para que
condenações sofridas pelo réu, mesmo que não definitivas, possam ser levadas em
conta no momento da fixação da pena.
Lewandowski frisou que a
Constituição Federal determina em seu artigo 5º, 46, que as penas devem ser
aplicadas de forma individualizada. A situação do réu, no caso do pedido de HC
94.680, era a mesma: envolvia condenado com diversas sentenças judiciais,
explicou o ministro ao votar também por seu indeferimento.
Divergência
O ministro Cezar Peluso
não chegou a votar, mas abriu uma discussão no sentido de que apenas a
reincidência é motivo para aumento de pena, conforme disposto no artigo 61 do
Código Penal.
Para Peluso, esse
dispositivo também deveria ser discutido, uma vez que o infrator já pagou pelo
crime que cometeu. Mesmo sendo definitiva, defendeu o ministro, uma condenação
não deve servir para agravar a pena em outra sentença. “A cada crime, sua
pena”, disse, ao lembrar que existe um processo em tramitação na corte
discutindo a constitucionalidade do uso da reincidência como agravante.
Durante o debate, o
ministro Celso de Mello se mostrou favorável a tese de Peluso. Para ele,
situações processuais ainda não definidas não podem ser qualificadas com maus
antecedentes. Peluzo, então, preferiu pedir vista dos autos antes de apresentar
seu voto.