Clipping –
03/04 a 10/04/2009
PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL/CNBB
Pastoral Carcerária Nacional - Assessoria de Comunicação PCrN - Alter Comunicare
Clipping, produzido
pela Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional/CNBB, em
parceria com a Alter Comunicare, pretende oferecer aos associados uma visão
panorâmica do que diz a imprensa sobre temas relacionados à questão prisional
em todo o Brasil e em outros países. As matérias reproduzidas neste clipping
não refletem, necessariamente, a posição da Pastoral Carcerária, mas têm o
objetivo de informar e incentivar o debate público. O clipping está sujeito a
omissões involuntárias de notícias e conta com a colaboração de todos para o
envio de outras notícias com a citação da fonte e data de publicação para o
endereço imprensa@carcerária.org.br.
SUMÁRIO
Novo Pacto é
assinado por chefes da República
Lula,
Mendes, Sarney e Temer lançam pacto antiabuso na segunda
Gilmar
Mendes cobrou ação dos três Poderes ao falar sobre abusos da Polícia Federal
Selo
pode certificar a qualidade da polícia
Recuperandos
fazem curso da EMATER
Presos
de MG, RS e AM são transferidos para o Paraná
SAP
cria a Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania
HCTP
II de Franco da Rocha prepara futuros egressos
1ª
Conseg abre espaço para publicação de artigos
1ª
Conseg define novos seminários temáticos
Ex-escolas
poderão abrigar presos
'Pela primeira vez o Estado inclui a
questão de gênero nos planos de construção de presídio'
Londrina
foi a cidade do país que mais realizou conferências livre - afirmou Atahualpa
Coelho
Resolução
reforça norma sobre uso de celular no interior de unidades
Cidade
com cadeia medieval e Fórum de R$13 milhões
Corregedores
estipulam metas ambiciosas
10/04/2009
CONJUR
http://www.conjur.com.br/2009-abr-10/pacto-assinado-pelos-tres-poderes-acabar-abusos-policiais
Novo Pacto é assinado por chefes da República
Um novo Pacto Republicano será firmado nesta segunda-feira (13/4) pelos
chefes dos três Poderes do país, os presidentes da República, Luís Inácio Lula
da Silva, do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, do Senado
federal, José Sarney (PMDB-AP) e da Câmara dos Deputados, Michel Temer
(PMDB-SP). A proposta prevê medidas que deem maior proteção aos Direitos
Humanos, acelere os trabalhos da Justiça e aumente o acesso da população ao
Judiciário.
A proposta, que pretende acabar com o "Estado
policialesco" e a "república da grampolândia", expressões
repetidas à exaustão depois dos últimos episódios envolvendo exageros na
atuação da polícia e grampos telefônicos autorizados ou não pela Justiça,
nasceu de manifestações de descontentamento do presidente do Supremo, ministro
Gilmar Mendes e do presidente Lula em relação à "pirotecnia" e às
atuações semelhantes às de "gângsters" dos policiais. Ao julgar um
recurso, em julho do ano passado, que envolvia abuso de policiais e vazamento
de informações à imprensa para pressionar autoridades, o ministro afirmou: "Que
tipo de terrorismo lamentável, que coisa de gângster. Quem faz isso, na
verdade, não é agente público, é gângster", segundo reportagem publicada
nesta sexta (10/4) pelo jornal O Estado
de S. Paulo. Uma semana depois da declaração do ministro, a
Operação Satiagraha foi desencadeada pela Polícia Federal, mostrando, diante
das câmeras dos jornalistas, a prisão do ex-prefeito paulistano Celso Pitta e
do investidor Naji Nahas, algemados.
O pacote de medidas tornará crime, por exemplo, o uso exagerado de
algemas e a exposição indevida de presos. Passarão a ser punidos os delegados
que negarem aos advogados de investigados acesso aos autos, ou autoridades que
mantiverem presos em local inadequado, sem instauração de inquérito ou por mais
tempo do que deveriam. Cidadãos que se sintam prejudicados pelas autoridades
policiais poderão recorrer diretamente à Justiça, sem passar pelo Ministério
Público. A proposta será assinada no Palácio Buriti, em Brasília, às
11h30.
O pacto, que ganhou o nome de "Pacto Republicano de
Estado por um Sistema de Justiça mais Acessível, Ágil e Efetivo", é a
segunda iniciativa conjunta dos três Poderes para otimizar o trabalho da
Justiça. A primeira ocorreu em 2004, após a promulgação da Emenda
Constitucional 45, que trouxe a Reforma do Judiciário. Com a criação da
Secretaria de Reforma do Judiciário no Ministério da Justiça, o Poder Executivo
passou a articular propostas de aperfeiçoamento normativo e de acesso à
Justiça.
Segundo o novo acordo, haverá reclusão de seis meses a dois anos
para o policial que, sem necessidade, mantiver algemado o acusado de crime que
não oferecer risco. A pena é a mesma para a autoridade que, durante uma
abordagem, negar-se a se identificar. Delegados que não derem aos advogados de
investigados o acesso aos autos, ou autoridades que mantiverem presos em local
inadequado, sem instauração de inquérito, ou por mais tempo do que o devido,
também serão punidos.
Também estão previstas punições específicas para crimes praticados
por milícias e grupos de extermínio — grande parte formados por policiais.
Outras mudanças atingirão as leis de interceptações telefônicas e de
improbidade, a dinâmica de edição de medidas provisórias, e melhorias na
Defensoria Pública. O texto integral deve ser encaminhado ao Congresso
ainda no primeiro semestre.
Os objetivos expressos do pacto são:
- Adotar novas regras para grampos telefônicos a fim de evitar
violação aos direitos fundamentais
- Alterar a legislação relativa ao abuso de autoridade para
responsabilizar os agentes e servidores públicos por violações aos direitos
fundamentais
- Atualizar a legislação que regula o funcionamento das comissões
parlamentares de inquérito para evitar abusos por parte de deputados e
senadores em depoimentos e para garantir que a CPI manterá o foco da
investigação
- Alterar o Código Penal para tipificar os crimes praticados por
grupos de extermínio ou milícias privadas
- Rever a legislação para permitir a venda antecipada de bens
apreendidos pela Justiça que pertenciam ao crime organizado ou a acusados de
lavagem de dinheiro
- Regular o uso de algemas para que não haja violação ao princípio
da dignidade da pessoa humana.
- Aperfeiçoar o Programa de Proteção à Vítima e Testemunha, para
maior segurança e assistência ao beneficiário da proteção
- Dar mais efetividade ao pagamento de precatórios pela União,
pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios
- Regulamentar a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal
autorizar a intervenção em Estados e no Distrito Federal no caso de
desobediência a ordem ou decisão judicial
- Regulamentar o processo e o julgamento da ação direta de
inconstitucionalidade por omissão
- Normatizar a convocação de juízes para instrução de ações penais
originárias nos tribunais superiores
- Rever normas processuais para agilizar o julgamento de ações e
coibir os recursos protelatórios
- Revisão da legislação referente à cobrança da dívida ativa da
Fazenda Pública
- Dar eficácia executiva aos acordos e às decisões dos Procons
- Mudar a Lei de Improbidade Administrativa para dar maior
eficácia na recuperação de ativos, aprimorando a gestão da administração
pública e prevenindo ações indevidas e malversação de recursos públicos
- Criar colegiados para julgamento em primeiro grau de
organizações criminosas para trazer garantias adicionais aos magistrados
- Instituir uma nova disciplina constitucional para medidas
provisórias
- Fortalecer a Defensoria Pública
- Instituir os Juizados Especiais da Fazenda Pública nos Estados e
no Distrito Federal para processar, conciliar e julgar causas cíveis, de pequeno
valor, de interesse dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.
10/04/2009
O Estado de São Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090410/not_imp352837,0.php
Lula, Mendes, Sarney e Temer lançam pacto antiabuso
na segunda
Felipe Recondo, BRASÍLIA
Os presidentes dos três Poderes vão firmar na segunda-feira um
pacto com medidas que visam a coibir o que foi denominado nos últimos meses de
"Estado policialesco" e "república da grampolândia". As
recentes polêmicas envolvendo ações da Polícia Federal, grampos telefônicos
autorizados ou não pela Justiça e acusações de abusos cometidos durante
investigações geraram um pacote com medidas que tornarão crime, por exemplo, o
uso exagerado de algemas, a exposição indevida de presos e outros excessos
cometidos por agentes do Estado em operações policiais.
Dentre as propostas dessa agenda conjunta está um projeto em fase
de conclusão no Ministério da Justiça que punirá com reclusão de 6 meses a 2
anos o policial que, sem necessidade, mantiver algemado o acusado de crime que
não oferecer risco. A mesma pena valerá para o policial que, durante uma
abordagem, negar-se a se identificar. A proposta também punirá delegados que
neguem aos advogados de investigados acesso aos autos ou autoridades que mantiverem
presos em local inadequado, sem instauração de inquérito ou por mais tempo do
que deveriam, os acusados de crime.
A proposta permitirá ainda que o cidadão que se sentir vítima de
um abuso recorra diretamente à Justiça, sem necessidade de auxílio do Ministério
Público, para punir o responsável pela prática. Esse texto, preparado por uma
comissão de juristas convidados pelo governo, deve ser encaminhado ao Congresso
ainda neste semestre.
No pacote, os presidentes dos três Poderes incluíram também
mudanças na lei que trata das comissões parlamentares de inquérito. Dois são os
objetivos centrais: evitar abusos eventualmente cometidos por deputados e
senadores durante depoimentos, como ameaças de prisão e pressões indevidas
sobre investigados, e garantir que as apurações mirem com precisão um fato
determinado.
MILÍCIAS
Há também projetos para tipificação, no Código Penal, de crimes
praticados por grupos de extermínio ou milícias privadas, para revisão da lei
que trata de interceptações telefônicas e para estabelecer parâmetros objetivos
para o uso de algemas, além de propostas para melhorar as defensorias públicas,
de revisão da Lei de Improbidade e de mudança da legislação que trata das
medidas provisórias.
O Pacto Republicano de Estado por um Sistema de Justiça mais
Acessível, Ágil e Efetivo é anunciado semanas depois de o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva cobrar da PF o fim da "pirotecnia" em suas
operações. Em discurso recente feito aos policiais federais, Lula pediu
discrição nas ações. "Podem ter certeza de uma coisa: tem gente que acha
que ser importante é aparecer na capa de jornal, dar entrevista na televisão,
fazer pirotecnia e dar entrevista no rádio", afirmou ele, sem citar nomes.
"O importante é a gente ser visto com respeito e ser olhado como justo,
como quem não tenta tirar proveito da autoridade policial."
O texto de seis páginas será assinado por Lula e pelos presidentes
do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, da Câmara, Michel Temer
(PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP). No documento, firmam compromisso
para garantir três objetivos: acesso universal à Justiça, "especialmente
dos mais necessitados", processos mais rápidos e eficientes e maior
efetividade do sistema penal no combate à violência e criminalidade.
Para perseguir essas metas, será criado um comitê com integrantes
dos três Poderes. Eles trabalharão para acelerar a aprovação de projetos que já
tramitam no Congresso, ampliar iniciativas de mediação e conciliação que podem
evitar que conflitos simples acabem no Judiciário, estruturar órgãos de
controle interno e ouvidorias na Justiça e buscar recursos orçamentários para a
execução dessas propostas.
10/04/2009
O Estado de São Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090410/not_imp352845,0.php
Gilmar Mendes cobrou ação dos três Poderes ao falar
sobre abusos da Polícia Federal
Felipe Recondo, BRASÍLIA
Uma declaração polêmica do presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF), ministro Gilmar Mendes, desencadeou uma mobilização de Executivo,
Legislativo e Judiciário pelo chamado pacto republicano. O alvo do presidente
do STF era a Polícia Federal e o vazamento truncado de informações para
constranger autoridades, além de supostos abusos cometidos em operações
policiais.
"Que tipo de terrorismo lamentável, que coisa de gângster.
Quem faz isso, na verdade, não é agente público, é gângster'', afirmou o
presidente do STF em julho do ano passado.
Já naquela época, Mendes também discutiu com os presidentes da
Câmara e do Senado mudanças na legislação, com o intuito de coibir abusos, dar
mais agilidade aos processos judiciais e desafogar o Judiciário.
Uma semana depois da entrevista, a PF deflagrou a Operação
Satiagraha, que levou algemados à prisão, diante das câmeras de TV, o
ex-banqueiro Daniel Dantas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Logo
depois, Mendes concederia o habeas corpus para libertar Dantas e os demais
investigados.
Viriam, em seguida, as informações, ainda não confirmadas, de que
o presidente do STF foi alvo de grampos telefônicos executados ilegalmente pela
Polícia Federal - ou por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O caso levou Mendes a se reunir, no Palácio do Planalto, com o presidente Lula
e o ministro da Justiça, Tarso Genro, para pedir providências enérgicas para coibir
abusos eventualmente cometidos por agentes do Estado.
Firmava-se ali um compromisso, o pacto republicano. De lá para cá,
enquanto o governo discutia os termos do pacote, Gilmar Mendes, o STF e o
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ele preside, se anteciparam. O CNJ
aprovou uma regra para evitar interceptações telefônicas indiscriminadas. Os
ministros do STF aprovaram duas súmulas vinculantes para evitar excessos no uso
de algemas e garantir o acesso de advogados aos autos de uma investigação.
09/04/2009
PNUD
CONSEG
Selo pode certificar a qualidade da polícia
Perícia deve firmar acordo com o
INMETRO para avaliar qualidade dos serviços; avaliação pode ser estendida a
outros setores da segurança
Um selo de qualidade pode ser criado para colocar em teste a
atuação da polícia no Brasil. A proposta ainda não foi formalmente apresentada
pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), mas está sendo incentivada
pelo setor de perícia. Se confirmada, critérios para avaliação de todo o
serviço de segurança serão criados e será possível saber quais unidades
policiais têm nível de qualidade considerado bom. No setor de perícia, um
convênio entre os dirigentes em todos os Estados e o INMETRO (Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), foi acordado e
deve ser oficializado neste mês.
Os peritos deverão criar um selo específico para a área ainda
neste ano e, em 2010, começariam as primeiras certificações pelo INMETRO.
"Entendemos que a sociedade deve saber qual a qualidade do serviço que
estão prestando a ela", diz o coordenador do Ministério da Justiça para
perícia forense, Wagner Barroso. "A perícia está fazendo o seu dever de
casa e queremos levar essa lição para outras áreas", completa. Apesar de
confirmada a parceria, o INMETRO preferiu não comentar o projeto.
A Senasp ainda estuda como levar a proposta para as outras áreas.
É possível que ela seja divulgada durante a 1ª Conseg (Conferência Nacional de
Segurança Pública), um evento de participação pública cuja etapa nacional
ocorre
Não é prevista nenhuma forma de punição para quem não estiver nos
conformes, mas Barroso diz que a criação de selos de qualidade vai provocar
aumento na exigência aos policiais. "Todos vão ter que seguir, a sociedade
vai cobrar o selo", conclui.
No caso da perícia, diz Barroso, as atividades mais básicas já
terão um procedimento aprovado na Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) até 2010. Como a atuação do perito envolve áreas diversas, seria preciso
tempo para que documentos de temas mais específicos fossem concluídos. Algumas
das divisões da perícia são o setor criminal (em que há exames do local de um
crime, de armas utilizadas), o de laboratório (análises de DNA e químicas) e a
papiloscopia (coleta e comparação de impressões digitais).
A certificação deverá envolver tanto a integridade de equipamentos
e produtos químicos envolvidos nessas análises, como a capacitação dos peritos
e a adequação de seu local de trabalho. Assim, seria possível saber se as
conclusões sobre um crime foram feitas por uma equipe bem avaliada ou não.
"Ao final, vai ter norma técnica para tudo, até para redação de relatos
periciais, porque hoje você lê e pensa que está escrito em polonês",
afirma Barroso.
O coordenador critica as diferenças de métodos periciais de um
Estado para outro e acredita que as normas vão permitir com que o nível seja
mais uniforme. De acordo com ele, até mesmo dentre os setores da perícia a
qualidade - são raros os que têm métodos mais bem definidos. É o caso dos
exames de DNA, cujos procedimentos escritos incluem detalhes do tipo: como
coletar amostras, de que maneira identificá-las e quando descartá-las.
Fonte: Pnud Brasil
09/04/2009
Jornal
Recomeço
http://jornalrecomeco.blogspot.com/
Recuperandos fazem curso da EMATER
Extensionistas Cimar Onofre Barbosa, Osvaldo Pinto
Nogueira com recuperandos diplomados e membros da APAC de Leopoldina
No dia 02 de abril de
Este é o segundo
treinamento realizado sobre a implantação de hortas e preservação do Meio
Ambiente. Os recursos utilizados foram do Programa Minas Sem Fome,
que é um programa estruturador do Governo do Estado de Minas Gerais, e que tem
também a parceria das Prefeituras Municipais, cabendo a EMATER-MG a
responsabilidade pela gestão e aplicação dos recursos.
Além dos cursos
que são administrados pelos extensionistas da EMATER-MG, os
recuperandos vem recebendo também adubos, sementes de feijão, milho e
hortaliças, onde a produção é utilizada para enriquecer a alimentação e ainda
proporcionar a comercialização dos excedentes da produção.
A equipe local da
EMATER-MG vem prestando acompanhamento técnico na implantação e condução da
horta e já negociou com a diretoria da APAC ainda este ano a realização de um
curso sobre produção de plantas medicinais.
Todas essas ações desenvolvidas têm como objetivo
criar alternativas de ocupação, elevação da auto-estima e proporcionar mecanismos
de profissionalização dos recuperandos.
Notícia publicada também no Jornal Leopoldinense
09/04/2009
MJ
http://www.mj.gov.br/depen/data/Pages/MJFB3ADAA8ITEMIDEB2E7B0582B64AF8A696F13F349CABAAPTBRIE.htm
Presos de MG, RS e AM são transferidos para o Paraná
Brasília, 09/04/09 (MJ) – Em mais uma ação de combate ao crime
organizado e prevenção de eventos críticos nas penitenciárias estaduais, o
Ministério da Justiça remanejou, na tarde desta quinta-feira (9), quatro
líderes de facções criminosas de seus estados de origem para a Penitenciária
Federal de Catanduvas (PR).
Dois são de Minas Gerais, um do Rio Grande do Sul e outro do
Amazonas – todos contribuíam para confrontos com outros presos dentro dos
presídios. A operação contou com o apoio da Polícia Federal, de agentes
penitenciários federais e da Força Aérea Brasileira (FAB).
Criado há quase três anos, o Sistema Penitenciário Federal (SPF)
recebeu, até hoje, 986 pedidos de transferência, dos quais 912 foram
autorizadas. Hoje, as duas penitenciárias federais – em Catanduvas (PR) e Campo
Grande (MS) – abrigam 263 detentos (veja quadro abaixo).
Estrutura do Sistema Federal
Os dois estabelecimentos penais federais foram inaugurados em 2006, pelo
Ministério da Justiça, para abrigar presos de alta periculosidade que possam tumultuar
o ambiente dos presídios, ser vítimas de atentados e tentativas de resgate ou
que estejam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
Exemplo positivo para outros países, as unidades contam com modernos
equipamentos de segurança, como, aparelhos de Raio-X, de coleta de impressão
digital, detectores de metais e câmeras que monitoram os detentos 24 horas por
dia. As imagens são transmitidas em tempo real para uma sala de controle na
penitenciária, para a Superintendência da Polícia Federal do estado e para a
Central de Inteligência Penitenciária do Depen, em Brasília.
Todas as pessoas que entram nas unidades penais são revistadas e não há contato
direto do detento com os advogados – eles ficam separados por um vidro e
monitorados por câmeras durante o encontro.
As celas possuem
Número de presos no Sistema
Penitenciário Federal:
|
Estados |
Catanduvas |
Campo Grande |
|
AC |
0 |
10 |
|
AL |
1 |
8 |
|
AM |
6 |
18 |
|
AP |
0 |
0 |
|
BA |
1 |
0 |
|
CE |
0 |
13 |
|
DF |
0 |
1 |
|
ES |
5 |
3 |
|
GO |
2 |
9 |
|
MA |
0 |
6 |
|
MT |
11 |
8 |
|
MS |
23 |
11 |
|
MG |
2 |
1 |
|
PA |
18 |
19 |
|
PB |
0 |
1 |
|
PR |
1 |
3 |
|
PE |
23 |
0 |
|
PI |
0 |
0 |
|
RJ |
11 |
15 |
|
RN |
1 |
9 |
|
RS |
0 |
1 |
|
RO |
0 |
5 |
|
RR |
0 |
0 |
|
SC |
6 |
9 |
|
SP |
2 |
0 |
|
SE |
0 |
0 |
|
TO |
0 |
0 |
|
Total |
113 |
150 |
09/04/2009
SAP
http://www.sap.sp.gov.br/common/noticias/0400-0499/not429.html
SAP cria a Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania
Novo órgão foi
instituído no lugar do DRSP
O que era o antigo Departamento de Reintegração Social
Penitenciário (DRSP) dá lugar à Coordenadoria de Reintegração Social e
Cidadania. Quem se beneficia com a mudança? Todos os prestadores de penas
alternativas, além dos milhares de egressos, que deixam o sistema penitenciário
diariamente.
A mudança foi definida no Diário Oficial do Estado de São Paulo do
dia 17/2, cujo Decreto nº 54.025 cria e organiza na SAP a mais nova
Coordenadoria.
Em comunicado, o então diretor do DRSP Mauro Rogério Bitencourt
comemora a mudança, com uma previsão bastante otimista do desenvolvimento dos
trabalhos. “A Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania é hoje uma
realidade graças ao empenho de pessoas que sempre acreditaram nos ideais da
reintegração social”.
Números
Nos últimos dois anos, o DRSP atendeu 35 mil usuários. Só nas
Penas Alternativas, foram por volta de 13 mil prestadores.
O Atendimento ao Egresso foi responsável por 17 mil atendimentos, além
de 5 mil familiares que também foram beneficiados.
A expectativa da mais nova Coordenadoria da SAP é que os números
só venham a crescer com a mudança, através das equipes da sede em São Paulo,
além de todas os núcleos e centrais distribuídas pelo interior.
Como conclui Bitencourt, “a criação da Coordenadoria de
Reintegração Social e Cidadania nos permitirá vencer desafios ainda maiores em
prol da mudança da condição social da vulnerável população com a qual estamos
comprometidos”.
09/04/2009
SAP
http://www.sap.sp.gov.br/common/noticias/0400-0499/not428.html
HCTP II de Franco da Rocha prepara futuros egressos
Atividades ao longo do
ano auxiliam pacientes no retorno ao convívio social
Cerca de 250 pessoas, entre funcionários e pacientes, do Hospital
de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP – II) de Franco da Rocha
participaram de uma palestra realizada no dia 9/3, no pátio da unidade, pelo
médico do Hospital das Clínicas de São Paulo, Dr. Fábio José Beits. O evento
faz parte de uma série de atividades que ocorrerão na unidade hospitalar,
voltados para o preparo dos pacientes ao convívio com a sociedade.
O encontro contou com as presenças do coordenador de saúde do sistema
prisional, Paulo César Sampaio, da diretora do HCTP I; Odete Maria Vieira
Lanzote; Zolaina Souza Matos, diretora interina do HCTP II; Rosana da Conceição
Souza Pontes, socióloga responsável pelo projeto; Gino Sérgio Dantas,
representante da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania (CRSC) da
Secretaria da Administração Penitenciária (SAP); Fábio José Beites e Rafael
Bernadoni Ribeiro, ambos do Núcleo de Psiquiatria Forense (Nufor) do HC; além
de funcionários e pacientes.
Um dos destaques foi a participação do voluntário Perpétuo Joaquim
Rodrigues. Ele desenvolve um trabalho há cerca de 20 anos com os internos do
hospital e trata justamente de alcoolismo. Ele próprio admite ser ex
alcoolatra. “Neste ano recebo a medalha em comemoração aos 30 anos de
sobriedade”, diz orgulhoso.
A idéia da palestra surgiu de um projeto piloto, que será
desenvolvido ao longo desse ano com os pacientes que já têm direito a sair do
hospital, como etapa do tratamento. O HCTP II é uma unidade de desinternação e,
por conta dessa característica, alguns internos passam determinados períodos
com a família e retornam à unidade. As saídas são autorizadas judicialmente,
após serem submetidos à avaliação de uma junta que inclui médicos, psicólogos,
assistentes sociais, profissionais da área de segurança e diretoria do
hospital.
Há pontos específicos que serão trabalhados no período, com o
objetivo de estimular o interesse dos pacientes em participar das oficinas e
grupos terapêuticos. Serão desenvolvidas ações voltadas aos familiares ou
responsáveis – por ser essencial à constituição de vínculos afetivos,
fundamentais à compreensão e aceitação do transtorno mental – o que garante a
continuidade do tratamento após a desinternação.
Os trabalhos serão voltados, fundamentalmente, à prevenção de
recaídas, comuns nos ex-usuários de drogas e álcool, além de criar condições
para que o paciente possa resgatar a autoestima, autonomia e direito pleno à
cidadania.
Tratamento específico
O projeto vai oferecer tratamento especializado a pacientes com
diagnóstico ou histórico de uso de álcool e drogas. As ações serão realizadas
em parceria com a rede pública de saúde – especialmente na área de saúde mental
– para apoio terapêutico, tanto nos períodos de visitas domiciliares, como em
desinternação condicional. A intenção é construir redes integradas de atenção
aos usuários de álcool e drogas.
“As famílias já têm o hábito de comunicar eventuais
intercorrências com os pacientes – quando estão no período de visitação – como
suspensão do uso de medicamentos ou surtos” explica Pontes. “Esses comunicados
são importantes para que seja feita nova avaliação e tomadas as devidas
providências, quando do retorno à unidade”, pontua.
“O projeto será avaliado a cada três meses e esperamos que em
novembro tenhamos alcançado os objetivos”, lembra Souza Matos. “Sei que não
vamos atingir 100%, mas a perspectiva é abranger o maior número de pessoas e os
envolvidos tenham alto grau de satisfação”.
08/04/2009
CONSEG
1ª Conseg abre espaço para publicação de artigos
Com o intuito de fomentar a discussão sobre Segurança Pública e
traçar diretrizes de uma política nacional para o setor, a 1ª Conferência
Nacional de Segurança Pública (Conseg) abre espaço para a publicação de artigos
no seu portal.
A elaboração dos artigos representa mais uma ferramenta
democrática no âmbito da 1ª Conseg, destinada a exposição de idéias,
questionamentos e a troca de experiências regionais, que vêm apresentando
resultados positivos. Como crítério de publicação, os textos devem ser
baseados nos eixos temáticos, contidos no texto-base, que são
norteadores para a realização da conferência.
Mato Grosso do Sul já possui um artigo publicado no portal da
Conseg, que foi elaborado pela sargento da Polícia Militar, Ana Paula Cândida
de Souza , entitulado "Direitos dos Humanos: educar é preciso".
Publicação
Os interessados em divulgar seus artigos em site nacional, deverão encaminhar a
obra, devidamente revisada em formato word ou pdf, para o e-mail marcelo.paiva@conseg.gov.br
, porém, antes da publicação os textos serão avaliados pela
Coordenação Geral ou pela a Secretaria Executiva. Vale lembrar que não haverá
edição ou censura dos textos, mas eles deverão seguir a linha proposta pela
conferência.
Acesse aqui os artigos publicados
(http://www.conseg.gov.br/index.php?option=com_docman&Itemid=97)
Fonte: Secretaria de Segurança
Pública do MS.
08/04/2009
CONSEG
1ª Conseg define novos seminários temáticos
Uma das estratégias de mobilização da 1ª Conferência Nacional de
Segurança Pública (Conseg) é realizar seminários temáticos. O objetivo é reunir
especialistas para aprofundar o debate sobre assuntos como política criminal e
aplicação de penas alternativas. Até agora, a 1ª Conseg já aprovou a realização
de sete seminários.
Os últimos temas definidos foram: "Uso progressivo da força
letal"; "Reflexão sobre a investigação brasileira através do
inquérito policial"; "Controle das armas de fogo e munições" e
"Prevenindo homicídios". Os assuntos foram aprovados na sexta-feira
(3), em Vitória (ES), durante reunião da Comissão Organizadora Nacional (CON), instância
máxima deliberativa da 1ª Conseg.
Os outros seminários previstos são "Mídia e segurança
pública"; "Política Criminal" e "Penas e Medidas
Alternativas". Cada uma dessas atividades resultará numa publicação
impressa. Os cadernos serão lançados na etapa nacional da Conferência, de
Qualquer instituição pode propor um seminário temático à 1ª
Conseg. O prazo para apresentar sugestões à coordenação executiva da Conferência encerra dia
8 de maio e o evento deve ser programado para ocorrer até 31 de junho.
O primeiro seminário da série é "Prevenindo homicídios".
Organizado pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Polícia Civil do Distrito
Federal, o evento está marcado para o período de
Mais informações sobre os seminários temáticos pelo e-mail luciane.moraes@mj.gov.br
07/04/2009
Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2467707.htm
Ex-escolas poderão abrigar presos
O governo gaúcho estuda abrigar presos em imóveis desativados do
Estado, entre eles escolas estaduais.
A Superintendência dos Serviços Penintenciários (Susepe) tenta colocar em
prática um projeto de utilização desses prédios públicos para diminuir o
déficit de vagas no sistema carcerário, que atualmente chega a 10 mil. O alto
escalão do governo estadual admite o uso dos espaços, desde que os prédios
tenham condições de atender às necessidades técnicas exigidas.
– Existe um levantamento de todos os imóveis do Estado que está 70% pronto. Se
tiver um prédio, seja ele qual for, que possa se transformar num albergue, por
que não? – aponta o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel.
Desde o ano passado, a Susepe rastreia estruturas que possam servir para a
instalação de albergues para apenados do regime semiaberto. O uso de espaços já
existentes reduziria em cerca de 50% os custos com obras na comparação com uma
cadeia nova. A superintendência tenta encontrar prédios fora de uso, e as
escolas antigas aparecem como as estruturas ideais para receber essas unidades.
Segundo a assessora técnica da Susepe, Maria Antonieta Felippetto,
responsável pela execução do projeto, a lista de imóveis desativados é
repassada pela Secretaria de Administração e Recursos Humanos. A partir disso,
sua equipe visita todos os locais e verifica a viabilidade de uso. Se o prédio
é aprovado pelos técnicos, a Susepe encaminha ofício ao setor de Patrimônio,
pedindo o repasse da área. Ela ressalta, entretanto, que os municípios precisam
aprovar a proposta.
– Esta é a nossa maior dificuldade: convencer os moradores. Eles
precisam ter a consciência de que uma prisão não é sinônimo de criminalidade, muito
pelo contrário, a tendência é diminuir os índices – afirma.
Nos últimos meses, a Susepe já identificou área propícias para
albergues em escolas de Canoas e de Taquari, mas a resistência dos moradores
travou as iniciativas. Em Taquari, o governo planejava criar a Colônia
Terapêutica Penal, um local destinado a tratar apenados viciados em álcool e
drogas. Em Canoas, a escola desativada ficava próximo à nova sede do colégio,
fato que gerou uma reação contrária à proposta por parte da comunidade escolar.
Uma ex-escola de uma pequena cidade na região das Missões deverá
ser o primeiro albergue do novo modelo. A asssessora, que preferiu manter em
segredo o nome do município, disse que o processo está bem adiantando, mas que
ainda precisará de um aval do governo.
A possibilidade do repasse de benefícios às prefeituras que
aceitem criar casas prisionais em seus municípios, aventada pelo governo na
semana passada, poderá reforçar o projeto.
Mariza Abreu, secretária da Educação, disse ontem que ainda não
havia recebido nenhum comunicado oficial sobre a ideia do governo de
transformar escolas desativadas em albergues para presos.
A notícia do projeto, no entanto, não surpreendeu a presidente do
Cpers-Sindicato, Rejane de Oliveira.
– Quando anunciaram que iriam fechar as escolas, no ano passado,
nós já dizíamos. Quanto mais escolas se fecham, mais presídios se abrem. Isso
só comprova as escolhas erradas deste governo – criticou a dirigente.
gustavo.azevedo@zerohora.com.br
07/04/2009
O Estado de São Paulo
http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup335242,0.htm
'Pela primeira vez o Estado inclui
a questão de gênero nos planos de construção de presídio'
O Estado de S.Paulo
MICHAEL
MARY NOLAN, ADVOGADA, MEMBRO DO CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA
E RELIGIOSA DO INSTITUTO DAS IRMÃS DA SANTA CRUZ
Penso que vocês já devem ter recebido a notícia de que oito presídios femininos
vão ser construídos no Estado de São Paulo. Estamos ao mesmo tempo alegres e
tristes. Alegres porque pela primeira vez o Estado inclui a questão de gênero
nos seus planos de construção de presídios. Até agora os estabelecimentos
femininos eram presídios masculinos adaptados. A planta apresentada no projeto
permite que a mulher mantenha sua dignidade, conservando seus direitos de
cidadã. A partir desse novo projeto, as famílias das detentas não serão mais
revistadas - a presa que o será, antes e depois de ver os parentes -, o
encontro vai ocorrer sempre fora das celas, haverá espaço para visita íntima e
uma creche para crianças passarem o fim de semana. Outro motivo que nos alegra
é a questão da regionalização. Sabemos como é importante para as presas ficarem
perto de suas famílias, especialmente de seus filhos. No entanto, nos
entristece o fato de que o Estado pense primeiro em construir novas unidades
prisionais, em vez de considerar a aplicação de penas alternativas a cerca de
40% das mulheres que possuem esse direito; solução esta que permitiria o
convívio com os filhos. Não podemos esquecer que ainda estamos no processo de
pré-qualificação das construtoras. A comunidade deve se organizar para
fiscalizar todas as etapas da execução do projeto.
07/04/2009
Londrina
Pazeando
Londrina foi a cidade do país que mais realizou conferências livre - afirmou
Atahualpa Coelho
Carta enviada aos Londrinenses quando da abertura da 1º
Conferência Municipal ( e eletiva) de Segurança Pública
Prezados cidadãos de Londrina, autoridades presentes e demais
participantes da Conferência,
Primeiramente, peço desculpas pela minha ausência física neste
momento de tamanha importância para o Estado do Paraná e, acima de tudo, para o
município de Londrina.
Sei que estas palavras não suprirão minha ausê ;ncia mas é em
sinal de respeito que as escrevo.
Fui convocado pela Coordenadora Nacional da Conferência, Regina
Miki, para trabalhar na mobilização durante o III Fórum Brasileiro de Segurança
Pública. O Fórum está sendo realizado na cidade de Vitória do Espírito Santo e
suas atividades ocorrerão até o dia 4 de abril.
Como minha convocação foi "em cima da hora", não tivemos
tempo hábil para designar outro representante do Ministério da Justiça para me
substituir.
Sou o mobilizador da Conferência nos Estados do Paraná e do
Espírito Santo. Portanto, não tive escolha a não ser participar do referido
evento.
Num segundo momento em nome de nossa Coordenadora Nacional, Regina
Miki e em nome do Ministro da Justiça, Tarso Genro, gostaria de parabenizá-los
pela intensa mobilização, pela coragem e iniciativa de incentivar e
fomentar o debate de um tema que envolve a todos os cidadãos, todos os lares,
que está nos bairros, universidades, praças, nas manchetes de jornais...:
a segurança pública.
Não há desenvolvimento sem segurança pública. Não há paz sem
segurança pública. Não há cidadania sem segurança pública.
A Conferência Nacional de Segurança Pública; a primeira
Conferência que trata do tema em âmbito nacional, é uma grande opo rtunidade. É
a oportunidade da criação de um espaço público de diálogo onde diversos atores
tem direito a voz e voto. Um espaço público de interação e integração: Onde o
integrante da ONG conversa com o policial militar que, por sua vez, conversa
com o delegado da policial federal e assim por diante.
Trata-se de uma oportunidade de reconhecimento mútuo. Onde podemos
saber quem está interessado em segurança pública, quem trabalha na área, quem
pesquisa o tema, quem está trabalhando com projetos sociais...
Londrina é, hoje, um dos municípios mais mobilizado para a
realização da Conferência no Brasil. Afirmo isso embasado em números!
Foi a cidade d o país que, até agora, realizou mais Conferências
Livres (de 12 conferências livres no Brasil, 3 foram em Londrina).
Foi o primeiro município do Paraná a Convocar a Etapa Municipal da
Conferência.
E é o segundo município do Brasil a realizar uma etapa eletiva da
Conferência (a primeira foi Canoas/RS onde o Secretário Municipal de Segurança,
Alberto Kopittke, era o Coordenador Nacional da Conferência).
Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer e parabenizar
a todos os integrantes da Comissão Organizadora Municipal que tão rapidamente
mobilizaram os cidadãos de Londrina ao Prefeito Padre Roque, pela visão e
sensibilidade para incentivar o debate e ao amigo Pedro Marcondes, pelo seu
conhe cimento e sabedoria no trato do delicado tema da segurança pública;
Concluo minhas palavras dizendo que gostaria muito de estar
presente com todos vocês e tenho certeza que, nos próximos dias, estaremos
juntos realizando Conferências Livres nas Universidades, nas Escolas,
Batalhões, Associações, Conselhos de Segurança e etc.
Desejo a todos uma excelente Conferência com muita paz e intensa
participação.
Um grande abraço!
Vitória, 02 de abril de 2009.
ATAHUALPA COELHO
Mobilizador da 1 Conferência Nacional de Segurança Pública - Para
ná e Espírito Santo
OBS: Londrina até 03 de abril realizou 07 conferências
livres (em seis bairros da cidade e uma em universidade particular) sendo
realizado nos dias 03 e 04 de abril a Conferência Municipal Eletiva onde 2
representantes do município vão a Brasília com recursos do 1° CONSEG. O evento
ocorreu na universidade estadual de Londrina.
06/04/2009
SAP
http://www.sap.sp.gov.br/common/noticias/0400-0499/not427.html
Resolução reforça norma sobre uso de celular no interior de unidades
Medida dispõe sobre
utilização dos aparelhos por funcionários
A publicação em Diário Oficial da Resolução SAP-58, de 31/3/2009,
trata especificamente sobre o porte e utilização de telefones celulares no
interior de unidades prisionais. Entretanto, o documento “determina estrito
cumprimento aos termos” de Ofício Circular datado de março de 1999, ainda em
vigor, que já normatizava o tema.
A Resolução proíbe expressamente que servidores portem ou
utilizem aparelhos de telefonia móvel celular nas dependências dos
estabelecimentos penais que integram a Secretaria da Administração
Penitenciária. O documento estende, inclusive, tal medida a integrantes do
Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e Agentes de Escolta e Vigilância
Penitenciária (AEVPs).
A íntegra da Resolução SAP-58 é encontrada no link http://www.sap.sp.gov.br/download_files/pdf_files/noticias/0400-0499/not_427_Resolucao_SAP_58.pdf
05/04/2009
Jornal
Recomeço
http://jornalrecomeco.blogspot.com/
Cidade com cadeia medieval e Fórum de R$13 milhões
Na foto (ao lado) da
visita dos vereadores, em dezembro de 2007, à cadeia de Leopoldina, vocês podem
ver a ponta do iceberg que é esse circo
de horrores, do qual a cidade - se não se importa com a vida
dos seres humanos ali dentro - deveria ao menos se envergonhar pelo atraso e
incivilidade.
As autoridades,
governador e secretário do estado, Presidente e desembargadores do TJMG, o juiz
e promotor da comarca, o prefeito e vereadores da cidade, deviam sentir
vergonha dessa cadeia. O certo seria compaixão e humanidade, mas como esses
sentimentos estão em extinção, apelamos para a vergonha.
Não sei fazer cálculos
de construção, mas avalio que construir um
ambulatório para atendimento médico e primeiros socorros, uma sala de aula e
mais algumas celas para evitar a superlotação na cadeia não
ficaria em meio milhão, certo? Bem menos, possivelmente, como sói acontecer com
material de segunda e com ajuda da comunidade. Ah, e com a mão de obra dos
próprios presos.
Mas, não, um
melhoramento de tal magnitude na cadeia está fora de cogitação. Como fazemos
com o lixo, basta que a vergonha se mantenha longe e oculta dos "olhos
azuis" das nossas autoridades.
No entanto, R$13 milhões
para a construção de um novo fórum já estão assegurados, conforme li na edição
129 do jornal GLN de Leopoldina.
Não tirem conclusões
precipitadas: não sou contra a construção de um novo Fórum. Reconheço a
necessidade de unificar os procedimentos jurídicos num só prédio, que
constituiria agilidade e comodidade para operadores e usuários da justiça.
Mas a cadeia é
prioridade.
O poeta russo Vladmir Maiakowski (1893-1930), em seu poema
"Adolescente", chamou a prisão a que foi recolhido em moscou de "oficina de pompas funebres", numa expressão irônica para dar
nome aos cortejos de mortos que via sair na calada da noite, sem que fossem
apuradas as responsabilidades.
Temos em Leopoldina uma "oficina de pompas fúnebres".
Vergonha, não temos não!
03/04/2009
CONJUR
http://www.conjur.com.br/2009-abr-03/corregedores-metas-ambiciosas-sistema-carcerario-dipp
Corregedores
estipulam metas ambiciosas
Por
Marina Ito
O encontro de corregedores no I
Seminário sobre o sistema carcerário, que termina nesta sexta-feira
(3/4), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, rendeu metas consideradas
ambiciosas pelo corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. Além de uniformizar os
procedimentos para a aplicação de penas alternativas e o processo de execução
penal no país, o CNJ vai pedir aos governadores que apliquem as verbas
destinadas à melhoria do sistema carcerário.
O ministro informou que, entre as metas, estão a de garantir às
Varas de Execução Penal estrutura compatível com a demanda de processos, com o
deslocamento de servidores e com a informatização. O encontro também concluiu
pela regionalização das Varas de acordo com a especialização, unificação ou
criação de um sistema nacional de informação de mandados de prisão ou módulo de
expedição de mandado único de âmbito nacional com numeração e controle pelo
CNJ, sensibilizar a sociedade sobre a situação carcerária e moção de apoio às
Defensorias Públicas para que sejam, de fato, estruturadas.
Para o ministro, talvez seja o maior estudo sobre o sistema
carcerário e as Varas de Execuções Penais já feito. Segundo ele, as mesas de
trabalho contaram com a participação intensa de todos os corregedores, juízes auxiliares
das corregedorias e das VEPs.
Nessa quinta-feira, na abertura do encontro, o presidente do CNJ,
ministro Gilmar Mendes, lembrou que a responsabilidade nessa área também é do
Judiciário. Mendes conclamou os tribunais a deixar de lado o discurso “escapista”.
Ou seja, de que o Judiciário pouco tem a ver com o problema carcerário, como o
de pessoas que já cumpriram pena e que continuam presas.
Parece que tem dado certo. Os tribunais estão se mobilizando para
virtualizar as Varas de Execuções Penais. Nesta sexta, o ministro participou da
instalação do sistema de processo eletrônico na Vara das Execuções Penais de
João Pessoa, a terceira a ser virtualizada no país. Além dela, já há VEP
virtual em Aracaju e em Belém. No Tribunal de Justiça de Minas Gerais e do Rio
de Janeiro, também foram assinados acordos de cooperação técnica com o CNJ para
virtualizar as VEPs.
No Rio, o presidente do TJ fluminense, desembargador Luiz Zveiter,
afirmou que estuda a possibilidade de abrir 100 vagas no tribunal para presos
que já cumpriram pena. No Supremo Tribunal Federal, oito funcionários
contratados por meio do programa de ressocialização de sentenciados que cumprem
pena em regimes semiaberto e aberto já estão trabalhando. Um deles, disse
Mendes, trabalha no gabinete da presidência. O programa prevê que mais 40
egressos do sistema prisional serão beneficiados com vagas em
No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, um convênio vai
possibilitar a oferta de cursos de qualificação e capacitação profissional nas
áreas de construção civil, informática e comércio varejista com duração de até
quatro meses aos cumpridores de penas e medidas alternativas. De acordo com o
tribunal, o convênio pode, futuramente, incluir nos cursos, presos em regime
aberto, semi-aberto e livramento condicional.
Os mutirões carcerários incentivados pelo CNJ também têm
mobilizado, não só o Judiciário, como defensoria pública e Ministério Público.
No Rio, já foram quatro. No próximo, informou Luiz Zveiter, a ideia é que os
mutirões sejam feitos em todos os presídios e não apenas nos do complexo de
Bangu.