Clipping – 19/06 a 25/06/2009

PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL/CNBB

Pastoral Carcerária Nacional - Assessoria de Comunicação PCrNRede Rua

 

 

Clipping, produzido pela Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional/CNBB, em parceria com a Rede Rua, pretende oferecer aos associados uma visão panorâmica do que diz a imprensa sobre temas relacionados à questão prisional em todo o Brasil e em outros países. As matérias reproduzidas neste clipping não refletem, necessariamente, a posição da Pastoral Carcerária, mas têm o objetivo de informar e incentivar o debate público. O clipping está sujeito a omissões involuntárias de notícias e conta com a colaboração de todos para o envio de outras notícias com a citação da fonte e data de publicação para o endereço imprensa@carcerária.org.br.

 

 

SUMÁRIO

 

CDH adia depoimento de diretor da penitenciária. 3

Tratamento ao preso em debate. 3

I Congresso Brasil-Uruguai de Ciências Criminais. 5

Sabatina readiada com diretor da penitenciária. 6

CF 2009: Fraternidade e Segurança Pública sob o método Ver, Julgar e Agir 7

Pastoral fala da população carcerária do Estado. 10

UFBA convida sociedade para debater segurança pública. 10

Sociedade se mobiliza para transformar segurança pública. 11

Estrangeiro tem direito a semiaberto, diz STJ. 11

Supremo define critério para auxílio reclusão. 12

Justiça do DF ouve réu por videoconferência. 13

CF 2009: O remédio da solidariedade. 14

Presos de Minaçu são alfabetizados dentro do presídio. 15

Cardeal discute situação prisional 15

100% das presas gestantes fazem pré-natal na rede pública de saúde. 16

Presos de Iporá iniciam alfabetização e fazem curso de pintura de parede. 16

Secretaria de Direitos Humanos. 17

Criminalização: o caso do advogado josé batista afonso, condecorado com a medalha chico mendes. 17

Tribunal do DF realiza primeira audiência com preso por videoconferência. 18

Falência do sistema prisional 19

Eventos de segurança vão ganhar R$ 4,3 mi 20

Promotora recomenda restabelecimento da segurança nas unidades do sistema prisional de Rio Verde. 22

Presos de Rio Verde concluem curso de cabeleireiro. 22

Supremo estabelece que renda de segurado é parâmetro para concessão de auxílio-reclusão. 23

Assembleia Legislativa promove sessão sobre a CF. 24

O mundo virtualizado e a justiça sem papel 24

Muito fácil 27

Operação 9mm” desmonta facção criminosa que facilitava fugas e fazia tráfico de drogas e armas no Iapen. 28

Delegado que preside inquérito detalha como quadrilha atuava. 28

Transtornos atingem 3% do efetivo da polícia. 29

PF deflagra operação 9mm.. 30

Penitenciária I de Pirajuí: foco na saúde e prevenção. 30

Aprendendo a empreender 31

Atenção especial aos internos do CR de Araçatuba. 32

Barato que sai caro. 33

Sindasp divulga deputados que manifestaram apoio à Polícia Penal 34

Estamos mais próximos do fim da prisão especial no Brasil! 36

MPF/SP quer auxílio-reclusão para filhos de presos em todo o Brasil 37

MPF quer estender liminar sobre auxílio-reclusão. 38

Mutirão na VEP liberou 229 presos. 39

Campanha reforça controle de tuberculose dentro de presídios. 40

Goiânia sediará Congresso de Penas e Medidas Alternativas. 41

Nota pública do MNDH-RS - Contra a privatizaçao das prisões. 41

MUTIRÃO - Justiça concede benefícios a 130 detentos. 44

Agente penitenciário é flagrado transportando traficante de drogas. 44

Comissão da Câmara aprova aprova atendimento especial à presa gestante. 46

 

 

Envie outras notícias de sua região para assessoria da comunicação

da Pastoral Carcerária Nacional: imprensa@carceraria.org.br

 


CDH adia depoimento de diretor da penitenciária

José Maria - Da Redação


 A desculpa segundo os deputados está relacionada a   operação “9mm” da Polícia Federal que envolve militares lotados naquela casa de reclusão. O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Paulo José Ramos, disse que os membros da Comissão chegaram ao entendimento de deixar para outra oportunidade a ida do diretor naquele parlamento, cuja data ainda não foi marcada.

NO diretor presidente do Instituto de Administração Penitenciário do Amapá (Iapen) Walcyr Castro não foi ontem a Assembléia Legislativa do Amapá dá explicação sobre incidentes ocorrido naquela casa de apenados desde o início deste ano, quando cinco detentos foram encontrados mortos na área interna da instituição.

A desculpa segundo os deputados está relacionada a operação “9mm” da Polícia Federal que envolve militares lotados naquela casa de reclusão. O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Paulo José Ramos, disse que os membros da Comissão chegaram ao entendimento de deixarem para outra oportunidade a ida do diretor naquele parlamento, cuja data ainda não foi marcada.

Segundo ele para não atrapalhar os trabalhos de investigação da PF eles pretendem acompanhar seja de forma direta ou indireta os fatos.

Na primeira quinzena deste mês Walcyr foi convidado pelos deputados mas os parlamentares acabaram indo fazer uma visita no interior do Iapen ocasião em que encontraram muitas irregularidades e ouviram relatos de presos sobre as condições de vida que levam pagando pena.

Após denuncias de maus-tratos, torturas e alimentação estragada os políticos tiveram a intenção de tomar conhecimento mais aprofundado sobre os problemas que assolam aquela cadeia.

Por isso a partir dos relatórios os membros da Comissão vão querer traçar novas linhas de atendimento para dá melhor qualidade de vida aos apenados.

 

 

 

27/03/2009

IBCCRIM (http://www.ibccrim.org.br/site/noticias/conteudo.php?not_id=13255)

Tratamento ao preso em debate

 

Em texto exclusivo para o Portal IBCCRIM, elaborado a partir de uma reflexão sobre a notícia de que a Defensoria Pública paulista fomentou o atendimento jurídico de presos em hospital penitenciário, o advogado Luis Eduardo Crosselli, especialista em Direito Penal e Coordenador-adjunto do Departamento de Internet do IBCCRIM, cuida do tratamento dispensado ao preso em nossa sociedade.

 

Questão prisional em foco

Em data recente, foi veiculada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, notícia de que no início do mês de março de 2009 aquele órgão iniciaria a realização de uma força-tarefa para atendimento jurídico de pessoas presas e que se encontram internadas por problemas de saúde no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo.

O objetivo do trabalho é a garantia de revisão de todos os processos judiciais em curso à que o grupo de presos responde, para que se possa garantir-lhes pedidos judiciais de benefícios insculpidos em lei, além de maior aproximação do defensor com aquele que tem a saúde debilitada.

Por primeiro, deve-se ressaltar a louvável a iniciativa da Defensoria Pública Estadual. Mas não se pode deixar de assinalar a preocupação de determinados órgãos ligados à questão penal, seja durante o início da persecução ou já na fase de execução, em nominar determinadas tarefas com adjetivos superlativos como, por exemplo, “força-tarefa”.

A impressão reinante no corpo social, ou ao menos em parcela mais atenta e ligada ao problema das ciências criminais neste País, é a de que os órgãos diretamente envoltos à justiça criminal precisam realizar grande esforço para a realização de seus trabalhos, porque não conseguem fazê-lo nos termos em que a lei os definiu, e/ou pior: em tempo hábil para transmitir a sensação à coletividade de segurança jurídica.

Malgrado esta impertinente inquietação, fato é que a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, órgão recém criado e adstrito ao poder executivo estadual, vem cumprindo (ou ao menos tentando), a função constitucional que lhe foi delimitada, muito embora lhe tenha restado possibilidade de atuação mitigada, diante da falta de profissionais para atender a toda sorte de demandas, em todos os rincões do maior estado da federação, nos termos definidos em lei.

Neste contexto, digno de comentário a sua atuação na tentativa de se solucionar intrigante questão afeta aos direitos dos presos internados em complexo hospitalar da rede penitenciária.

O que nos chama atenção é o fato de que estes presos que lá se encontram, na maioria, possuem algum tipo de moléstia que recomenda elevado grau de precaução e preocupação.

Se o escopo último da execução penal é a possibilidade da ressocialização do condenado, proporcionando-lhe condições para harmônica integração social (art. 1° da LEP), bem ainda, assegurar-lhe todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei (art. 3° da LEP), então, de se admitir que aos presos locados na casa de saúde pública, a precaução e preocupação estejam sendo cumpridas a contento.

Mais ainda. Que as condições do tratamento à que estão sendo submetidos esteja compatível com a gravidade de sua enfermidade.

Mas será que estão? Ou seja, será que a atuação da força-tarefa supra nominada não está claramente a demonstrar que a situação dos detentos é realmente grave, diante do relato no site da instituição, e de que os cuidados não estão sendo tomados?

Ou será que a preocupação é com a possibilidade de encontrar ambiente legal favorável a propiciar o pedido de indulto humanitário, objetivando o resguardo à vida do sentenciado?

Neste prisma da questão analisada, encontramos fortes razões para entender que no Brasil, seria muito melhor atendido o direito a uma execução penal com corretidão de forma, aquela que considerasse a possibilidade de suspensão da execução da pena a presos que se encontrassem nas condições de enfermidade, notadamente as incuráveis.

O argumento bastante plausível e reinante na comunidade científica é o de que estando o apenado nestas condições, já não há mais interesse e objeto de incidência da pena.

Tal possibilidade daria aos familiares do sentenciado, inclusive sem necessidade de provocação da tutela jurisdicional, mas de ofício, condições de propiciarem tratamento condigno ao estado de saúde do ente querido.

E nem se digna que isto é utopia ou a mitigação do poder estatal sobre a tutela da liberdade do sentenciado, eis que todo o arcabouço de limitações da execução da pena seria transitório, e claro, dependente de termo condicional à recuperação da saúde do mesmo.

Como corolário, eis o prisma que deve nortear todo o raciocínio pela aplicabilidade da suspensão do cumprimento da pena: primar possibilidade de conceder vida digna ao condenado.

Neste passo, é lugar comum a lembrança de que no Brasil, os poderes constituídos, não raro, deixam de cumprir com a norma constitucional de caráter material e eficácia absoluta (mormente aquelas que envolvam a dignidade da pessoa humana), tanto que houve necessidade de introdução no texto constitucional a referência de que, tratados internacionais, após regular processamento nas duas casas legislativas componentes do Congresso Nacional, passassem à ter equivalência à emendas constitucionais, e daí, aplicabilidade imediata.

Tudo isto não bastasse e existe ainda como substrato, o comando inserto e proibição ao tratamento desumano ou degradante infligido ao preso (art. 5°, inciso III), do texto constitucional.

Ou não se constitui tratamento degradante ao preso, furtar-lhe tratamento condigno ao estado de saúde debilitado em razão de moléstia, que diuturnamente nos é apresentado por meios de comunicação, supostamente somente interessados na divulgação da notícia, e não no palco de horrores que se nos apresenta?

O que é preciso chamar atenção das autoridades, uma vez mais sem receio de ceticismo, é que a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República, e que o direito de todos em receber tratamento digno alinha-se a esta matiz de ordem democrática, que a igualdade tão almejada pela constituição, se faz presente por ações concretas e materiais, notadamente talvez, por uma maior preocupação e cuidado em deitar olhar sobre aqueles que mais necessitam do apoio incondicional de seus familiares, e das próprias políticas públicas, dada sua reduzida condição humana.

Luis Eduardo Crosselli, Coordenador-adjunto do Departamento de Internet do IBCCRIM

 

 

 

27/03/2009

TJBA (http://www.tjba.jus.br/site/noticias.wsp?tmp.id=1152)

Comarca de Itabuna realiza mutirão penal

 

O juiz Marcos Bandeira, que responde interinamente pela Vara de Execuções Penais de Itabuna, promoveu mutirão no Conjunto Penal. Os trabalhos foram na sala de audiências do presídio e contaram com a participação, também, do Ministério Público, Defensoria Pública, advogados  servidores.

O mutirão terminou por volta das 21 horas do dia 25 e a maioria dos presos beneficiados era proveniente da Comarca de Ilhéus, cuja competência na área de execução penal foi transferida para o Juízo da Vara de Execuções Penais de Itabuna em meados do ano passado.

O juiz analisou cerca de 60 processos e concedeu diversos benefícios como indulto, progressão de regime, liberdade condicional, trabalho externo e outros benefícios previstos na Lei de Execução Penal aos sentenciados do conjunto penal de Itabuna.

Mesmo com a realização do mutirão, quando foram beneficiados cerca de 60 detentos, o conjunto penal de Itabuna continua com excedente de mais de 70 presos, o que exigirá a realização de mutirões periódicos para normalizar a situação.

Vandilson Ferreira dos Santos, condenado a 22 anos, ao obter o livramento condicional, depois de haver cumprido mais de 15 anos de prisão, declarou-se feliz. “Paguei a minha dívida com a sociedade e vou recuperar o tempo perdido”, disse, após tomar conhecimento da sentença.

 

 

 

27/03/2009

IBCCRIM (http://www.ibccrim.org.br/site/noticias/conteudo.php?not_id=13257)

I Congresso Brasil-Uruguai de Ciências Criminais

Data: Dias 17 e 18 de abril de 2009.     
Horário: Dia 17 das 19h00 às 23h00 e Dia 18 das 09h00 às 13h00.    
Local: Auditório do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), à Rua 11 de Agosto, nº 52, São Paulo-SP.     
Inscrições Gratuitas: 011 3105-4607 - IBCCRIM – Departamento de Cursos e Eventos - Rua Onze de agosto, 52 3º andar, Centro – São Paulo/ SP - CEP: 01018-010 ou através do e-mail suzana@ibccrim.org.br

Programação:
Dia 17 de abril de 2009, sexta-feira       
18h30 Abertura   
19h00 — Expansão do Direito Penal e Globalização      
Palestrante: Dr. Luciano Anderson de Souza. Mestre e Doutorando em Direito Penal (USP), Advogado em São Paulo, Coordenador da pós-graduação em Direito Penal da Escola Superior do Advogado da OAB-SP e Coordenador-chefe do Departamento de Internet do IBCCRIM.           
21h00 — Entrega vigiada, criminalidade organizada, instrumento processual e técnicas de investigação. 
Palestrante: Dr. Eduardo Pereira. Juiz de Direito em Montevidéu, Uruguai.

Dia 18 de abril de 2009, sábado.
09h00 — Cooperação Penal Internacional       
Palestrante: Dra. Carolina Yumi de Souza. Mestre em Direito Processual Penal (USP), Advogada da União e Assessora do Supremo Tribunal Federal.     
11h00 —Extradição        
Palestrante: Dr. Mauro Gambetta Alvarez. Advogado no Uruguai e pós-graduado em direito internacional.

Será conferido certificado de participação de 08h00.

 

 

 

27/03/2009

Gazeta do Amapá (http://www.jornalagazeta-ap.com/cidades.htm)

Sabatina readiada com diretor da penitenciária

 

Por solicitação do deputado estadual Paulo José (PR), a Assembleia Legislativa adiou a sabatina que seria ontem ( 26) , com o diretor do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Walcir Santos. Membro da Comissão de Direitos Humanos da AL, PJ explicou que pediu o adiamento ao presidente da Casa, deputado Jorge Amanajás (PSDB) e ao presidente da comissão, deputado Camilo Capiberibe (PSB), em função da "Operação 9 milímetros" deflagrada pela Polícia Federal esta semana.

Caso de polícia

Na ação policial ocorrida na última terça-feira, 24, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão contra policiais acusados de facilitar fugas de detentos da penitenciária. Participam da operação 70 policiais federais e 20 policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do Amapá. Segundo a investigação da PF que durou cerca de seis meses, foi constato que alguns PMs que trabalhavam no presídio facilitavam a fuga de presos mediante pagamento de suborno. Depois da fuga, os policiais vendiam armas aos foragidos. Há ainda o indício de que as armas tenham sido usadas em ações criminosas nos estados do Maranhão e do Pará.

Fugas negociadas

Ainda segundo a investigação da Polícia Federal, pelo menos três fugas teriam sido facilitadas pela quadrilha, colocando oito presos para fora do Iapen. Uma delas teria ocorrido no dia 11 de novembro de 2008 e as outras aconteceram este ano nos dias 10 de janeiro e de fevereiro. Além de três policiais militares, foram presos também seis acusados de pagamento de subornos aos policiais, com a venda de armas e tráfico de drogas. Para o deputado Paulo José, a operação trouxe à tona outro fato gravíssimo, além dos já apurados pela própria comissão da AL, em duas inspeções feitas na penitenciária. "A partir da deflagração dessa operação, não poderíamos ouvir o diretor do presídio, sem levar em conta o que vem sendo investigado pela Polícia Federal", disse o deputado.

 

 

26.03.09

ADITAL

CF 2009: Fraternidade e Segurança Pública sob o método Ver, Julgar e Agir

 

*Pastoral Carcerária - Por Pe. Emerson Andrade de Lima, Vice-coordenador Estadual da Pastoral Carcerária de São Paulo

 

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano tem como grande meta demonstrar a responsabilidade não somente social, mas também formativa que a Igreja possui em provocar, despertar e dialogar com os segmentos da sociedade a respeito de uma temática tão pertinente para a ordem pública, que é a da segurança.

O grande horizonte desta reflexão está em superar qualquer tipo de ambigüidade que o tema possa suscitar, como tendo em vista a relação dos conceitos chaves "fraternidade e segurança". Para isso é necessário que exista um processo de reflexão para despertar o debate público em torno desta realidade tão presente no imaginário coletivo, devido a sua complexidade, como é, de fato, o conceito de segurança pública, refletido sob a ótica hermenêutica que requer a natureza desta campanha.

O quadro social atual é extremamente provocador e desafiador. Constantemente a população é sufocada por qualquer tipo de situação de violência tendo como referenciais as bases simbólicas que norteiam a mesma realidade, gerando situações de medo e, como conseqüência, de insegurança. Neste horizonte, as nossas comunidades devem acima de tudo ter a coragem e a ousadia de contribuir para que haja o alargamento das instâncias culturais que procuram postular qualquer tentativa de definição da segurança como realidade decorrente da paz e da justiça, mas para isso a Igreja deve assumir como verdadeiro vigor o seu papel de ser mediadora de conflitos.

A grande perspectiva desta campanha é fazer refletir e criar formas legítimas de reivindicações junto aos poderes públicos, como os primeiros responsáveis pela ordem pública. Isso, levando em consideração a base democrática que rege o nosso país e, a partir daí, mostrar à sociedade que as mudanças almejadas somente serão possíveis se o Estado assume medidas preventivas em torno do processo da segurança. Para isso, vem é necessário que o acesso à cultura seja um referencial constante como um meio imprescindível e fator determinante das mutações.

A reflexão de fato tem esta grande preocupação de apresentar que não é suficiente somente salientar o aspecto punitivo da segurança, se de antemão não existem medidas que visam à promoção da cultura da paz, mas ao mesmo tempo o foco do critério da justiça social iluminada pelo Evangelho.

Portanto, o tema deste ano realça uma das características fundamentais da ação da Igreja no mundo, o de ser instrumento para a promoção da cultura da paz, levando em consideração os elementos históricos e sociológicos desde a época colonizadora e que vem dando suporte para o quadro atual da violência no país e que, infelizmente, vem assumindo gradativamente uma conotação institucionalizada. Enfim, a Igreja, à luz desta campanha, tem a profunda consciência de que os desafios são grandes e não sujeitos a superação em curto prazo, mas a convicção acerca da necessidade de que os segmentos que compõem a sociedade podem projetar medidas preventivas na segurança para que o processo de reversão da realidade seja gradativamente assumido sob a égide da necessidade de que alguns membros dos poderes públicos responsáveis primários pelo bem comum e pela ordem pública necessitam de conversão.

1. O trinômio hermenêutico da CF: Fraternidade, Segurança Pública e Justiça Social

Antes de tudo, a Campanha da Fraternidade de 2009 quer expressar o grande esforço da Igreja no Brasil ao assumir como reflexão o tema a Segurança Pública, e nada melhor do que no tempo da quaresma como momento significativo e representativo de penitencia e de conversão como formas de reestruturação de um comportamento eclesial frente a um problema social com ampla ressonância. O desafio ainda assumi relevância maior diante do tema pelo fato dos diversos graus de violência (1) que fragmentam as relações entre as instituições e ao mesmo tempo gerando uma cultura de massa com um imaginário moldado pela insegurança.

O grande desafio para esta campanha não se restringe ao fato do suscitar o debate na esfera pública sobre a segurança, mas despertar novos caminhos para que o Estado possa criar condições para a promoção da cultura da paz. Como se vê, até mesmo dentro do espaço eclesial o tema deve ser refletido sob o horizonte dos princípios da fraternidade e justiça, rompendo qualquer tipo de barreira de natureza teológica, histórica, sociológica ou política. Trata-se da necessidade de reconstruir um itinerário reflexivo marcado por uma apurada compreensão do âmbito de atuação da Igreja. O intuito é enfatizar os elementos fundamentais propostos nas diretrizes do Texto-base desta campanha, visando que qualquer iniciativa, seja de ordem pastoral ou de ordem social, deve sustentar a iniciativa de fortalecer ações voltadas à educação e à evangelização como caminhos para a superação das visões de guerras (2) presentes na sociedade.

Diante da visibilidade do tema da segurança, vem a ser importante formar uma auto-compreensão e reformulação de que na sociedade comece a assumir uma noção de violência que considere as causas, tanto em nível social e pessoal, confrontando estes dados com os novos paradigmas que emergem de uma sociedade em constante transição. Por isso, o diálogo que a Igreja visa provocar a respeito do tema tem como perspectiva fundamental confrontar o trinômio básico desta reflexão, com os novos indicadores sociais que emergem do atual quadro social, incumbe-se a tarefa de enquadrar os elementos básicos deste trinômio, mas considerando o caminho que a Igreja assuma uma percepção do tema da segurança sob a ótica da prevenção.

Os três elementos Fraternidade, Segurança e Justiça, em um processo de inter-relação, tende a demonstrar que a reflexão norteada pela Igreja no texto-base tem por finalidade, não somente abordando as omissões dos poderes públicos que envolvem diretamente a segurança pública isto é o aspecto da denúncia, mas também fortalecer uma pertinente ação preventiva, seguida da evangelização com intuito de reconstruir um processo cultural de conscientização a respeito da paz, como máxima primária da segurança no seu âmbito pessoal e social.

Portanto, a grande indagação para a Igreja nesta campanha está em demonstrar para a sociedade os limites da ótica predominante no modelo punitivo sem o mínimo de abertura ao aspecto restaurativo da justiça como parte imprescindível da ordem social sendo função determinante do Estado.

2. O Método Ver, Julgar e Agir

Após uma análise aproximativa dos elementos chaves que norteiam a reflexão predominante do Texto-base da CF 2009, é oportuno enfatizar a forma como a Igreja, na sua ação profética, pode sustentar por meio de medidas preventivas o caminho adequado para que possa desempenhar com pertinência reflexiva e incidência pastoral diante do tema Segurança Pública. Como de costume, este momento de reflexão forte assumido pelas comunidades eclesiais é muito representativo por causa da relevância eclesial e social que o tema vai assumindo no decorrer da quaresma.

No entanto, o marco desta reflexão a respeito da importância deste método tem como meta demonstrar que a Igreja, ao se utilizar deste itinerário reflexivo, consolida os referenciais básicos de um processo de conscientização marcada por iniciativas que permitem uma melhor visualizam da realidade. O primeiro passo, Ver, apresenta uma perspectiva a respeito da visão (3) predominante na Igreja sobre a Segurança Pública e a realidade com a qual se confronta, mas considerando os aspectos que englobam os princípios fundamentais da doutrina social. O segundo passo, Julgar, representa que diante da pertinência do tema não pode somente fazer uma análise restrita a respeito da segurança se não considerar os aspectos culturais que a envolvem para que exista uma noção superficial da realidade e que os referenciais teóricos não sejam restritos a um determinado quadro reflexivo onde não se deixa considerar a histórica, a sociologia e política do contexto vigente. O terceiro passo, Agir, sem dúvida, é o mais provocador e inquietador pelo fato de que nele concentram-se todas as expectativas suscitadas pelos segmentos da sociedade após a visão e o julgamento sobre o perfil atual do modelo de Segurança Pública assumido pela União Federal.

Como se vê, este método proveniente da esfera reflexiva da Teologia da Libertação demonstra que diante de um tema tão crucial para o imaginário coletivo e para a ordem pública percebe-se que a Igreja, no Texto-base, assume uma atitude não somente de reflexão a respeito dos princípios básicos que norteiam quaisquer tentativas de reflexão a respeito da temática Segurança Pública. Por isso, o ver, julgar e agir ajudará na sustentação da formação de uma nova identidade social que tenha como marco a reconstrução de um itinerário cultural marcado pelo paradigma da paz como caminho preventivo que progressivamente irá contribuir para a superação das causa e dos fatores da insegurança.

Para auxiliar, o aspecto significativo deste método o Texto-base da CF ajuda-nos a entender: "O texto utiliza o método Ver, Julgar e Agir. O método Ver, Julgar e Agir, consagrado pela ação católica, tem se mostrado adequado para a missão profética da Igreja a partir da Campanha da Fraternidade. O Ver se constitui, a partir de uma apresentação da realidade como marco referencial. O Julgar anuncia os valores do Reino e suas decorrências éticas, constituindo-se no referencial teórico. Esses valores são iluminativos para os gestos concretos da terceira parte do Texto-base: o Agir" (4).

Enfim, este método Ver, Julgar e Agir ajuda a verificar que a crise afeta a esfera da Segurança Pública, tanto no âmbito social, como no cultural.

Conclusão

A CF 2009 "Fraternidade e Segurança Pública" demonstra a luz do seu Texto-base alguns caminhos significativos que a Igreja pode assumir através de caminhos preventivos que ajude na recuperação de um novo modelo de Segurança Pública. Certamente, os maiores destinatários desta campanha são aqueles animadores diocesanos na Igreja Local, que depois de um processo de reflexão e de julgamento irão procurar a partir da própria realidade agir em conformidade com os elementos oferecidos pelos subsídios desta campanha. A grande meta é ter presente a consciência de que o melhor caminho para que a Segurança Pública seja efetivamente uma realidade social em que as nossas comunidades em conjunto com os segmentos sociais possam criar medidas preventivas a curto, médio e longo prazo que consolidando caminhos alternativos e efetivos de uma cultura da paz.

Notas:

(1) CNBB. Fraternidade e Segurança Pública - Texto - base CF 2009, nn. 97 - 129.

(2) Para uma maior noção a respeito do conceito visões de guerra ver o Texto - base n.5 aonde se aprofunda o mesmo considerando os objetivos específicos propostos pela campanha da fraternidade 2009.

(3) Aqui se entende como a luz do Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2009 a Igreja internamente no seu papel de conscientização poderá contribuir e motivar para que os órgãos pastorais possam criar metas preventivas no processo da segurança pública.

(4) CNBB. Fraternidade e Segurança Pública - Texto -base CF 2009, n.6.

[As matérias do projeto "Ações pela Vida" são publicadas com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade da CF 2008].

* www.carceraria.org.br

 

 

 

26/03/2009

TJBA (http://www.tjba.jus.br/site/noticias.wsp?tmp.id=1143)

Pastoral fala da população carcerária do Estado

 

A presidente Sílvia Zarif recebe, logo mais às 15 horas, o cardeal arcebispo, dom Geraldo Majella Agnello, da arquidiocese de Salvador, com quem conversa sobre a situação da população carcerária do Estado e medidas que possam ser tomadas para solucionar alguns problemas enfrentados pelos detentos.

O cardeal estará acompanhado da juíza Andremara dos Santos, da Vara de Execuções Penais, do juiz corregedor, Cláudio Daltro (foto), do pastor Antônio Barbosa, presidente do Conselho da Comunidade, e do assessor  jurídico da Pastoral Carcerária Nacional, Davi Pedreira. O encontro será no Gabinete da Presidência.

Hoje pela manhã, a juíza Andremara dos Santos e o juiz corregedor Cláudio Daltro reuniram-se com juízes, delegados, promotores e defensores de Justiça, quando avaliaram medidas necessárias ao controle da população carcerária das delegacias.

No encontro, realizado no auditório do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj), foram apresentadas metas para controle jurisdicional da população carcerária, resultados da correição geral, relatórios dos demonstrativos da população carcerária recebidos eletronicamente e comparativo da população carcerária do Depom entre os meses de fevereiro de 2008 e 2009 e medidas aplicadas em outros Estados.

 

 

 

26/03/2009

MJ (http://www.mj.gov.br/data/Pages/MJC8FE3FE1ITEMIDC3B1017E75EB461BA238027AFB6011F7PTBRIE.htm)

Portal Segurança com Cidadania

UFBA convida sociedade para debater segurança pública

 

A Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) promove nesta quinta-feira (26), em Salvador, uma conferência livre preparatória para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). O início do evento está marcado para às 16h, no auditório da Escola de Administração da UFBA.

A conferência livre terá como tema “Gestão Democrática de Segurança Pública: mecanismos de controle social das instituições de polícia no Brasil”. O tema escolhido é o primeiro dos sete eixos temáticos definidos no Texto-base formulado pelo Ministério da Justiça (MJ) para nortear os debates da 1ª Conseg.

O conferencista convidado é o Professor Dr. Rubens Pinto Lyra. O docente é pós-doutor Ciência Política pela Universidade de Picardie Amiens, na França e atualmente é professor titular da Universidade Potiguar, em Natal (RN). O debate é aberto à sociedade e as inscrições poderão ser feitas no próprio local no mesmo horário do evento.

As conferências livres são uma das formas de estimular a participação da sociedade civil nas discussões preparatórias para a etapa nacional da 1ª Conseg, que ocorre de 27 a 30 de agosto, em Brasília. Elas podem ser realizadas em qualquer local, como universidades, escolas e associações de bairro. Até mesmo em sedes de órgãos da área de segurança como delegacias de polícia e guardas municipais.

 

 

 

26/03/2009

MJ (http://www.mj.gov.br/data/Pages/MJC8FE3FE1ITEMID7A9A1F6F2F78444992AF34CD9243AA00PTBRIE.htm)

Portal Segurança com cidadania

Sociedade se mobiliza para transformar segurança pública

 

Brasília, 26/03/09 (MJ) –  Organizadas por diversos segmentos sociais, as conferências livres sobre segurança pública tem avançado pelo país. O objetivo é diversificar o debate proposto pela 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) e alcançar públicos além dos que participarão das etapas convocadas pelo poder público.

"Todas as etapas livres geram um relatório que irá compor o caderno de propostas a ser votado na etapa nacional", explica Regina Miki, assessora especial do Ministério da Justiça (MJ) e coordenadora 1ª Conseg, para quem um dos aspectos mais importantes das conferências livres é "dar voz às especificidades brasileiras".

Até agora, a líder na mobilização de conferências livres é Fortaleza. Já foram realizadas pelo menos quatro: uma por iniciativa dos moradores do bairro Antônio Bezerra, outra com o Corpo de Bombeiros do Ceará e mais duas com padres e pastores de diferentes igrejas e religiões.

Em São Paulo, algumas comunidades também aderiram à 1ª Conseg. O distrito de Jardim Ângela, por exemplo, que já foi considerado um dos territórios mais violentos do mundo, realizou uma conferência livre com mais de 200 pessoas para discutir e propor mudanças no modelo de segurança pública vigente.

Na cidade paranaense de Londrina, o foco da conferência promovida pelo Observatório Social do município foi a juventude. Em São Jerônimo (RS), na Grande Porto Alegre, a conferência livre teve caráter intermunicipal. Nos próximos dias, estão previstas conferências livres em Brasília (DF), Florianópolis (SC), Porto Nacional (TO), Rondonópolis (MT) e Salvador (BA).

 

 

 

26/03/2009

CONJUR (http://www.conjur.com.br/2009-mar-26/estrangeiro-direito-semiaberto-mesmo-estiver-irregular-pais)

Estrangeiro tem direito a semiaberto, diz STJ

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu o direito de um apenado estrangeiro progredir do regime fechado para o semiaberto. Ele é cidadão espanhol, mas está em situação irregular no Brasil, o que, na prática, impede-o de conseguir um trabalho formal. A Justiça estadual do Rio Grande do Norte, onde o estrangeiro se encontra preso, havia negado o benefício.

Para a relatora Habeas Corpus, ministra Laurita Vaz, a lei penal não exige que o condenado estrangeiro tenha uma promessa efetiva de emprego com carteira registrada, mas sim que tenha condição de exercer qualquer trabalho honesto e lícito para conseguir seu sustento e de sua família, ainda que na informalidade da qual sobrevive expressiva parte da população brasileira.

Em 2007, o espanhol foi condenado pelo assassinato do empresário Paulo de Tarso Ubarana, seu sócio, crime ocorrido em setembro de 2004. A pena imposta a ele foi de 19 anos em regime inicial fechado. Sua companheira, uma brasileira, também foi condenada por participação no mesmo crime.

Passado o tempo de pena previsto em lei (um sexto da pena), o juízo de execuções reconheceu presentes os requisitos legais para a progressão ao regime semiaberto. No entanto, informações da Polícia Federal relataram que o preso está em situação irregular no país e responde a processo de expulsão (procedimento de natureza administrativa).

Por esse motivo, voltando atrás em sua decisão, o juízo cassou a progressão com o fundamento de que o condenado não poderia exercer trabalho lícito no Brasil. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte manteve esse entendimento.

O estrangeiro recorreu, então, ao STJ. Os ministros da 5ª Turma consideraram, ainda, o fato de o condenado não possuir decreto de expulsão em seu desfavor. Além disso, a ministra relatora destacou que, por lei, a comprovação de estar trabalhando ou de possibilidade imediata de fazê-lo é exigida somente para a progressão ao regime aberto. O regime semiaberto é intermediário e não equivale à liberdade.

A 5ª Turma ainda determinou a comunicação às autoridades competentes a respeito da situação irregular do acusado no país. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ

 

 

 

26/03/2009

CONJUR (http://www.conjur.com.br/2009-mar-26/auxilio-presos-basear-renda-detentos-stf)

Supremo define critério para auxílio reclusão

O auxílio-reclusão, pago pela Previdência Social às famílias dos presos de baixa renda, deve ser calculado com base no salário que o detento recebia antes de ser preso, e não na renda da família, segundo entendeu o Supremo Tribunal Federal. A conclusão foi tomada em julgamento desta quarta-feira (25/3), em que os ministros abordaram a discussão sobre se a renda máxima para o recebimento do benefício — de R$ 752,12 — é a do preso ou a da família.

Os recursos analisados foram levados à corte pelo Instituto Nacional da Seguridade Social. Por sete votos a três, os ministros acolheram os recursos e adotaram o entendimento de que a renda a ser analisada é a do réu. Os ministros Cezar Peluso, Eros Grau e Celso de Mello foram contrários à decisão. O ministro Joaquim Barbosa não estava presente.

Como o caso tinha repercussão geral, a decisão será aplicada aos demais processos sobrestados nas instâncias inferiores da Justiça. Nas contas do INSS, se a decisão fosse a inversa, o rombo nas contas previdenciárias poderia chegar a R$ 1 bilhão. Hoje, o auxílio-reclusão custa R$ 160 milhões aos cofres públicos, para uma população carcerária de 450 mil pessoas.

O auxílio-reclusão está previsto no inciso IV do artigo 201 da Constituição Federal, que diz que a Previdência deve pagar o benefício “para os dependentes dos segurados de baixa renda”.

O ministro Ricardo Lewandowski, relator dos processos, destacou que, desde a redação original da norma, alterada em 1998 pela Emenda Constitucional 20, o requisito da baixa renda vinculou-se ao segurado e não aos dependentes. “O constituinte derivado buscou circunscrever o universo dos beneficiários do auxílio-reclusão apenas aos dependentes dos presos segurados de baixa renda, não o estendendo a qualquer detento, independentemente da renda auferida por este, quiçá como medida de contenção de gastos”, disse.

Ele lembrou que, se o critério fosse a renda dos dependentes, poderia haver “distorções indesejáveis”, como famílias de presos segurados com dependentes menores de 14 anos, proibidos legalmente de trabalhar, receberem o benefício. Para o ministro Peluso, no entanto, o benefício serve para a sobrevivência dos dependentes e, por isso, o que deve ser levado em conta é a renda familiar. “Se o segurado tiver baixa renda, mas seus dependentes não necessitem de auxílio nenhum, o benefício perde a razão de ser”, afirmou.

O ministro Marco Aurélio classificou o benefício como “extravagante”, já que seu teto é maior do que o salário mínimo, que é de R$ 465. “Fico a imaginar a sociedade brasileira apenada, que é quem paga a conta”, considerou.

RE 486.413 e RE 587.365

 

 

 

26/03/2009

CONJUR (http://www.conjur.com.br/2009-mar-26/justica-df-faz-interrogatorio-videoconferencia-nesta-quinta)

Justiça do DF ouve réu por videoconferência

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal fará, nesta quinta-feira (26/3), a partir das 9h, o primeiro interrogatório de réu preso por meio do sistema de videoconferência. O interrogatório a distancia será conduzido pela juíza da 1ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal, Leila Cury, que inaugura o uso dessa ferramenta na instrução processual. Essa tecnologia foi instituída pela Lei 11.900/09, que alterou o Código de Processo Penal. A videoconferência é utilizada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal desde 2001.

Na época, o uso era feito essencialmente para audiências de verificação. Com a nova legislação, o tribunal já providenciou a expansão do sistema para as quatro Varas de Entorpecentes do Distrito Federal e oito Varas Criminais de Brasília. O sistema permitirá interligar as varas a quatro salas no Complexo Penitenciário da Papuda e uma na Corregedoria da Polícia Civil.

O investimento inicial para implantar o sistema é de cerca de R$ 500 mil e é considerado irrisório pela Administração, diante do custo de deslocamento de um preso. Segundo dados da Polícia Civil do Distrito Federal, o translado de um preso entre a Papuda e o Fórum de Brasília custa entre R$ 200 (escolta simples) e R$ 7 mil (escolta complexa). Só em 2008 foram feitas 13,5 mil escoltas judiciais. Se consideradas as escoltas feitas para os demais Fóruns do Distrito Federal, o uso da videoconferência pode resultar numa economia superior a R$ 2 milhões anuais.

O uso dessa tecnologia também promete agilizar a instrução processual, uma vez que cerca de 30% dos interrogatórios deixam de ser feitos no Distrito Federal devido à indisponibilidade de escolta. A videoconferência apresenta-se ainda como um instrumento a mais para garantir a integridade física e emocional das partes envolvidas, preservando integralmente os direitos do réu.

Nesta quinta-feira, a juíza Leila Cury irá interrogar uma ré presa na Penitenciária Feminina desde janeiro de 2009. Com o objetivo de viabilizar o uso do sistema, a ré será transferida para o Centro de Detenção Provisória, onde o equipamento está instalado atualmente. Ela foi presa em flagrante, depois de tentar entrar na Penitenciária do Distrito Federal com cerca de 13 gramas de maconha durante uma visita a seu parceiro.

O advogado da ré, Divaldo Theóphilo de Oliveira Netto, irá acompanhar o interrogatório na sala de audiências da 1ª Vara de Entorpecentes, de onde lhe será garantida comunicação prévia e reservada com a cliente, conforme previsto no artigo 1º parágrafo 5º da Lei 11.900/09. Para isso, o TJ-DF instalou uma espécie de cabine dotada de aparelho telefônico com linha dedicada e criptografada, por meio da qual o defensor poderá conversar em total privacidade com a ré.

Assim como na audiência presencial, a participação de membro do Ministério Público nos atos processuais feitos a distância também é obrigatória. Ao término do interrogatório, a ata da audiência será enviada ao Centro de Detenção Provisória, via fax, para que a detenta possa assiná-la. Em seguida, o documento será encaminhado à Vara, por meio de malote. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

 

 

 

 

26/03/2009

ADITAL

CF 2009: O remédio da solidariedade

Dom Demétrio Valentini *

 

A Campanha da Fraternidade vai se concluir no próximo domingo, com a Coleta da Solidariedade. Já é costume. Seja qual for o tema da campanha, seu desfecho traz a mesma insistência. O caminho a seguir é a solidariedade.

Vale à pena pensar na razão desta insistência. Ela não deixa de ser um apelo concreto, para traduzir na prática as boas motivações da campanha. A coleta testa nossa coerência e revela a medida de nossa generosidade.

Mas ela é também símbolo de um caminho imprescindível para a convivência humana fraterna e pacífica, seja a nível pessoal, como a nível social, e também a nível do relacionamento internacional.

Sem solidariedade não encontramos o suspirado caminho da paz e da segurança. Sem a solidariedade os relacionamentos humanos, em qualquer nível, ficam comprometidos radicalmente pelo vírus do egoísmo a nível pessoal, do corporativismo a nível social, e do protecionismo a nível internacional.

Diante do fenômeno da globalização generalizada, João Paulo II logo intuiu que era necessário "globalizar a solidariedade".  Ele tinha razão.  A solidariedade é indispensável para uma convivência humana geradora do bem comum.

No momento de crise que o mundo está vivendo, enquanto todos se perguntam pelas saídas a serem encontradas, é bom ter presente esta porta pela qual devem passar todas as iniciativas.

De fato, a solidariedade é remédio, com dose adequada para todas as situações. É o grande genérico a ser usado em todas as circunstâncias. A nível pessoal é antídoto do egoísmo, que tolhe a alegria do amor. A nível social esconjura o corporativismo, que produz as injustas desigualdades, que impedem a felicidade da partilha fraterna. E a nível mundial evita o perigoso caminho do protecionismo, que leva aos confrontos irracionais da guerra, atropelando direitos nacionais e impedindo a utopia da humanidade reconciliada na justiça e na paz.

Em tempos de crise, é bom prestar atenção às lições da história. Não precisa ir longe. Também em 1929 o mundo tinha entrado em grave crise. Infelizmente, muitos países quiseram prescindir do bem comum mundial, e apelaram para diversas formas de protecionismo nacionalista. Dele surgiram o fascismo, o nazismo, e outros regimes totalitários. E deu no que deu. Em 1939 eclodiu a segunda guerra mundial, como desfecho de graves equívocos, que agora devemos evitar a todo custo.

De fato, o protecionismo, que procura só os interesses do próprio país, atropelando os direitos dos outros, é a antecâmara da guerra, como a história comprova.

A solidariedade pode tomar formas muito variadas. Basta pensar na segurança pública, tema da campanha deste ano. Ela despertou a generosidade e a boa vontade de tantas pessoas, desejosas de contribuir para este bem indispensável, que é a segurança, a que todos temos direito. Com certeza somos agora chamados a levar adiante as sugestões levantadas pela campanha.

A Coleta da Solidariedade, a ser realizada no Domingo de Ramos, alimenta os Fundos de Solidariedade, que se destinam a apoiar projetos sociais em todo o país, seja através do Fundo Nacional que é gerido pela Cáritas Brasileira, como pelos Fundos Diocesanos, que possuem a vantagem de estarem mais próximos a tantos projetos sociais, que tornam viável a convivência pacífica em nosso país. Que seria da sociedade brasileira, sem os milhares de projetos sociais mantidos pela solidariedade do povo brasileiro! Eles tomam a forma de creches, asilos, hospitais, abrigos, e tantas outras iniciativas de promoção humana e de organização solidária dos mais necessitados, que aguardam nosso apoio.

O próprio Deus trilhou o caminho da solidariedade, assumindo em Cristo nossa condição humana. No final desta campanha, todos podemos dar um passo na mesma direção.

* Bispo de Jales, São Paulo.

 

 

 

 

26/03/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52674)

Presos de Minaçu são alfabetizados dentro do presídio

 

Os presos do Centro de Inserção Social (CIS) de Minaçu começaram, nesta quinta-feira (26/03), a frequentar aulas de alfabetização em uma sala de aula montada dentro da unidade prisional. A ação faz parte do projeto do Educando para a Liberdade, do Governo Federal, que, em Goiás, é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe), da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de Goiás.

As aulas são ministradas por professores da rede estadual de ensino, de terça-feira a quinta-feira, em duas turmas de 14 alunos cada, uma no período da manhã outra à tarde (de 8h às 11h e de 15h às 18h). O bom comportamento e o interesse do preso foram os critérios de avaliação utilizados na seleção dos participantes no projeto. Os materiais escolares foram cedidos pela Secretaria de Educação.

De acordo com o diretor do CIS, Paulo Renato Pereira da Silva, a perspectiva é de os alunos matriculados sirvam de incentivo para toda a população carcerária e que, a partir disso, aumente o número de alunos em sala de aula. “A educação é um grande instrumento transformação, e, na vida desses indivíduos, com certeza será um grande diferencial quando voltarem ao convívio da sociedade”, completa o diretor.

 

 

 

26/03/2009

TJBA (http://www.tjba.jus.br/site/noticias.wsp?tmp.id=1150)

Cardeal discute situação prisional

 

O cardeal da Bahia e arcebispo primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo, convidou, esta tarde, a presidente do TJ, desembargadora Sílvia Zarif, a participar de um fórum a ser realizado em maio, em Salvador, reunindo representantes das instituições do Estado e da sociedade civil que têm efetiva atuação na área prisional.

O objetivo do evento, informou o cardeal, é a formulação de uma política penitenciária nascida do consenso desses órgãos para solucionar os problemas da população carcerária.

Dom Geraldo Majella fez-se acompanhar do coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Salvador, padre Filip Cromheecke, e do assessor Jurídico da Pastoral Carcerária Nacional, Davi Pedreira de Souza.

Também participaram do encontro a juíza Andremara dos Santos, da Vara de Execuções Penais, o juiz corregedor Cláudio Daltro e o presidente do Conselho da Comunidade, pastor Antônio Barbosa.

 

 

 

26/03/2009

SUSEPE

100% das presas gestantes fazem pré-natal na rede pública de saúde

 

Presas grávidas abrigadas no Centro de Inserção Social Consuelo Nasser (presídio feminino) e Casa de Prisão Provisória (CPP) receberam, nesta quarta-feira (25/03), pela manhã, atendimento ginecológico e pré-natal no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás. O encaminhamento das gestantes é resultado de uma ação conjunta entre a 25ª Promotoria de Justiça, Conselho da Comunidade, Gerência de Saúde da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe) e Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia. Ao todo, 6 gestantes e seus bebês foram atendidos, passaram por ultrasom e exames laboratoriais; o que representa 100% da população de gestantes do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

De acordo com a gerente de Saúde e Recuperação de Dependentes Químicos da Susepe, Sheila Mello, o atendimento a essas mulheres significa a efetivação do Programa de Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde, dentro do ambiente prisional goiano. “Fazemos o acompanhamento de todas as gestantes nas enfermarias dos presídios, mas temos algumas deficiências estruturais e de equipamentos que nos inviabilizam realizar o pré-natal em sua plenitude. A parceria nos dará condições de prestar toda assistência para a mãe e seu bebê”, completa a gerente.

As gestantes serão atendidas uma vez por mês no HC e continuarão sendo acompanhadas, por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, do sistema prisional, duas vezes por semana. Um termo de ajuste de conduta deverá ser assinado, na primeira quinzena de abril, pela Promotoria de Justiça, Susepe e Hospital das Clínicas, para tornar o hospital a referência no atendimento a gestantes do sistema prisional goiano.

 

 

 

26/03/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52663)

Presos de Iporá iniciam alfabetização e fazem curso de pintura de parede

 

Os presos da unidade prisional de Iporá têm a partir de agora uma nova oportunidade de estudo. Começou nesta quarta-feira, 25/03, o curso de alfabetização, da primeira a quarta-séries, do Projeto EJA desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação da cidade. À princípio, 21 alunos participarão do curso. De acordo com o diretor da unidade, Osmar Bueno, existe a expectativa de iniciar também o curso de ensino médio para a população carcerária local. “Um estudo de viabilização das aulas de segundo grau está em está sendo realizado pela prefeitura de Iporá”, diss.

Em Iporá, além do estudo, os presos também ocupam o tempo com a profissionalização. Eles começaram neste mês o curso de pintura de parede, desenvolvido em parceria com a AGARC – Associação Goiana de Assistência aos Reeducandos. No total, 16 presos participam da primeira turma do curso. A unidade prisional de Iporá abriga hoje 74 detentos de regime fechado.

 

 

 

26/03/2009

http://www.lucianacapiberibe.com/

Secretaria de Direitos Humanos 

A Assembleia Legislativa aprovou na segunda-feira (23), por unanimidade, o projeto de lei 007/08-AL, de autoria do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB), que autoriza o Governo do Estado a criar a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos. De acordo com a justificativa, a nova pasta terá a finalidade de articular, junto às outras secretarias de Estado, a formulação, acompanhamento e avaliação de políticas públicas de promoção, proteção e defesa dos diretos humanos e deficientes. O projeto foi aprovado depois que um grupo de deputados estaduais fez uma visita de inspeção ao Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), no dia 5 passado e constataram a violação de inúmeros preceitos concernentes aos direitos dos presos. #

 

 

 

26/03/2009

NOTA PÚBLICA

Criminalização: o caso do advogado josé batista afonso, condecorado com a medalha chico mendes

 

José Batista Afonso, advogado da CPT e reconhecido defensor de direitos humanos no Pará, é uma das personalidades escolhidas para receber a Medalha Chico Mendes de Resistência de 2009, oferecida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro (GTNM-RJ). A condecoração é um reconhecimento ao trabalho de Batista na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais no Estado do Pará. No entanto, em uma contradição que expõe a perseguição judicial às lideranças de organizações da sociedade civil e movimentos sociais, José Batista foi condenado pela Justiça Federal de Marabá a uma pena de dois anos e cinco meses de prisão, sendo-lhe ainda negado o direito a penas alternativas.

A OAB do Pará, a Justiça Global e a Terra de Direitos repudiam com veemência a tentativa de criminalizar Batista. No início do mês, a Justiça Global e a Terra de Direitos enviaram um informe à Relatoria Especial da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos, no qual relatam o caso e denunciam a recorrente falta de isenção do poder judiciário brasileiro. O documento descreve a campanha para desarticular os movimentos sociais através da estratégia de criminalização de suas lideranças. A serviço dos interesses de alguns setores, funcionários da Justiça e outros agentes do Estado agem de forma conjunta, distorcendo leis e ignorando preceitos constitucionais.

 

O CASO

O caso de Batista é emblemático. Em abril de 1999, cerca de 10 mil trabalhadores rurais acamparam em frente à sede do INCRA em Marabá, no Pará, como forma última de solicitar uma reunião com o governo, que aconteceu somente vinte dias depois. Na pauta, a precariedade de assentamentos e a lentidão do processo de reforma agrária.

 

Por volta de 22h, depois de um dia inteiro de negociações infrutíferas entre representantes do governo e 120 lideranças de associações e sindicatos rurais, a multidão, já cansada e impaciente, entrou no INCRA, cobrando uma resposta para suas reivindicações e impedindo a saída da equipe de negociação. O advogado José Batista – que estava na reunião e, à época, concluía o curso de direito – teve que atuar como mediador entre os funcionários do governo e os trabalhadores que se posicionavam ao redor do auditório. Foi processado sob acusação de Cárcere Privado.


A PARCIALIDADE DO JUDICIÁRIO

O processo é absurdo: o que aconteceu não foi cárcere privado e Batista em momento nenhum incitou os trabalhadores, não os liderou na ação e nem teria capacidade de controlá-los. O que fez foi acalmar a multidão e negociar com o governo, função que lhe cabia enquanto representante da Comissão Pastoral da Terra. A CPT é uma entidade ligada à CNBB que atua na defesa de direitos através da mediação de conflitos e de um trabalho de apoio e assessoria – sem ter, portanto, poder de decisão sobre os trabalhadores.

 

Em 2002 o Ministério Público Federal (MPF) propôs a suspensão do processo, mediante o pagamento de cestas básicas por parte de Batista, que aceitou e cumpriu o acordo. No entanto, o juiz Francisco Garcês Junior assumiu a vara de Marabá e, sem nenhum fato novo e sem ouvir o MPF, anulou todas as decisões anteriores. Em junho do ano passado foi publicada a sentença de dois anos e cinco meses de prisão, proferida pelo juiz Carlos H. Haddad, conhecido amplamente na região por proferir decisões claramente contrárias aos movimentos sociais. Foi Haddad, por exemplo, que negou a desapropriação da fazenda Reunidas, mesmo depois da constatação de que se tratava de terra grilada e de requerimento oficial do INCRA. Sem ouvir o MP – procedimento obrigatório por lei – o juiz determinou o despejo de 118 famílias assentadas havia mais de cinco anos na área, onde existiam casas, escolas e famílias produzindo.


Na sentença de José Batista, o juiz Haddad aplicou a pena próxima à máxima e negou o direito a penas alternativas. Os advogados da CPT recorreram ao Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília. O resultado da decisão em segunda instância deve sair em breve e, caso o recurso seja indeferido, Batista será PRESO, o que causa espanto e revolta naqueles que conhecem seu caráter e seu trabalho.


Diversas entidades e políticos já se manifestaram e se articularam para denunciar os interesses que estão por trás da tentativa de taxar Batista como criminoso. É fundamental que todas as organizações, entidades, redes, fóruns, autoridades, personalidades e partidos políticos se movimentem para defender José Batista e denunciar o verdadeiro crime: a falta de independência do Poder Judiciário observada em diversas regiões do país.

 
Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pará (OAB-PA)

Justiça Global

Terra de Direitos

 

 

 

26/03/2009 -

Folha de São Paulo

Tribunal do DF realiza primeira audiência com preso por videoconferência

 

O TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal realiza nesta quinta-feira o primeiro interrogatório por meio de videoconferência. O depoimento a distância começou por volta das 9h na 1ª Vara de Entorpecentes, conduzido pela juíza Leila Cury. A lei que permite o procedimento é do dia 8 de janeiro e alterou o Código de Processo Penal.

A videoconferência é utilizada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, segundo o TJ, com bons resultados, desde 2001. O TJ do Distrito Federal é um primeiros tribunais a fazer uso desse sistema. Antes da lei, o tribunal utilizava o sistema essencialmente para a realização de audiências de verificação, sendo que todas as audiências realizadas durante a instrução processual foram presenciais.

Com a nova legislação, o TJ providenciou a expansão do sistema para as quatro Varas de Entorpecentes do DF e oito Varas Criminais de Brasília, que já têm equipamentos para a implantação da videoconferência. O sistema permitirá interligar as Varas a quatro salas no Complexo Penitenciário da Papuda e uma na Corregedoria da Polícia Civil.

Custo

O investimento inicial para o TJ implantar o sistema de videoconferência --cerca de R$ 500 mil -- foram considerados irrisório, diante do custo com o deslocamento de presos, segundo o TJ.

Segundo dados da Polícia Civil do Distrito Federal, o transporte de um preso entre o complexo da Papuda e o fórum de Brasília custa entre R$ 200 (escolta simples) e R$ 7.000 (escolta complexa), sendo que só em 2008 foram realizadas quase 13.500 escoltas judiciais.

Levando em consideração as escoltas feitas para os demais fóruns do Distrito Federal, o uso da videoconferência pode resultar na economia de aproximadamente R$ 2 milhões, com base no custo mínimo.

Segundo o TJ, o uso da videoconferência também pode agilizar a instrução processual, já que cerca de 30% de interrogatórios de réus presos deixam de ser realizados no Distrito Federal devido à indisponibilidade de escolta ou de veículos para fazer o translado.

Interrogada

A ré interrogada nesta quinta-feira, Camila Pereira dos Santos, está presa na Penitenciária Feminina (mais conhecida como Colméia), desde janeiro de 2009. Para viabilizar o uso do sistema de videoconferência, a ré foi transferida para o CDP (Centro de Detenção Provisória), onde o equipamento está instalado atualmente.

Camila foi presa em flagrante, após ser suspeita de tentar entrar em uma penitenciária com aproximadamente 13 gramas de maconha durante uma visita a seu marido. Ainda segundo o flagrante, ela está em um lista de pessoas suspeitas de tentar entrar no presídio com drogas.

Segundo o TJ, o advogado da ré, Divaldo Theóphilo de Oliveira Netto, acompanha o interrogatório em uma espécie de cabine com aparelho telefônico com linha dedicada e criptografada, por meio da qual o defensor poderá conversar em privacidade com sua cliente.

Até aproximadamente às 13h, segundo assessoria do TJ, o interrogatório não havia terminado.

 

 

 

26.03.2009

www.opopular.com.br  

Falência do sistema prisional

 

A exemplo do que tem ocorrido em várias cidades do interior, onde as cadeias são precárias, a promotora de Justiça Yashmin Crispim Toledo, de Rio Verde, expediu recomendação ao secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, para que tome medidas para o restabelecimento da segurança nas unidades do sistema prisional daquela cidade. Entre as providências recomendadas está a lotação, no prazo de 30 dias, de agentes penitenciários em número que atenda à demanda. A promotora esclarece que o Centro de Inserção Social do município tem 66 detentos e, por ser o maior presídio da região sudoeste de Goiás, recebe com frequencia presos de outras comarcas e condenados pela Justiça Federal. Ainda assim, estão lotados no estabelecimento apenas três agentes penitenciários por plantão e explica que, só neste ano, já fugiram 14 presos.

 

 

 

25/03/2009

PNUD  (http://www.pnud.org.br/seguranca/reportagens/index.php?id01=3180&lay=jse)

Eventos de segurança vão ganhar R$ 4,3 mi

 

Verba é para etapas locais da Conferência Nacional de Segurança Pública, que devem ser agendadas por municípios e Estados até 2ª

 

RENATA D´ELIA da PrimaPagina

O Ministério da Justiça destinou R$ 4,3 milhões para apoiar a organização dos eventos estaduais preparatórios da 1ª CONSEG (Conferência Nacional de Segurança Pública). As administrações estaduais e municipais têm até o dia 30 de março para definirem as datas das etapas locais da conferência, onde serão escolhidos os representantes que participarão do evento nacional entre 27 e 30 de agosto, em Brasília. Na etapa nacional, representantes da sociedade civil e do poder público de todos os lugares do Brasil vão deliberar sobre novas políticas para o setor.

As conferências municipais devem ocorrer entre março e maio, e as estaduais entre junho e julho. Elas devem eleger os representantes para a CONSEG e encaminhar propostas a serem discutidas durante a conferência. Cidades como Fortaleza (CE), Vitória (ES), e Contagem (MG) já marcaram suas reuniões e todos os Estados brasileiros devem participar. O objetivo é que as propostas sejam debatidas no evento nacional e definam diretrizes para a uma nova política no setor.

Ao todo, 137 municípios com mais de 200 mil eleitores e/ou parceiros do PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania), vão eleger dois representantes diretos com poder de voto em Brasília, além de um integrante da guarda metropolitana para a etapa estadual. Nos Estados, o número de representantes eleitos será proporcional ao número de habitantes. Em todos os casos deve ser respeitada a paridade de 40% de vagas para a sociedade civil, 30% para trabalhadores da área e 30% para o poder público entre os representantes.

Essas 137 prefeituras, de acordo com a organização, são obrigadas a realizar as conferências regionais. Caso o poder público não se mobilize, a sociedade civil pode instituir conferências e eleger seus representantes mesmo assim. Os coordenadores não trabalham com a possibilidade de não haver nenhum tipo de organização e não preveem punições . “É praticamente impossível deixar essa chance passar. Se as secretarias não se organizarem, certamente as câmaras municipais, o poder judiciário, e outras instituições realizarão suas conferências”, afirma Regina Miki, Coordenadora Geral da 1ª Conseg. Para formalizar a adesão, é necessário publicar um decreto e instalar comissões organizadoras para o evento.

Unindo forças

Os municípios que não se enquadram nos pressupostos mínimos para a eleição de representantes na 1ª CONSEG também poderão criar suas conferências e enviar ao encontro um relatório com o resultado do debate. Além disso, grupos da sociedade civil podem promover conferências livres e conferências virtuais (com troca de dados pela internet) seguindo as orientações do site da conferência.

Alguns municípios decidiram criar conferências com participação popular e também participar da 1ª CONSEG. Independentemente do número de eleitores, e de serem ou não filiadas ao PRONASCI, eles se unem e marcam conferências regionais. Um desses conglomerados ocorre no interior de São Paulo, e inclui 19 municípios que, juntos, somam 404.584 eleitores, de acordo com o TER-SP: Araraquara, Matão, Rincão, Trabiju, Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Borborema, Cândido Rodrigues, Dobrada, Gavião Peixoto, Ibitinga, Itápolis, Motuca, Nova Europa, Santa Ernestina, Santa Lucia, Tabatinga e Taquaritinga.

O encontro será no dia 3 de abril. Por meio desse "consórcio", eles pretendem garantir representação regional direta na 1ª Conseg. “Mas nosso intuito inicial é debater peculiaridades de cada município, ouvir a comunidade, e encorajar a criação de conferências independentes da Conseg. Independentemente de termos representante em Brasília ou não, vamos elaborar um relatório regional de segurança especialmente para o evento nacional”, afirma o Coronel José Antonio Espera, Secretário Municipal de Cooperação dos Assentos de Segurança Pública de Araraquara, maior cidade da região. Segundo ele, a inclusão social precisa ser amplamente discutida como medida primordial para reduzir a violência.

A Coordenadora da CONSEG enxerga o fato com bons olhos e diz que as propostas serão bem-vindas. “É importante que essas cidades, mesmo as menores, se juntem. Até porque as divisões de território são hipotéticas quando se trata de criminalidade. O crime se desloca”, reitera Regina Miki. “A eficiência dos encontros regionais será alta, pois a diferenciação entre uma cidade e outra é apenas a quantidade de crimes, e não a qualidade”, explica o Coronel Espera. Segundo ambos, essa troca de experiências deve fazer a diferença em âmbito nacional.

 

 

 

25/03/2009

MP Goiás

(http://www.mp.go.gov.br/portalweb/conteudo.jsp?page=1&base=1&conteudo=noticia/26ee10725d2a698adf3db875a2133f78.html)

Promotora recomenda restabelecimento da segurança nas unidades do sistema prisional de Rio Verde

 

A promotora de Justiça Yashmin Crispim Baiocchi de Paula e Toledo expediu recomendação ao secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, para que sejam adotadas medidas necessárias ao restabelecimento da segurança nas unidades do sistema prisional de execução penal em Rio Verde. Entre as providências, está a lotação, no prazo de 30 dias, de agentes penitenciários em número que atenda à demanda do serviço.

A promotora esclarece que o Centro de Inserção Social de Rio Verde do município tem uma população de 66 pessoas e, por ser o maior presídio da Região Sudoeste de Goiás, recebe, com frequencia, presos de outras comarcas e condenados pela Justiça Federal. Ainda assim, estão lotados no estabelecimento apenas três agentes ou vigilantes penitenciários por plantão. Na recomendação, ela lembrou que, apenas este ano, já aconteceram três fugas, num total de 14 presos, todos de alta periculosidade.

Na Casa de Prisão Provisória, as fugas também são uma constante, contando para sua vigilância com apenas um agente penitenciário no plantão. Já a unidade do regime semiaberto, localizado no Centro da cidade, abriga 65, havendo apenas um agente ou vigilante penitenciário masculino e um feminino. A taxa de evasão nesta unidade, apenas no mês passado, foi de 37%, informa a promotora.

“A falta de segurança nos estabelecimentos prisionais de Rio Verde é evidente e decorre, principalmente, da falta de agentes penitenciários e essa falta de segurança indica deficiência na segurança pública, uma vez que coloca em risco a coletividade, além dos próprios presos e agentes penitenciários”, finaliza Yashmin Toledo. (Cristiani Honório/Assessoria de Comunicação Social)

 

 

 

25/03/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52647)

Presos de Rio Verde concluem curso de cabeleireiro

 

Os presos do Centro de Inserção Social (CIS) de Rio Verde concluíram, nesta quarta-feira (25/03), um curso profissionalizante de cabeleireiro de 40 horas/aula. A realização é fruto de uma parceria firmada entre a Associação Goiana de Atualização e Realização do Cidadão (AGARC) e a Superintendência do Sistema de Execução Penal (SUSEPE), com recursos do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN); que, até abril, deverá profissionalizar mais de 400 detentos do sistema prisional goiano em diversas atividades.

De acordo com a diretora do CIS, Lorena Mendes da Silva, com o curso, os presos terão uma oportunidade a mais de conseguir um emprego e manter suas famílias quando voltarem ao convívio social. “Nosso objetivo é aliar oportunidades e habilidades para que toda a população carcerária seja beneficiada com algum curso profissionalizante”, completa a diretora.

O curso de cabeleireiro teve início na quarta-feira (11/03) e contou com a participação de 11 presos, ente mulheres e homens. No conteúdo programático apresentado constam técnicas de cortes, visagismo, relações interpessoais e outros. Todos os participantes receberão certificado emitido pela AGARC.

 

 

 

 

25/03/2009

Notícias STF –

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=105293

Supremo estabelece que renda de segurado é parâmetro para concessão de auxílio-reclusão

 

Por 7 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (25) que é a renda do preso que deve ser considerada para a concessão de auxílio-reclusão. O benefício está previsto na Constituição Federal e é concedido aos dependentes de segurados do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] que se encontrem presos e, atualmente, tenham renda de até R$ 752,12.

A matéria foi discutida por meio de dois Recursos Extraordinários (REs 587365 e 486413) interpostos pelo INSS contra decisões judiciais que entenderam que a renda dos dependentes deveria servir de base para a concessão do auxílio-reclusão. Somente os ministros Cezar Peluso, Eros Grau e Celso de Mello concordaram com essa interpretação.

Os demais ministros votaram favoravelmente à tese do INSS, segundo a qual o benefício previdenciário deve ser concedido apenas aos dependentes de segurados que ganhem até o teto previsto legalmente. O ministro Joaquim Barbosa não participou do julgamento.

A decisão tem repercussão geral, ou seja, deve ser aplicada pelas demais instâncias do Judiciário e alcança uma população carcerária de aproximadamente 450 mil presos. Uma das sentenças judiciais reformadas nesta tarde tomou como base súmula da Turma Regional de Uniformização dos Juizados Especiais que determina que a renda dos dependentes, e não a dos segurados, deve servir de base para a concessão do auxílio-reclusão.

Segundo o INSS, se esse entendimento fosse aplicado nacionalmente, o impacto financeiro anual ficaria em torno de R$ 1 bilhão. Atualmente, o pagamento de auxílio-reclusão no país está em torno de R$ 160 milhões por ano.

Baixa renda

O pagamento de auxílio-reclusão está previsto no inciso IV do artigo 201 da Constituição Federal. O dispositivo diz que a Previdência Social deve pagar o benefício “para os dependentes dos segurados de baixa renda”.

O ministro Ricardo Lewandowski, relator dos processos e que teve o voto seguido pela maioria dos ministros, afirmou que basta uma leitura superficial do dispositivo constitucional para concluir que o Estado tem o dever de pagar o benefício “aos dependentes dos presos que sejam, ao mesmo tempo, segurados e de baixa renda”.

Ele acrescentou que, desde a redação original do dispositivo, alterado em 1998 por meio da Emenda Constitucional 20 (constituinte derivado), o requisito da baixa renda ligava-se ao segurado e não aos dependentes.

“O constituinte derivado buscou circunscrever o universo dos beneficiários do auxílio-reclusão apenas aos dependentes dos presos segurados de baixa renda, não o estendendo a qualquer detento, independentemente da renda auferida por este, quiçá como medida de contenção de gastos”, avaliou.

Para ele, se o critério fosse a renda dos dependentes seriam criadas “distorções indesejáveis”. Por exemplo, fariam jus ao benefício todas as famílias de presos segurados com dependentes menores de 14 anos, proibidos legalmente de trabalhar.

Peluso contra-argumentou que o benefício se destina à sobrevivência dos dependentes e, por isso, o que deve ser verificado para a concessão é a renda familiar. “Se o segurado tiver baixa renda, mas seus dependentes não necessitem de auxílio nenhum, o benefício perde a razão de ser”, ponderou.

O ministro Marco Aurélio, que seguiu a maioria, afirmou que o legislador fixou como parâmetro o valor do salário do segurado que tenha dependentes. Ele também classificou o benefício de “extravagante”, já que seu teto é maior do que o salário mínimo, que é de R$ 465,00. “Fico a imaginar a sociedade brasileira apenada, que é quem paga a conta”, ironizou.

RR/IC

 

 

 

25/03/2009

http://www.arquidiocesedegoiania.org.br/site/component/content/article/64-noticias/531-assembleia-legislativa-promove-sessao-sobre-a-cf.html

Assembleia Legislativa promove sessão sobre a CF

 

O tema segurança pública será destaque nesta segunda-feira, dia 30 de março, às 20h, na Assesmbleia Legislativa do Estado de Goiás em sessão especial na qual será apresentada a Campanha da Fraternidade. A sessão será no Plenário Getulino Teixeira Artiaga, na Alameda dos Buritis, 231, no Setor Oeste, em Goiânia.

A proposta é do deputado Humberto Aidar (PT) e terá a participação do arcebispo metropolitano Dom Washington Cruz e do secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller. Segundo o propositor da sessão, Humberto Aidar, “é importante levar a discussão do tema proposto pela Campanha, muito além da Igreja, para que todos abracem a busca da paz”.

Câmara

A Câmara Municipal de Goiânia realizou nesta segunda-feira, dia 23 de março, sessão especial sobre Campanha da Fraternidade de 2009. A proposta do evento foi da vereadora Cidinha Siqueira (PT), em parceria com o presidente da Casa, Francisco Júnior (PMDB), e a vereadora Célia Valadão (PMDB).

A sessão contou com a presença do arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, e de representantes do governo estadual, da Polícia Militar e da Prefeitura de Goiânia, além de vários padres e fiéis de diversas paróquias. Em seu discurso, Dom Washington destacou a proposta como “uma forma concreta do Estado e a Igreja irmanarem-se, no respeito à autonomia de cada qual, na busca pelo bem comum”.

O arcebispo lembrou ainda que “a Igreja tem por missão Evangelizar e a preocupação com a ordem pública e social visa assegurar às pessoas uma maior tranquilidade para que o Evangelho seja vivido em uma sociedade na qual a violência seja definitivamente banida do nosso cotidiano”.Durante a solenidade também foi apresentado o vídeo institucional da CF 2009.

 

 

 

24.03.09

ADITAL

O mundo virtualizado e a justiça sem papel

 

Luiz Salvador *


Para tornar realidade esse mundo maravilhoso, um mundo digitalizado, o C. TST - Tribunal Superior do Trabalho tem trabalhado firme, buscando tornar real esse sonho por uma Justiça sem papel.

É de todos consabido que o avanço da tecnologia já permite numa fase experimental possibilitar a algumas regiões aos advogados trabalharem, sem sair do escritório, postando suas peças processuais, via internet, o anunciado mundo novo sem papel, um mundo digitalizado, ou seja, "computação na nuvem", com sabor "poético" em que o poder de processamento está na rede de alta velocidade com capacidade de armazenamento de dados, mas por enquanto ainda limitada.

É o que nos informa a FOLHA DE SÃO PAULO, caderno de Informática, edição de quarta-feira, 18 de março de 2009, intitulada COLAPSO - Cortes de acesso e falhas em serviços como Gmail e Twitter lançam dúvidas sobre a segurança dos dados na internet.

A ABRAT - Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas é inteiramente favorável ao ingresso nesse novo mundo maravilhoso, possibilitando uma "Justiça Sem Papel", desde que sua utilização não seja obrigatória por todos os usuários dos serviços. Neste sentido, já peticionamos à Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho (TST), apontando algumas preocupações que são comuns à classe dos advogados trabalhistas:

"O TST Pleno acaba de aprovar resolução que torna o ato facultativo, mas para quem se cadastrar, torna o sistema obrigatório. Examinando o texto da resolução do TST, ficamos preocupadíssimos com os ônus atribuídos aos advogados por manter em perfeito funcionamento as redes internas nos respectivos escritórios, tendo validade apenas os peticionamentos que chegarem ao site do TST. Todos os eventuais problemas de envio são de responsabilidade do advogado, tais como defeitos nas linhas, congestionamento do sistema, porque o prazo se contará apenas quando da chegada da mensagem ao site do TST, sendo desconsideradas todas e quaisquer outras tentativas de contato com o provedor do TST, ainda que provadas por registro no próprio sistema. Nós próprios já tivemos diversos problemas no acesso à rede, por problemas os mais diversos. Vírus. Erros nas linhas internas que dependem de um técnico habilitado para a reparação. Provedor do advogado com problemas. Demora de circulação de mensagens em razão de congestionamento do tráfego no provedor. Em algumas ocasiões só conseguimos receber de nosso próprio escritório uma mensagem com texto necessário ao desenvolvimento de um trabalho profissional, quando fora do escritório, chegando horas muito mais tarde, etc. (...)".

Afora essas preocupações, existem outras tantas, dentre as quais:

1)- entendimentos divergentes dos juízes sobre a tempestividade/intempestividade de recursos recebidos por esse sistema virtual, sendo que em alguns regionais há o entendimento das possibilidades de o recurso ser recebido como tempestivo até às ZERO horas. Para outros Tribunais, acaso a peça chegue ao seu destino final após 18:00 horas, será considerado como intempestivo o recurso.

2)- o sistema limita a quantidade de documentos a ser enviados pelo meio eletrônico, correndo o risco o advogado de não ser conhecido o apelo, ao entendimento jurisprudencial já pacificado no sentido de que todos os documentos úteis e necessários ao julgamento da matéria devam estar presentes com a peça processual, incumbindo ao advogado sua fiscalização pessoal na conferência de cada uma dessas peças e não à Secretaria do Juízo.

Saudamos a novidade. Quando tudo estiver fluindo sem riscos de apagões, sem perdas de dados, com possibilidades de espaço para agasalhar todas as peças que queira o advogado juntar com o recurso, o sistema virtual já em funcionamento experimental será fantástico e real, possibilitando-se uma Justiça Sem Papel em favor da efetividade dos direitos de todos os cidadãos usuários do sistema.

A Revista Consultor Jurídico publica notícia sobre a utilidade e maravilhas do sistema já implantado e à disposição dos advogados trabalhistas, reportagem abaixo transcrita.

Leia também a reportagem da Folha de São Paulo sobre as dúvidas que são lançadas sobre a segurança dos dados na internet.

O assunto merece um debate nacional entre a Administração do Poder Judiciário Trabalhista, advogados e usuários do sistema.

Luiz Salvador - Presidente da ABRAT

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FOLHA DE SÃO PAULO - Informática, São Paulo, quarta-feira, 18 de março de 2009
Colapso

Cortes de acesso e falhas em serviços como Gmail e Twitter lançam dúvidas sobre a segurança dos dados na internet

DA REDAÇÃO

Computação na nuvem é uma expressão que vem ganhando espaço. Com um sabor algo poético, tenta identificar um mundo em que o poder de processamento está na rede, na internet, e não mais apenas no seu computador pessoal ou empresarial.

O micro, o laptop e o celular não passam de porta de acesso para esse mundo maravilhoso de alta velocidade e capacidade de armazenamento de dados virtualmente ilimitada. É lá que você guarda suas fotos, seus e-mails, seus textos e documentos os mais diversos. Tudo muito bom, mas o que acontece na hora que a luz se apaga?

Mensagens de e-mail ficam inacessíveis, arquivos são perdidos, negócios deixam de ser fechados, conversas amorosas sofrem interrupção. Tudo porque um serviço ficou fora do ar, deixando órfã uma comunidade cada vez mais dependente da internet.

O rompimento de cabos submarinos deixou milhões de indianos sem acesso à internet; erros de endereçamento provocaram a queda do YouTube; decisões judiciais interrompem o fornecimento de serviços; falta de capacidade de servidores gera engarrafamento de dados; corte de luz tira boa parte de São Paulo da rede.

A sequência vem fazendo com que empresas e especialistas no mundo internético comecem a questionar o suposto mundo maravilhoso da web 2.0. E é preciso buscar opções para não ficar com o mouse na mão quando a rede diz adeus.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr1803200901.htm

Justiça sem papel

Advogado trabalhista trabalha sem sair do escritório

Por Gláucia Milicio

O Judiciário Trabalhista está a poucos passos de dar adeus definitivo para o processo em papel. Hoje, os advogados trabalhistas já podem acompanhar toda a tramitação processual sem sair do escritório. Exceto no estado de Santa Catarina, a Justiça do Trabalho já disponibiliza sistema para peticionamento eletrônico em todas as instâncias. O processo virtual, no entanto, ainda não chegou de todo na Justiça Trabalhista. Por enquanto, os fóruns imprimem tudo aquilo que chega por meio digital. Por pouco tempo.

Está para ser implantado na primeira e segunda instâncias da Justiça trabalhista e no Tribunal Superior do Trabalho o Sistema Unificado de Administração Processual (Suap). Ele vai permitir que os processos trabalhistas sejam ajuizados e tramitem do começo ao fim de forma totalmente digital.

As varas digitais ficarão disponíveis 24 horas por dia para o acesso. Advogados, juízes, servidores e peritos precisam, no entanto, aderir a certificação digital para trabalhar no sistema. Em São Paulo, a certificação da OAB atinge entre 70 e 80 mil advogados trabalhistas. O número ainda é baixo. Calcula-se que existam cerca de 200 mil advogados só no estado de São Paulo.

No Brasil, são 600 mil advogados. Desses, o diretor do Conselho Federal da OAB nacional, Ophir Cavalcante Junior, não sabe informar quantos estão inseridos digitalmente, mas reconhece que existe um número elevado de profissionais da advocacia que ainda não criaram a cultura do processo digital. Para Ophir, a advocacia precisa refletir sobre as vantagens da certificação digital, entre elas, a celeridade. Com o processo eletrônico, o advogado atende mais rapidamente a parte, não precisa se deslocar de seu escritório e ainda tem retorno dos honorários num tempo mais efetivo, explica.

"O grande motivador para o advogado não é o processo digital em si, mas a exigência judicial para que o advogado utilize esse processo. O advogado funciona meio que pressionado pela circunstância. O processo eletrônico vai deslanchar a partir do momento em que o Judiciário colocar isso como uma condição", reconhece Ophir. Ele pondera que a informatização do Judiciário deve ser pensada em conjunto com os advogados e o Ministério Público. "Sem a adesão da advocacia, nenhum projeto de informática vai em frente."

Amigos da tecnologia

Os advogados trabalhistas do Demarest & Almeida já acompanham seus processos pela internet. O sócio responsável pela área, Geraldo Baraldi Jr., conta que peticiona ações em diversos TRTs sem sair do escritório, que fica em São Paulo. Essa facilidade, de acordo com ele, permitiu que o escritório economizasse com mão de obra, passagens aéreas e espaço físico para colocar pilhas de papel.

Baraldi reconhece, no entanto, que nem todos os juízes já estão familiarizados com a tecnologia. O advogado conta que, certa vez, uma juíza indeferiu uma ação por intempestividade sem se atentar que foi feito pelo meio digital, que tem horários diferentes dos fóruns. Mais que depressa, ele esclareceu que estava dentro do horário e ela não hesitou em assumir que não havia se atentado para os dispositivos da Lei 11.419/06, que regulamentou a informatização no Judiciário.

Segundo dados de 2007 divulgados recentemento pelo Conselho Nacional de Justiça, tanto a Justiça do Trabalho como a Justiça Federal possuem bom nível de informatização. No TST, essa informatização é visível nas sessões de julgamento. Cada ministro acompanha a pauta e o voto dos colegas por meio de um computador, instalado na sua mesa.

Gláucia Milicio é repórter da revista Consultor Jurídico.

Link: http://www.conjur.com.br/2009-mar-22/advogados-trabalhistas-podem-trabalhar-sair-escritorio

(*) Luiz Salvador é Presidente da ABRAT (www.abrat.adv.br), Vice-Presidente da ALAL (www.alal.la), Representante Brasileiro no Depto. de Saúde do Trabalhador da JUTRA (www.jutra.org), assessor jurídico da AEPETRO e da ATIVA, membro integrante do corpo técnico do Diap e Secretário Geral da CNDS do Conselho Federal da OAB, e-mail: luizsalv@terra.com.br, site: www.defesadotrabalhador.com.br

* Presidente da ABRAT, Vice-Pres

 

 

 

25/03/2009

http://www.jornalagazeta-ap.com/policia_estadual.htm

Muito fácil

Duas mulheres fugiram do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá IAPEN pela porta da frente. Aproveitaram o horário de visitas, deste último domingo, durante a tarde e se mandaram, e ainda deram tchauzinho. Francialva Gomes Tavares e a Suellen Costa Rodrigues, a ‘Corote’ conseguiram se infiltrar entre as visitas e acabaram escapando pela porta da frente do presídio.

 

 

 

25/03/2009
http://www.diariodoamapa.com.br/

Operação 9mm” desmonta facção criminosa que facilitava fugas e fazia tráfico de drogas e armas no Iapen

 

Seis meses de investigação realizada pelo Serviço de Inteligência da Polícia Federal resultaram na prisão de nove pessoas na manhã de ontem, 24, durante operação conjunta da PF e o Batalhão de Operações Especiais (Bope), esquadrão de elite da Polícia Militar. As 5h da manhã com mandados em mãos, 70 agentes federais e 20 militares saíram as ruas da capital para dar cumprimento aos mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Foram presos os policiais militares Juciney Bezerra, Cleidson Amanajás, Davi Dias e o ex-policial Jonas Diego Nascimento que foi expulso da corporação no final do ano passado após ter sido denunciado por assassinato de um jovem. Também foram presos os civis Fábio dos Santos, Alice Pereira que é esposa de um detento, Jhone Souto, Matuzael Gonçalves e Marcos Vieira de Feitas. Além das prisões os policiais cumpriram também outros treze mandados de busca e apreensão. Durante as diligencias foram encontradas armas como um rifle 222 com silenciador e outros dois rifles, uma pistola calibre 765, um revólver calibre 38, munições, coletes balísticos e um quilo de maconha. No Iapen onde os policiais também estiveram ontem, foi encontrado uma pistola de grosso calibre que estava em poder de um interno. Segundo as investigações que também foram acompanhadas pela Promotoria de Investigações Cíveis e Criminais (PICC), a quadrilha atuava articulada dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A rede organizada do crime facilitava a fuga de presos e a entrada de armas e drogas dentro da cadeia pública onde quase dois mil internos estão vivendo sob condições desumanas, segundo revelaram recentemente os membros da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. Ficou comprovado durante os levantamentos do setor de inteligência que os policiais aceitavam subornos, cujos valores por cada fuga chegava até R$ 3 mil. Esse pagamento garantia ao preso o direito de fugir sem ser incomodado. Pelo menos três fugas que colocaram cerca de oito perigosos elementos nas ruas foram comprovadas, sendo que elas ocorreram nos dias 11 de novembro de 2008, 1º de janeiro e 4 de fevereiro deste ano. Além de colocar os bandidos de volta as ruas, os policiais, nesse caso, ainda armavam os criminosos fazendo a venda de armas. Existem indícios que essas mesmas armas foram utilizadas em assaltos realizados recentemente nos estados do Pará e Maranhão para onde os bandidos fugiram. O esquema de corrupção vinha sendo praticado há bastante tempo no presídio. As sindicâncias instauradas para apurar a fuga de internos e o contrabando de armas e drogas dentro da pe-nitenciária nunca foram divulgados. Nunca se soube se alguma dessas sindicâncias foi concluída de fato, ou se simplesmente elas foram engavetadas. Durante todo o dia de ontem os acusados do esquema de corrupção e tráfico de armas e drogas dentro da cadeia foram ouvidos separadamente na Superintendência da Polícia Federal pelo delegado Miguel Sena, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da PF.. Após a tomada de depoimentos os civis presos foram encaminhados para o presídio do Estado onde permanecem à disposição da Justiça. Os militares foram encaminhados para a prisão do comando geral da PM.

 

 

 

 

25/03/2009

http://www.diariodoamapa.com.br/policia.htm

Delegado que preside inquérito detalha como quadrilha atuava

 

O delegado Miguel Sena, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, detalhou a "Operação 9mm" deflagrada no dia de ontem, e relatou o modus operandi que a quadrilha atuava dentro do esquema de corrupção. Segundo o delegado federal, os PM's que trabalhavam na área externa do presídio eram os responsáveis por toda articulação das fugas. Tudo era articulado através de celulares que os pretensos fugitivos mantinham em seus poderes dentro das celas. Depois de passarem todas as instruções ao preso, os PM's simulavam uma falta de energia no presídio que durava alguns minutos. Tempo suficiente para que o preso deixasse a cadeia até mesmo pela porta da frente. O valor para uma fuga era em torno de R$ 3 mil. O dinheiro era pago pelos civis que atuavam em um outro seguimento. O delegado revelou que os civis agiam como corruptores no esquema. Por terem as entradas faci-litadas no presídio, eles passavam com celulares e drogas que eram traficados dentro da cadeia. Com o dinheiro das vendas eles pagavam as propinas aos policiais. Ainda em relação aos policiais foi identificado que além de dar fuga aos criminosos, eles ainda armavam essas pessoas efetuando a venda de armas. De acordo ainda com o delegado, as investigações iniciaram com a denuncia de tráfico de armas nas ruas da capital. A partir desse ponto eles acabaram chegando a cadeia e descobrindo o esquema de corrupção que levava as inúmeras fugas. Com base nas provas irrefutáveis o Juiz de Direito acatou a denuncia e expediu o mandado de prisão preventiva contra os indiciados. Nesse momento a PF não descarta a possibilidade de que novas prisões sejam realizadas. As investigações continuam. "Pretendemos chegar a outras ramificações da quadrilha e não existe dúvida de que novas pessoas sejam presas acusadas de integrar esse braço do crime" concluiu o delegado. Os acusados, medida a culpabilidade de cada um, devem responder pelos crimes de corrupção passiva; formação de quadrilha; facilitação de fuga e entrada de drogas e objetos ilícitos no presídio; tráfico de armas e tráfico de drogas.

 

Policiais acusados de integrar rede de corrupção serão expulsos da PM

O comando da Polícia Militar do Estado, representado pelo Ten. Cel Menezes, da Corregedoria da PM, que também participou da coletiva, disse que o comando já havia recebido as informações de suposto envolvimento de policiais da instituição a cerca de seis meses quando as investigações iniciaram. Contudo eles aguardavam o desenrolar das investigações para poder se posicionar sobre as atitudes arbitrária dos seus comandados. O Ten. Cel disse também que será instaurado de imediato um conselho de disciplina que vai apurar militarmente a culpabilidade dos soldados. Ele adiantou que eles devem, diante das evidencias já apresentadas pela investigação, serem expulsos das fileiras mi-litares. A comissão terá 30 dias para apurar a conduta dos policiais. Para o corregedor militar, esses soldados já são considerados praticamente inservíveis para o efetivo policial. A desaprovação da conduta dos militares envolvidos parte de todos os setores da instituição policial que em momento algum, aprova a participação de servidores que de-veriam combater o crime, ao invés de fazer parte dele. os soldados Juciney Bezerra, Cleidson Amanajás e Davi Dias estão confinados em uma das celas do mini-presídio do comando geral da Polícia Militar.

 

Ex-policial envolvido já responde por assassinato

Um dos homens presos ontem durante a "Ope-ração 9mm" é o ex-policial Jonas Diego Nascimento. Acusado de pertencer ao esquema de corrupção no Iapen, que facilitava a fuga de presos e intermediava o tráfico de armas e drogas no complexo penitenciário, Jonas Diego responde ainda por outro crime grave. No dia 7 de novembro do ano passado ele foi expulso da corporação mediante decisão da Corregedoria da Polícia Militar depois que houve o entendimento que ele feriu duramente as disposições do Art. 29 da Lei nº 6652/79 do Estatuto da Polícia Militar. A decisão da Corregedoria foi publicada na página 11 do Diário Oficial, datado de 7 de novembro de 2008. Jonas Diego foi acusado de se o principal responsável pela morte trágica do jovem Fabiano Aragão Brito, que foi assassinado com requintes de crueldade na madrugada de 28 de outubro de 2006. Jonas deverá ser julgado pelo crime somente em 2010, conforme previsão do Tribunal de Justiça do Estado. Com base nos autos do processo, por volta das 4h da manhã de 28 de ou-tubro de 2006, no Posto de Gasolina Padre Júlio, o policial Jonas Diego e Sérgio Furtado passaram a agredir a vítima de forma bárbara. Depois de espanca-lo por vários minutos, utilizando como arma até mesmo um capacete, os acusados amarraram suas mãos para trás e o colocaram em um veículo, Fiat Uno, tomando rumo ignorado. Na tarde de 31 de outubro, foi encontrado em um ramal da BR 210 com várias fraturas no crânio o corpo de Fabiano Aragão. Pelo corpo as marcas da famigerada brutalidade com que ele fora morto. O corpo foi removido para a Politec. As imagens do circuito interno de Tv do posto onde a primeira sessão de espancamento ocorreu foram requeridas pelo delegado que preside o inquérito. Todos os depoimentos tomados pelo de-legado são chocantes, em face da covardia com que Fabiano perdeu a vida.. Agora o ex-policial responderá por um novo crime que deixa ainda mais escandalizada a sociedade.

 

 

 

25/03/2009

http://www.opopular.com.br/anteriores/21mar2009/cidades/4.htm?lg=mcpetra

Transtornos atingem 3% do efetivo da polícia

 

Em 2008, 426 policiais militares foram afastados do trabalho por problemas psiquiátricos em todo o Estado. O número corresponde a 3% do efetivo da Polícia Militar (PM) goiana, que é de aproximadamente 13 mil homens. “A saúde do policial é uma preocupação da corporação, principalmente porque essa é uma função muito estressante e perigosa”, diz o tenente-coronel Carlos Antônio Borges, subdiretor de Saúde da PM e coordenador do recém-criado Centro de Saúde Integral da PM.

O militar entende que o porcentual da tropa atingido por transtornos psiquiátricos é preocupante. “Pela natureza de nosso trabalho, 1% já seria motivo para preocupação”, afirma. Com a criação do Centro de Saúde Integral, todos os policiais militares terão de fazer uma avaliação de saúde anual, na qual passarão por médico, dentista, psicólogo, nutricionista, assistente social e educador físico. Antes, os exames só eram feitos em caso de candidatura a promoção, aposentadoria e quando os policiais se envolvem em ocorrências de alto risco.

O assessor de Comunicação da PM, tenente-coronel Sérgio Katayama, acrescenta que o policial convive com situações que não são normais no cotidiano da maioria das pessoas. “Constantemente ele vê o crime desde sua origem até a morte e isso é uma fonte de estresse contínua, por isso é preciso cuidado na seleção dos futuros PMs”. (C.B.)

 

 

 

24/03/2009

http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/

PF deflagra operação 9mm

 

Setenta policiais federais e vinte policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) deram cumprimento a 13 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva expedidos em desfavor de uma quadrilha que facilitava fugas dentro do Instituto Penitenciário de Macapá – Iapen, além de traficar armas e drogas.

Durante as investigações, constatou-se que alguns policiais militares que trabalhavam no presídio facilitavam a fuga de presos mediante pagamento de suborno. Depois da fuga, os policiais vendiam armas aos foragidos. Há indícios de que as armas tenham sido usadas em ações criminosas nos Estados do Maranhão e do Pará..

Após seis meses de investigação, ficou comprovado que pelo menos três fugas foram facilitadas pela quadrilha, colocando oito presos para fora do Iapen. Uma delas ocorreu dia 11/11/2008, as outras aconteceram dia 1/01/2009 e 4/2/2009.

Além de três policiais militares, foram presas também seis pessoas envolvidas com o pagamento de subornos aos policiais, com a venda de armas e o tráfico de drogas.

Nas buscas efetuadas na manhã de hoje foram encontradas armas, como fuzil calibre 222, revólver, munições e colete balístico. Também foi encontrado um quilo de maconha. (Comunicação Social – PF/AP)

 

 

 

 

24/03/2009

SAP

Penitenciária I de Pirajuí: foco na saúde e prevenção

 

Hipertensão, diabetes e DSTs foram abordadas em ciclo de palestras

 

Conhecimento e prevenção são palavras de ordem quando o assunto é saúde na Penitenciária “Dr. Walter Faria Pereira de Queiróz”, a PI de Pirajuí. Nos últimos quatro meses, palestras realizadas no Setor de Educação da unidade prisional e organizadas pelo Núcleo de Atendimento à Saúde foram direcionadas à população carcerária.

O cronograma foi organizado pela direção da PI e tomou por base momentos e datas relativas a cada um dos temas da área de saúde.

Outubro e Novembro: combate à hanseníase

As palestras se desenvolveram no decorrer do bimestre com foco nos principais sintomas da doença.

A divulgação do tema junto à população carcerária foi motivada no período pela Campanha Estadual de Combate à Hanseníase, cujo tema de 2008 foi “Se Toque! Hanseníase tem Cura”.

 

Dezembro: PI contra as DSTs e Aids

Os reeducandos da unidade prisional participaram de diversas palestras com o objetivo de desmitificar e expor orientações e sintomas das principais Doenças Sexualmente Transmissíveis. Os trabalhos foram conduzidos por três palestrantes: a diretora Maria Laura Carneiro Volpato, do Núcleo de Regional de Saúde da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Noroeste do Estado, além do diretor José Luís Grejo, do Setor de Educação e do auxiliar de enfermagem Anderson Esteves.

Mais uma vez, as atividades foram alusivas ao 1º de Dezembro, data do Dia Mundial de Combate à Aids, acontecimento que motivou o trabalho educativo sobre saúde.

 

Janeiro: prevenção à diabetes e hipertensão

Conhecidas principalmente pela maneira silenciosa de agir no organismo, doenças como diabetes e hipertensão arterial necessitam de muita instrução para os procedimentos de prevenção e, principalmente, detecção dos sintomas.

A equipe de saúde e educação novamente conduziu os trabalhos que, além da abordagem geral, tiveram também foco específico aos sentenciados portadores das doenças em questão.

Os trabalhos de prevenção à saúde são constantes na unidade prisional, no entanto, o ciclo de palestras envolvendo quatro temas distintos repercutiu de forma bastante positiva entre os reeducandos. Sucesso que deve gerar novas iniciativas semelhantes na Penitenciária I de Pirajuí.

 

 

 

24/03/2009

SAP

Aprendendo a empreender

 

Reeducandos da Penitenciária I de Serra Azul são capacitados pelo Sebrae

 

Através de parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os reeducandos da Penitenciária I de Serra Azul estão passado por uma capacitação que os ensina como dar os primeiros passos para a abertura de um negócio próprio. A primeira turma do curso “Aprender a Empreender”, com 22 reeducandos, foi um sucesso e a meta, segundo a diretora do Centro de Reintegração e Atendimento à Saúde da unidade, Isabel Cristina Mazarão, é realizar a atividade bimestralmente para capacitar mais presos.

 

Alternativa de emprego

Segundo o relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), denominado “As Micro e Pequenas Empresas Comerciais e de Serviços no Brasil”, as microempresas são uma alternativa de emprego formal ou informal, para uma grande parcela da força de trabalho excedente, em geral com pouca qualificação, que não encontra emprego nas empresas de maior porte. Estimativas oficiais dão conta que só em 2001, havia dois milhões de micro e pequenas empresas de comércio e serviços em atividade, que davam emprego a 7,3 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 10% da População economicamente ativa.

Desse modo, a abertura de um pequeno negócio é uma alternativa importante para a ressocialização dos futuros egressos. Porém, os mesmos dados apontam que as altas taxas de falência das micro e pequenas empresas, especialmente as que empregam até cinco pessoas devem-se, entre outros fatores, à falta de conhecimento e ao alto grau de informalidade dos pequenos negócios. Daí a necessidade de cursos de formação como os oferecidos pelo Sebrae.

O curso foi ministrado por Abigail Batista da Silva, psicopedagoga e educadora do Sebrae e teve como objetivo instruir os reeducandos sobre os conceitos básicos de empreendedorismo, mercado e finanças. Os 22 inscritos compareceram a todas as aulas e, na avaliação, ao final do curso, ressaltaram a importância da atividade para a valorização do reeducando e para sua vida futura, quando estiver em liberdade.

 

 

 

 

24/03/2009

SAP

Atenção especial aos internos do CR de Araçatuba

 

Ações sociais visam tratar reeducandos de forma digna durante período de ressocialização.

 

O ano de 2009 ainda está no começo e o Centro de Ressocialização (CR) de Araçatuba já promoveu diversas ações relacionadas à saúde, cultura, educação e conscientização familiar. O objetivo é colaborar para a reinserção dos reeducandos na sociedade de forma consciente.

No dia 16/02 foi realizada a abertura do ano letivo com a participação de professores, funcionários e internos. A cerimônia de abertura registrou a importância do estudo na vida das pessoas e de como o conhecimento pode colaborar na reestruturação social quando o preso estiver, futuramente, em liberdade. Na ocasião, os alunos foram orientados sobre regras e normas da escola e receberam material escolar para o início das aulas.

Na área da cultura aconteceu uma Gincana Cultural entre os dias 1/3 e 5/3, com inúmeras provas e atividades. Uma delas foi a palestra com o tema "Cultura de Paz", que ao final gerou debate e comentários entre os participantes. As demais atrações foram: brincadeiras; show de calouros, com apresentações musicais de tema livre (composição própria e paródia); confecção de cartazes sobre planejamento familiar, DSTs e drogas e um concurso de reciclagem do qual vários grupos participaram, com o intuito de juntar – durante uma semana – a maior quantidade de material reciclável. O destaque do evento ficou por conta do filme "Antes de Partir", exibido em várias sessões.

A Gincana contou com a participação de 82 internos que se inscreveram espontaneamente. “O objetivo da realização anual desse evento é o incentivo à cultura, criatividade, aprendizagem de trabalho em equipe, treinamento em competição saudável e à vivência de regras”, justifica a diretora da unidade, Elisa Malacrida.

Outra atividade promovida semanalmente pelo Grupo Operativo do Regime Semiaberto do CR é a palestra sobre auto-estima voltada aos internos. Ela prepara o reeducando para a vivência em semiliberdade, progressão da pena, trabalho externo e saídas temporárias. Ao todo foram 92 participantes. “Atividades como essas são importantes ferramentas da terapêutica penal, visto que é possível trabalhar temas específicos conforme a necessidade de cada local”, comentou o psicólogo palestrante do evento, Wandyr Zafalon.

O CR também formou um grupo voltado à conscientização do planejamento familiar, para atuar na orientação e sensibilização do interno que possui visita íntima. Em todos os encontros do grupo são tratadas questões como a escolha de ter filhos ou não; reflexão sobre o momento adequado para uma gravidez; conhecimento de métodos anticoncepcionais e de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). O Grupo acontece semanalmente, em cinco encontros, com média de 30 participantes por reunião. Segundo Malacrida, é de fundamental importância para o interno e sua família a possibilidade de terem informações sobre o assunto, evitando filhos e prevenindo doenças durante o cumprimento da pena.

 

 

 

23/03/2009

Zero Hora

http://zerohora.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&section=Blogs&tipo=1&coldir=1&uf=1&local=1&blog=220&post=162373&site=409

Barato que sai caro

Mal surgiu a notícia de que o Rio Grande do Sul poderia privatizar os serviços carcerários dentro dos presídios, pipocaram as críticas contra a entrega a empresas privadas dos serviços penitenciários.

A principal crítica é de que há serviços estatais privativos do setor público, entre eles a segurança pública e o controle penitenciário.

Eu também acho que a Justiça, a polícia e os serviços carcerários são exclusivos do Estado, mas o que impede que sejam terceirizadas as administrações internas dos presídios, mantendo-se o controle penitenciário com o setor público?

O que impede?

É perfeitamente plausível que a alimentação dos presos, a saúde e a segurança dos detentos sejam administradas por empresas privadas que ganharão dos cofres públicos para prestar esses serviços.

A razão é simples, por demais singela: o Estado fracassou na administração dos presídios, o que temos hoje é um quadro horrendo, em que os presídios, em seu interior, são administrados pelos próprios presos.

Se as empresas privadas tomassem conta dos serviços carcerários dentro das prisões, a guarda externa dos presídios continuaria a cargo do Estado, o controle de administração das penas continuaria com o Estado, apenas seriam substituídos os presos como controladores da segurança interna (um absurdo inominável) pelos agentes privados. Assim como acontece na Penitenciária Industrial de Joinville (SC), que foi alvo de interessante reportagem de ZH ontem.

Naquela prisão privatizada de Joinville, as celas são bem conservadas, abrigam seis presos cada uma, não cheiram a esgoto ou fumaça de cigarro, até mesmo porque é proibido fumar.

Lá não é permitido o ingresso de alimentos e de material de higiene: das marmitas servidas nas refeições até o creme dental, tudo é fornecido pela empresa terceirizada.

Evidentemente que, com esse controle, uma penitenciária de administração interna privada tem de custar mais caro que uma penitenciária pública.

E mais caro ainda deverá custar porque a empresa terceirizada contrata uma equipe multidisciplinar que garante assistência psicológica, pedagógica, médica e jurídica aos presos.

Além disso, os detentos da Penitenciária de Joinville estudam e trabalham. Estudam no nível médio e fundamental. E trabalham em oficinas montadas no interior do presídios por seis empresas conveniadas.

Evidentemente que essas penitenciárias-modelo poderiam ser administradas pelo Estado, com equipamentos e recursos humanos do Estado.

Só que não se tem notícia no país inteiro de tal modelo gerido pelo Estado.

A notícia que se tem em todas as penitenciárias do país geridas pelo Estado é do mais absoluto caos.

Sucede, então, que eu acho muito provável que a revolução no sistema penitenciário gaúcho e brasileiro tem de começar pela privatização da administração interna dos presídios.

A saúde, a educação e a segurança pública são deveres constitucionais do Estado. No entanto, se só o Estado prestasse saúde, educação e segurança, sem as clínicas e os hospitais privados, sem as escolas e universidades privadas, sem as empresas de segurança privadas que hoje empregam mais servidores que os recrutados pela segurança pública, o país seria uma desordem e mergulharia no caos.

Então, por que não há de se cogitar que a iniciativa privada venha acudir o Estado na administração dos presídios?

Por quê?

É mais caro, dizem muitos opositores.

O que quer dizer que a sujeira, a desordem e o terror dos presídios sobreviverão por serem mais baratos.

É isso mesmo.

 

 

 

23/03/2009

Polícia Penal

http://www.policiapenal.com.br/site/modules/smartsection/item.php?itemid=12

Sindasp divulga deputados que manifestaram apoio à Polícia Penal

A Proposta de Emenda Constitucional 308/2004 conquista cada vez o Congresso Nacional e recebe o apoio dos deputados para a votação em Plenário.

Carlos Vítolo

imprensa@sindasp.org.br

A cada dia a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 308/2004) ganha apoio da sociedade e dos deputados no Congresso Nacional. A PEC 308/04 cria a Polícia Penal federal e estaduais.

Diversos deputados já apresentaram Requerimento solicitando a inclusão da PEC 308/04 na Ordem do Dia para votação em Plenário. A PEC da Polícia Penal tramita no Congresso desde 2004

A aprovação da Polícia Penal representa a solução para os problemas enfrentados pelo sistema penitenciário em todo o Brasil. Daí a importância do apoio dos deputados, das bancadas dos partidos, do presidente da Câmara Michel Temer, do presidente do Senado José Sarney e de todo o Brasil.

Até o fechamento da matéria (23/03/09) apresentaram Requerimentos de apoio e pedido de inclusão na Ordem do Dia os seguintes deputados: Dr. Talmir (PV-SP); Mauro Nazif (PSB-RO), Manoel Junior (PSB-PB), Rômulo Gouveia (PSDB-PB), Valdir Colatto (PMDB-SC), Lindomar Garçon (PV-RO), Alberto Fraga (DEM-DF), Djalma Berger (PSB-SC), Major Fábio (DEM-PB), João Dado (PDT-SP), Acélio Casagrande (PMDB-SC), Décio Lima (PT-SC) e Gladson Cameli (PP-AC).

A Diretoria do Sindasp (Sindicato dos Agentes de segurança Penitenciária do Estado de São Paulo), em nome da Categoria, agradece aos parlamentares que já apresentaram Requerimento solicitando a inclusão da PEC na Ordem do Dia e solicita o apoio daqueles que ainda não o fizeram, acreditando que a Polícia Penal é a profissionalização e o reconhecimento das funções desempenhadas pelos agentes de segurança penitenciária no sistema prisional brasileiro.

O reconhecimento da Categoria se dará pela inclusão dos profissionais penitenciários no artigo 144 da Constituição Federal. Até então, a Categoria não é reconhecida constitucionalmente como as demais instituições de Segurança Pública, que estão previstas no artigo 144 da Constituição. Com a aprovação e criação da Polícia Penal, os agentes penitenciários ganham o reconhecimento e a legitimidade para exercerem a função, inclusive, com poder de polícia.

O presidente do Sindasp, Cícero Sarnei dos Santos, ressalta que “a Categoria não pode permanecer invisível na Constituição e, conseqüentemente, aos olhos da sociedade”. Para o sindicalista, se a PEC 308 for aprovada, os agentes penitenciários executarão tarefas atribuídas até agora aos policiais civis e militares, entre elas, a escolta de presos. E desabafa: "Cuidamos de presos, mas não temos poder de polícia. A nossa atividade é estritamente policial. Já que temos a custódia do preso, poderíamos desempenhar o papel de polícia”.

Para o diretor de Comunicação do Sindasp, Daniel Grandolfo, a PEC 308 irá padronizar o sistema penitenciário no Brasil. “É essencial o apoio dos deputados e da sociedade para a aprovação da Polícia Penal. Teremos um sistema penitenciário mais organizado e justo”, destacou Grandolfo.

Portal da Polícia Penal – Para intensificar a luta pela aprovação da Polícia Penal, o Sindasp lançou o Portal da Polícia Penal. O portal é mais uma ferramenta que o Sindasp oferece gratuitamente a todas entidades sindicais do País que querem a aprovação da PEC 308/04. Cada entidade tem acesso ao portal através de uma senha, onde posta informações e links para seus sites. Além disso, têm direito a e-mails com 7Gb de espaço. É a realização de um sonho antigo da diretoria do SINDASP e da Categoria. Mais informações: www.policiapenal.com

Abaixo-assinado pela PEC 308 – A assinatura digital é outra ferramenta criada pelo Sindasp com o objetivo de sensibilizar o Congresso e o Senado pela aprovação da PEC 308. No abaixo-assinado eletrônico, qualquer cidadão, agente penitenciário ou não, pode assinar e pedir pela aprovação da Polícia Penal. Para assinar, basta acessar o site do Sindasp www.sindasp.org.br ou da Polícia Penal www.policiapenal.com e fazer a sua parte.

Quadro dos deputados que manifestaram apoio à PEC 308/04 e apresentaram Requerimento solicitando a inclusão da mesma na Ordem do Dia.

A Diretoria do Sindasp, em nome da Categoria, agradece aos parlamentares que já apresentaram Requerimento e solicita o apoio daqueles que ainda não o fizeram.

-28/5/2008 Apresentação do Requerimento nº 2815/2008, pelo Deputado Dr. Talmir (PV-SP),que requer a inclusão na ORDEM DO DIA da PEC 308, de 2004.

-5/8/2008 Apresentação do Requerimento n° 3054, de 2008, pelo Deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que solicita a inclusão na Ordem do Dia da PEC n° 308 de 2004 - Cria a policia penitenciária federal e estaduais.

-14/10/2008 Apresentação do Requerimento nº 3210, de 2008 pelo Deputado Manoel Junior (PSB-PB) que solicta inclusão na ordem do dia da PEC 308 de 2004.

-28/10/2008 Apresentação do Requerimento n. 3265/2008, pelo Deputado Rômulo Gouveia (PSDB-PB), que solicita a inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 308, de 2004.

-28/10/2008 Apresentação do Requerimento nº 3286 de 2008, pelo Deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) que requer inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 308, de 2004, que altera os arts. 21, 32 e 144, da Constituição Federal, criando as polícias penitenciárias federal e estaduais.

-5/11/2008 Apresentação do Requerimento nº 3319/2008,pelo Deputado Lindomar Garçon (PV-RO), que requer a inclusão na Ordem do Dia da Câmara dos Deputados da Pec 308 de 2004

-12/11/2008 Apresentação do Requerimento n° 3361/2008, pelo Deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que requer a tramitação conjunta das PECs 308/04 e 151/95.

-11/12/2008 Apresentação do Requerimento nº 3775/2008, pelo Deputado Djalma Berger (PSB-SC), que requer inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 308/2004, que "Altera os artigos 21, 32 e 144, da Constituição Federal, criando as polícias penitenciárias federal e estaduais."

-10/2/2009 Apresentação do Requerimento nº 4074/2008,pelo Deputado Major Fábio (DEM-PB), que solicita a inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 308, de 2004, que altera os artigos 21, 32 e 144, da Constituição Federal, criando as Polícias Penitenciárias Federal e Estaduais".

-17/2/2009 Apresentação do REQ 4129/2009, pelo Dep. João Dado (PDT-SP), que "requer inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 308/2004, que "Altera os artigos 21, 32 e 144, da Constituição Federal, criando as polícias penitenciárias federal e estaduais"."

-12/3/2009 Requer a inclusão na Ordem do Dia do Plenário da Câmara dos Deputados da PEC nº 308 de 2004. Décio Lima (PT-SC).

-17/3/2009 Apresentação do Requerimento nº 4368/2009 pelo Deputado Acélio Casagrande (PMDB-SC) que requer inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 308/2004, que "Altera os artigos 21, 32 e 144, da Constituição Federal, criando as polícias penitenciárias federal e estaduais."

-17/3/2009 Apresentação do Requerimento nº 4377/2009 pelo Deputado Gladson Cameli (PP-AC) que requer inclusão na Ordem do Dia da Proposta de Emenda à Constituição nº 308/2004, "Altera os artigos 21, 32 e 144, da Constituição Federal, criando as polícias penitenciárias federal e estaduais".

 

 

 

 

23/03/2009

Jornal Recomeço

Espaço Vital (http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=14267 )

Estamos mais próximos do fim da prisão especial no Brasil!

Privilégio de uma minoria dentre os 450 mil detentos brasileiros, a prisão especial caminha para a extinção no País. Por meio de um projeto de origem do Ministério da Justiça e com emendas parlamentares apresentadas na semana passada,  governo e oposição aceleram no Senado o fim do direito, criado a partir de um decreto que é de  1955.

Regulamentada pelo Decreto nº 38.016 de 1955, a prisão especial é um direito concedido a um grupo restrito de pessoas, como ministros, governadores, parlamentares, prefeitos, membros das Forças Armadas, integrantes do Ministério Publico e tribunais de contas, além de cidadãos com ensino superior ou que já tiveram exercido efetivamente a função de jurado.

O privilégio de permanecer em uma cela especial é válido somente até a decisão final da Justiça. Depois de condenado, o preso passa o ocupar o mesmo espaço de outros detentos - exceto aqueles casos cuja convivência com outros apenados pode comprometer a integridade física do réu.

O projeto de lei que põe fim à prisão especial foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado  no dia 11 de março. O texto inicial previa o fim da cela especial somente para cidadãos com curso superior e religiosos. Contudo, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) encaminhou uma emenda que extingue o direito a todos os brasileiros - inclusive magistrados e parlamentares.

O senador é autor de um projeto semelhante que tramita no Congresso há dois anos. Com a promessa de ser acatada pela comissão, a proposta de Crivella transformou-se em emenda. "A prisão especial) é um privilégio a quem não merece; uando essas pessoas (juízes, políticos, bacharéis, entre outros) cometem crimes, deveriam ter um agravante, e não um atenuante. Afinal, elas sim tiveram acesso à educação", defende.

O presidente da CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), confirma que relatará favoravelmente a sugestão de Crivella e promete se mobilizar para garantir a aprovação da emenda na comissão. "Desde a votação do projeto inicial, eu disse que toparia irmos além de bacharéis e religiosos e acabar de vez com a prisão especial. Se depender do meu esforço, nós conseguiremos", afirma.

Como o período para apresentação de emendas encerra, esta semana, no dia 25, a previsão do presidente da CCJ é de que a proposta seja votada na comissão nos próximos 15 dias.

Contrária ao fim do privilégio, a Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo (Acrimesp) considera a aprovação do projeto "retórica", sustentando que "o País não deve eliminar a prisão especial para quem tem nível universitário, só devendo ser conduzido à prisão comum depois de condenado com trânsito em julgado da sentença", diz o presidente Ademar Gomes.

Ex-detento defende cela especial digna

Em matéria publicada pelo saite Terra (texto dos jornalistas Fabiana Leal e Guilherme Mergen), um médico, que pediu para ter o nome preservado e que ficou preso por quase dois meses em São Paulo em cela especial, diz que ao invés de o Congresso e o Executivo pensarem em um projeto para extinguir esse privilégio, eles deveriam planejar uma "cela especial digna".

"Fiquei preso por 58 dias em São Paulo, teoricamente, em cela especial, De especial não tem nada. A única diferença, é que o Estado reserva uma determinada cela, escreve ´cela especial´ e separa algumas pessoas com nível superior, A única diferença é que não estamos presos com marginais, estupradores e assaltantes. São as mesmas condições de espaço, higiene e de alimentação", afirma o médico.

O médico diz que ficou preso com outras 22 pessoas. "Não vou dizer que era confortável. O espaço era pequeno. Quase não tinha condição para deitar - os colchões eram imundos e finos. Aquilo e nada era a mesma coisa."

 

 

 

 

 

 

23/03/2009

MPF

http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/direitos-do-cidadao/mpf-campinas-quer-auxilio-reclusao-para-filhos-de-presos-em-todo-o-brasil

MPF/SP quer auxílio-reclusão para filhos de presos em todo o Brasil

 

Ações do documento
MPF/SP quer auxílio-reclusão para filhos de presos em todo o Brasil

23/3/2009 15h35

Justiça Federal concedeu liminar determinando que mudança no critério de concessão do benefício, obtida em ação movida pelo MPF em Campinas, vale apenas para aquela jurisdição

O Ministério Público Federal em Campinas (SP) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no último dia 16 de março, para que os efeitos de uma liminar da Justiça Federal, que prevê que o benefício do auxílio-reclusão seja dado aos filhos de presos em regime fechado, segurados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), inclusive para crianças nascidas 300 dias após a prisão do pai, preenchidos os demais requisitos legais, seja concedido para familiares de presos de todo o Brasil.

Em 17 de fevereiro deste ano, a Justiça Federal concedeu liminar, depois de ação civil pública proposta pelo MPF, e determinou que o INSS pague o auxílio-reclusão também para os filhos de presos nascidos 300 dias após a reclusão. A decisão vale apenas para a região de Campinas (*). O juiz que decidiu o caso alegou não ter competência para atender o pedido original feito pelo MPF na ação para concessão dos efeitos da decisão para todo o país.

O INSS utilizava uma norma interna para não conceder o auxílio-reclusão para filhos de presos que nasciam 300 dias depois da prisão do pai. Segundo o MPF, esta norma fere a Constituição e a legislação que assegura o benefício, dado para familiares de segurados do INSS presos em regime fechado.

O procurador da República em Campinas Paulo Gomes Ferreira Filho, autor do recurso, explica que decisões judiciais dos tribunais superiores vêm entendendo que os pedidos feitos em ação civil pública em nível local, mas com interesse nacional, devem ser estendidos a todos os brasileiros.

“A concessão da liminar apenas para residentes da subseção federal de Campinas é insuficiente para proteger o direito de todos. Além disso poderá causar lesão grave e de difícil reparação, porque milhares de pessoas, dependentes dos segurados, estarão sujeitos a não receber o benefício”, ressaltou o procurador.

(*) Águas de Lindóia, Amparo, Arthur Nogueira, Cajamar, Campinas, Campo Limpo Paulista, Capivari, Conchal, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolãndia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jundiaí, Lindóia, Louveira, Mombuca, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Morungaba, Paulínia, Pedreira, Rafard, Santo António da Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Valinhos, Várzea Paulista e Vinhedo.

Assessoria de Comunicaçã

Procuradoria da República em São Paul