Clipping – 28/03 a 03/04/2009

PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL/CNBB

Pastoral Carcerária Nacional - Assessoria de Comunicação PCrNRede Rua

 

 

Clipping, produzido pela Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional/CNBB, em parceria com Rede Rua, pretende oferecer aos associados uma visão panorâmica do que diz a imprensa sobre temas relacionados à questão prisional em todo o Brasil e em outros países. As matérias reproduzidas neste clipping não refletem, necessariamente, a posição da Pastoral Carcerária, mas têm o objetivo de informar e incentivar o debate público. O clipping está sujeito a omissões involuntárias de notícias e conta com a colaboração de todos para o envio de outras notícias com a citação da fonte e data de publicação para o endereço imprensa@carcerária.org.br.

 

 

SUMÁRIO

Nota pública do MNDH-RS - Contra a privatização das prisões. 2

O outro lado dos presídios lotados. 3

CESEPE oferece curso de imobilização e desarmamento. 4

Presos de Niquelândia passam por exames de prevenção a Hanseníase. 4

Presos de Rio Verde constroem casas populares. 5

Governo assina Acordo para novas 50 salas de teleaudiência. 5

Tendência é superar modelo de prisão especial 8

Para Aasp, aplicação da Lei Penal está desvirtuada. 8

OAB: juiz deve examinar risco da profissão antes de mandar à prisão comum.. 10

Sistema carcerário nacional 10

Ministro da Justiça anuncia a construção de novo presídio em Aracaju. 11

Rio ganha primeira vara virtual de execuções penais. 12

CCJ do Senado veta prisão especial para autoridades. 13

Aprovada vigilância a detentos. 13

Juiz pode soltar hoje 12 condenados. 14

MJ participa de Encontro Nacional de Segurança Pública. 14

Prisão especial só para quem corre risco de vida na cadeia. 15

Curso ajuda cidadão a atuar na segurança. 16

Rede promove oficina em encontro do Fórum de Segurança. 17

Comissão aprova permissão para trabalho a adolescentes infratores. 18

Movimento Sindical e Social do Estado de Roraima apóia a Mobilização dos Policiais 18

Mulher tentar libertar presos do Iapen mediante pagamento de suborno e acaba presa. 19

Situação no Iapen complica ainda mais: 13 presos fogem perto de guarita desguarnecida. 20

Situação no Iapen complica ainda mais: 13 presos fogem perto de guarita desguarnecida. 20

Mulher presa por tentar comprar fuga no IAPEN. 21

Quase mil presídios não estão no Plano Nacional de Saúde. 22

Código Penal 22

Incidência de HIV entre presos é até 10 vezes maior 23

Quase mil presídios não estão no Plano Nacional de Saúde. 24

Questão penitenciária e poder público. 25

Vendedor de CDs absolvido. 28

TRF-2 nega pedido de auxílio-reclusão a dois menores. 29

Yeda renova promessa de milhares de vagas. 29

Os presídios lotados e a ordem pública nas ruas, por Paulo Roberto Mendes Rodrigues * 30

Exemplo de presídio atual 31

Saída é agilidade processual e não novos presídios. 33

Susepe doa cadeiras de rodas para Polícia Civil 34

Parceria formará cozinheiros entre presos de Caldas Novas. 34

Centro de Ressocialização de Araçatuba no combate ao alcoolismo. 35

MJ apóia Consulta Nacional sobre HIV e Aids nos presídios. 36

CESEPE vai contratar professores e psicólogos para curso de diretor prisional 37

Transação penal em Feira de Santana. 37

Formatura dos detentos. 37

CNJ revela conluio entre juízes e polícia. 39

Difícil acesso semi-aberto. 42

O abastecimento “permitido” do crime. 46

Delegado diz que liberação da maconha seria uma catástrofe. 47

CNJ, o condutor da política judiciária do Brasil 47

Sobre crimes e castigos. 48

Luz no fim do túnel 51

A Justiça que entra para evitar conflito. 52

Só mesmo ironizando. 52

OAB-AP denuncia precariedade do presídio de Macapá. 54

 

 

 

 

03/04/2009

MNDH (http://www.mndh.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1194&Itemid=56)

Nota pública do MNDH-RS - Contra a privatização das prisões

 

A proposta do governo do Estado do Rio Grande do Sul de privatizar o sistema prisional através de Parcerias Público-Privado para a construção e administração de novos presídios, saudada com louvor por setores da sociedade gaúcha, não traz nada de novo. Aliás, é mais uma proposta do “tipo antigo”, repetindo a mesmice da cantilena que diz que se o setor público não resolve, basta entregar ao setor privado que, este sim, sabe o que fazer. É mais uma versão do neoconservadorismo que tem se espraiado pelo mundo, mesmo que já tenha se esboroado – basta olhar para a crise financeira e as soluções que são apresentadas para ela pelos governos dos países mais ricos.

É de conhecimento público que o sistema prisional está falido na sua função social de ressocialização. Nem a hipocrisia mais leviana consegue sustentar a máscara. Os presídios converteram-se, sim, e desde há muito, no que os velhos liberais e os novos conservadores já esperavam deles, locais para esconder o que é perigoso aos bons contratos sociais, só, nada mais! É também de conhecimento público que o Rio Grande do Sul ostenta um título nacional ultra-negativo: tem em seu território a penitenciária que apresenta as piores condições, o Presídio Central, conforme revelou a recentemente encerrada CPI do Sistema Prisional. É também conhecida a falta de ação do governo estadual para viabilizar a construção de novas unidades prisionais para fazer frente à superlotação, algumas das quais inclusive já contam com recursos disponibilizados, como é o caso do novo presídio de Passo Fundo, para citar somente um exemplo. Definitivamente, parece que o Estado do Rio Grande do Sul não tem uma política prisional. Poder-se-ia até dizer que o anúncio da privatização dos presídios soaria como declaração pública da ausência desta política. O fato é que, pelo contrário, o governo do Estado finalmente encontrou uma política para a questão prisional, abster-se de fazer política pública, entregar a responsabilidade pública à iniciativa privada.        


A proposta não é nova, mesmo que venha sendo saudada inclusive por veículos de imprensa de ampla repercussão. Ela tem um DNA conhecido. Foi proposta no início dos anos 1980 pelos governos Thatcher e Reagan – quem não se lembra deles, pai e mãe das políticas neoliberais. Já foram largamente implantadas em vários países e inclusive em alguns Estados brasileiros. É uma proposta velha, no pior sentido do termo, do velho tipo! Aliás, já foi discutida inclusive no âmbito do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão do Ministério da Justiça encarregado da formulação de linhas diretrizes para a área, que propôs a adoção das prisões privadas no Brasil em janeiro de 1992 – tempos áureos do neoliberalismo. Laurindo Dias Minhoto alerta que, no Brasil, a proposta de privatização do sistema prisional “[...] resulta de um intenso lobby realizado por uma empresa brasileira de segurança privada, a Pires Segurança Ltda., destinado a transpor as prisões privadas para o contexto brasileiro, a partir da manipulação seletiva da ‘experiência estrangeira’ – sobretudo da experiência norteamericana – invocada como argumento de autoridade (Privatização de presídios e criminalidade. A gestão da violência no capitalismo global. São Paulo: Max Limonad, 2000, p. 92).    

José Eduardo Cardozo, no Prefácio ao livro de Minhoto já referido (2000, p. 13) diz enfaticamente que: “Nesse contexto de reestruturação econômica, portanto, em cujo âmbito o mercado é quem passa a comandar o jogo, o acesso aos serviços essenciais não depende mais de políticas governamentais, mas de contratos privados de compra e venda firmados com base no que os consumidores podem ou estão dispostos a pagar numa troca livre. Desse modo, o que era basicamente um tema de direitos humanos ou de direitos sociais é convertido numa questão de caráter meramente mercantil. Aprofundando o argumento: tudo – trabalho, terra e até seres humanos – acaba sendo reduzido ao conceito geral de mercadoria. Inclusive aqueles que, por terem transgredido as leis penais, foram condenados pela justiça”. Aliás, as palavras de Thomas Beasley, sócio fundador da privatização ilustram o que diz Cardozo e falam por si: “[...] a Corrections Corporation of America [CCA] foi estabelecida em 1983 para ‘resolver a questão penitenciária e fazer um bom dinheiro’” A empresa, segundo seu catálogo promocional, propõe-se a: “aliar os padrões mais elevados da penitenciária aos princípios comprovados da livre iniciativa” (citado por Mignoto em As prisões do mercado (Revista Lua Nova, n. 55-56, 2002).      

Segundo Minhoto, em artigo já referido (2002): “[...] o experimento concreto norte-americano e britânico tem demonstrado que as prisões privadas não vêm prestando serviços necessariamente mais baratos nem tampouco mais eficientes, reproduzindo os problemas estruturais que atravessam o sistema penitenciário público tradicional. Uma longa lista de práticas ineptas pode ser detectada nos dois contextos”. Ele também alerta que a “[...] reedição high-tech do panopticon benthamiano, sob o acicate da lógica da mercadoria, tende a colocar em questão alguns dos traços centrais do Estado de Direito, tais como o monopólio estatal do uso legítimo da força e o fundamento eminentemente público do poder nos regimes democráticos, dando lugar a objeções de ordem jurídica, política, ética e simbólica”. Ora, por que achar que o que não deu certo lá pode dar certo aqui!    

Assim, o Movimento Nacional de Direitos Humanos no Rio Grande do Sul (MNDH-RS) manifesta seu repúdio à proposta de privatização do sistema prisional, conclama à sociedade e suas organizações democráticas a se manifestar contra a proposta, cobra das autoridades encarregadas de promover o Estado Democrático de Direito que também reajam ao descabido da proposta e espera que o governo estadual apresente uma proposta consistente, permanente e de caráter efetivamente público para fazer frente à grave crise do sistema prisional. O MNDH-RS não quer mais do mesmo!          

Porto Alegre, 20 de março de 2009.     
Coordenação Estadual do MNDH-RS         
P/ Paulo César Carbonari

 

 

 

02/04/2009

Zero Hora           (http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2461730.htm)

O outro lado dos presídios lotados

Por Fernanda Bestetti de Vasconcellos*

A notoriedade que vem sendo dada à situação dos presídios gaúchos pela mídia é, de fato, muito importante. A realidade vivida pelas pessoas que lá estão confinadas é alarmante. Realmente, pode-se dizer que não é novidade para a população a situação de caos vivida nas penitenciárias, mas isso não quer dizer que a população gaúcha não se preocupe com a questão. Ao contrário, a repercussão dada às matérias jornalísticas desse tipo é enorme e as mesmas podem ser apontadas como responsáveis pela criação de espaços de discussão entre os cidadãos de bem que se preocupam com a realidade prática que lhes é apresentada. A repetição do tema está, na verdade, longe de demonstrar o desinteresse social, mas a incapacidade operativa do governo no que tange à mudança da situação: a contínua exploração do problema mostra, principalmente, a permanência do caos e da indiferença do Estado.


Pode-se dizer que é racional concordar com a ideia de que o crescimento vertiginoso da população carcerária é devido à atuação da Brigada Militar e da Polícia Civil. É louvável que, mesmo com condições precárias de trabalho e salários tão baixos, os indivíduos pertencentes a essas corporações consigam realizar as atribuições que lhes são dadas. Porém, de que adianta encarcerar tantas pessoas que, uma vez presas, não recebem qualquer tipo de reeducação por parte do Estado, mas de facções criminosas, e passam a viver em um ambiente provavelmente mais insalubre do que o que anteriormente habitavam, se essas mesmas pessoas, futuramente, voltarão à sociedade? Será que nós, os “cidadãos de bem”, somos inocentes a ponto de acreditar que o problema estará resolvido com o tipo de isolamento oferecido pelo Estado?

Outra importante questão é a que diz respeito aos dados que nos são apresentados e que dizem respeito à redução de índices de criminalidade. A atuação das polícias, no que diz respeito às detenções realizadas, pode ser encarada como um dos fatores para a redução, mas não como único responsável. E mais uma vez voltamos ao problema anterior: as mesmas pessoas que estão sendo recolhidas às penitenciárias voltarão às ruas futuramente e, quando isso acontecer, “voltaremos” a nos preocupar com a insegurança?

É absurda a ideia de que há um controle da ordem pública num Estado onde 5 mil indivíduos cumprem suas penas em um local destinado a 1,5 mil pessoas, para citar o exemplo notório do Presídio Central. É fantasiosa a percepção de que estaremos mais seguros com um maior número de pessoas encarceradas, uma vez que a falta de atenção do Estado às mesmas potencializa o problema social. Até quando acreditaremos nesta falsa ilusão de segurança e tranquilidade?

*Mestre em Ciências Sociais, pesquisadora integrante do GPESC/PUCRS

 

 

 

02/04/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52783)

CESEPE oferece curso de imobilização e desarmamento

O Centro de Excelência do Sistema de Execução Penal (CESEPE), unidade da Superintendência do Sistema de Execução Penal (SUSEPE), abre, nesta segunda-feira (06/04), o período de inscrições para o curso de “Imobilização, Condução, Desarmamento e Manuseio de Tonfa”, que será realizado na Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia (Complexo Prisional). Estão disponíveis 30 vagas.      

O curso, de 20 horas aula, é destinado aos servidores do sistema penitenciários e será ministrado de 23 a 25/05, em oito encontros (dias 23/04, 27/04, 01/05, 05/05, 09/05, 13/05, 21/05 e 25/05) das 08:30 h às 10:30h.     

A inscrição é gratuita e pode ser feita, até o dia 17/04, no CESEPE (94A, Nº12, Setor Sul), pelo telefone (62) 3201-81999 e por e-mail, enviando dados pessoais para
jiuliano@susepe.go.gov.br.

O desmembramento do curso em vários encontros facilitará a participação dos servidores que estiverem em plantão.

 

 

 

02/04/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52770)

Presos de Niquelândia passam por exames de prevenção a Hanseníase

 

A população carcerária da unidade prisional de Niquelândia, Regional Norte da Superintendência do Sistema de Execução Penal (SUSEPE), passaram o dia de ontem em exames de prevenção contra a Hanseníase. O atendimento, realizado no presídio, foi feito por médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde da cidade. O diretor da unidade, Genair da Abadia Souza Vieira, informou que buscou parceria com a prefeitura da cidade para a assistência por causa de um caso da doença confirmado entre os presos há três meses.


O detento do diagnóstico positivo faz o tratamento da Hanseníase gratuito na rede básica de saúde de Niquelândia e ganha inclusive a medicação indicada. “Caso tenhamos mais diagnósticos positivos e/ou mesmo os casos suspeitos serão todos encaminhados para tratamento com as mesmas garantias do primeiro caso”, afirma Genair. Até o meio da tarde, a equipe médica já havia detectado apenas dois casos suspeitos da doença entre os examinados.

 
O atendimento deverá terminar ao final da tarde. Os casos suspeitos começarão a fazer exames mais minuciosos na semana que vem. A Hanseníase é uma doença degenerativa e contagiosa. Devido ao aspecto contagioso, os servidores da unidade prisional também passarão por exames médicos para observação de sintomas da Hanseníase. No presídio, estão abrigados 115 presos.

 

 

 

02/04/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52782)

Presos de Rio Verde constroem casas populares

 

A mão-de-obra de presos da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde está sendo utilizada na construção de casas populares na cidade. O projeto de habitação é da Pastoral da Moradia, que fornece o material de construção. Na última semana, cinco detentos levantaram uma casa em dois dias (27 e 28/03) de trabalho.

De acordo com o diretor da CPP, Edimar Emídio de Lima, a parceria entre unidade prisional e pastoral foi firmada em 2008 e já ajudou na construção de mais de 100 casas populares. “Temos contrapartidas muito significativas nesta ação; novas moradias para a comunidade e para o preso, ocupação e a participação em um projeto que fomenta a cidadania e o respeito ao próximo por meio do trabalho”, completa o diretor.


Todos os presos encaminhados para o projeto têm experiência na construção civil. Pelo trabalho, eles recebem a remissão da pena (um dia a menos na pena para cada três dias trabalhados).

 

 

 

02/04/2009

SAP (http://www.sap.sp.gov.br/common/noticias/0400-0499/not426.html)

Governo assina Acordo para novas 50 salas de teleaudiência

Sistemas terão equipamentos de última geração. Salas já existentes serão modernizadas

 “Estamos investindo em tecnologia”, afirmou José Serra, governador do Estado de São Paulo, durante evento que marcou a assinatura do Acordo de Expansão das Salas de Audiência por Videoconferência, um termo firmado entre o Poder Judiciário, representado pelo Desembargador Roberto Antonio Vallim, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o Governo.

Participaram da cerimônia de assinatura os secretários de Gestão Pública, Sidney Beraldo, e da Administração Penitenciária, Lourival Gomes. Também compuseram a mesa os secretários de Justiça, Luis Antonio Marrey Filho e da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

O evento realizado na tarde da última quarta-feira (1º/4) permitirá aumentar de 16 para 66 o número de salas de videoconferência no Estado até o final do primeiro trimestre de 2010. O sistema garante a comunicação segura entre as varas criminais e as unidades prisionais, com a possibilidade de integração da Rede Intragov do Governo de São Paulo com outros Estados.

A implantação das novas salas irá priorizar as regiões onde ocorrem mais deslocamentos entre as unidades prisionais e os fóruns, que estão sendo definidos conjuntamente pela Secretaria de Administração Penitenciária e o Tribunal de Justiça de São Paulo. Será destinado cerca de R$ 1,6 milhão por mês para o Sistema de Videoconferência, um total de R$ 40,3 milhões em dois anos. O gerenciamento e expansão do sistema de videoconferência são de responsabilidade da Prodesp – Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, entidade vinculada à Secretaria de Gestão Pública.

 

A ampliação da rede de videoconferência no Estado poderá reduzir gastos com o transporte de presos para os júris. Além disso, cerca de 900 policiais, dedicados hoje exclusivamente à realização de escoltas entre unidades prisionais e os Fóruns, vão poder reforçar o patrulhamento nas ruas. Nos últimos dois anos, foram realizados no Estado aproximadamente 150 mil escoltas para realização de audiências.
Durante entrevista coletiva, o governador enfatizou que “não há valor financeiro que supere o aumento da segurança com o policiamento nas ruas e a prevenção de fugas e resgates de presos”.

Alta tecnologia

Como parte da expansão da Rede, o Governo de São Paulo vai promover uma completa modernização das salas. As novas salas terão dois televisores de LCD 42 polegadas em alta definição, com excelente qualidade de imagem e som, o que garantirá a observação de expressões faciais e de voz de quem participa do interrogatório. Outra novidade é a substituição do telefone pelo videofone nas salas reservadas nos Fóruns, destinadas para o contato entre o defensor e o réu.

Além disso, a gravação das audiências passará a ser feita em DVD e poderá ser armazenada digitalmente na Prodesp, permitindo o acesso de usuários autorizados. Scanners, impressoras e câmeras específicas, utilizados para registro e apresentação dos documentos, e telefones IP`s, usados para conversas durante a audiência, estão presentes em todos os locais. As 16 salas de videoconferência em funcionamento hoje também serão modernizadas.

Salas de teleaudiência no Estado

No âmbito estadual, as salas de videoconferência estão instaladas na Penitenciária 2 Presidente Venceslau, CRP de Presidente Bernardes,CDP de Guarulhos, CDP de Osasco, CDP de Belém, CDP de Pinheiros, Fórum Criminal de Presidente Venceslau, Fórum Criminal de Presidente Bernardes e em quatro salas no Fórum Criminal da Barra Funda. Já no âmbito federal, estão localizadas no Fórum Federal de Guarulhos, Fórum Federal Criminal da Capital, Presídio Adriano Marrey – Guarulhos e Presídio de Itaí.

 

 

 

 

02/04/2009

CONJUR (http://www.conjur.com.br/2009-abr-02/tendencia-superar-modelo-prisao-especial-gilmar-mendes)

Tendência é superar modelo de prisão especial

 

Não é só no Congresso que se discute o fim da prisão especial para quem tem curso superior. No próprio Judiciário, a discussão sobre o tema também tem tido espaço. É o que afirmou o presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, em entrevista concedida após o I Seminário sobre o Sistema Carcerário Nacional, aberto nesta quinta-feira (2/4), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

“Imagino que a tendência de fato é caminhar para a superação deste modelo”, disse o ministro. Para Gilmar Mendes, a ideia de prisão especial, talvez, refletisse uma preocupação com o próprio sistema carcerário. “Aqui ou acolá vai se manter esse conceito tendo em vista alguma delicadeza institucional”, acredita.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, na quarta-feira (11/3), Projeto de Lei Complementar que põe fim a este direito. O projeto, agora, segue para votação no Plenário do Senado. Se aprovado, volta para a Câmara dos Deputados por conta das alterações no projeto inicial. (Clique aqui para ler)

A proposta mantém a prisão especial para ministros de Estado, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores, membros das Forças Armadas, juízes, delegados, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, membros dos tribunais de Contas e, também, de pessoas que já colaboraram com o Estado na função de jurado.

 

 

 

 

02/04/2009

CONJUR (http://www.conjur.com.br/2009-abr-02/aplicacao-lei-penal-brasil-desvirtuada-afirma-aasp)

Para Aasp, aplicação da Lei Penal está desvirtuada

 

A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp), entidade representativa dos advogados paulistas mais dedicada às questões operacionais da profissão, resolveu se manifestar sobre as recentes prisões da empresária Eliana Tranchesi, uma das proprietárias da loja de artigos de luxo na capital paulista, Daslu, e de diretores da Construtora Camargo Corrêa. Todos já estão em liberdade.

A associação raramente se manifesta em questões políticas. E, quando transmite suas opiniões no campo técnico, só o faz depois de intensos debates internos. A última nota pública da Aasp, por exemplo, data de agosto de 2008, quando rebateu o emparedamento do Judiciário, por conta de decisões que desagradaram à opinião pública.

Uma delas, diz respeito ao Habeas Corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, ao banqueiro Daniel Dantas. A liberdade foi concedida devido a algumas ilegalidades apontadas no mandado de prisão expedido contra o banqueiro, pelo juiz Fausto De Sanctis. Nesta mesma nota, a Aasp ainda repudiou as escutas telefônicas encontradas no telefone do presidente do STF.

Agora, nesta nota mais recente, a associação repudia, dentre outros pontos, a aplicação “desvirtuada e panfletária da lei penal por parte de alguns juízes de primeira instância” e também rebate a violação de arquivos de advogados, sob a alegação de que seus clientes seriam suspeitos de envolvimento em práticas criminosas. É que a Polícia Federal, ao cumprir mandados de busca e apreensão na Camargo Corrêa, “invadiu” o departamento jurídico da empresa, com o argumento de que clientes também poderiam estar envolvidos em crimes financeiros.

A Aasp acrescenta, também, que causa espanto o fato de juízes aplicarem penas absurdamente desproporcionais aos olhos de qualquer cidadão, assim como a vedação ao direito de apelar em liberdade.

A associação se refere ao fato de a empresária Eliana Tranchesi ter sido condenada a 94 anos e meio de prisão, além de ter sido presa sem que a sentença de primeira instância tenha transitado em julgado. O STF decidiu, em fevereiro, que o réu só pode ser preso depois que a condenação transitar em julgado ou em exceções que justifiquem a prisão preventiva.

 

Leia a nota da Aasp

A Associação dos Advogados de São Paulo, entidade fundada há mais de seis décadas e que congrega aproximadamente oitenta e seis mil advogados, vem a público manifestar sua preocupação com fatos amplamente noticiados na última semana e que denotam a reiteração de prática já repudiada por esta entidade, consistente na aplicação desvirtuada e panfletária da lei penal por parte de alguns juízes, componentes das instâncias inferiores do Poder Judiciário.

Condenações a penas absurdamente desproporcionais aos olhos de qualquer cidadão, assim como a vedação ao direito de apelar em liberdade, sem lastro em fundamentação idônea e em frontal contrariedade ao que determinam expressamente dispositivo constitucional e jurisprudência pacífica de nossos Tribunais Superiores, constituem fatos graves e que atingem toda a sociedade, uma vez que contribuem, inexoravelmente, para o descrédito da Justiça.

No Estado Democrático de Direito, o Poder Judiciário deve ser respeitado e não temido, cabendo aos magistrados produzir decisões justas e equilibradas, e não buscar uma notoriedade efêmera e imerecida.

De outro lado, é imperioso denunciar, mais uma vez, aquilo que o Jornal Folha de São Paulo descreveu em seu editorial de domingo como “um método de atuação sensacionalista e truculento”, desenvolvido por setores da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário que, consorciados, disseminam escutas e monitoramentos sem o devido controle, criam uma narrativa a partir de meras inferências e deslancham operações, promovendo “prisões e apreensões do que estiver no caminho”, tratando suspeitos e investigados como se já estivessem condenados e passando à população a falsa noção de que a violação dos direitos constitucionais de investigados abastados é sinônimo de justiça.

Some-se a isso, a ilegal violação de arquivos de advogados, sob a alegação de que seus clientes seriam suspeitos de envolvimento em práticas criminosas.

É inadmissível que um magistrado insista em ignorar princípios constitucionais e uma enormidade de decisões judiciais, emanadas de instâncias superiores, totalmente contrárias ao seu modo de proceder. Tal fato não diz com a independência e liberdade do juiz para exercer o seu mister, mas com a deliberada e ignóbil afronta às garantias dos cidadãos.

Nesse sentido, vale mencionar lição de Roberto Delmanto Junior, destacada pelo Egrégio Tribunal Regional Federal de São Paulo, em decisão que restabeleceu a liberdade de cidadãos levados ao cárcere, recentemente, por força de decreto “patentemente ilegal”, lastreado em “meras conjecturas”:

“o exercício do poder jurisdicional fundamenta-se na função do Estado em distribuir justiça, constituindo o processo penal o único instrumento para que isso seja legitimamente possível, há este que ser avesso a arbitrariedades, caprichos, humilhações gratuitas, prisões desnecessárias etc., sob pena do próprio Estado fomentar a desarmonia social, violando, através de opressões e repressões, a própria essência da existência humana, qual seja, a liberdade, voltando-se, assim, contra sua própria razão de existir”.

Nossa legislação não prevê a prisão para interrogatório e o princípio da presunção de inocência, constitucionalmente assegurado, deve prevalecer, acima de tudo, a fim de que a confiança que depositamos na Justiça reste preservada.

Associação dos Advogados de São Paulo

 

 

 

 

02/04/2009

Correio Forense (http://www.correioforense.com.br/noticia/idnoticia/43041/titulo/OAB_juiz_deve_examinar_risco_da_profissao_antes_de_mandar_a_prisao_comum_.html)

OAB: juiz deve examinar risco da profissão antes de mandar à prisão comum

 

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou hoje (02) que a prisão especial deve, sim, ser exceção, mas lembrou que o juiz deve estar atento à profissão daqueles que ficarão encarcerados em prisão comum, sob pena de mandar muita gente à morte. "Algumas profissões, pela especificidade, se constituem um verdadeiro risco para a pessoa caso esta venha a ser colocada junto a presos comuns, já condenados. É o caso do advogado, do membro do Ministério Público e até mesmo o juiz, caso venham a ser presos".

O presidente da OAB afirmou que a entidade da advocacia ainda vai tentar restabelecer alguns dos pontos do texto anterior do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 111/08 - aprovado nesta quarta-feira pelo Plenário do Senado e que prevê o fim da prisão especial no Brasil - para evitar que a prisão temporária ponha em risco a vida de pessoas que militam em determinadas profissões. "O advogado é um profissional que está sempre em conflito, é sempre combativo e, muitas vezes, defende aquele que é vítima de um criminoso. Colocá-lo junto do criminoso é um risco muito grande", afirmou Cezar Britto, destacando que a prisão não pode ameaçar a vida.

As afirmações foram feitas por Britto, durante entrevista, ao comentar a aprovação do PLC 111/08, que ainda será apreciado pelo Plenário da Câmara. O projeto estabelece o fim da prisão especial no Brasil, com exceção para o presidente da República, o procurador geral e alguns ministros. Segundo o texto aprovado, caberá ao juiz decidir, diante de cada caso, se o preso deve ou não ser colocado em local diverso dos demais, por medida de segurança.

Fonte: OAB

 

 

 

 

02/04/2009

TJBA (http://www.tjba.jus.br/site/noticias.wsp?tmp.id=1204)

Sistema carcerário nacional

 

A corregedora-geral, desembargadora Telma Britto, e a corregedora das Comarcas do Interior, desembargadora Maria José Sales Pereira,  acompanhadas do juiz corregedor dos Presídios, Cláudio Augusto Daltro de Freitas, e da juíza corregedora Andrea Paula Rodrigues de Miranda, coordenadora dos Processos de Vitaliciamento de Magistrados, participam do I Seminário Nacional sobre o Sistema Carcerário, hoje e amanhã, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça.

Ao abrir o encontro, o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, destacou a mudança de postura do Judiciário em relação ao sistema carcerário nacional - “é fundamental que assumamos a nossa responsabilidade” - e enfatizou a importância do Programa Começar de Novo, que incentiva a reinserção social do egresso do sistema prisional.

 

 

 

 

02/04/2009

MJ (http://www.mj.gov.br/depen/data/Pages/MJFB3ADAA8ITEMID9B2321E1A07E48A88324E874E309D537PTBRIE.htm)

Ministro da Justiça anuncia a construção de novo presídio em Aracaju

 

Brasília, 02/04/09 (MJ) – No mesmo dia em que inaugurou o moderno Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho, em Aracaju (SE), o ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou a construção de uma unidade prisional específica para jovens, que abrirá 421 vagas no sistema penitenciário do estado. O termo de compromisso foi assinado nesta quinta-feira (2). Além da inauguração da penitenciária, o ministro foi à capital sergipana para assinar convênio de adesão do município de Aracaju ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

A nova unidade prisional abrigará homens com idade entre 18 e 24 anos que cumprem pena em regime fechado. Serão investidos R$ 15 milhões do Pronasci.

Nessa penitenciária, será possível separar detentos por faixa etária e pela natureza do crime cometido. A medida evitará o contato de jovens que cometeram pequenos delitos com presos de alta periculosidade ou líderes do crime organizado. Os presídios construídos com recursos do Pronasci serão equipados com módulos de saúde e educação (sala de aula, laboratório de informática e biblioteca).

“O Pronasci inverte a lógica da Segurança Pública e inicia uma mudança cultural, institucional, política e financeira que visa não só construir novas técnicas, mas uma nova cultura de Segurança Pública, onde o problema é visto não só como questão policial, mas social”, afirmou o ministro.

Segurança com Cidadania

O Pronasci vai reforçar o enfrentamento e a prevenção à violência em Aracaju. A primeira proposta que o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira Filho, apresentará ao Programa será a inclusão da Guarda Municipal no projeto Bolsa Formação, que garante um auxílio de R$ 400 mensais aos profissionais de segurança pública de baixa renda inscritos em, pelo menos, um dos cursos de capacitação promovidos pelo Ministério da Justiça.

A iniciativa – cujo objetivo é valorizar os policiais e melhorar sua preparação para atendimento à população – já atende a 1600 profissionais de segurança pública do estado.

Ainda em Aracaju, Tarso Genro compareceu à inauguração do Centro Integrado de Operações em Segurança (CIOPS), para o qual o MJ forneceu 100 armas não-letais. Esses equipamentos – chamados de armas de ondas T -  agem diretamente sobre o sistema nervoso central, impedindo a comunicação do cérebro com os músculos e paralisando a pessoa por alguns segundos, até que o policial consiga imobilizá-la.

O equipamento dispara dardos com alcance de até 10,6 metros e armazena na memória a data e o horário dos últimos 585 disparos – o que facilita a auditoria em caso de uso incorreto.

 “Isso não é reflexo apenas do trabalho do governo do Estado. Sergipe tem encontrado uma política pública estratégica do governo federal, que está nos ajudando a trazer paz para o Estado”, agradeceu o ministro.

 

 

 

 

 

02/04/09

Veículo: Clica Brasília

Rio ganha primeira vara virtual de execuções penais

Estado: RJ

 

Apartir de hoje (2), as ações judiciais enviadas à Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro serão digitalizadas e colocadas à disposição de advogados e juízes em um sistema virtual. O anúncio foi feito nesta manhã pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do RJ (TJ-RJ), Luiz Zveiter, durante o 1º Seminário sobre o Sistema Carcerário Nacional.

“O grande problema das Varas de Execuções Penais é a falta de controle que o juiz tem do período de pena do preso. Hoje, o juiz depende que um advogado ou um defensor o acione para que ele saiba que o preso já cumpriu a pena”, explicou o presidente do TJ.

Zveiter informou que num dos mutirões realizados no complexo de Bangu, em janeiro, 40% dos processos analisados davam direito a algum tipo de progressão da pena. “Com a execução por meio eletrônico, o próprio sistema vai avisar ao juiz que o preso já cumpriu a pena e tem direito à liberdade ou à progressão”.

Segundo ele, até o fim de seu mandato, em 2011, todo a Vara de Execuções Penais estará 100% digitalizada.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, participou da abertura do seminário. Na sua opinião, as VEPs virtuais vão evitar que injustiças sejam cometidas contra presos que têm direito à liberdade e continuam encarcerados.

“Esse controle mais rígido dos processos criminais vai impedir que haja casos como o que presenciei no Maranhão, em que um preso permanecia no sistema prisional quatro anos depois de ter cumprido a pena, que era de quatro anos. Ou seja, o dobro do que deveria”, comentou Mendes.

Embora o sistema virtual agilize a tramitação dos processos criminais e use menos mão-de-obra, a defensora pública do Rio de Janeiro Renata Tavares acredita que os problemas continuarão, se não acabar a burocracia.

“O que mais atravanca o deferimento dos benefícios e a libertação dos presos é o excesso de processos para poucos juízes e o excesso de documentos solicitados para deferir o processo. Além disso, é necessário informatizar também os sistemas de informação dos presídios, da Defensoria, do Ministério Público e criar uma rede”, afirmou ela.

De acordo com o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Airton Michels, a informatização é um grande passo, mas o fundamental é uma mudança na arquitetura do sistema prisional.

“A população carcerária brasileira aumentou 200% de 1997 até hoje. Temos cerca de 450 mil presos num sistema de aprisionamento cruel. Além de investimentos que estão aquém do necessário, é preciso dar condições para que essas pessoas sejam efetivamente ressocializadas à sociedade”, assinalou Michels.

Já existem varas virtuais de execuções penais no Amazonas, Sergipe e Pará. Amanhã, será inaugurada uma nova VEP virtual na Paraíba.

Mendes antecipou que São Paulo, estado que tem a maior população carcerária do país (cerca de 160 mil presos), pretende adotar o sistema até o fim do ano. As prisões do Rio de Janeiro abrigam cerca 22 mil detentos.

 

 

 

 

02/04/2009

www.opopular.com.br 

CCJ do Senado veta prisão especial para autoridades

Pelo projeto, que ainda vai a votação em plenário, governadores, ministros, prefeitos e membros do Judiciário ficariam em cela comum

Brasília A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado derrubou ontem a prisão especial para ministros, governadores, prefeitos e membros de Judiciário e Ministério Público (MP). No mês passado, a comissão havia vetado o benefício para pessoas com diploma universitário e religiosos, mas continuaria valendo para autoridades sob o argumento de que poderiam correr riscos em cela comum. Como o projeto sofreu uma emenda, foi votado de novo na CCJ, que decidiu acabar de vez com a prisão especial.

“Realmente havia privilégios uma vez que existia presunção de que essas pessoas (com curso superior e autoridades) corriam risco de vida. Agora a decisão ficou nas mãos do juiz, que vai avaliar quando de fato há risco de vida”, disse o relator do projeto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

A proposta ainda tem de ser aprovada no plenário do Senado. Depois deve voltar para a Câmara, uma vez que a versão original sofreu alterações. Para entrar em vigor, terá ainda de ser sancionada pelo presidente.

Cela separada

Segundo a legislação atual, a prisão especial é válida até a condenação em definitivo do réu. A autoridade ou o portador de diploma não podem ficar no mesmo estabelecimento que os presos comuns nem serem transportados junto com eles.

A cela pode ser alojamento coletivo, desde que “atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana”. Após a sentença condenatória definitiva, o preso deve ser transferido a cela comum.

Divisão
A prisão especial divide juristas. Entre os argumentos a favor, está o de que pode haver nas cadeias um sentimento de vingança em relação a autoridades. Demóstenes defendeu, no mês passado, que para algumas autoridades o benefício se justificava por questões de segurança. Contra, que as garantias de segurança deveriam valer para todos os presos, independentemente de cargo ou formação.

O projeto aprovado ontem pela CCJ prevê também uma série de mudanças no Código Penal, de 1941. Entre elas, estão a limitação da prisão provisória para até 180 dias –hoje não há prazo fixado – e a separação dos presos provisórios dos demais – a lei só diz que isso deve acontecer “sempre que possível”. (Folhapress)

 

 

 

 

02/04/2009

www.opopular.com.br 

ELETRÔNICA

Aprovada vigilância a detentos

Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou ontem o projeto que regulamenta o uso da tornozeleira ou da pulseira eletrônicas para presos em regime aberto, semiaberto, com penas que restringem horários e frequência a lugares, em casos de liberdade condicional ou de saídas temporárias. A medida segue para análise do plenário da Casa e depois para sanção do presidente da República.

O texto diz que o aparelho não deve ser “ostensivo” e que servirá para informar, à distância, horário e localização do usuário, caso o juiz responsável decida pelo seu uso. Se a pessoa violar o aparelho pode ter a pena mais rígida. Ele também fica obrigado a receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica e cumprir suas orientações, além de informar qualquer falha no equipamento. O senador Demóstenes Torres (DEM), relator da matéria, diz que os juízes não serão obrigados a adotar o equipamento eletrônico, mas que ele servirá para reduzir crimes. (Folhapress) 

 

 

 

02.4.2009

www.opopular.com.br 

Juiz pode soltar hoje 12 condenados

Waldineia Ladislau

 

O juiz Adenito Francisco Mariano Júnior, da comarca de Itajá, alertou ontem ao prefeito de Aporé – cidade que faz parte da comarca – que, se hoje o município ou o Estado não garantirem a alimentação dos presos na cidade, colocará em liberdade os 12 sentenciados que cumprem pena na cadeia local.

Segundo o magistrado, os presos são de alta periculosidade. “Há um homicida condenado a mais de 27 anos de reclusão, estupradores e traficantes. Não é o ideal, mas diante da situação, e por uma questão humanitária, não vejo alternativa”, explicou Adenito ao Centro de Comunicação Social do Tribunal de Justiça do Estado. Adenito já comunicou ao Ministério Público local da situação e de sua decisão.

Juízes do interior do Estado há tempos são obrigados a lidar com graves problemas em relação às cadeias públicas. Quando não é a falta de contrato que garanta a alimentação é a superlotação ou a ausência de condições das instalações físicas, com riscos à saúde e até à vida dos detentos, que são responsabilidade do Estado.

Há um ano, protesto de magistrados em Formosa apontou para a situação de caos das cadeias. Na região, o número de presos era o dobro do número de vagas. Cada um deles tinha espaço de 53 centímetros quadrados nas celas.

 

 

 

 

01/04/2009

Portal Segurança com Cidadania  

(http://www.segurancacidada.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=914&Itemid=247)

MJ participa de Encontro Nacional de Segurança Pública

Começa nesta quarta-feira (1º) em Vitória (ES) o 3º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que reúne cerca de mil participantes entre gestores, pesquisadores, professores, policiais e profissionais ligados à área para debater a Segurança Pública no país e a formulação de políticas públicas para o setor.

Participam da abertura do evento: o secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri, o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Rodney Miranda, a coordenadora-geral da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e o presidente do FBSP, Paulo Sette Câmara.    

Na quinta-feira (2), às 18h, o ministro da Justiça, Tarso Genro, fará uma conferência com o tema: “Segurança Pública - uma mudança de paradigma”.            

O Fórum é composto por mesas-redondas e oficinas que vão debater temas como os cenários da Segurança Pública, os direitos humanos dos policiais brasileiros e a questão carcerária no país. O Encontro vai até a próxima sexta-feira (3). 

Fonte: Ministério da Justiça

 

 

 

 

01/04/2009

MNDH (http://www.mndh.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1239&Itemid=56)

Prisão especial só para quem corre risco de vida na cadeia

 

O Plenário do Senado confirmou, na noite desta quarta-feira (1º), a decisão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) de acabar com a prisão especial para determinadas categorias. Se a votação do Senado for confirmada pela Câmara dos Deputados, o instituto da prisão especial continuará em vigor, mas caberá ao juiz decidir, diante de cada caso, se o preso deve ou não ser colocado em local diverso dos demais, por medida de segurança, independente de sua condição social, profissional ou de seu grau de escolaridade.     

A prisão especial continuará valendo também para juízes, ministros de tribunais e membros do Ministério Público (procuradores e promotores). É que esse privilégio está consignado em leis complementares e estas, hierarquicamente, não podem ser alteradas por projetos de leis ordinárias, como é o caso do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 111/08, objeto das votações na CCJ e no Plenário. Está prevista a apresentação de projeto de lei específico para acabar com essas exceções.

O PLC 111/2008 foi analisado pela CCJ na forma de substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da matéria, que fez o aproveitamento de emendas e rejeitou outras tratando da prisão especial. Ao final, optou por apresentar uma emenda de sua própria lavra, por meio da qual proíbe "a concessão de prisão especial, salvo a destinada à preservação da vida e da incolumidade física e psíquica do preso, assim reconhecida por decisão fundamentada da autoridade judicial". No caso de prisão em flagrante, essa decisão pode ser tomada pela autoridade policial encarregada do cumprimento da medida, conforme a mesma emenda.

A matéria, aprovada primeiramente no dia 20 de março pela CCJ, voltou àquela comissão para análise de emendas apresentadas anteriormente ao seu exame no Plenário. Naquela ocasião, a CCJ, ao aprovar o PLC proposto pelo Poder Executivo, já havia retirado da lista dos que poderiam ter direito à prisão especial pessoas com curso superior, padres, pastores, bispos evangélicos e pais de santo, além de cidadãos com títulos (comendas) recebidos por prestação de relevantes serviços ao país. Restaram cargos como o de senador, deputado, governador e ministro de Estado.  

A proposta novamente encaminhada ao Plenário na noite desta quarta sistematiza e atualiza o texto do Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.698/41), no que se refere à prisão, às medidas cautelares e à liberdade provisória. Agora segue para exame na Câmara dos Deputados.        
Com informações da Agência Senado

 

 

 

 

01/04/2009

PNUD (http://www.pnud.org.br/seguranca/reportagens/index.php?id01=3182&lay=jse)

Curso ajuda cidadão a atuar na segurança

Fórum na internet reunirá policiais e membros da sociedade civil com aulas sobre formas democráticas de participação nas políticas da área

 

DAYANNE SOUSA, da PrimaPagina

Policiais, membros do governo e da sociedade civil vão porder ter cursos sobre melhoria nas políticas locais de segurança pública, como forma de se preparar para o debate nacional sobre o tema, que será promovido na I CONSEG (Conferência Nacional de Segurança Pública). Até 600 representantes dos Estados brasileiros terão palestras e atividades sobre estratégias estaduais e municipais de combate a violência envolvendo a comunidade. Além disso, outro curso pela internet oferece até 30 mil vagas a qualquer interessado no assunto, desde que seja indicado por organizações sociais ligadas à área. Esses participantes poderão formar fóruns de debate on-line junto com policiais.

O módulo virtual, que começa no dia 14 de maio, discutirá o conceito de democracia participativa na segurança pública, que busca o envolvimento ativo da comunidade em questões do policiamento. “O objetivo é os alunos se qualificarem para realizarem aportes mais significativos e também participarem de maneira mais significativa na CONSEG”, diz a coordenadora de capacitação da conferência, Beatriz Cruz.

Pela internet, serão 11 aulas, num total de 60 horas – que o participante pode cumprir de acordo com sua disponibilidade. No conteúdo, modelos participativos de outras áreas, como saúde e habitação, serão usados como exemplo. É possível realizar inscrições pelo site do Ministério da Justiça, entre os dias 20 e 27 de abril. Antes disso, porém, as entidades e movimentos sociais devem enviar e-mail à organização (ead@conseg.gov.br) com sua lista de indicados. O cidadão comum que não for ligado a essas organizações e quiser participar deve entrar em contato com alguma entidade vinculada à segurança e pedir que ela acrescente o seu nome. Somente as pessoas que constarem nas listas enviadas poderão fazer a inscrição no site.

“A participação social é uma coisa recente na área de segurança pública, queremos promover a familiarização de trabalhadores da segurança e demais participantes com os instrumentos de democracia participativa”, afirma Beatriz. Pela primeira vez, uma conferência nacional será feita na área de segurança, seguindo modelos já adotados em áreas como meio ambiente e cultura. A I CONSEG acontece de 27 a 30 de agosto em Brasília e terá participação de membros do governo federal e dos Estados e municípios, além de representantes da sociedade civil.

Do curso presencial, só podem participar membros das comissões organizadoras de conferências estaduais, uma das etapas da CONSEG. Serão sete eventos com aulas em cidades diferentes. O primeiro será em Canoas, no Rio Grande do Sul, de 14 a 18 de abril. Brasília, Vitória, Campinas, Aracaju, Manaus e Cuiabá se seguem. Todos os Estados enviarão representantes, do governo e sociedade civil, a pelo menos um deles.

O tema destes cursos, com duração de cinco dias cada, será o conceito de Segurança Cidadã (com a participação de vários setores da sociedade), promovido pelo PNUD. As palestras tratarão de formas de prevenção da violência como combate às drogas, desarmamento e melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos.

 

 

 

01/04/2009

Comunidade Segura (http://www.comunidadesegura.org/pt-br/node/42142)

Rede promove oficina em encontro do Fórum de Segurança

Em vários países da America Latina, inclusive no Brasil, os processos de redemocratização e o aumento dos índices de criminalidade, na década de 80, impulsionaram a discussão pela sociedade de questões relacionadas à segurança pública.

Esta preocupação comum e a possibilidade de aperfeiçoar as práticas locais através da comparação internacional e do diálogo permitiram a criação em 2006 da Rede Latino-americana de Policiais e Sociedade Civil, hoje integrada por instituições e oficiais de policia de 10 países da região.

Ao promover atividades que permitem o intercâmbio de conhecimento e experiências – como cursos, fóruns, chats, visitas técnicas, conferências, publicações etc. -, a Rede tem contribuído para sistematizar conhecimentos e práticas pouco visíveis, para pensar e difundir novas políticas e estratégias no campo da segurança pública.

Fundada pelos membros brasileiros da Rede Latino-Americana de Policiais e Sociedade Civil, a Rede Brasileira de Policias e Sociedade Civil (RPS Brasil) aprofunda nacionalmente o debate sobre a reforma policial, estimulando a reflexão e a aproximação de atores locais com experiências inovadoras.

Com o objetivo de identificar os desafios existentes para a consolidação de boas práticas em segurança pública, a Rede vai promover a "Oficina RPS Brasil: práticas e saberes" durante o III Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que acontece de 1 a 3 de abril, em Vitória (ES).

A oficina terá como base os estudos de caso apresentados pelos policiais durante o Workshop da RPS Brasil realizado em outubro de 2008, no Rio de Janeiro. Durante os trabalhos, os participantes deverão identificar problemas e propor soluções.

Ângelo Velasco, inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, apresenta o trabalho “Técnicas de investigação do crime de estelionato”; o tenente-coronel Carlos Alfredo da Mota Pereira (PM/PA) apresenta o caso “Relato de experiência utilizando a arte como prevenção”; Martim Cabeleira de Moraes Junior (BM/RS) traz o caso "A violência contra os Policiais: perceber, problematizar e atuar"; e o coronel Washington França da Silva (PM/PB) traz o estudo “Gestão compartilhada dos problemas de insegurança e desordem pública”.

Participarão, ainda, da oficina, Luiz Antonio Brenner Guimarães, coronel reformado da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e coordenador da ONG Guayi e Vanessa de Amorim Cortes, coordenadora da RPS Brasil. A dinâmica será conduzida por Luiz Ratton (Neps/UFPE) e Haydée Caruso (Senasp/MJ).

Edital para workshops

Durante o encontro será lançado também o edital de inscrições para o "Workshop RPS Brasil: Integração Institucional no campo da segurança pública", que tem o apoio da Fundação Konrad Adenauer. Serão selecionados 32 policiais civis, militares, federais, peritos criminais e guardas municipais, que participarão de um dos quatro workshops regionais da RPS Brasil que serão realizados no mês de outubro de 2009.

A seleção será feita através da análise de currículo e do estudo de caso apresentado pelo candidato durante a inscrição. As inscrições deverão ser feitas, exclusivamente, pela internet nos sites da Rede de Policiais e Sociedade Civil e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir do dia 7 de abril.

 

 

 

01/04/2009

Agência Câmara (http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=132739)

Comissão aprova permissão para trabalho a adolescentes infratores

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 2553/07, do deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que concede permissão para trabalhar a jovens infratores que cumprem medidas socioeducativas.

O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o trabalho, além da escolarização e da profissionalização, entre as medidas aplicadas aos jovens infratores durante o período de internação.         

Medida benéfica
A relatora da matéria na comissão, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), defendeu a aprovação da medida e observou que é do conhecimento geral os efeitos benéficos do trabalho de cunho educativo na ressocialização não apenas do adolescente infrator, mas também dos adultos em geral.    

Tramitação
O
projeto ainda será examinado, em
caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

 

 

01/04/2009

Associação Nós Existimos <mov.nosexistimos@gmail.com>

Movimento Sindical e Social do Estado de Roraima apóia a Mobilização dos Policiais e Bombeiros Militares e Familiares.

 

No dia: 31/03/09 na sede da Polícia Militar da Capital (CPC) reuniram-se inúmeras Entidades do Movimento Sindical e Popular do Estado de Roraima com o objetivo de apoiarem a Mobilização dos Policiais e Bombeiros Militares. As Entidades presentes consideram extremamente legítima e justa a manifestação e ao mesmo tempo repudiam a atitude e o posicionamento de descaso do Governo do Estado de Roraima.

As Entidades consideram intransigente o fato do Governador se negar a sentar com o Comando da Mobilização e consideram que essa postura pode levar a um derramamento de sangue desnecessário em nosso Estado, manchando para sempre a história de um povo e de uma corporação ordeiros e de luta.

Segundo relato do Comando da Mobilização ocorreu no dia: 30/03, uma tentativa de retomada do quartel com uso de força, onde participaram o Comandante geral da corporação, o Coronel Eugali, Coronel Vanei que agrediu a esposa de um policial que está  gestante além de usar arma em punho e apontar para as pessoas. Toda essa repressão nos faz lembrar que é algo proveniente do período da Ditadura Militar.

Nesse contexto todas as Entidades  sindicais e populares do Estado de Roraima convocam a sociedade em geral a se unirem a esta luta que é uma luta de todos, pois trata-se da luta da Classe Trabalhadora que tem o direito de ter uma Segurança Pública qualificada, humana e digna.

Vale ressaltar que desde o ano passado o Governo do Estado havia prometido em Assembléia, que a categoria teria um aumento de no mínimo 43%. Outro fato que deve ser relatado é  que os policiais não estão reivindicando somente a questão salarial, pois a suas bandeiras de luta estão muito além disso e perpassam também pela aprovação de um Código de Ética, um Plano de Carreira que atenda as reais necessidades da categoria, com carga horária de 40 horas semanais como rege a Constituição Federal, além de uma formação compatível com uma Policia Cidadã.

As Entidades Sindicais e Populares reconhecem a importância do trabalho destas categorias, no cotidiano e exigem  do Governo do Estado respeito a eles e a toda a população do nosso Estado.

Nesse sentido convocam a toda a sociedade civil para um ato público que acontecerá no dia: 02/04/09 a partir das 10h da manhã em frente a Escola Colméia no quartel da Polícia Militar da Capital (CPC).

ANASPRA – Associação Nacional dos Praças.

SINTER – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima.

CUT – Central Única dos Trabalhadores.

STIURR- Sindicato dos Urbanitários.

SINTRAS – Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Roraima.

FPRDC-Fórum Popular de Roraima em Defesa das Cidades.

AMOBE- Associação dos Moradores do Bairro Equatorial.

AMCP- Associação dos Moradores do Conjunto Paraná.

AMBB- Associação dos Moradores do Bairro  Brigadeiro

CMDH - Centro de Migração e Direitos Humanos.

CCDS- Conselho Comunitário de Defesa Social de Boa Vista.

CAPPD – Colegiado de Associações de Pessoas Portadores de Deficiência.

SINTJURR – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Roraima.

Assessoria de Comunicação dos Trabalhadores.

SESDUF – Seção Docente da Universidade Federal.

SPM – Serviço Pastoral do Migrante. 

--
Associação Nós Existimos

Rua Floriano Peixoto Nº 402 B Centro

Cep: 69301-320

Contato: 3224 1680

Boa Vista – Roraima

Acesse: www.noticiasdahora.org

 

 

 

 

01/04/2009

http://www.diariodoamapa.com.br/policia.htm

Mulher tentar libertar presos do Iapen mediante pagamento de suborno e acaba presa

A Polícia Militar através do Batalhão de Operações especiais (Bope) prendeu na noite desta segunda-feira, 30, na avenida Cora de Carvalho, bairro Santa Rita a microempresária Silvia Marcela Correa que fora acusada de estar patrocinando a fuga de dois internos do complexo penitenciário do Amapá. Segundo a polícia, ela tentou subornar um agente penitenciário e um soldado da PM que estavam de plantão naquela casa prisional. Silvia e os internos Raimundo Bararua Magave e Bruno Gemaque negociaram o pagamento com os servidores. O agente e o soldado fingiram aceitar o negócio criminoso. Após o acordo com a mulher e os presos, os dois servidores acionaram o Bope e denunciaram o suborno. Por volta de 22h no local marcado a polícia montou campana para aguardar o momento em que o dinheiro seria repassado. Os servidores disseram aos presos que usariam o argumento de que eles (presos) estavam com dores e precisariam ser levados para o HE. Tudo isso para enganar os presidiários. No horário marcado a VTR deixou o presídio em direção ao ponto de encontro. A mulher entregou uma sacola com jóias em ouro e uma motocicleta que seria parte do pagamento. No exato momento da negociação os homens do Bope apareceram e deram o flagrante. Silvia e os presos foram levados para seccional de flagrantes do Pacoval onde eles foram apresentados ao delegado que procedeu a autuação dos acusados.

 

 

 

01/04/ 2009

Macapá - http://www.diariodoamapa.com.br/policia.htm

Situação no Iapen complica ainda mais: 13 presos fogem perto de guarita desguarnecida

 

Caldeirão chamado Iapen sofre mais um revés: 13 presos fogem espetacularmente por buraco feito em muro perto de guarita

Enquanto por um lado a polícia combatia uma tentativa de suborno que resultaria no resgate de dois internos do Iapen, um grupo de outros 13 detentos de regime fechado se preparavam para fugir do presídio. Através de um buraco que foi feito na parede do muro que dá acesso à área de mata atrás do presídio, os presos conseguiram escapar. Informações dão conta de que na guarita que fica a alguns metros de onde o buraco foi feito não existia nenhuma sentinela. Somente às 10h22, o fato foi comunicado ao Ciods, segundo declarou a assessoria de imprensa do órgão. Há poucos dias a Polícia Federal desbaratou quadrilha que financiava fugas do Iapen com dinheiro de tráfico de drogas e armas.

 

 

 

 

01/04/ 2009

Macapá - http://www.diariodoamapa.com.br/policia.htm

Situação no Iapen complica ainda mais: 13 presos fogem perto de guarita desguarnecida

Treze criminosos de regime fechado fogem por buraco cavado no muro do Iapen

Mulher tentava fazer resgate de dois criminosos que estavam dentro da cadeia, mediante pagamento de suborno

Enquanto por um lado a polícia combatia uma tentativa de suborno que resultaria no resgate de dois internos do Iapen, um grupo de outros 13 detentos de regime fechado se preparavam para fugir do presídio. Através de um buraco que foi feito na parede do muro que dá acesso à área de mata atrás do presídio, os presos conseguiram escapar. Informações dão conta de que na guarita que fica a alguns metros de onde o buraco foi feito não existia nenhuma sentinela. Somente as 10h22, o fato foi comunicado ao Ciods, segundo declarou a assessoria de imprensa do órgão.

Imediatamente o Bope e policiais civis deram início às diligencias nos bairros adjacentes. Barreira foram montadas nas principais saídas da cidade para tentar evitar que os fugitivos conseguissem deixar a capital do Estado. Cães e homens do Bope entraram na mata com auxílio aéreo do Grupo Tático Aéreo (GTA) moradores do bairro Marabaixo disseram ter visto homens suspeitos circulando pelo bairro logo cedo. Na relação apresentada pela direção dos presídio constam os nomes de: Roney Vaz Abdon; David André do Espírito Santo Navegante; Rafael Cristian de Oliveira; Sadrack Almeida Ferreira; George Clebson Bezerra Monteiro; Moisés Fernandes Souza Filho; Evandro Monteiro Coutinho; Pedro Ricardo Limão Girão; Maicon Stefânio Malafaia de Oliveira; José Marlúcio Pereira de Souza; Walber Lobato Cardoso; Fabrício Leão e Heberton Leão Costa. No final da tarde de ontem Pedro Ricardo Lima Girão foi recapturado. Ele estaria na companhia de Fabrício Leão que conseguiu escapar ao cerco. Todos são considerados de alta periculosidade. A comunidade que reside no entorno da penitenciária está apavorada. Essa é a quinta fuga registrada somente este ano. Na semana passada a Polícia Federal desencadeou a operação 9mm que resultou na prisão de três policiais militares e um ex-policial que trabalhavam na cadeia e que estavam a disposição do crime organizado. Eles recebiam até R$ 3 mil por cada preso que tinha a fuga facilitada. Outras cinco pessoas também foram presas acusadas de integrar a quadrilha. O delegado federal disse por ocasião das prisões que as investigações continuariam. Ainda não se sabe se essa fuga em massa contou novamente com a participação de servidores do Estado a disposição do complexo penitenciário.

 

 

 

 

31/03/2009

http://neyzinho.blogspot.com/

Mulher presa por tentar comprar fuga no IAPEN

Silvia Marcela Corrêa Ardasse foi presa em flagrante na noite de ontem. Segundo informações a mulher tentou comprar a fuga de dois presos do IAPEN - instituto de administração penitenciário do Amapá – ocasião em que tentou corromper o agente penitenciário Marton Araújo e o PM SD. José de Souza com jóias de ouro no valor 100 mil reais e uma mais moto Tornado.

entenda o caso

As 11h00minh da manhã de ontem, o detento Raimundo Nonato Bararuá fez contato com o agente penitenciário no banho de sol e ofereceu-lhe 1 quilo de ouro em troca de sua liberdade. Ocasião em que o agente fingiu mostrar interesse e aguardou o próximo contato do detento.
já ao anoitecer “Bararuá” pediu para falar com o agente penitenciário Marton Araújo e acertou que o detento Bruno Gemaque Magave e o mesmo fingiriam algumas dores no corpo e iriam solicitar que levassem ao para o hospital

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No outro lado, Silvia já estava pronta para interceptar a viatura do IAPEN na Rua Antônio Coelho com a Avenida Cora de Carvalho.

Enquanto isso Policiais Militares pertencentes ao BOPE – batalhão de operações especiais – já estavam fazendo campana e esperando o momento certo para o “bote”. Dito e certo.
No momento em que Silvia Marcela Corrêa Ardasse repassou o produto ao agente penitenciário, os policiais militares deram voz de prisão à mulher. Silvia foi apresentada no Ciosp do Pacoval onde em seguida foi encaminhada ao IAPEN.

 

 

 

 

31/03/2009

Quase mil presídios não estão no Plano Nacional de Saúde

Agência Brasil

O diretor de Políticas Penitenciárias do Ministério da Justiça, André Luiz de Almeida e Cunha, informou hoje (31) que apenas 191 unidades prisionais do país estão cadastradas no Plano Nacional de Saúde do Sistema Penitenciário. “Faltam perto de mil unidades”, disse, ao participar da 1ª Consulta Nacional sobre HIV e Aids no Sistema Penitenciário.

Para Cunha, o país registra um “processo de evolução” da assistência à saúde da população carcerária. Durante o encontro, ele admitiu, entretanto, que há o sistema “carente” e que a discussão tenta preencher “uma lacuna que é verdadeira”.

O diretor do Departamento de Programas Estratégicos do Ministério da Saúde, José Luiz Telles, confirmou que apenas 25% da população de presos em todo o país – 270 mil – recebem atendimento por meio de equipes de saúde. “Há muito o que fazer”, disse.

A expectativa, segundo ele, é que a consulta possibilite a consolidação de ações já voltadas para os presidiários e ainda a “abertura de portas” para que outras unidades prisionais possam aderir ao plano.

Para a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, uma das recomendações que devem compor o documento final do encontro precisa ser que cada estado inclua doenças como a aids, a hepatite e a tuberculose no plano oferecido aos presos, além da destinação de recursos específicos do Programa Nacional de DST e Aids para o sistema penitenciário.

Participam do encontro cerca de 150 profissionais. Entre eles, técnicos do ministérios da Saúde e da Justiça, representantes de secretarias estaduais de Saúde e de Justiça, equipes de saúde de presídios e representantes da sociedade. A consulta nacional ocorre até quinta-feira (2) e pode ser acompanhada por meio de transmissão ao vivo pelo site www.aids.gov. br/midiacenter.

 

 

 

30/03/2009

Portal Assembléia -

Código Penal

Audiência pública sobre redução da maioridade penal teve presença do senador Demóstenes Torres e dividiu opiniões.

A audiência pública que discutiu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade dividiu opiniões na tarde desta segunda-feira, na Assembleia Legislativa. O evento, que debateu outros temas relacionados à realidade do sistema prisional brasileiro, foi organizado pela Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado Coronel Queiroz (PTB).

Convidado especial do debate, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), informou que o projeto que reduz a maioridade, de 18 para 16 anos, para o delinquente responder por crimes já está em discussão no Senado e deve ser votado dentro de um mês. O democrata, que relatou o projeto, condensou cinco Propostas de Emenda Constitucional em tramitação no plenário e acrescentou substitutivos.

"Respeito o programa federal Pronasci, mas não concordo que o jovem é fruto do meio em que vive. O assassino do menor João Hélio, por exemplo, pertence a uma família de irmãos de boa conduta. Eu me sinto ofendido por essa teoria, porque vim de família pobre e não virei delinquente", afirmou.

"O grande argumento em favor da proposta é que, no Direito, a pessoa tem de ser punida quando compreende a ilegalidade do fato que é protagonista. No Código Penal, que data dos anos 40, essa idade ficou estabelecida em 18 anos, mas a realidade mudou. Naquela época, a maioridade penal em outros outros países já estava abaixo da nossa", explicou.

O senador disse também que para mudar o Código Penal para menores é preciso dar condições de recuperação destes adolescentes dentro dos presídios.

"Se o jovem, aos 16 anos, pode escolher seus governantes, por que não pode responder por seus erros?", questionou o deputado peemedebista José Nelto.

Para o deputado, em alguns países da Europa a maioridade penal é 12 anos de idade e, segundo ele, "a realidade do Brasil já exige há muito tempo a redução da idade para o jovem responder por seus crimes".

Gostaria de ver seu conhecimento, senador Demóstenes Torres, que tem contribuições relevantes para a sociedade brasileira, em favor da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Nós temos nele a solução e está sendo ignorado", disse o deputado Mauro Rubem (PT), referindo-se ao senador goiano que participou do debate.

Conforme argumentou o parlamentar petista, um País não é moderno em razão de sua reduzida maioridade penal. "Uma sociedade que não consegue proteger e preservar sua espécie  de forma diferenciada não é desenvolvida".

"Claro que um trabalho social tem que ser realizado. Mas se o jovem cometeu um delito, tem que ser penalizado. O que prejudica a sociedade tem de sair do meio e ser recuperado", disse o deputado Miguel Ângelo (PMDB), em defesa da adequação do Código Penal.

O Padre Geraldo Nascimento, diretor da Casa da Juventude, disse que os argumentos do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), em favor de reduzir a idade para adolescentes responderem por crimes, de 18 para 16 anos, são sedutores, mas que a medida vai punir ainda mais os menores que não tiveram acesso à educação e à base familiar.

Participantes defenderam ainda o argumento de que no Brasil faltam recursos e vontade política para melhorar as penitenciárias, com o objetivo reeducar "os agentes da violência".

Além do senador, estavam presentes os  deputados José Nelto (PMDB) e Mauro Rubem (PT) e Miguel Ângelo (PMDB). Também prestigiaram o debate o promotor Fernando Krebs, o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), Edemundo Dias e representantes da Polícia Militar.

 

 

 

 

31/03/2009

http://www.opopular.com.br/

Incidência de HIV entre presos é até 10 vezes maior

 

Agência Brasil - Os ministérios da Justiça e da Saúde lançam consulta nacional para elaborar ações capazes de frear o contágio do vírus HIV nos presídios. A diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, fala durante o lançamento 

Brasília - A incidência de HIV na população carcerária brasileira pode ser até dez vezes maior do que na população em geral, em que pelo menos 0,6% das pessoas estão infectadas. Os dados foram divulgados hoje (31) durante a 1ª Consulta Nacional sobre HIV e Aids no Sistema Penitenciário.

A diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, citou o exemplo de um presídio em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que chegou a registrar infecção por HIV em 5,6% dos detentos.

Ela alertou, entretanto, que a estimativa foi feita com base em estudos pontuais e que não há um levantamento nacional do número de presos infectados. “Mais do que um estudo nacional, precisamos de ações específicas”, contestou.

Para Mariângela, levantamentos nacionais, por outro lado, podem gerar confusões na interpretação dos dados. Ela ressaltou que estatísticas nacionais indicam que 65% da população carcerária têm acesso a preservativos, e que em alguns presídios o acesso aproxima-se de 100%. Porém há casos onde não há acesso algum.

Em 2008, o governo federal destinou 406 milhões de preservativos aos estados, mas apenas 25 milhões deles chegaram aos presídios. A previsão, para este ano, é de que a distribuição seja de 26 milhões de preservativos para uma população carcerária que chega a 420 mil em todo o país.

Além das condições de confinamento e da assistência inadequada nas penitenciárias, Mariângela acredita que o alto índice de presos usuários de droga e as uniões entre pessoas do mesmo sexo dentro dos presídios contribuem para que o HIV se espalhe dentro das celas.

Uma das recomendações que devem compor o documento final elaborado pelos participantes do encontro, segundo ela, precisa ser que cada estado inclua doenças como a aids, a hepatite e a tuberculose nos planos de saúde oferecidos aos presos, além da destinação de recursos específicos do Programa Nacional de DST e Aids para o sistema penitenciário.

Participam do encontro cerca de 150 profissionais como técnicos do Ministério da Saúde, e do Ministério da Justiça, representantes de secretarias estaduais de Saúde e Justiça, equipes de saúde de presídios e representantes da sociedade civil. A consulta nacional ocorre até quinta-feira (2) e pode ser acompanhada por meio de transmissão ao vivo pelo site www.aids.gov.br/midiacenter.

 

 

 

 

31/03/2009

Agência Brasil

Quase mil presídios não estão no Plano Nacional de Saúde

 

Agência Brasil - O diretor de Políticas Penitenciárias do Ministério da Justiça, André Luiz de Almeida e Cunha, informou hoje (31) que apenas 191 unidades prisionais do país estão cadastradas no Plano Nacional de Saúde do Sistema Penitenciário. “Faltam perto de mil unidades”, disse, ao participar da 1ª Consulta Nacional sobre HIV e Aids no Sistema Penitenciário.

Para Cunha, o país registra um “processo de evolução” da assistência à saúde da população carcerária. Durante o encontro, ele admitiu, entretanto, que há o sistema “carente” e que a discussão tenta preencher “uma lacuna que é verdadeira”.

O diretor do Departamento de Programas Estratégicos do Ministério da Saúde, José Luiz Telles, confirmou que apenas 25% da população de presos em todo o país – 270 mil – recebem atendimento por meio de equipes de saúde. “Há muito o que fazer”, disse.

A expectativa, segundo ele, é que a consulta possibilite a consolidação de ações já voltadas para os presidiários e ainda a “abertura de portas” para que outras unidades prisionais possam aderir ao plano.

Para a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, uma das recomendações que devem compor o documento final do encontro precisa ser que cada estado inclua doenças como a aids, a hepatite e a tuberculose no plano oferecido aos presos, além da destinação de recursos específicos do Programa Nacional de DST e Aids para o sistema penitenciário.

Participam do encontro cerca de 150 profissionais. Entre eles, técnicos do ministérios da Saúde e da Justiça, representantes de secretarias estaduais de Saúde e de Justiça, equipes de saúde de presídios e representantes da sociedade. A consulta nacional ocorre até quinta-feira (2) e pode ser acompanhada por meio de transmissão ao vivo pelo site www.aids.gov.br/midiacenter.

 

 

 

 

31/03/2004

Link: http://www.ibccrim.org.br/site/noticias/conteudo.php?not_id=13262

Entrevista com o presidente do CNPCP

Questão penitenciária e poder público

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária - CNPCP, ligado ao Ministério da Justiça, é o principal órgão brasileiro relacionado ao tema prisional, quer em termos de fiscalização da atuação pública no setor como relativamente ao estabelecimento de políticas pertinentes. Por outro lado, propõe diretrizes com relação às medidas de prevenção da criminalidade, estabelece critérios para estatística criminal e promove a pesquisa criminológica.

Desde agosto de 2007, o CNPCP, como é conhecido, é presidido por SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA, ex-presidente do IBCCRIM (gestão 1997-1998) e atual membro do Conselho Consultivo; Professor Titular de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP); advogado criminal e autor de inúmeros trabalhos acadêmicos, como o livro Criminologia, publicado pela Editora RT, referência nacional no tema.

Veja abaixo a importante e exclusiva entrevista concedida pelo Professor Salomão ao PORTAL IBCCRIM, conheça algumas de suas obras e participe de nossa enquete:

PORTAL IBCCRIM - Professor Salomão, como tem sido a sua experiência à frente do CNPCP? Quais as maiores conquistas?

SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Inicialmente é importante dizer o que é o CNPCP. CNPCP é um órgão previsto na lei de execuções penais e quem tem hoje 18 membros, sendo 13 titulares e 5 suplentes, e que tem a incumbência de fiscalizar todas as penitenciárias do Brasil em articulação com os conselhos penitenciários dos Estados e de comunidades, assim como também com as tarefas dos juízes e promotores. Portanto, é uma tarefa bastante grande porque concerne a fiscalização dos presídios no Brasil inteiro e outra parte é que todos os projetos de lei que passam pelo Congresso Nacional e que dizem respeito a temas de penitenciários ou criminais tem o parecer prévio no CNPCP. Então a experiência é bastante árdua porque nós realizamos reuniões ordinárias mensais e ao lado delas a gente tem inúmeras atividades como de fiscalização, envolvimento, apresentação de projetos de lei, elaboração do decreto de indulto e que são concentradas nesse órgão, que é um órgão com pouca estrutura no Brasil.

PORTAL IBCCRIM - Quais os principais projetos de lei que o CNPCP se envolveu durante a sua gestão?

SSS - Os principais projetos de lei, além dos que vem de origem dos deputados, foram algumas iniciativas, por exemplo: a ampliação dos critérios para reabilitação dos criminosos, reabilitação penal, iniciativa a temas como remissão de pena e hoje a gente repensa também a discussão da questão de gênero que é de quanto tempo deve se estabelecer a permanência da mãe que dá a luz na prisão com o seu filho, quanto tempo ela deve permanecer com a criança, e isso é fundamental porque como nós não temos no Brasil nenhum critério legal estabelecido em Lei o que se estabelece por analogia constitucional é a permanência da mãe por 4 meses com a criança, que é o período de amamentação. Alguns lugares, como no Estado de SP, são seis meses, ou RS, que permanecem até 2 anos com as crianças em uma área contígua à área do presídio, isso por determinação da Constituição daquele Estado, mas não temos a rigor um critério e a idéia seria estabelecer esse critério e nem é só o caso da amamentação da mãe com o neonato, mas da mãe com a criação de um ano de idade, o que se faz com aquela criança? Vai simplesmente separar ela da mãe, e se a permanência da mãe for uma permanência relativamente curta de um a dois anos, seria melhor a criança ser separada da mãe ou permanecer com a mãe? Então essas questões precisam ser discutidas e essa é uma das prioridades nossa no conselho hoje.

PORTAL IBCCRIM - Professor, o último indulto natalino foi extremamente elogiado por todos os especialistas na matéria. Gostaríamos que o senhor comentasse o tema.

SSS - Esse foi um projeto de transformação do indulto, na realidade como nós temos uma política criminal extremamente conservadora e repressiva no Brasil, por força de demandas pontuais, o que acontece é que a gente tem um sobre-encarceramento em relação ao número de vagas e a idéia então foi tentar minimizar esse problema que acontece em diversos Estados e tentando de alguma forma dar oportunidades para que algumas dessas situações de injustiças fossem corrigidas. Por isso, pensamos algumas frentes: a primeira é a questão de gênero, fazendo com que a mulher que tivesse filhos até 16 anos de idade e que tivessem dependência em relação à mãe, tivessem vantagem a concessão desse indulto. A segunda questão que é determinante é a da medida de segurança. Constatamos em inúmeras oportunidades que é necessário um processo de desinstitucionalização, porque se é verdade que a gente tem muitos presos imputáveis, são os que permanecem um pouco esquecidos dentro do cárcere, o fato de eles não serem loucos faz com que eles saibam reivindicar melhor os seus direitos. Ocorre que quando a gente tem uma pessoa que é privada de lucidez mental essa pessoa acaba não tendo condições de procurar um advogado ou mesmo reivindicar um advogado à direção do presídio. Isso tem feito com muitas pessoas que cumprem medida de segurança dentro do cárcere permaneçam no hospital de custódia e tratamento por um tempo absurdamente grande e às vezes por um delito ínfimo. Nós tivemos um caso no interior no Brasil de um rapaz que praticou um furto e estava há catorze anos encarcerado! Então são situações como essa, e ele passa a ser esquecido de todos e por todos, pelo juiz, promotor, advogados, pelas entidades, ele vai ficando, vai tomando remédios e nem se pode dizer que ele seja uma pessoa mais perigosa, uma pessoa que simplesmente está entorpecida por todas as drogas que tem tomado, isso é o que faz com que muitas vezes tenhamos que pensar nisso. Esse problema foi atacado com a questão do indulto para medida de segurança, de tal forma que se estabeleceu que se uma pessoa pratica um furto o máximo que ela pode permanecer é o máximo da pena aplicada. Então, se o máximo da pena aplicada para um furto simples é de quatro anos, ou para um furto qualificado de 8 anos, mais do que isso ele não pode permanecer. E, por fim, o terceiro grande eixo de pensamento foi o enfrentamento da questão da droga. Existe um grande repensar dos problemas das drogas no mundo todo. Hoje, dia 20 de março de 2009, nós temos o jornal Folha de São Paulo falando do governo americano, que está repensando a política de ataque às drogas. O presidente Barack Obama, por exemplo, resolveu não mais estabelecer persecução penal aos usuários de maconha nos três Estados americanos onde a maconha pode ser utilizada como remédio. Então veja: existe hoje um repensar do problema das drogas no mundo todo de tal forma que nós não somos infensos a isso; ao contrário, tentamos imaginar que tipo de enfrentamento poderíamos ter em relação a isso e notamos que 70% das mulheres em cárceres são mulheres que cometeram delitos previstos no artigo 33 da Lei de Drogas - e isso acontece porque, sempre muito fiel ao seu companheiro, marido, pai, ela faz a ponte, ela faz o transporte, às vezes a pedido do próprio preso. Isto tem elevado o número de mulheres encarceradas no presídio, esse tráfico eventual que a própria lei prevê que não deva ter uma pena tão exacerbada quanto aquela prevista no caput do artigo 33, que é de 5 anos. Assim é que nós pensamos em oferecer a possibilidade nestas hipóteses em que a pessoa não está envolvida com a criminalidade organizada que não tenha antecedentes, etc., que ela venha a ter a concessão do indulto. Sem prejuízo de outras questões, previu-se o indulto da pena de multa, com objetivo de facilitar o andamento dos processos, etc. Enfim, são 5 grandes medidas que tem por objetivo implementar uma política criminal que nós chamamos de política criminal do Direito Penal Mínimo.

PORTAL IBCCRIM - Uma das maiores dificuldades que a sociedade brasileira se depara na atualidade é com a questão prisional, sua dificuldade de controle e fiscalização, bem como de atendimento aos princípios estabelecidos na lei de execução penal. O que tem sido feito neste campo?

SSS - Na realidade o próprio decreto de indulto foi uma tentativa de minimizar essa questão. Temos adotado uma política dentro do CNPCP, que é uma política, primeiro, de muito rigor nas fiscalizações, de audiências públicas nos Estados - no meu mandato eu me recordo da Bahia, de Pernambuco, Minas, Estado do Rio, todos com audiência pública e todos com resultados muito significativos, quer por termos reajustamento de conduta com os Estados, com os poderes executivos estaduais para que os presídios sejam construídos, para que se pense no fluxo entre o regime fechado para o semi-aberto, do semi-aberto para o aberto de tal forma que a gente diminui a angústia dessa demora do regime progressivo. Ainda, tem-se tomado, em articulação com as defensorias públicas dos Estados, medidas no sentido de interditar determinados presídios que estejam absolutamente abarrotados, se é verdade que a gente tem uma certa tolerância com um pequeno excesso de presos em relação ao número de vagas, quando isso é uma coisa extremamente gritante tem-se tomado medidas enfáticas nesse sentido. Cito o exemplo mais recente da Polinter de Grajaú, no bairro do Rio de Janeiro, em que o presídio absolutamente não tinha a mínima condição de habitabilidade, as pessoas não tinham espaço físico para dormir, era um local infestado de baratas, um calor infernal, cheio de ratos e úmido, de tal sorte que imediatamente o juiz de execução reduziu o número de presos à metade e logo na sequência, como voltassem a colocar novos presos naquele distrito policial, houve uma concessão de uma medida liminar para defensoria pública do Estado do Rio que acabou por interditar parcialmente a Polinter de Grajaú. Portanto, as medidas são no sentido de respeito à dignidade do cidadão preso, pois, afinal de contas, a única coisa que ele perdeu foi a liberdade, ele não perdeu a dignidade e outros direitos humanos que lhe são inerentes. E no plano legislativo somos absolutamente refratários a todos os tipos de medidas congressuais que implicam em aumento de penas. Essa política é uma política de resistência que a gente tem feito no CNPCP e em muitas dessas oportunidades apontando inconstitucionalidade dos projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional.

PORTAL IBCCRIM - Como a sua experiência de Professor de Direito Penal e Criminologia, bem como de advogado criminalista, o auxiliam a frente do CNPCP?

SSS - Eu acredito que a experiência é determinante porque eu entrei pela primeira vez num presídio em 1984. Portanto fui visitar um presídio antes mas entrei dentro da Casa de Detenção em 84: são vinte e cinco anos de experiência em presídios. Eu trabalhei dentro da Casa de Detenção, dentro da Penitenciária do Estado, trabalhei no presídio do Hipódromo, que foi desativado, e em vários distritos policiais e, portanto, o dado da experiência nos presídios paulistas me credenciou a conhecer um pouco e quando estou em presídio de outros Estados não cometer os erros que os neófitos cometem. Então é muito comum ter alguma experiência, por exemplo, quando a gente ouve uma denúncia dentro do presídio, jamais pode fazer com que essa pessoa que denuncia seja a única a ser ouvida, senão o que acontece muitas vezes é que quando a gente sai do presídio essa pessoa é agredida, muitas vezes torturada e espancada de tal forma que a gente tem que ter uma certa experiência até para saber como ouvir as denúncias em relação à violência que existe dentro dos cárceres e não são poucos os cárceres que tem violência. O Brasil já é processado na corte inter-americana de direitos humanos pelo caso do presídio de Urso Branco no Estado de Rondônia. Estive lá e para que se tenha uma idéia até hoje não foram apuradas as responsabilidades funcionais de quem praticou a tortura e de quem foi responsável por muitas mortes dentro do cárcere, porque misteriosamente houve um incêndio que destruiu todos os processos administrativos que estavam em curso. Então há um interesse dos Estados em alguns lugares de obstaculizar a verificação do cumprimento dos direitos humanos e o Estado da federação que é São Paulo, um dos mais importantes visto que com o maior número de presos, se negou na última gestão a divulgar quantos presos estão encarcerados. Então isso é uma verdadeira caixa preta e mostra o que a experiência pode dar da advocacia. E, por outro lado, acho que a experiência acadêmica permite encontrar os caminhos, apontar os caminhos. Eu escrevi cerca de 5 livros sobre penas, quer privativa de liberdades, quer sobre penas restritivas de direitos, e evidentemente que as experiências que outros países acerca das medidas que tiverem de ser tomadas para o enfrentamento da super população carcerária, participação em congressos internacionais, reuniões inclusive de entidades vinculadas à ONU, me permitem apresentar não só uma experiência prática como uma experiência teórica que está sendo implementada em certa medida no CNPCP. O decreto de indulto, por exemplo, tem meu envolvimento pessoal profundo, porque há linha de mitigação e minimização da intervenção punitiva - que estamos implantando dentro do Conselho.

PORTAL IBCCRIM - Por fim, prezado Professor Salomão, quais os principais desafios imediatos a serem ainda enfrentados pelo poder público brasileiro em matéria de repressão penal?

SSS - Eu acho que a grande questão que se coloca no poder público é uma conscientização de que o simples fato de se punir não é o suficiente para dissuadir o fenômeno da criminalidade, a criminalidade tem que abaixar muito mais por medidas externas à punição do que propriamente pela punição: um envolvimento comunitário no controle dos atos delituosos, o pronunciamento ostensivo dessas hipóteses, o processo de educação que ganha cursos em alguns lugares, a diminuição das disparidades sociais, todos esses fatores são mais importantes para o enfrentamento da criminalidade. E nossos operadores do direito tem o hábito de pensar que a melhor maneira de combater a criminalidade é dar pena privativa de liberdade... Isso não é verdade e eu posso citar 2 exemplos: tanto o comando vermelho, do Rio, como o primeiro comando da capital, em São Paulo, foram entidades de presos que surgiram dentro do cárcere em função do super-encarceramento, de tal sorte que se hoje a gente tem alguma criminalidade organizada, criminalidade organizada essa que decorre desta super-população carcerária, é alguma coisa que se poderia ter evitado se não se tivesse tanta pena privativa de liberdade.

 

 

 

 

31/03/2009

www.opopular.com.br

Vendedor de CDs absolvido

Marília Costa e Silva

Estado de necessidade. Essa foi a justificativa apresentada pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás para absolver o vendedor ambulante Fineias Juner Davi, de 25 anos, da acusação de violação do direito autoral. Preso, em 14 de outubro de 2007, quando comercializava CDs e DVDs piratas em uma feira em Uruaçu, a corte entendeu que ele praticou o crime apenas para prover seu sustento e o de sua família, já que não lhe restou alternativa senão o mundo do “subemprego”.

O caso de Fineias foi analisado pelo TJ porque ele havia sido condenado, por pirataria, a dois anos de reclusão pelo juízo de Uruaçu. A pena privativa de liberdade, apesar de ter sido substituída pela prestação de serviços à comunidade, não tinha como ser cumprida, já que ele é portador de deficiência visual. Em decorrência da limitação, a defesa pedia para que a pena fosse novamente transformada em prestação pecuniária, com o pagamento de um salário mínimo à Justiça. O pedido, no entanto, foi negado na primeira instância.

O relator do processo no TJ-GO, desembargador Jamil Pereira de Macedo, porém, reformou a sentença. Apesar de o acusado ter confessado o crime, o magistrado entendeu que o delito só foi praticado porque Fineias não tinha outro meio de garantir a própria sobrevivência e a de sua família. “De um lado encontra-se o direito do autor e, de outro, a necessidade de sobrevivência do jovem, que é casado e pai de dois filhos”, ponderou.

A favor do réu, o desembargador também citou o fato de Fineias ter bons antecedentes criminais. “O ato foi isolado na sua vida, pois ele estava desempregado em razão de ser deficiente visual e possuir somente 50% da visão, além de estar sobrevivendo com a ajuda de parentes”, ressaltou o magistrado.

Entretanto, Jamil ponderou que, apesar de absolver o réu, a sua decisão não deve abrir precedentes para que todos os desempregados violem a lei penal, cometendo delitos com o objetivo de obter a renda necessária à sobrevivência. “ Mas, a violação aos direitos autorais é um problema global que deve ser encarado também sob o ponto de vista social.”

 

 

 

 

31/03/2009

CONJUR

(http://www.conjur.com.br/2009-mar-31/auxilio-reclusao-pago-dependentes-segurados-baixa-renda)

TRF-2 nega pedido de auxílio-reclusão a dois menores

 

Auxílio-reclusão só é pago a dependentes de segurados de baixa renda. Foi com este fundamento que a 1ª Turma Especializada do T ribunal Regional Federal da 2ª Região negou o pedido de dois menores, representados pela mãe, que pretendiam obrigar o INSS a lhes conceder o benefício. O pedido refere-se ao período da prisão do pai dos menores.

A autarquia entrou com recurso contra a decisão de primeiro grau que havia sido favorável aos menores. Para o relator do caso, juiz federal convocado Marcelo Leonardo Tavares, o próprio Estado já observou o caráter não fundamental da prestação do referido auxílio por ocasião da reforma constitucional previdenciária de 1998.

O magistrado explicou, em seu voto, que “quando do recolhimento do segurado à prisão (em fevereiro de 2002), estava já em vigor a Emenda Constitucional 20 de 1998 e sua renda estava acima do limite de proteção do seguro previdenciário”.

Portanto, o juiz considerou que devido ao “não preenchido o requisito de limite máximo de remuneração do segurado ao conceito de baixa renda, o benefício deve ser indeferido”. A referida Emenda alterou a redação do artigo 201 da Constituição Federal para prever que a Previdência Social deve conceder os benefícios de auxílio-família e auxílio-reclusão para os dependentes de segurados de baixa renda.

Já o artigo 13 da Emenda estabeleceu que “até que a lei discipline o acesso ao salário-família e auxílio-reclusão para os servidores, segurados e seus dependentes, esses benefícios serão concedidos apenas àqueles que tenham renda bruta mensal igual ou inferior a R$ 360 que, até a publicação da lei, serão corrigidos pelos mesmos índices aplicados aos benefícios do regime geral de previdência social”.

Em relação ao auxílio-reclusão, informações do Ministério da Previdência Social confirmam que os dependentes do segurado que for preso por qualquer motivo têm o direito a receber o auxílio durante todo o período da reclusão. O benefício é pago caso o trabalhador não esteja recebendo salário, auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço.

Não há tempo mínimo de contribuição para que a família do segurado tenha direito ao benefício, mas o trabalhador precisa estar na qualidade de segurado. A partir de 1º de fevereiro de 2009, é devido aos dependentes do segurado cujo salário-de-contribuição seja igual ou inferior a R$ 752,12 independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas. O auxílio-reclusão deixa de ser pago, entre outras hipóteses, em caso de fuga do preso. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-2.

Processo 2004.51.01.526877-1

 

 

31/03/2009

Zero Hora           (http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2459519.htm)

Yeda renova promessa de milhares de vagas

Governadora diz que até o final de 2010 mais 7.220 vagas serão criadas, aliviando a pressão nas penitenciárias

Decidida a conter a maré de más notícias no sistema prisional, a governadora Yeda Crusius fez ontem mais uma promessa ousada. 

Ela pretende criar até o fim do governo um número de vagas em presídios quatro vezes maior do que o concretizado nos dois primeiros anos de gestão. Desde que tomou posse, a governadora contabiliza obras que resultaram em 1.727 vagas nos regimes fechado e semiaberto. Outras 842 estão em andamento. A meta é criar mais 7.220 até o final de 2010.

Como faria isso? Yeda acredita que é possível investir nas prisões R$ 245 milhões, mais da metade da verba prevista para a área da segurança, que recebeu o nome de Programa Estruturante Cidadão Seguro e tem orçados R$ 462 milhões até o fim do governo. Em 2009, devem ser investidos R$ 102 milhões em presídios, de acordo com os planos do Piratini.

A promessa de investir mais da metade do dinheiro da segurança em presídios não é nova. Foi feita pela governadora em 4 de março, quando lançou o programa Cidadão Seguro. O novo anúncio, feito ontem em cerimônia no Palácio Piratini, é praticamente uma resposta à série de reportagens do jornalista Daniel Scola “Uma Incursão pelo Cárcere”, veiculada pelos órgãos do Grupo RBS na semana passada. As reportagens mostraram o caos causado pela falta de vagas.

Demora atribuída a entraves burocráticos      

O certo é que, em dois anos e três meses, o governo concluiu apenas uma em cada seis vagas prisionais projetadas. Alguns presídios chegaram a ser anunciados três vezes – uma vez no governo Germano Rigotto e duas vezes na gestão Yeda Crusius – e ainda não saíram do papel. É o caso da Penitenciária para Jovens em São Leopoldo, da Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves e da Penitenciária Estadual de Lajeado. Qual a receita para fazer o ritmo da gestação de vagas quadruplicar, a partir de hoje? A governadora crê ter um trunfo na mão: verbas.

– Recursos existem, tanto dos cofres estaduais quanto de parte do governo federal, nosso parceiro em grande parte desses projetos. Isso é o mais importante. O resto são entraves a serem desfeitos. As pessoas precisam entender que preparar um presídio, com todas as etapas legais e consultivas necessárias, leva o dobro do tempo do que a obra em si – pondera Yeda.

A governadora enfatiza que a demora na construção das vagas se deve ao enorme volume de licenças necessárias (incluindo ambientais), à dificuldade de convencer as comunidades a receber os presídios, ao processo de escolha de terrenos e, acima de tudo, aos prazos de licitação que devem ser cumpridos. Ela acredita que, com dinheiro garantido, as obras agora sairão do papel.   

humberto.trezzi@zerohora.com.br

HUMBERTO TREZZI

 

 

 

 

31/03/2009

Zero Hora             (http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2459478.htm)

Os presídios lotados e a ordem pública nas ruas, por Paulo Roberto Mendes Rodrigues *

A situação das casas prisionais gaúchas tem sido tratada com vigor pela mídia gaúcha, especialmente pela RBS, onde o competente repórter Daniel Scola a desnudou com riqueza de detalhes. Enxergo tais reportagens como fundamentais, pois têm o condão de despertar reflexões. Ocorre, no entanto, que existem dois temas centrais que não têm sido tratados com igual intensidade. O primeiro se refere à repetição desse tema, que foi objeto de inúmeras outras reportagens que mostraram essa realidade à população, que, portanto, a conhece bem e não mais a encara como nenhuma novidade. O segundo que reputo como o mais importante diz respeito à causa real do vertiginoso aumento da população carcerária, que decorre diretamente do crescente número de prisões, mercê do trabalho dedicado e diuturno dos brigadianos e dos policiais civis.

Aliás, o tema insegurança dos gaúchos era tema diário e recorrente da imprensa com deletério reflexo na população desde há muito tempo. Exigia-se uma ação proativa da Brigada Militar e Polícia Civil. Isto finalmente está ocorrendo, e o resultado agora pode ser enxergado e mensurado. Prisões e mais prisões a mancheias, todo o santo dia, em progressão geométrica. Prova disto é a situação caótica do Presídio Central, que nunca antes atingiu a cifra de 5 mil delinquentes confinados. E o resultado disso se traduz na ordem pública enfim controlada. Isso é extraordinário! Perguntemos aos proprietários rurais como estão se sentindo. Por qual razão este ano devemos comemorar a segunda maior safra de grãos da história? Ora, ao invés de se preocuparem com a defesa de suas propriedades – dantes submissas a invasões criminosas –, agora a preocupação é outra, de progredir, ajudar o Rio Grande a voltar a ser um Estado de destaque que orgulhe os gaúchos.

Ainda, é bom refolhear as páginas de Zero Hora de 28/12/2008, onde o jornalista José Luis Costa fez uma competente reportagem sobre os crimes nos anos 2000. Temos ali, com certeza, a resposta para o tema. Latrocínios (-33,1%), roubos (-16,5%), furtos (-15,6%), roubo de veículos (-58,1%), tráfico de drogas (+213,6%, excelente esse índice, demonstrador de que as polícias estão apreendendo mais, resultado de uma maior proatividade) e os roubos a banco, como estão? Por que não se fala nesse assunto? Mais, a exemplo do que ocorre em nível federal, onde a segurança pública está sendo discutida na Conferência Nacional sobre Segurança Pública (Conseg), vamos criar aqui um fórum semelhante onde possamos discutir o que fazer com a superlotação dos presídios gaúchos, todos abarrotados pela capacidade operativa das diligentes polícias de nosso Estado, do Ministério Público e de nosso Judiciário. Vamos convidar palestrantes de forma plural, com ideologia pró-cidadão de bem, quem sabe o jornalista Paulo Sant’Ana, que abordou magistral e ironicamente o tema na sua coluna de sábado passado. Ao fim, conclamo os gaúchos e as gaúchas que falem em abundância sobre a situação dos presídios de nosso Estado, opinando se os querem privados ou públicos. São os novos tempos. E um “Viva” bem sonoro à ordem pública enfim restabelecida nas ruas do Rio Grande do Sul!

* Coronel da Brigada Militar

 

 

 

 

31/03/2009

Zero  Hora          (http://zerohora.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&section=Blogs&tipo=1&coldir=1&uf=1&local=1&blog=220&post=165288&site=409)

Exemplo de presídio atual

Quando escrevo sobre segurança pública, posso transmitir a ideia de que se trata de uma crítica às autoridades policiais e seus agentes, mas não é.

Sei do esforço que os policiais travam nesta quadra dramática da segurança pública, sem recursos humanos e materiais.

Mas é impossível deixar de registrar a pontualidade das ocorrências policiais que encerram assaltos, com uma frequência extraordinária.

Não há atividade humana que não seja atacada pelos assaltantes em nosso meio.

Eles roubam creches e escolas, asilos, até mesmo hospitais.

A cada dia que passa, se especializam mais os assaltantes em roubar locais excêntricos.

A última aconteceu na semana passada na Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, lá onde chega a famosa procissão.

Estavam os fiéis rezando no recinto da igreja, o sagrado recinto da igreja, quando entraram os assaltantes e anunciaram a que vieram: obrigaram os fiéis a se deitar no piso da igreja e fizeram a limpa em todos os pertences.

Quem estava de pé teve de se deitar, quem estava ajoelhado teve de se deitar. Rezou, tem que deitar.

Os assaltantes do culto fugiram a pé e foram presos por populares ou seguranças quadras depois da igreja.

Um dos assaltantes declarou que estava vagando pela cidade, à procura de pessoas para assaltar. A primeira concentração de pessoas que encontrou foi na igreja: assaltou-a, disse ele, demonstrando indícios de que estava drogado.

É assim, legiões de assaltantes saem pelas ruas à procura de vítimas para seus assaltos.

Não há polícia que baste. Os criminosos cresceram em 10.000% nas ruas. As forças policiais diminuíram em 500%: a Polícia Civil tem hoje o efetivo de pouco mais de 5 mil homens, o mesmo número de 50 anos atrás. Um absurdo!

De lá para cá, a população cresceu pelo menos em 200%.

É desigual.

Da mesma forma, quando escrevo sobre o caos prisional, ultimamente pregando a parceria público-privada nos presídios, não estou de forma alguma criticando os agentes penitenciários e as autoridades carcerárias. Eles dão tudo de si para levar adiante a sua missão.

Mas o sistema entrou em colapso.

Para dar uma ideia dos grandes serviços que prestam os agentes penitenciários, escreveu-me o administrador do Presídio Estadual de Novo Hamburgo, logo aqui, às margens da Capital.

Foram construídas no presídio de Novo Hamburgo várias melhorias, entre elas um salão multiuso, com 150 metros quadrados, que serve para a ressocialização dos presos, na qualificação de mão-de-obra prisional, educação, ensino religioso, informática etc.

Foi firmado um convênio entre o presídio e a Associação de Assistência ao Menor em Oncologia, com os apenados realizando a digitação das notas fiscais, dentro do programa estadual “A Nota é Minha”, auxiliando assim as crianças com câncer.

Além disso, todo o presídio foi cercado com tela e erigido um passeio público em torno dele, antes inexistente.

Nos fundos do presídio de Novo Hamburgo há uma horta comunitária.

Foi firmado também um convênio com a prefeitura, pelo qual se ampliou a mão-de-obra dos presos, que são agora 70 a ter atividade laboral, quando eram apenas 50.

No Presídio Estadual de Novo Hamburgo, 100% dos presidiários desenvolvem trabalho, tanto interna quanto externamente.

E o presídio de Novo Hamburgo, com todas essas exemplares realizações, é dirigido por um agente penitenciário, o sr. Ivan Carlos da Silva.

Viram como não é questão de o presídio ser público ou privado? Qualquer um dos dois sistemas pode ser exitoso. O que se precisa urgentemente é da construção de vários, inúmeros presídios.

E, importante: todos têm de ter pequena capacidade. Têm de ser muitos os presídios e poucos os detentos dentro deles, essas são a solução e a lógica penitenciária.

E o agente que dirige o presídio de Novo Hamburgo não precisa mais agora ficar aflito porque todos só falam no caos e não exaltam os bons exemplos carcerários. Foi com justiça que a Câmara Municipal esses dias concedeu-lhe homenagem por estes serviços prestados.

Parabéns.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora.

 

 

 

31/03/2009

CONJUR

(http://www.conjur.com.br/2009-mar-31/saida-crise-carceraria-agilidade-processual-nao-presidios)

Saída é agilidade processual e não novos presídios

Por Carlos Weis

No Brasil, certos assuntos têm o hábito de ressurgir de tempos em tempos. A privatização de estabelecimentos penais é um deles, motivada pela suposta incapacidade de o Estado dar conta da maré montante de presos. Neste momento, o tema parece interessar à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, além de ter sido objeto de reportagem, publicada em recente edição de revista de circulação nacional, claramente favorável à idéia.

Novamente, importa trazer algumas reflexões para, no mínimo, tornar o debate mais plural. A primeira delas refere-se à conveniência de envolver a iniciativa privada nesse ramo, pois a experiência internacional, especialmente nos Estados Unidos, revela que tais empresas acabam formando lobbies para impulsionar projetos de endurecimento das leis penais e financiar campanhas de políticos “linha dura”, tudo para que sejam condenadas mais pessoas e, consequentemente, seu negócio continue a interessar ao governo. A médio prazo, o que era solução acaba por agravar o problema da superlotação carcerária.

Outra conseqüência é que, mais e mais, a sociedade vai se esquecendo que os problemas de segurança pública podem ser resolvidos com mecanismos diferentes da prisão, como o emprego, em larga escala, das penas alternativas, que têm índices de ressocialização altíssimos, custam muito menos que os presídios e não fomentam a chamada “universidade do crime”. Mas esse não parece ser um nicho de mercado atraente para o setor privado e não vem merecendo a atenção da rentável indústria da segurança pública.

Além disso, há alguns aspectos de ordem prática a ser considerados, como a apregoada qualidade dos presídios privatizados em face das unidades públicas. O que se costuma omitir é que, no mundo todo, os presídios privados são responsáveis por, no máximo, 10% do total de encarcerados, recebendo presos selecionados, de ótimo comportamento e que ajudam a manter a cadeia em ordem. Por cláusula contratual, têm limite fixo de vagas, estando imunes à superpopulação, matriz de todos os problemas carcerários.

Ao Estado acaba sobrando, como sempre, o grosso do problema. Na verdade, há bons exemplos de presídios públicos de ótima qualidade, como é caso dos 22 Centros de Ressocialização do Estado de São Paulo, onde as condições são equivalentes às dos presídios privatizados. Portanto, a privatização somente poderia ser aceita se fosse capaz de dar conta de todo o sistema, com suas 150 unidades penais, o que é economicamente inviável.

Então, o que fazer? Segundo o Poder Judiciário do Estado de São Paulo, para informatizar todos os processos de cumprimento de pena seriam necessários, num primeiro ano, R$ 70 milhões, gerando uma economia de R$ 100 milhões ao governo do Estado, ao fazer com que os presos de bom comportamento pudessem deixar os presídios nos prazos legais, abrindo vagas para novos condenados.

Iniciativas recentes comprovam que a saída para a crise carcerária é agilidade processual e não a construção de novos presídios. A recente atuação de uma força-tarefa de juízes paulistas, ao proferir 8.477 decisões, libertou 2.775 pessoas (32,7%). O mesmo vem ocorrendo com os mutirões promovidos pelo Conselho Nacional de Justiça nos quais o índice de colocação de presos em liberdade gira em torno dos 20%.

Fica claro, então, que a superlotação prisional decorre muito mais da lentidão processual que da falta de vagas, sendo mais racional investir em tecnologia do que em grades e muros. Veja-se que com a quantia necessária à informatização seria possível construir apenas três penitenciárias.

Por isso, o envolvimento da iniciativa privada na construção de novos presídios apenas contribuirá para drenar os recursos públicos neste campo, evitando que estes sejam usados para criar soluções estruturais duradouras.

Se a iniciativa privada estiver interessada em contribuir com as penas alternativas e na informatização da execução penal, que seja bem-vinda. Mas a sociedade precisa ficar atenta para o envolvimento de interesses poderosos na construção de políticas equivocadas para a segurança pública.

 

 

31/03/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52749)

Susepe doa cadeiras de rodas para Polícia Civil

 

A Polícia Civil receberá da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe), nesta quarta-feira (1º/04) às 8 horas, a doação de 10 cadeiras de rodas confeccionadas por detentos da Penitenciária Odenir Guimarães (POG), em oficina instalada no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. As cadeiras, 5 para transporte e 5 adaptadas pra higienização, serão encaminhadas para a Gerência de Administração e Finanças da polícia.

Na produção das cadeiras de rodas estão empregados 30 presos do regime fechado, que recebem um salário mínimo por mês e a remição da pena (um dia a menos na pena para cada três dias trabalhados). O material utilizado era de bicicletas apreendidas pela polícia e doadas para a Susepe. Cerca de 80 cadeiras de rodas são fabricadas por mês. A produção é doada para hospitais, como Hospital Geral de Goiânia (HGG) e Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO); e entidades filantrópicas.

 

 

 

31/03/2009

SUSEPE (http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=52748)

Parceria formará cozinheiros entre presos de Caldas Novas

 

A partir desta terça-feira (31/03), os presos da Cadeia Pública de Caldas Novas farão parte do projeto Fazendo Acontecer, da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O objetivo é a profissionalização do preso e seu encaminhamento ao mercado de trabalho, que será realizado em parceria com a Secretaria de Ação Social da cidade e com o Sistema Nacional de Empregos (SINE). Uma reunião marcada para esta tarde na sede da UEG em Caldas, a partir das 15 h, definirá o início das atividades, previsto para a próxima semana.

A ação assistencial será realizada por coordenadores pedagógicos e alunos do curso de Gastronomia, que ministrarão aulas teóricas como ética, cidadania, noções de higiene e trabalho em equipe; e práticas de gastronomia, para a formação de cozinheiros. As aulas serão desenvolvidas em turmas de cinco alunos. Depois que concluírem o curso, os participantes serão cadastrados no SINE, para o encaminhamento ao mercado de trabalho.

De acordo com o diretor da cadeia, Alexandre Fidelis Rosa, a parceria será muito benéfica para a reinserção social do preso. “Temos um mercado desenvolvido nas áreas de turismo e hotelaria. Oferecer profissionalização nessas áreas potencializa as chances do preso conseguir um bom emprego”, explica o diretor.

 

 

 

 

31/03/2009

SAP (http://www.sap.sp.gov.br/common/noticias/0400-0499/not425.html)

Centro de Ressocialização de Araçatuba no combate ao alcoolismo