Clipping – 22/05 a 28/06/2009

PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL/CNBB

Pastoral Carcerária Nacional - Assessoria de Comunicação PCrN - Alter Comunicare

 

 

Clipping, produzido pela Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional/CNBB, em parceria com a Alter Comunicare, pretende oferecer aos associados uma visão panorâmica do que diz a imprensa sobre temas relacionados à questão prisional em todo o Brasil e em outros países. As matérias reproduzidas neste clipping não refletem, necessariamente, a posição da Pastoral Carcerária, mas têm o objetivo de informar e incentivar o debate público. O clipping está sujeito a omissões involuntárias de notícias e conta com a colaboração de todos para o envio de outras notícias com a citação da fonte e data de publicação para o endereço imprensa@carcerária.org.br.

 

 

SUMÁRIO

 

Prisões em SP abrigam 55% acima do limite, indica SAP. 3

Juízes aplicam rodízio para desafogar prisões. 3

MJ reúne jornalistas para debater mídia e Segurança Pública. 5

Agentes penitenciários voltam a protestar nas ruas de Belo Horizonte. 6

Aprovada área especial em presídio para audiência judicial 7

Prisões em SP abrigam 55% acima do limite, indica SAP. 8

Presos de Caldas Novas receberão nesta 6ª feira certificado do Curso de Cozinha. 9

Pronasci teve poucos avanços desde a implantação, avalia Anistia Internacional 10

GDUCC – Grupo de diálogo universidade, cárcere, comunidade - experiência que está dando certo. 11

Pesquisador da Anistia Internacional defende ação imediata contra problemas em presídios. 14

Servidores do sistema prisional são vacinados contra gripe. 15

Brasil medieval 15

Presos constroem muro na Cadeia de Jussara. 17

Íntegra do provimento que instituiu rodízio de presos no RS. 17

Diálogo ministerial: educación en derechos humanos y prevención de la violencia. 25

Audiência pública no Rio discute superlotação carcerária. 28

Secretário diz que novas obras em presídios do RS começam a sair do papel em 90 dias. 28

CESEPE inscreve pessoal para criar equipe de pesquisa sobre a violência no ambiente prisional 29

Morrinhos acerta parceria com prefeitura para empregar presos no município. 30

Ressocialização é sinônimo de capacitação no IPA de SJRP. 31

Secretaria lança estudo sobre mulheres e segurança pública. 33

Cultura de violência e impunidade, lentidão da reforma agrária e desigualdade racial no Brasil preocupam ONU. 33

Atendimento ao jovem é destaque em conferência. 34

Delegacias fluminenses têm 4 mil presos em cadeias superlotadas. 36

Para Pastoral, superlotação no RS prejudica controle dos presos no Presídio Central 37

Aeromodelo levaria celulares para presídio. 38

Presídios da Bahia serão os próximos a serem inspecionados pelo CNJ. 39

Justiça determina que presídio do ES não receba mais presos. 40

Pastoral Carcerária defende desmilitarização da polícia. 41

Encontro discute Segurança Pública no Estado do Amapá. 42

Projeto proíbe o uso de embalagens de alumínio nos presídios. 43

Ninguém é contra a detenção de pessoas que cometeram crimes. São inadmissíveis o tratamento desumano e cruel de presos, os esquartejamentos em cadeias capixabas, a superlotação e torturas diárias. 43

Promotor faz palestra sobre ressocialização em seminário promovido pelo Conselho da Comunidade de Foz do Iguaçu. 44

Senado analisa PEC que garante voto a condenados. 44

São Paulo define prioridades na segurança. 46

Projeto proíbe o uso de embalagens de alumínio nos presídios. 47

Prefeito faz marcha de 132 quilômetros em protesto contra presídio no interior paulista. 47

Retorno à postagem Prisão - Espírito Santo. 48

Defensores públicos do ES querem mais julgamentos para reduzir população carcerária. 49

Pastoral Carcerária defende mudanças na lei que criminaliza pequenos furtos. 50

Contra a redução da maioridade penal 53

Defensora-geral do Espírito Santo contesta denúncias de que não há defesa no estado. 54

Comissão de Direitos Humanos só vai discutir situação de presídios no ES em 15 dias. 55

Secretário garante que contêineres deixarão de ser usados em até 40 dias no ES. 57

Secretário nacional de Justiça diz que situação no ES é complexa, mas reconhece melhora. 59

Cela com capacidade para 36 presos abriga 281 em Vila Velha. 59

Defensora-geral do Espírito Santo contesta denúncias de que não há defesa no estado. 61

STF acatou 34,7% dos habeas-corpus julgados em 2008. 62

CNJ considera grave situação de presídios do ES. 63

Presidente do CEDH-ES aborda os esquartejamentos no ES em entrevista à CBN Nacional 64

CIS de Acreúna entrega carteiras escolares reformadas por presos. 67

Escola de Gestão Penitenciária será inaugurada no Ceará. 68

Ministério Público Estadual faz inspeção no IAPEN. 68

 

 

  
28/05/2009

Jornal Cruzeiro do Sul

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=34&id=189118

Prisões em SP abrigam 55% acima do limite, indica SAP

As 146 unidades prisionais do Estado de São Paulo têm, juntas, capacidade real para 95.991 presos, mas abrigavam, até segunda-feira, 148.657, ou seja, estão 55% acima do limite. A situação é mais crítica nos Centros de Detenção Provisória (CDPs), principalmente na capital e Grande SP. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) havia tirado de seu site, no final de 2006, os dados das prisões, mas voltou a disponibilizá-los. As cadeias estão superlotadas nas cinco coordenadorias de unidades prisionais do Estado.

Na da capital e da Grande São Paulo, o número de vagas nas prisões masculinas é de 17.642. Porém, na segunda-feira, elas tinham 36.852 detentos, 108% além da capacidade real. Na da região central há 15.580 vagas masculinas, mas o número de presidiários é de 26.684 (71% a mais). Na coordenadoria do Vale do Paraíba e litoral, o déficit é de 57,5%. Na coordenadoria da região Noroeste, a defasagem é de 47,2%. E, na região oeste, as prisões têm 26,2% presos a mais.

A defensora pública Carmem Silvia de Moraes Barros afirma que um dos motivos da superlotação é a cultura de prender e não soltar. “É uma forma equivocada de punir. Mesmo aqueles que ficam presos e depois são inocentados passam toda a parte do processo atrás das grades. Isso explica porque os reincidentes que cumprem pena restritiva de direito (penas alternativas, prestação de serviços à comunidade) somam de 5% a 8% e os reincidentes com penas privativas de liberdade (os que ficam presos) somam 85%”, argumenta a defensora.

A reportagem solicitou entrevista com o secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes. Por problemas de agenda, ele não pôde atender ao pedido. O secretário informou, por intermédio de sua assessoria, que a SAP criará, até o ano que vem, 39.540 vagas com as construções de 49 unidades no Estado, possibilitando a retirada de presos das cadeias públicas e a eliminação do déficit de vagas. De acordo com a SAP, as construções de cinco unidades estão em andamento: CDPs de Franca e Jundiaí e Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto, além das Penitenciárias Femininas de Tupi Paulista e Tremembé. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.(AE)

 

 

28/05/2009

Brasil sem Grades

Zero Hora

http://www.brasilsemgrades.org.br/

Juízes aplicam rodízio para desafogar prisões

Para desafogar as cadeias gaúchas, os juízes da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre criaram um polêmico rodízio de presos em albergues, colônias e institutos penais da Região Metropolitana. A partir do dia 1º de junho, 55 apenados com bom comportamento dos regimes semiaberto e aberto terão direito a dormir em casa 15 noites por mês. Em quatro meses, o benefício se estenderá a 200 apenados.

 

Pela conta feita pelos magistrados, a cada dois presos beneficiados, alternadamente, com os pernoites fora da prisão, se abrirá uma vaga para outro apenado, hoje no fechado, ficar 30 dias no local. Com isso, o Judiciário espera até setembro aumentar em cem vagas a capacidade dessas unidades, que hoje abrigam cerca de mil presos.

Segundo a juíza Adriana da Silva Ribeiro, o rodízio desafogará o presídios à medida que reduzirá o número de apenados que continuam presos no fechado apesar de já terem direito à progressão para o semiaberto. Atualmente, 420 detentos estão nesta condição na Região Metropolitana.

 

Os magistrados se inspiraram em um projeto que funciona há quatro anos em Santa Maria. A exemplo do programa executado no município da região central do Estado, terão direito ao benefício somente os presos que trabalham fora do albergue há, pelos menos, um ano.

Promotores são contra a proposta

Mesmo sem ter saído do papel, o projeto já encontra resistência. Opositores dizem que o Estado terá dificuldades em fiscalizar os apenados à noite, que ficariam livres para cometer crimes. Ontem à tarde, o Ministério Público (MP) se posicionou contra a proposta do Judiciário. Para os promotores de Justiça que atuam na Vara de Execuções Criminais da Capital, o rodízio não altera o quadro de superlotação das cadeias gaúchas.

– Só se resolve essa questão de falta de vagas construindo novas casas prisionais – defende o promotor Gilmar Bortolotto.

Na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o rodízio foi bem recebido.

– É uma iniciativa positiva que vamos apoiar para que dê certo – afirmou o diretor-adjunto do Departamento de Segurança e Execução Penal (Desep), Nélson Azevedo Júnior.

Segundo ele, será feita uma reunião entre os diretores dos casas prisionais, para debater como serão fiscalizados os pernoites fora da cadeia.

– Nossa atual equipe de fiscalização é pequena. Para esse trabalho noturno, teremos de contar com apoio dos servidores dos albergues – explica ele.

O MP, contrário aos benefícios aos presos, conquistou uma vitória no Tribunal de Justiça (TJ). Conseguiu nesta semana reverter, por meio de uma liminar, uma decisão da 5ª Câmara Criminal do TJ. Os desembargadores haviam determinado que um preso condenado aguardasse em casa um recurso do seu advogado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a liminar, ele voltará ao regime semiaberto.

Como será:

O RODÍZIO

> Um rodízio de presos do semiaberto e aberto foi criado para aumentar o número de vagas em albergues, colônias e institutos penais

> Apenados que tenham bom comportamento poderão dormir em suas casas 15 dias por mês. Com isso, a cada dois detentos beneficiados, sobrará espaço para abrigar um novo apenado no albergue, reduzindo a superlotação no regime fechado

QUEM TEM DIREITO

> Apenados que trabalhem há, pelo menos, um ano

A ROTINA

> O preso trabalhará durante o dia. Em noite alternadas, poderá dormir em casa

> Ele deverá permanecer em sua residência entre 20h e 7h. Na noite seguinte, após o trabalho, deverá se apresentar às 19h30min no local onde cumpre a pena

OS PRIMEIROS BENEFICIADOS

> 33 apenados do Patronato Lima Drummond

> 22 apenados do Instituto Miguel Dario

> Também serão beneficiadas apenadas da Casa Albergue Feminino

 

 

28/05/2009

Segurança com Cidadania

http://www.segurancacidada.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1001&Itemid=247

MJ reúne jornalistas para debater mídia e Segurança Pública 

Jornalistas e demais profissionais de comunicação de todo o Brasil, reuniram-se nesta quarta-feira (27), no Ministério da Justiça, para discutir de que forma a mídia pode contribuir para a resolução da criminalidade e consolidação da democracia no país. O evento foi um preparatório para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) -a realizar-se em agosto deste ano, e contou com as presenças, entre outras autoridades, do ministro da justiça, Tarso Genro, e do Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri. Veja as fotos do Evento.

Durante a abertura do evento o ministro Tarso Genro disse que a mídia tem a capacidade de convencer a sociedade. Já para o jornalista do - O Dia e moderador da primeira mesa do evento, Fernando Molica, a mídia influencia mas, não convence a opinião pública.

Neste intenso debate acerca do poder da mídia e como ela tem e pode reportar o tema segurança pública, o ministro disse ainda que a atual cobertura sobre o assunto é boa, mas fragmentada. “São reportados os fatos violentos, que a população tem o direito de saber, mas não existem matérias paralelas sobre como solucioná-los”, defendeu.

Alinhado ao discurso do ministro, o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, disse que os jornais deveriam deixar de agir como uma “mera caixa de reprodução do senso comum” e escolher noticiar não só o que o povo quer ver, mas também, o que o povo sonha em ver, referindo-se a pouca divulgação das ações e políticas públicas galgadas na mudança de paradigmas em relação à gestão em segurança pública no país e a prevenção à violência.           

Entre outras opiniões, repetiram-se as relacionadas à necessidade de se capacitar jornalistas para o trato com o assunto segurança pública que ainda vive uma tradição de “jornalismo de delegacia”, como disse a presidente da ABRAJI, Angelina Nunes - “hoje não se cobre polícia e sim segurança pública, o que é muito diferente”. Os debates foram registrados e farão parte das discussões da 1ª Conseg, em agosto de 2009.

 

 

28/05/2009

EM

http://www.alterosa.com.br/html/noticia_interna,id_sessao=44&id_noticia=15884/noticia_interna.shtml

Agentes penitenciários voltam a protestar nas ruas de Belo Horizonte

Juscelino Ferreira - Repórter Apurador TV Alterosa

 

Agentes penitenciários voltam às ruas para manifestar contra demissões na Região Central de Belo Horizonte. Na última quarta-feira (1), os manifestantes pararam o trânsito em diversos pontos da capital ao longo de todo o período da tarde.

A primeira vitória do grupo aconteceu na tarde desta quinta-feira. Cerca de 300 agentes penitenciários acompanharam, na Assembleia Legislativa, a discussão e votação de itens do Projeto de Lei (PL) 2.578/08, do governador, que trata da contratação de pessoal pelo Estado. Foi aprovado o substitutivo número 2 do PL, que prevê, entre outros benefícios, ganho pela produtividade, contagem de tempo para aposentadoria, adicional noturno e licença maternidade.

Quanto a reivindicação para evitar a demissão dos contratados, o desfecho pode ser conhecido ainda hoje. No final da tarde, os agentes se reúnem com representantes da Secretaria de Estade de Defesa Social (Seds). De acordo com a Seds, o corte do pessoal foi motivado pela da crise financeira. Ainda esta tarde, os agentes saem da Assembleia em passeata até o Palácio da Liberdade, onde já estiveram na tarde dessa quarta-feira (1).

Os agentes também reivindicam redução na escala de trabalho. De acordo com representante da categoria, unidades prisionais do estado estão operando em escala mínima, com apenas 30% do efetivo previsto. Já foram afetadas a Penitenciária Dutra Ladeira e o Presídio Regional Inspetor José Martinho Drummond, em Ribeirão das Neves; o Ceresp da Gameleira, em Belo Horizonte, além de unidades em Betim e Bicas, na Região Metropolitana.

 

Em nota divulgada nessa quarta-feira (1), a Secretaria de Defesa Social informou que convocou no dia 13 de março 852 agentes penitenciários aprovados em concurso público. Esses agentes somam-se a outros 380 aprovados no concurso concluído em meados de 2008 já nomeados. Com essas nomeações, a Secretaria finaliza a entrada de 1232 agentes, dentro do número de vagas oferecidas no edital.

Ainda de acordo com a nota, a realização de concursos públicos para os agentes penitenciários atende a recomendação do Ministério Público (MP) para que se substitua gradualmente os agentes penitenciários contratados. Assim, 1.232 agentes contratados serão dispensados até 30 de abril em função da nomeação dos concursados.

No entanto, 515 deles serão readmitidos no Sistema Prisional porque se submeteram ao concurso e foram aprovados. Os 717 profissionais dispensados neste processo poderão, a médio prazo, reingressar no Sistema Prisional por meio de novos concursos.

 

 

28/05/2009

Câmara dos deputados

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=135413

Aprovada área especial em presídio para audiência judicial

J. Batista

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (27) a autorização para que estabelecimentos prisionais possam instalar área especial destinada à realização de audiência de juízes com os presos.  

A proposta acrescenta dispositivo à Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84) e foi aprovada na forma do substitutivo do relator, deputado Roberto Magalhães (DEM-PE), ao Projeto de Lei 2823/03, do deputado Vander Loubet (PT-MS).   

Magalhães adaptou o projeto à Lei 11.900/09, que já permite a audiência judicial por videoconferência. Ele fez dessa forma para tornar a proposta "menos polêmica", pois parlamentares da comissão estavam entendendo que "a proposta relacionava-se, apenas, à construção de novas instalações para o sistema penitenciário".    

De caráter conclusivo, o projeto seguirá diretamente para o Senado se, no prazo de cinco sessões, não houver recursos para que ele seja votado pelo Plenário.

Autonomia do juiz          
Além da adaptação à lei já existente, o substitutivo inclui dispositivo que assegura autonomia ao juiz do processo para decidir sobre a oportunidade e as condições para a realização da audiência.     

"Essa alteração atende aos deputados que alegavam faltar ao projeto um tratamento respeitoso para com a magistratura", ressalta o relator.

O projeto prevê ainda que o diretor do presídio será responsável pela segurança das autoridades, advogados e demais participantes das audiências.     

Evitar fugas       
Segundo o autor, Vander Loubet, o objetivo do projeto é evitar fugas de presos durante o deslocamento para o Fórum. "A criação desse local nos presídios representará maior segurança e economia de gastos para o Estado, dada a desnecessidade do aparato policial que escolta os deslocamentos", argumenta.

 

 

28/05/2009

Estadão

http://www.estadao.com.br/geral/not_ger378329,0.htm

Prisões em SP abrigam 55% acima do limite, indica SAP

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - As 146 unidades prisionais do Estado de São Paulo têm, juntas, capacidade real para 95.991 presos, mas abrigavam, até segunda-feira, 148.657, ou seja, estão 55% acima do limite. A situação é mais crítica nos Centros de Detenção Provisória (CDPs), principalmente na capital e Grande SP. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) havia tirado de seu site, no final de 2006, os dados das prisões, mas voltou a disponibilizá-los. As cadeias estão superlotadas nas cinco coordenadorias de unidades prisionais do Estado.     

Na da capital e da Grande São Paulo, o número de vagas nas prisões masculinas é de 17.642. Porém, na segunda-feira, elas tinham 36.852 detentos, 108% além da capacidade real. Na da região central há 15.580 vagas masculinas, mas o número de presidiários é de 26.684 (71% a mais). Na coordenadoria do Vale do Paraíba e litoral, o déficit é de 57,5%. Na coordenadoria da região Noroeste, a defasagem é de 47,2%. E, na região oeste, as prisões têm 26,2% presos a mais.  

A defensora pública Carmem Silvia de Moraes Barros afirma que um dos motivos da superlotação é a cultura de prender e não soltar. ?É uma forma equivocada de punir. Mesmo aqueles que ficam presos e depois são inocentados passam toda a parte do processo atrás das grades. Isso explica porque os reincidentes que cumprem pena restritiva de direito (penas alternativas, prestação de serviços à comunidade) somam de 5% a 8% e os reincidentes com penas privativas de liberdade (os que ficam presos) somam 85%?, argumenta a defensora.         

A reportagem solicitou entrevista com o secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes. Por problemas de agenda, ele não pôde atender ao pedido. O secretário informou, por intermédio de sua assessoria, que a SAP criará, até o ano que vem, 39.540 vagas com as construções de 49 unidades no Estado, possibilitando a retirada de presos das cadeias públicas e a eliminação do déficit de vagas. De acordo com a SAP, as construções de cinco unidades estão em andamento: CDPs de Franca e Jundiaí e Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto, além das Penitenciárias Femininas de Tupi Paulista e Tremembé. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

28/05/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=53899

Presos de Caldas Novas receberão nesta 6ª feira certificado do Curso de Cozinha

 

A direção da unidade prisional de Caldas Novas, unidade da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe), realizará no presídio, nesta sexta-feira, 29/05, às 9 horas, a solenidade de formatura dos presos do regime fechado que participaram do Curso Aprendendo a Cozinhar, ministrado por alunos de Gastronomia da Universidade Estadual de Goiás (UEG) de Caldas Novas. Na ocasião, serão entregues os certificados aos 24 formandos, que por um mês aprenderam sobre a arte de cozinhar com destaque para a cozinha básica, reaproveitamento de alimentos, garde mangê e estocagem.

Durante o aprendizado, os alunos assistiram a varias palestras educativas como cuidados de segurança na cozinha, ministrada pelo Corpo de Bombeiros. O curso foi uma iniciativa conjunta da Susepe, UEG, SINE, Bombeiro e Centro de Reabilitação Especial de Assistência Social (CREAS). Após o recebimento dos certificados, os formandos serão cadastrados no SINE de Caldas Novas como auxiliares de cozinha e poderão se candidatar a vagas de emprego na área assim que progredirem para o regime semi-aberto.

Durante a solenidade de encerramento do curso de cozinha, outros 19 detentos do presídio de Caldas Novas receberão certificados do Curso de Serigrafia oferecido em março deste ano pela Associação Goiana de Atualização e Realização do Cidadão (AGARC), em parceria com a Susepe, com recursos do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN).

Brigadista

Nesta semana, nos dias 26 e 27, os agentes prisionais da Regional Sudeste, com sede em Caldas Novas, participaram do Curso de Brigadista e Incêncio, ministrado pelo Corpo de Bombeiros daquela cidade. Durante as aulas, os 25 alunos aprenderam técnicas de combate a incêndio.

 

 

28/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/28/materia.2009-05-28.3177927640/view

Pronasci teve poucos avanços desde a implantação, avalia Anistia Internacional

Vitor Abdala       
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do governo federal, teve poucos avanços, desde que foi implantado em 2007. A avaliação da Anistia Internacional consta de relatório divulgado hoje (28) pela entidade não governamental, que avalia violações de direitos humanos em todo o mundo.   

Segundo o pesquisador Tim Cahill, o avanço lento do Pronasci deve-se principalmente à falta de projetos enviados pelos estados ao governo federal, para receber verbas do programa. “Segundo informações que nós recebemos, há vontade política em nível federal, mas essa mesma vontade não está sendo refletida em nível estadual”.         

Cahill também afirma que o Pronasci deveria preocupar-se mais com uma reforma mais profunda das polícias e da segurança pública como um todo no Brasil. “O Pronasci tem elementos importantes, como investimentos sociais, conjuntamente com investimentos na área da polícia. Mas não há propostas de reformas mais profundas da polícia”.    

Mesmo apontando os poucos avanços, Cahill disse esperar que o Pronasci não seja apenas um projeto passageiro e que os próximos governos mantenham essa política de segurança com cidadania.          

“Esperamos que seja um projeto que dure mandatos e mandatos, presidências e presidências, e que não atinja só os dez ou 11 estados onde foi iniciado, mas que atinja todo o Brasil e todas as comunidades”, disse o pesquisador.      

No relatório, a Anistia Internacional também chama a atenção para inúmeros casos de violação dos direitos humanos no país, como a violência contra trabalhadores sem-terra e indígenas, a formação de quadrilhas de policiais (milícias e grupos de extermínio), a truculência policial e os maus-tratos a presidiários no Brasil.    

“O que chama a atenção é que, no Brasil, onde há concentração de pobreza e de exclusão social, há uma violação por parte de agentes do Estado. A gente tem visto isso tanto na área rural, como violações contra indígenas e sem-terras, quanto no contexto urbano, onde há a situação de violência e abusos por parte de agentes da polícia em comunidades mais vulneráveis e excluídas”, afirmou Cahill.          

Ele explica que, apesar dos graves quadros de violação de direitos humanos no Brasil, o país conseguiu vitórias importantes nos últimos meses. Neste contexto, ele cita o reconhecimento da homologação da reserva indígena de Raposa Serra do Sol, a abertura dos debates sobre a Lei da Anistia e as investigações sobre as milícias no Rio de Janeiro

 

 

28/05/2009

IBCCRIM

http://www.ibccrim.org.br/

GDUCC – Grupo de diálogo universidade, cárcere, comunidade - experiência que está dando certo           

Alvino Augusto de Sá    

A execução penal tem sido objeto de muitos discursos ideológicos, sejam eles dentro de uma linha de pensamento tradicional, retrógrado, sejam eles dentro de uma linha de pensamento crítico, assim dito progressista. Desses discursos todos, muita gente está tirando proveito; os presos, que são exatamente o objeto último de toda discussão, eles mesmos não estão tirando proveito algum. Continuam à margem dos discursos, purgando suas penas de prisão e, o que é pior, sem auferir os benefícios e vantagens que a lei lhes facultaria, se fosse levada a sério. São discursos muitas vezes inúteis, quando não até mesmo prejudiciais. Inúteis porque nada trazem de novo, de vez que são estereotipados, repetitivos, nada propõem de concreto (exceto ilusões) e a verdade que contêm já é de todos sobejamente conhecida. Prejudiciais porque, em seu ímpeto de só criticar, oferecem o risco de semear e alimentar a decepção e descrença.

O discurso tradicional e retrógrado emana do pensamento vinculado à escola positiva. Esta criminologia estabelece uma linha divisória entre o preso e a sociedade, vê nos presos condições pessoais de anormalidade, diferencia-os quanto ao grau de "periculosidade". Daí surge um discurso "popularesco", demagógico, que atende às paixões das massas pregando slogans, tais como: criminoso tem mais é que pagar pelo que fez, preso não pode ter mais regalias que trabalhador, prisão tem que ser cumprida de ponta a ponta, etc.

O discurso crítico, assim dito progressista, emana da Criminologia Crítica, que desloca o foco de análise sobre o fenômeno crime do indivíduo para a complexa rede de relações sociais, seja no que diz respeito às causas da conduta desviada, seja no que diz respeito à sua prevenção. Neste referencial de análise existem pensadores e críticos realmente sérios e profundos, que trazem para reflexão não só questionamentos e críticas, mas propostas concretas, dentro de um prisma de realidade. No entanto, emanando desse referencial, vêem-se não raras vezes discursos em linguagem estereotipada, cansativamente repetitiva, trazendo em seu bojo slogans que não só se tornaram vazios e verdadeiras sucatas, mas, pior que isso, correm o risco de por a perder aquilo que de bom se tenta implantar, o risco de alimentar o desânimo e decepção. Temos assim slogans que, embora tenham a vantagem de continuar causando impacto na platéia, tornaram-se verdadeiros lugares comuns, tais como: "o sistema penitenciário está falido"; "a pena de prisão está falida"; "o tratamento penitenciário é uma falácia, ou, é um mito"; "a proposta de tratamento penitenciário nada mais é que uma tentativa de legitimar a pena de prisão"; "no lugar de construir presídios, temos que construir escolas". Esse tipo de discurso tem, isto sim, a grande vantagem de justificar o descompromisso com a prática, com a busca de soluções para os graves problemas que afligem os encarcerados. Esse tipo de discurso vem, isto sim, legitimar (para usar uma linguagem bem ao gosto dos que o professam) o descompromisso, seja dos responsáveis pela gestão da coisa pública, seja dos que preferem unicamente assentar-se na confortável cadeira dos que somente criticam e destroem, mas jamais se comprometem com encaminhamentos de soluções, sujeitando-se inevitavelmente a cometer falhas e a receber críticas.

Nossos presos de hoje, indivíduos vivos, concretos, não estão tirando proveito algum desses discursos todos, sobretudo dessa fala crítica e demolidora de tudo, que nenhuma proposta traz de concreto, dentro de um prisma de realidade. A grande falta de respeito aos direitos humanos dos presos é torná-los meros objetos de discursos vazios. Vazios, porque o que tinham de dar já deram, servindo hoje unicamente como recurso para causar impacto e evitar contestações. O preso é um indivíduo concreto, vivo, que está sofrendo hoje, agora, os terríveis problemas da vida carcerária, que está sujeito hoje, agora, à execução da pena de prisão.

Portanto, respeitar os direitos humanos dos presos, dentro de um prisma de realidade, que lhes traga benefícios concretos hoje, agora, é pensar corretamente sobre a melhor forma de se planejar e administrar a execução de sua pena. Ora, um discurso oficial que vem oferecer encaminhamentos para se enfrentarem os problemas da vida carcerária, que vem trazer propostas concretas (embora nem sempre facilmente realizáveis nos diferentes rincões do País), é o discurso da Lei de Execução Penal, ao qual se acrescenta o da Parte Geral do Código Penal. E aí vem o discurso dos demolidores: a LEP é utópica e impraticável. Dizer simplesmente que ela é utópica e impraticável é justificar, reforçar e legitimar a inércia e descompromisso dos que não querem responsabilizar-se por sua aplicação, feitas as correções necessárias. Ser impraticável é uma coisa, não estar sendo praticada é outra coisa. Podemos reconhecer, sim, a LEP como impraticável, mas não em função de alguma irracionalidade ou irrealismo a ela inerentes, e sim em função da absoluta falta de interesse político dos grandes responsáveis pela gestão das questões carcerárias, pela administração e priorização dos recursos, bem como em função da própria alienação da sociedade, que comodamente se coloca na posição de quem somente cobra, como se o criminoso dela não fizesse parte e como se o crime não nascesse de suas próprias entranhas. E a LEP se torna impraticável também por influência dos discursos ideológicos vazios, oportunistas, que sob o pretexto de se mostrarem revisionistas e progressistas, acabam, isto sim, colaborando para que tudo permaneça como está, camuflando-se a falta de interesse político e falta de seriedade na condução das coisas públicas, sob falso e falacioso pretexto de que tudo é utópico, é mito, é impraticável. A LEP está se tornando, de fato, uma grande falácia nacional, da mesma forma, porém, como se tornou uma falácia o sursis, a prisão albergue, o albergue domiciliar, o livramento condicional, e oxalá, sempre pela mesma razão, não acabem caindo nessa vala comum a Lei nº 9.099, as penas de prestação de serviço à comunidade e outras felizes inovações que vêm por aí.

É princípio elementar de respeito aos direitos humanos dos presos perseguir o cumprimento da Lei de Execução, naquela abertura e naquelas vantagens que ela lhes oferece, além, evidentemente, de se procurar aprimorar essa mesma lei. Quero aqui destacar três pontos, dos quais os dois primeiros são diretamente afetos aos serviços técnicos.

Primeiramente, cumpre ressaltar que a LEP não comporta em seu texto e em seu espírito o estigma de periculosidade. Isto em consonância com as tendências atuais da moderna criminologia, que não mais aceita falar-se em propensão ao crime. Entendo que mais correto seria não mais se falar em prognóstico de reincidência, e sim em prognóstico de adaptação social. O mais correto é compreender-se a conduta criminal como conseqüência das dificuldades de adaptação social e não estas como resultantes daquela. Nota-se no espírito da LEP abertura para este tipo de compreensão (ver o segundo ponto de destaque a seguir). Respeitar os direitos humanos dos presos é perseguir e exigir a exploração desta compreensão na LEP e seu aprofundamento na sociedade, em todas as suas implicações.

O segundo ponto que quero destacar está intimamente dependente do primeiro. Refere-se à mudança de ênfase, de enfoque na análise, compreensão e avaliação do apenado. O enfoque não é mais só criminal como era antes, mas passa a ser sobretudo pessoal. A LEP determina a realização do exame criminológico somente no início do cumprimento da pena. Prevê, para os momentos seguintes, a realização do exame de personalidade, que é um exame da pessoa do preso "para além das grades". Prevê a intervenção da Comissão Técnica de Classificação (CTC) que, após fazer o exame de personalidade, deveria empenhar-se em planejar a execução da pena de forma adequada ao perfil da pessoa do preso, acompanhar essa execução, bem como a resposta que o preso vai dando à mesma. Só assim as CTCs terão condição de elaborar um parecer circunstanciado, convincente, que seja de fato um parecer, e não um exame criminológico camuflado. Só assim ela dará subsídios efetivos e valiosos para o juiz tomar decisões importantes sobre concessão de benefícios. Respeitar os direitos humanos dos presos é perseguir a individualização da execução de sua pena, adequando-a o melhor possível ao seu perfil pessoal, conforme previsto na LEP.

Finalmente, o terceiro ponto que quero destacar refere-se ao rápido avanço que a Lei de Execução permite nos estágios progressivos de cumprimento de pena. De fato, veja-se por exemplo: um preso condenado a 18 anos de reclusão poderá passar para o regime semi-aberto dentro de três anos e, quem sabe, logo a seguir, passar a exercer o serviço externo, além de obter os benefícios de redução de penas contemplados pelos decretos natalinos. Só que, por certo, não é fácil um juiz conceder o semi-aberto para alguém que ainda tem 15 anos por cumprir. E isto por falta de informes convincentes nos autos. O problema todo está na intervenção efetiva das CTCs na dinâmica da vida prisional, com o que elas conheceriam o perfil de cada preso, acompanhariam seu dia a dia e estariam em melhores condições de, com argumentos consistentes e confiáveis, propor as progressões de regime. Respeitar os direitos humanos dos presos é dar-lhes condições de usufruir dos benefícios previstos em lei.

Ora, nenhum desses pontos acima destacados está sendo atendido. Seria muito louvável se muitos teóricos que vivem discursando por aí, no lugar de adotarem discursos que já se tornaram vazios (justamente porque óbvios e cansativamente repetitivos), somassem esforços no sentido de se perseguirem e se exigirem as condições necessárias ao cumprimento da Lei de Execução Penal, com as adequações e atualizações que se fizerem necessárias. Isto sim, seria uma medida concreta de respeito aos direitos humanos dos presos.

Alvino Augusto de Sá    
Professor de criminologia na Faculdade de Direito da USP, membro da Coespe e membro do Conselho Penitenciário de São Paulo

SÁ, Alvino Augusto de. Execução penal e direitos humanos. Boletim IBCCRIM. São Paulo, v.5, n.56 esp., p. 7-8, jul. 1997.

 

 

28/05/2009

Agência Câmara

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/28/materia.2009-05-28.0498955344/view

Pesquisador da Anistia Internacional defende ação imediata contra problemas em presídios

Vitor Abdala       
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O pesquisador Tim Cahill, da organização não governamental Anistia Internacional, disse que o governo federal e os estados brasileiros têm que ter “uma ação imediata” para resolver os problemas de presídios e cadeias. Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que um sistema penitenciário problemático fragiliza a segurança pública de todos os cidadãos, mesmo os que estão fora dos presídios.          

“A falta de reforma dentro do sistema carcerário é uma coisa que contribui para o nível de criminalidade e violência que existe nos estados”, disse Cahill, citando o exemplo do Espírito Santo. Denúncias de precariedade das unidades prisionais e da prática de tortura e esquartejamentos em presídios capixabas levaram o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) a pedir à Procuradoria-Geral da República intevenção federal no estado.    

Segundo Cahill, a Anistia Internacional vem denunciando a situação do sistema carcerário capixaba há pelo menos dois anos, ao mesmo tempo em que tem sido criticada pelas autoridades públicas no estado. “Foi dito que as intenções dos movimentos de direitos humanos são políticas.”    

Relatório divulgado hoje (28) pela Anistia Internacional mostra que o problema das cadeias brasileiras não se restringe ao Espírito Santo. Inúmeros casos de violações de direitos humanos são citados pelo documento, em presídios como o Instituto Penal Paulo Sarasate, em Fortaleza, e a Casa de Detenção Urso Branco, em Rondônia, e em sistemas de internação para adolescentes infratores, como o de São de Paulo e o do Rio de Janeiro.      
Edição: Juliana Andrade

 

 

27/05/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=53890

Servidores do sistema prisional são vacinados contra gripe

A Gerência de Saúde e Recuperação de Dependentes Químicos, da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe), vacinou, nesta quarta-feira (27/05), contra influenza e meningite, os servidores do sistema prisional lotados no prédio do Ipasgo (Rua 90). Cerca de 50 doses das vacinas foram aplicadas.

Na terça-feira (26/05), 300 doses das vacinas imunizaram os servidores lotados no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e policiais militares do 8º Batalhão. A vacinação dos presos foi realizada em janeiro deste ano.

 

 

27/05/2009

Diário catarinense

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&section=Blogs&tipo=1&coldir=1&uf=1&local=1&blog=630&post=185284&siteId=545

Brasil medieval

 

De que adianta a Embratur gastar milhões em campanhas publicitárias para transformar o Brasil num chamariz de turismo receptivo, se alguns segundos de imagens devastadoras anulam todo esse esforço? Navegam pelo YouTube e já completaram o seu percurso pelas redes de TV americanas e européias as deprimentes imagens dos cadeiões de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Carne humana enlatada em masmorras medievais, 800 presos empilhados uns sobre os outros, num recinto que comportaria menos da metade.         

Falência

O sistema penitenciário brasileiro, falido, abandonado, deveria servir ao menos para constranger suas autoridades. Todo governador que tivesse passado um período administrativo sem construir penitenciárias habitáveis, deveria ser “internado” por uma semana num desses cadeiões.

A propósito: quando será desativada a penitenciária da Trindade, encravada no coração do bairro? Pelo visto, no Dia de São Nunca. Também aqui em Santa Catarina o sistema está falido. Faltam novas unidades, falta humanismo e respeito à lei.

Presídios e estádios      

Deveria um governante aplicar no “social-penal” ou bancar a sede da Copa do Mundo ou das Olimpíadas? As opções não deveriam ser colocadas no mesmo plano. Os dois investimentos são importantes. Mas, no caso carioca, choca o “dever de casa não feito”. O Rio deveria ser condenado a construir presídios e não estádios. Paradoxo: um estádio futurista, como o Engenhão — e presídios de filme de terror? 

 

27/05/2009

SUSEPE

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=53888

Presos constroem muro na Cadeia de Jussara

Presos da Cadeia Pública de Jussara começaram, nesta quarta-feira (27/05), a construção de muro de três metros de altura que cercará toda a unidade prisional. A obra está sendo realizada com recursos da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe) e doações da prefeitura local.

De acordo com o diretor da unidade, Danilo de Carvalho Silva, o muro reforçará a segurança da unidade prisional e trará mais tranquilidade para a sociedade. “Graças à parcerias, como essa com a Prefeitura de Jussara, estamos conseguindo trazer melhorias para a cadeia.”, completa o diretor.

A mão-de-obra aplicada na obra é de cinco presos da unidade. Pelo trabalho todos vão receber remissão da pena (um dia a menos na pena para cada três dias trabalhados).

 

 

27/05/2009

Última Instância

http://ultimainstancia.uol.com.br/new_site/novonoticias/INTEGRA+DO+PROVIMENTO+QUE+INSTITUIU+RODIZIO+DE+PRESOS+NO+RS_64039.shtml

Íntegra do provimento que instituiu rodízio de presos no RS

Da Redação

PROVIMENTO Nº 001/2009 – VEC – PORTO ALEGRE

Consolida e fixa regras para o cumprimento das penas em regime semiaberto e aberto no âmbito dos estabelecimentos penais sujeitos à VEC/POA e dá outras providências.

Adriana da Silva Ribeiro, Luciano André Losekann e Sidinei José Brzuska, Juízes de Direito, respectivamente, do 1° Juizado da VEC/POA, 2° Juizado da VEC/POA e Juizado de Fiscalização dos Presídios da Região Metropolitana, no uso de suas atribuições legais,

Considerando o gravíssimo quadro de superlotação das unidades prisionais de regime semiaberto e aberto sob a jurisdição desta Vara e do Juizado de Fiscalização dos Presídios, gerador de inadmissíveis situações de desrespeito aos mais elementares direitos da pessoa humana, tudo a exigir posicionamento claro e firme por parte dos magistrados com atuação na área;

Considerando os constantes conflitos e transtornos gerados por essa superlotação, inclusive aqueles resultantes do comum e descontrolado ingresso de substâncias entorpecentes, de armas e de aparelhos de telefone celular no interior dos estabelecimentos;

Considerando a histórica omissão e, bem assim, a ineficiência do Poder Executivo do Estado no que concerne à construção de novos estabelecimentos prisionais no entorno da região metropolitana de Porto Alegre, fazendo com que as unidades de regime semiaberto e aberto sejam, na atualidade, em clara afronta aos ditames constitucionais e legais, verdadeiros depósitos de seres humanos, propiciando constantes fugas e conflitos entre segregados;

Considerando a necessidade de reunir em um único diploma as várias determinações expedidas pela VEC ao longo dos últimos quinze anos, por meio de provimentos e ordens de serviço, facilitando o entendimento e possibilitando a aplicação de regras uniformes por parte dos administradores de estabelecimentos prisionais de regime semiaberto e aberto;

 PROVEEM:

 DASSAÍDASTEMPORÁRIASAUTOMATIZADAS.

TEMPO MÁXIMO POR ANO. PARECER DA CASA PRISIONAL.

Art. 1°. O pedido de saídas temporárias será sempre individual, abrangerá o tempo máximo de trinta e cinco (35) dias por ano (art. 124, caput, da LEP) e será instruído com parecer fundamentado da direção do estabelecimento prisional, tendo por base o comportamento do apenado, vedada a manifestação de neutralidade.

RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA. DESNECESSIDADE DE NOVO REQUERIMENTO.

Art. 2º. O período de um (01) ano será computado a partir da data da autorização das saídas temporárias, renovando-se, automaticamente, por mais trinta (35) dias para o ano seguinte, se não houver alterações.

ADMINISTRAÇÃO E PRAZO DAS SAÍDAS. COMUNICAÇÃO PRÉVIA À VEC.

Art. 3º. O diretor do estabelecimento prisional administrará as saídas temporárias, uma vez autorizadas judicialmente. O apenado, mediante prévio ajuste como o administrador do estabelecimento, fica autorizado a ter saídas de, no máximo, três (03) dias/mês, totalizando trinta e cinco (35) no ano.

§ 1º. Para efeito de cumprimento do disposto no caput deste artigo, o diretor do estabelecimento prisional deverá, obrigatoriamente, comunicar a Vara das Execuções Criminais, com no mínimo quinze (15) dias de antecedência, sobre a data, o período e o local onde estará o apenado em gozo do benefício, a fim de permitir a fiscalização por parte do Juízo das Execuções Criminais ou de outros órgãos da execução.

§ 2º. Idêntico direito poderá ser usufruído pelo apenado que cumpre pena em regime aberto, possibilitadas neste caso, no entanto, saídas temporárias de até sete (07) dias/mês, totalizando trinta e cinco (35) no ano.

REQUERIMENTO. PRAZO.

Art. 4º. O pedido de saídas temporárias deverá ser entregue na Vara das Execuções Criminais, pelo menos, trinta (30) dias antes da data prevista para a primeira liberação, salvo impossibilidade justiçada.

REMOÇÃO DO APENADO. ANOTAÇÃO DO BENEFÍCIO E DA SUSPENSÃO OU REVOGAÇÃO NO EXPEDIENTE DO APENADO.

Art. 5º. O direito às saídas temporárias persiste enquanto não revogado o benefício por decisão judicial, mesmo na hipótese de remoção do condenado para outro estabelecimento de mesmo regime, sob a jurisdição da VEC/POA, devendo constar no expediente a data de deferimento do benefício, as datas e períodos de gozo, bem como anotação sobre eventual suspensão ou revogação.

ALTERAÇÕES. COMUNICAÇÃO À VEC. REVOGAÇÃO. RESTABELECIMENTO.

Art. 6º. Qualquer alteração verificada deverá ser objeto de instauração do competente Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e será comunicada, imediatamente, à VEC/POA para suspensão ou revogação do benefício, que só poderá ser recuperado se satisfeitos os requisitos do parágrafo único do art. 125 da LEP.

REGIME INICIAL SEMIABERTO. PRAZO PARA O BENEFÍCIO.

Art. 7º. O condenado que iniciar a execução da pena em regime semiaberto poderá ser beneficiado com saídas temporárias após o cumprimento de um sexto (1/6) da pena, se primário, e um quarto (1/4), se reincidente (art. 123, inciso II, da LEP), computado o tempo em que esteve preso provisoriamente. O requisito do lapso temporal deverá estar satisfeito na data prevista para a primeira saída, na impedindo a formulação do pedido com a antecedência prevista no art. 4° deste provimento.

REGIME INICIAL FECHADO. PERÍODO DE OBSERVAÇÃO. TEMPO MÁXIMO.

Art. 8º. O condenado que começou a cumprir a pena em regime fechado está dispensado de satisfazer o requisito temporal no regime semiaberto (Súmula 40 do STJ), mas deverá passar por período de observação que permita o oferecimento de parecer pela administração do estabelecimento prisional. O período de observação não poderá exceder a três (03) meses, ou a um sexto (1/6) do saldo da pena, prevalecendo o menor.

REGIME ABERTO. DISPENSA DO PRAZO E DO PERÍODO DE OBSERVAÇÃO.

Art. 9º. O condenado em regime aberto está dispensado de satisfazer o requisito temporal (art. 7º) e de passar por período de observação.

DATAS TRADICIONAIS ABRANGIDAS PELO PRESENTE PROVIMENTO.

Art. 10. As saídas temporárias em datas tradicionais (primeiro do ano, Navegantes, Páscoa, Corpus Christi, Dia das Mães e Dia dos Pais, Independência, 20 de setembro, Dia da Criança, Finados, XV de Novembro e Natal) estão compreendidas no presente Provimento, sendo vedados pedidos específicos.

CARNAVAL.

Art. 11. Salvo situação excepcional, devidamente justificada e autorizada judicialmente, não será permitido o gozo de saída temporária nos dias de Carnaval.

BENEFICIÁRIO DE SAÍDAS AUTOMATIZADAS E PROGRAMADAS. DESNECESSIDADE DE RENOVAÇÃO DO PEDIDO.

Art. 12. O condenado que já goza dos benefícios de saídas temporárias automatizadas e programadas não necessita renovar o pedido, aplicando-se a decisão que as concedeu as determinações do presente provimento.

DOSERVIÇOEXTERNO.

SERVIÇO EXTERNO E REGIME SEMIABERTO. DESNECESSIDADE DE CUMPRIMENTO DE 1/6 DA PENA. FISCALIZAÇÃO PRÉVIA PELO ESTABELECIMENTO PENAL.

Art. 13. O apenado que inicia o cumprimento da pena em regime semiaberto poderá usufruir do benefício do serviço externo antes mesmo de cumprir um sexto (1/6) da pena. Nesse caso, é obrigatória a fiscalização prévia da casa prisional (verificação da real existência do trabalho) e parecer favorável do estabelecimento prisional, seja quanto ao trabalho a ser desenvolvido, seja quanto ao comportamento do preso.

Parágrafo único. O apenado somente poderá ser autorizado a sair para o serviço externo após a devida autorização judicial.

REGIME SEMIABERTO E APENADO REGULARMENTE EMPREGADO AO TEMPO DO INÍCIO DE CUMPRIMENTO DA PENA. LIBERAÇÃO IMEDIATA. FISCALIZAÇÃO POSTERIOR.

Art. 14. O condenado cuja pena deva ser cumprida, inicialmente, em regime semiaberto e que antes da sua segregação já exercia atividade laboral lícita, conquanto possua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) devidamente assinada pelo empregador no mínimo um (01) mês antes da prisão e comprove, no mesmo período (um mês antes), o recolhimento da respectiva contribuição previdenciária, poderá ser imediatamente liberado pelo administrador do estabelecimento, independentemente de prévio parecer da direção. Nesse caso, a verificação e o parecer da direção do estabelecimento serão efetuados posteriormente, em período nunca superior a trinta (30) dias.

Parágrafo único. Além do requisito estabelecido no caput, o apenado deverá demonstrar bom comportamento, sem o que o administrador do estabelecimento poderá deixar de liberá-lo de imediato, caso em que deverá comunicar a circunstância, o quanto antes , ao juízo das execuções criminais.

NECESSIDADE DE DOCUMENTAÇÃO AUTENTICADA.

Art. 15. Para os fins previstos no artigo antecedente, a documentação a ser entregue na casa prisional pelo apenado e/ou seu empregador deverá estar devidamente autenticada.

SUSPENSÃO DO SERVIÇO EXTERNO. PRÁTICA DE FALTA GRAVE. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PAD

Art. 16. Na hipótese de prática de falta grave, o serviço externo será imediatamente suspenso pelo administrador do estabelecimento prisional, que deverá enviar o PAD a juízo no prazo de trinta (30) dias (art. 36 do RDP –Portaria SJS-RS 014/2004). Cumprido eventual isolamento preventivo, o faltoso continuará com os benefícios suspensos até a apreciação do PAD pelo juízo da execução penal, ressalvada decisão deste em sentido contrário.

REGIME SEMIABERTO. SERVIÇO EXTERNO EM PROTOCOLO DE AÇÃO CONJUNTA (PAC).

Art. 17. O condenado de regime semiaberto, independentemente do cumprimento de um sexto (1/6) da pena, desde que ostente bom comportamento e ressalvado o que dispõe o § 2º deste artigo , poderá ser vinculado pelo administrador do estabelecimento a serviço externo por meio de Protocolo de Ação Conjunta (PAC) celebrado entre a Superintendência dos Serviços Penitenciário (SUSEPE) e terceiro, com posterior comunicação ao juízo da execução criminal.

§ 1º. Igual benefício poderá ser usufruído pelo apenado que cumpre pena em regime aberto.

REGIME ABERTO E APENADO REGULARMENTE EMPREGADO AO TEMPO DO INÍCIO DE CUMPRIMENTO DA PENA. LIBERAÇÃO IMEDIATA. FISCALIZAÇÃO POSTERIOR. DOCUMENTÇÃO AUTENTICADA.

Art. 18. O condenado cuja pena deva ser cumprida, inicialmente, em regime aberto e que antes da sua segregação já exercia atividade laboral lícita, conquanto possua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) devidamente assinada pelo empregador no mínimo um (01) mês antes da prisão e comprove, no mesmo período (um mês antes), o recolhimento da respectiva contribuição previdenciária, poderá ser imediatamente liberado pelo administrador do estabelecimento, independentemente de prévio parecer da direção. Nesse caso, a verificação e o parecer da direção do estabelecimento serão efetuados posteriormente, em período nunca superior a trinta (30) dias.

§ 1º. Além do requisito estabelecido no caput deste artigo, o apenado deverá demonstrar bom comportamento, sem o que o administrador do estabelecimento poderá deixar de liberá-lo de imediato, caso em que deverá comunicar a circunstância, o quanto antes, ao juízo das execuções criminais.

§ 2º. Para os fins previstos no caput deste artigo, a documentação a ser entregue na casa prisional pelo apenado e/ou seu empregador deverá estar devidamente autenticada.

DOCUMPRIMENTODEPENAEMREGIMEABERTO.

RECOLHIMENTO EM RESIDÊNCIA PARTICULAR APÓS TRINTA (30) DIAS DO INÍCIO DE CUMPRIMENTO DA PENA.

Art. 19. O apenado que cumpre pena em regime aberto, após trinta (30) dias no estabelecimento prisional, conquanto tenha bom comportamento, fica autorizado nos finais de semana a se recolher em residência particular, ausentando-se do estabelecimento das 7 horas de sábado até às 19 horas de domingo.

Parágrafo único. A aplicação do disposto no caput deste artigo não afasta a aplicação de outros benefícios previstos na Lei 7.210/84, ressalvado o disposto no art. 24, 2ª. parte, deste provimento.

Art. 20. Para efeitos de fiscalização, o beneficiado indicará ao administrador do estabelecimento prisional e, por conseguinte, à Vara das Execuções Criminais, o local onde permanecerá (residência particular), de onde não poderá se afastar sem autorização judicial, salvo por motivo de trabalho, estudo ou doença comprovada.

Art. 21. O atraso injustificado na reapresentação e a transgressão de qualquer condição do presente provimento acarretará cancelamento automático de saída do apenado no dia e na semana imediatamente seguinte.

Art. 22. A prática de qualquer falta que denote comportamento inadequado, apurada em procedimento disciplinar (PAD), suspenderá o benefício pelo tempo da punição imposta, ou por até quatro (04) finais de semana.

Art. 23. Não fará jus ao benefício o apenado que estiver, excepcionalmente, autorizado a se ausentar para trabalho, por período integral, durante os dias úteis.

Art. 24. A concessão do benefício previsto no artigo 19 deste provimento não afeta o direito a saídas temporárias (arts. 1º a 12, acima), mas o gozo deste impede o daquele, ficando vedada cumulação na mesma semana (exemplo: o apenado que gozar de saída temporária de três dias, de quarta a sexta-feira, não poderá se afastar no sábado e no domingo).

DAREMIÇÃOPELOTRABALHOEPELOESTUDO.

REMIÇÃO PELO TRABALHO.

Art. 25. A remição pelo trabalho exercido pelo preso que cumpre pena em regime fechado, semiaberto ou aberto será concedida mediante a apresentação e posterior análise de Atestado de Efetivo Trabalho (AET) enviado ao juízo da execução pelo administrador do estabelecimento prisional e será computada na forma do § 1º do art. 126 da LEP.

Parágrafo único. Nos AETs encaminhados ao juízo das execuções penais não deverãoser computados como de efetivo trabalho o dia de descanso semanal do apenado e os feriados, exceto se o preso, a despeito de ser feriado, exercer atividade considerada ininterrupta e essencial ao funcionamento do estabelecimento (exemplo: atividades em cozinha e limpeza do estabelecimento).

REMIÇÃO PELO ESTUDO.

Art. 26. O apenado que cumpre pena em regime fechado, semiaberto ou aberto tem direito a remir a pena, na proporção de um dia de pena para cada 18 horas-aula assistidas no ensino fundamental, médio ou superior, independentemente de eventual aproveitamento escolar/acadêmico.

REMIÇÃO PELO EXERCÍCIO DE TRABALHO E DE ESTUDO.

Art. 27. O condenado que cumpre pena em qualquer dos três regimes carcerários poderá remir a pena, a um só tempo, pelo trabalho e pelo estudo.

§ 1º. Coexistindo trabalho e estudo, a remição não poderá ultrapassar um terço (1/3) da pena no período aferido, ficando limitada a dez (10) dias por mês ou quatro (04) meses por ano, de modo a poder beneficiar o preso trabalhador nos dias em que este não puder exercer atividade laborativa (finais de semana, por exemplo), conquanto observado o limite temporal antes citado.

§ 2º. Para fins de aplicação do disposto no caput deste artigo, o administrador do estabelecimento prisional deverá enviar AETs distintos, de modo que um deles compute o período dedicado ao trabalho e outro ao estudo.

PRÁTICA DE FALTA GRAVE. ISOLAMENTOPREVENTIVO.MOMENTO DO RETORNO DO APENADO AO REGIME DE ORIGEM.

Art. 28. Observadas as regras da Lei 7.210/84 (art. 60) quanto ao isolamento preventivo e da Portaria SJS 014/2004, o apenado não será reconduzido para a casa e regime de origem sem a prévia determinação judicial, aguardando segregado a conclusão e a homologação do procedimento administrativo (PAD) instaurado para a apuração da falta grave, ressalvada decisão judicial em sentido contrário.

Parágrafo único. Após o cumprimento de eventual isolamento preventivo e caso situação excepcional o recomende (exemplo: segurança do próprio apenado, possibilidade evidente de fuga, etc.), a autoridade administrativa poderá representar ao juízo da execução solicitando que o faltoso seja mantido em regime fechado, fora do isolamento e sem qualquer restrição de direitos, até o término do procedimento disciplinar, observado o prazo legal para conclusão.

DOSISTEMADECUMPRIMENTODAPENAEMNOITESALTERNADASNOSREGIMESSEMIABERTOEABERTO. REQUISITOS.

REQUISITOS.

Art. 29. O apenado que cumpre pena em regime semiaberto – seja este seu regime inicial ou decorrente de progressão – após um (01) ano de serviço externo, conquanto não registre qualquer falta grave ou incidente no curso da execução da pena (PADs, atrasos, falta ao pernoite, brigas, embriaguez, discussões, novo delito, registro de ocorrência policial, etc.), poderá ser autorizado judicialmente a cumprir a sua pena pelo sistema de noites alternadas (noite sim, noite não) no estabelecimento prisional de regime semiaberto. Na noite em que não permanecer no estabelecimento deverá se recolher em residência particular previamente indicada à administração.

Parágrafo único. Além de satisfazer o requisitos previstos no caput deste artigo, o apenado deverá declinar o local onde poderá ser encontrado para efeitos de fiscalização e, bem assim, durante à noite, estar recolhido à habitação particular no horário compreendido entre às 20 h de um dia até às 7 horas do dia seguinte. Ao final do período em que pernoitou e permaneceu recolhido em residência particular, o apenado deverá se reapresentar, novamente, no estabelecimento penal, no máximo até às 19 horas e 30 minutos..

UTILIZAÇÃO ÚNICA DO BENEFÍCIO. SUSPENSÃO. REVOGAÇÃO E VOLTA AO SISTEMA TRADICIONAL.

Art. 30. O benefício previsto no artigo anterior só poderá ser utilizado pelo apenado uma vez. Caso se envolva em algum incidente, a ser imediatamente comunicado à Vara das Execuções Criminais, o preso terá seu benefício imediatamente suspenso pelo administrador.

Parágrafo único. Na hipótese de o apenado descumprir as regras do sistema de apresentações intercaladas, deverá voltar, imediatamente, a cumprir sua pena em regime semiaberto pelo modo tradicional.

EXTENSÃO DO BENEFÍCIO AOS APENADOS DO REGIME ABERTO.

Art. 31. Idêntico benefício poderá ser usufruído pelo apenado que cumpre pena em regime aberto, após cumprir, no mínimo, seis (06) meses ou 1/6 da pena, prevalecendo o menor.

§ 1º. O apenado de regime semiaberto beneficiado com o sistema de cumprimento de pena em dias alternados não necessitará cumprir novo lapso temporal quando progredir ao regime aberto.

VEDAÇÃO DE CONCOMITÂNCIA DO SISTEMA DE APRESENTAÇÕES INTERCALADAS E SAÍDAS TEMPORÁRIAS E COM RECOLHIMENTO AOS FINAIS DE SEMANA.

Art. 32. Os apenados beneficiados com as apresentações intercaladas não terão, em qualquer hipótese, direito ao benefício das saídas temporárias.

NECESSIDADE DE ELABORAÇÃO DE LISTA DE BENEFICIÁRIOS E DECISÃO JUDICIAL.

Art. 33. Para efeito de aplicação do sistema de cumprimento de pena em dias alternados, os administradores dos estabelecimentos de regime semiaberto e aberto sob a jurisdição da VEC/POA elaborarão lista dos apenados que satisfaçam os requisitos previstos no presente provimento, remetendo-a à VEC. Após o devido processamento no juízo das execuções criminais (parecer do MP e decisão judicial), receberão os administradores comunicado da VEC autorizando, ou não, gozo do benefício.

LIVRAMENTOCONDICIONAL.

Art. 34. Sessenta (60) dias antes de o apenado implementar o requisito objetivo necessário à concessão do livramento condicional, o administrador do estabelecimento penal encaminhará ao juízo das execuções criminais os documentos necessários à instrução do pedido.

DISPOSIÇÕESTRANSITÓRIAS

Art. 35. O sistema de cumprimento de pena em dias alternados, previsto nos arts. 29 a 33 deste provimento, será implantado de forma gradual nos estabelecimentos sujeitos à jurisdição da VEC/POA, devendo seguir, a partir da sua publicação e a cada trinta (30) dias a seguinte ordem: (1º) FPLD, IPIMD e CAF; (2º) IPC (Canoas) e CASM (Gravataí); (3°) CAPPB, IPEP; (4 º) IPV e outros estabelecimentos de regime semiaberto e aberto.

Art. 36. Os magistrados da VEC/POA, o Juizado de Fiscalização dos Presídios da Região Metropolitana, juntamente com os demais órgãos da execução penal e administradores dos estabelecimentos prisionais, à medida que o sistema de cumprimento em dias alternados for sendo implantado, realizarão reunião mensal para avaliar a sua operacionalização, propondo as modificações necessárias.

Art. 37.O presente provimento entrará em vigor a partir de 1º de junho de 2009, revogadas as disposições em contrário, em especial as Ordens de Serviço de números 01/94, 01/95, 02/95, 03/95, 01/96, 01/2002, 02/2002 e Provimentos de números 01/95, 01/99, 02/99 e 01/2001.

Encaminhe-se cópia à Egrégia Corregedoria-Geral da Justiça, à SUSEPE, aos diretores de estabelecimentos penais dos três regimes, sujeitos a esta jurisdição, à Comissão de Execuções Criminais do MP e à Defensoria Pública estadual.

CUMPRA-SE.

Porto Alegre, 26 de maio de 2.009.

Adriana da Silva Ribeiro,            
Juíza de Direito – VEC – 1º Juizado.

Luciano André Losekann,           
Juiz de Direito – VEC – 2º Juizado.

Sidinei José Brzuska,     
Juiz de Direito – VEC – Fiscalização dos Presídios da Região
Metropolitana.

 

 

27/05/2009

IIDH – Instituto Interamericano de Direitos Humanos

http://www.iidh.ed.cr/

Diálogo ministerial: educación en derechos humanos y prevención de la violencia

San José, Costa Rica. 27 de mayo de 2009. Convocado por la Secretaría de Educación de Honduras y el IIDH, con la cooperación de la Secretaría General de la OEA, el 29 de mayo tendrá lugar en Tegucigalpa el Diálogo ministerial: educación en derechos humanos y prevención de la violencia.

A este encuentro, tercero de un proceso de incidencia institucional para apoyar a los Estados en el cumplimiento de sus obligaciones en este campo, asistirán las delegaciones ministeriales de Bolivia, Colombia, Guatemala y Honduras, cuyo titular, su excelencia Marlon Brevé, lo inaugurará junto con el Embajador Albert Ramdin, secretario general adjunto de la OEA.

El IIDH y la educación en derechos humanos

En cumplimiento de su mandato fundacional, en el transcurso de esta década y de la presente administración, el IIDH diseñó, ejecutó y diseminó en la región muchas iniciativas valiosas en materia de EDH.

Pero tres de ellas merecen destacarse de manera especial, porque:

1) Dieron respuesta a antiguas carencias educativas del continente de una manera creativa, adoptando metodologías innovadoras - “de punta” - y con estándares de calidad internacionales;  
2) Son procesos de largo aliento, que convocan la participación de actores educativos gubernamentales y no gubernamentales de todos los países bajo el liderazgo del IIDH;
3) Muestran resultados abundantes e impactos destacados en el  progreso de la EDH en la región, y        
4) Han sido reconocidas como “buenas prácticas” y “experiencias exitosas” a nivel regional - e internacional también.

Todas ellas se orientan a cumplir el gran objetivo del trabajo educativo del IIDH: construir  herramientas de acción pedagógico-política para los actores educativos nacionales y, a través de ellas, desarrollar sus capacidades técnicas y estratégicas para que tomen en sus manos la tarea de hacer cumplir en sus países el derecho a ser educado en derechos que consagra el Art. 13.2. del Protocolo de San Salvador.

Entre estas iniciativas, se destacan las siguientes: 
• El Informe Interamericano de la Educación en Derechos Humanos, un sistema de monitoreo anual del progreso de la EDH en la región, que el IIDH realiza a manera de “relatoría amistosa independiente” a los órganos interamericanos de vigilancia y protección de los DDHH. Este año se publicará el octavo informe; y,
• La propuesta curricular y metodológica de la EDH para los 10 a 14 años para incorporar la enseñanza de los DDHH en forma sistemática, amplia y con calidad. Responde a la necesidad y demanda de los Estados de la región, concientes del valor de la EDH y preocupados por cumplir sus compromisos internacionales en cuanto a insertarla en el sistema educativo nacional (en cumplimiento de lo establecido por el Protocolo de San Salvador y el Programa Mundial de la EDH de Naciones Unidas).

Aula Interamericana Virtual

Desde 2000 el IIDH empezó a desarrollar una variedad de servicios de información y capacitación apoyados en la plataforma tecnológica de su página web, con los objetivos de:
• Llevar la EDH a poblaciones cada vez más amplias,   
• Superar barreras espacio-temporales, y     
• Optimizar la relación costo-beneficio en los procesos de enseñaza

Como producto de ese proceso, en 2003 nació el Aula Interamericana Virtual, que hoy cuenta con una veintena de cursos en línea en español e inglés. Estos cursos están escritos con lenguaje accesible y utilizan formatos sencillos para facilitar el uso de la herramienta sin necesidad de tener programas o equipos especiales. La experiencia del Aula Interamericana Virtual ha tenido una excelente acogida y utilización masiva. A la fecha, 18425 personas han usado las distintas opciones de cursos.

La primera modalidad es la de los cursos autoformativos, de estudio independiente, disponibles en línea en forma permanente, que las personas interesadas pueden tomar en cualquier momento y a su propio ritmo, con sólo registrarse. La segunda modalidad es como cursos con tutoría, que cuentan una persona instructora; estos se ofrecen en una fecha y por un período determinado a un grupo de participantes que de previo postuló para cursarlos.

Cursos en línea para educadores

Sin embargo, algo faltaba. La oferta inicial de cursos fue técnica, especializada en DDHH y se privilegiaron temáticas mayoritariamente jurídicas; además, se dirigió a públicos de nivel universitario. En 2008, la página web del IIDH todavía no disponía de cursos para docentes.

Desde mediados de 2008, en seguimiento a los acuerdos del encuentro ministerial de Panamá (2007) y de las resoluciones pertinentes de la Asamblea General de la OEA, el IIDH viene diseñando un programa especial de Cursos en línea de EDH para educadores en servicio, que se ofrecerá a equipos técnicos y docentes de los Ministerios de Educación de la región.  
Estos cursos desarrollan distintos aspectos curriculares y metodológicos de la EDH y contarán con facilitadores especializados para orientar y retroalimentar el aprendizaje de los cursantes. Se basan en un modelo de aprendizaje interactivo, que promueve la colaboración entre el facilitador y los y las estudiantes-educadores y entre los estudiantes.

Además, están estructurados en el innovador programa Moodle, de software libre, que permite interfaces más amigables, diseños modulares y gran flexibilidad para combinar módulos según las necesidades de públicos específicos. Esto hará posible que los cursos se adapten a la medida y requerimientos de cada Ministerio de Educación que lo requiera.

En tal sentido, en el segundo semestre de 2008 el IIDH formalizó convenios de cooperación, que incluyen la capacitación en línea de maestros, con los ministerios de El Salvador, Panamá y Guatemala. A  la fecha se encuentran a la firma acuerdos similares con otros países de la región.   
Las capacitaciones se iniciarán en 2009 siguiendo una estrategia de formación de “agentes multiplicadores”, quienes después de capacitados podrán replicar la experiencia con sus colegas del sistema educativo.

En adelante, a partir de los hallazgos de los Informes Interamericanos de la EDH, siguiendo los lineamientos políticos de las resoluciones de la OEA y sobre la base del planteamiento de su Propuesta Curricular y Metodológica, el IIDH continuará contribuyendo a los esfuerzos de los ministerios de educación en el campo de la EDH, mediante estas y otras acciones concretas de capacitación –presencial y en línea-, asistencia técnica especializada y producción y distribución de materiales didácticos.

 

 

27/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/27/materia.2009-05-27.4747571437/view

Seminário em Brasília discute mídia e segurança pública

Da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, abre hoje (27), às 9h30, o seminário Mídia e Segurança Pública. O encontro é preparatório à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que será realizada em agosto em Brasília. Participam dos debates jornalistas, pesquisadores, estudantes e representantes de entidades da sociedade civil.  

Logo após a abertura dos trabalhos, haverá o painel Mídia e Segurança Pública: Diagnósticos e Desafios dos Meios de Comunicação, com a presença da presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel, da pesquisadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania Silvia Ramos e do representante da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Stefanelli.          

À tarde, a discussão será sobre o tema Propostas e Diretrizes para a Atuação da Mídia num Novo Paradigma de Segurança Pública. Mediado pelo jornalista Aziz Filho, da TV Brasil, o debate terá participação da presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Angelina Nunes, e dos pesquisadores Paulo Vaz (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Suzana Varjão (Fórum Comunitário de Combate à Violência).

 

 

26/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/26/materia.2009-05-26.6050489728/view

Audiência pública no Rio discute superlotação carcerária

Da Agência Brasil

São Paulo - A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) realiza hoje (26), às 10h, audiência pública para discutir a superlotação carcerária no estado. Pelo menos 5 mil homens são mantidos em unidades da Polícia Civil à espera de julgamento ou mesmo já condenados.

Devem participar da audiência o secretário estadual de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro de Carvalho, o chefe de Polícia Civil Alan Turnowski, o subprocurador geral de Direitos Humanos Leonardo de Souza Chaves, além de representantes da Defensoria Pública.

 

 

26/05/2009

Zero Hora

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2523511.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral

Secretário diz que novas obras em presídios do RS começam a sair do papel em 90 dias

Edson Goularte ficou surpreso com a decisão judicial que não decretou a prisão de quadrilha

 

Milena Schoeller | milena.schoeller@rdgaucha.com.br

Faltam hoje em torno de 10 mil vagas no sistema penitenciário gaúcho. A Secretaria Estadual de Segurança Pública prometeu nesta terça-feira, durante entrevista no programa Gaúcha Repórter, que serão criadas 7.220 novas vagas (ouça ao lado). Serão reformadas unidades já existentes e construídas novas penitenciárias em municípios como Guaíba, São Leopoldo, Bento Gonçalves, Santa Maria e Lajeado.

Segundo o secretário Edson Goularte, a primeira obra para um novo presídio começa em 90 dias, em Arroio do Ratos, onde serão criadas 672 vagas. Outras construções ainda estão em processo de licitação.    

Para a escolha da empresa, será levado em consideração, além do custo, o prazo para a execução da obra. O secretário afirma ainda que a burocracia é um dos principais entraves para o início das construções. Segundo ele, após a conclusão das licitações, as obras demoram em torno de seis meses para ficarem prontas.   

Goularte afirma ainda que a decisão da Justiça de Canoas que não decretou a prisão de uma quadrilha de furto de caminhões devido a superlotação do sistema causou surpresa.

Na manhã desta terça-feira, o diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Airton Michels, afirmou que o Rio Grande do Sul tem verbas federais disponíveis para a construção de presídios e albergues.          

Michels também ressaltou que questões burocráticas atrapalham a execução das obras. Atualmente, o Estado tem 21 presídios interditados parcialmente e outros dois de forma total. Além de problemas estruturais, a superlotação é o principal motivo.

 

 

26/05/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=53829

CESEPE inscreve pessoal para criar equipe de pesquisa sobre a violência no ambiente prisional

 O Centro de Excelência do Sistema de Execução Penal (CESEPE) abriu inscrições para a contratação de diversos profissionais para trabalharem na realização do Projeto Violência, não!, cujo objetivo é promover discussões sobre os tipos, as origens, as causas e as conseqüências do excesso de agressão e violência nos ambientes prisionais e a interrelação desses comportamentos com a queda na qualidade dos serviços prestados e o adoecimento biopsicosociais dos servidores prisionais.

Serão contratados um coordenador técnico do projeto, com titulação mínima de graduação em qualquer curso superior; um psicólogo pesquisador, com a titulação mínima de graduação em Psicologia; um Psicólogo orientador de grupo, com titulação mínima de Especialização; um Assistente Social Pesquisador, com titulação mínima de graduação; um Sociólogo Pesquisador, com no mínimo a graduação em Sociologia; um Auxiliar Demonstrativo Pesquisador, com segundo grau completo; um Coordenador de Mesa, com exigência mínima de Especialização em Pedagogia; um Diagramador com segundo grau completo; um Revisor de Texto com Licenciatura em Letras; e nove palestrantes com titulação mínima de Mestrado nas seguintes áreas do conhecimento: Direito Penal, Administração de Empresas, Sociologia, História e Psicopedagogia.

Os contratos têm variação de salários e tempo de permanência no projeto. Em média, são funções com remunerações de R$ 1.500 e três meses de contratação. Para os palestrantes, por exemplo, a carga horária e o salário é medida pela relação R$ 80,00 hora/aula. As inscrições foram abertas no dia 25/05 e serão encerradas em 19 de junho. O processo seletivo constará de avaliação de títulos/currículo e entrevista. O resultado final será divulgado no dia 20 de jullho. Os interessados em participar da seleção devem procurar a sede do CESEPE à Rua 94, número 12, Setor Sul (antigo Colégio Estadual Bernardo Sayão – ao lado do Teatro Municipal Martin Cererê), telefones: (62) 3201-8131 ou (62) 8411-0125. As inscrições são gratuitas.

A ficha de inscrição e os documentos necessários para a inscrição estão descritos no site da SUSEPE: www.susepe.go.gov.br. No site também estão publicados o edital e seus anexos.

O Projeto

O Projeto Violência Não! é financiado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) com a contrapartida do governo estadual. A proposta é produzir estudos e pesquisas que direcionem na contramotivação da violência nas unidades prisionais do Estado de Goiás. Para isso, realizará uma série de ações, como pesquisas para compor um banco de dados estatísticos; oficinas de discussões regionais que acontecerá em cada uma das oito sedes de regionais da Superintendência do Sistema de Execução Penal de Goiás;fomentará discussões por meio de um Fórum com equipe multiprofissional das áreas das ciências humanas, juntamente com os diretores e supervisores regionais, visando que os mesmos adotem uma atitude de não aceitação de agressão e violência dentro das unidades que estão sobre os seus comandos; entre outras.

 

 

26/05/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=53827

Morrinhos acerta parceria com prefeitura para empregar presos no município

 O diretor da unidade prisional de Morrinhos, Regional Sudeste da Superintendência do Sistema de Execução Penal (SUSEPE), Juliano Galdino Ferreira, estará reunido hoje à tarde com o prefeito da cidade, Cleomar Gomes de Freitas, para oficializar parceria entre as duas instituições para o emprego de mão-de-obra de presos do regime fechado em serviços gerais prestados pelo município à comunidade local.

A reunião, prevista para as 15 horas, na prefeitura de Morrinhos, vai selar uma iniciativa do juiz da Vara de Execuções Penais da Comarca de Morrinhos, William Costa Melo, que já havia conversado com o prefeito e sugerido a parceria. À princípio, serão empregados seis detentos, sendo uma mulher. Eles trabalharão no viveiro municipal e no abatedouro de gado da cidade. O trabalho deverá começar a partir da segunda quinzena do próximo mês. O presídio abriga no total 190 presos, sendo 105 do regime fechado. Do regime fechado, 17 trabalham em algum tipo de atividade laboral desenvolvida na unidade, como costura de bolas, confecção de sandálias, horta, limpeza geral e reciclagem.

De acordo com o diretor Juliano Galdino a parceria com a prefeitura deverá ser estendida com a realização de outros projetos em estudo como a construção da cozinha do presídio para a confecção das refeições da população carcerária. Hoje, a prefeitura custeia os mantimentos e a comida é feita na cozinha do hospital da cidade.

Conselho da Comunidade

A unidade prisional de Morrinhos conta desde o último dia 14 com um Conselho da Comunidade, como determina a Lei de Execuções Penais. O Conselho é responsável pela fiscalização do cumprimento da execução penal na sua localidade e de apoiar as políticas públicas da administração penitenciária.

O Conselho de Morrinhos, por determinação do juiz local, foi reeleito com novos membros já que a composição antiga não funcionava ativamente. O diretor do presídio da cidade, Juliano Galdino Ferreira, é o vice- presidente do órgão, que também tem como membros representantes da OAB, da Pastoral Carcerária, assistentes sociais e representantes da sociedade em geral.

 

 

26/05/2009

Sap
http://www.sap.sp.gov.br/

Ressocialização é sinônimo de capacitação no IPA de SJRP

Há mais de um ano o Instituto Penal Agrícola (IPA) de São José do Rio Preto, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), oferece cursos profissionalizantes aos reeducandos da unidade prisional. Em 2008 foram 16 e, neste ano, alguns já estão em andamento e outros previstos para começar em breve.

Capacitar e oferecer ressocialização digna são os principais objetivos da direção do IPA ao oferecer os cursos profissionalizantes aos internos. No ano passado, a unidade promoveu cursos nas áreas de eletricista, hidráulica, operação e manutenção de tratores agrícolas, oleiricultura e casqueamento, ferrageamento e rédeas em equinos. No mesmo período, o Senar foi responsável por ministrar mais quatro na área de pedreiro e assentador de tijolos, qualificando um total de 400 internos do regime semiaberto.

Em 2009, quatro cursos de eletricista e hidráulica já foram concluídos e outros dois, na área de construção civil e carpintaria, estão em andamento. O investimento no ensino profissionalizante não cessa. Para o segundo semestre estão previstas turmas para cursos de jardinagem, culinária, metrologia, pintor de parede, carpintaria de forma, entre outros.

 

 

 

 

Para dar extensão ao aprendizado, todos os reeducandos qualificados e certificados recebem outra oportunidade: pôr em prática tudo que aprenderam em sala de aula. No momento os internos estão prestando serviços na construção do Hospital da Criança, também em São José do Rio Preto. Vale lembrar que os tijolos usados no prédio do hospital são fabricados pelos presos na Indústria RCAndrade, instalada nas dependências do IPA.

Para que projetos como esses continuem a contribuir na ressocialização do preso, o diretor do IPA, Ademir Panciera, diz que também quer fazer parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi)  que é essencial para que novos cursos sejam desenvolvidos. “Acredito que a melhor maneira de reinserir os internos na sociedade é qualificá-los para o mercado de trabalho, através de cursos profissionalizantes”, diz Panciera. “Estou muito satisfeito com o interesse despertado pela população carcerária, porque a procura tem sido muito grande”.

 

 

26/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/26/materia.2009-05-26.1983204400/view

Secretaria lança estudo sobre mulheres e segurança pública

Da Agência Brasil

Brasília - A subsecretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves, apresenta hoje (26), em Belo Horizonte, a iniciativa Mulheres - Diálogos sobre Segurança Pública.

A capital mineira é a terceira cidade a sediar o encontro, cuja abertura ocorre às 9h no Hotel Liberty Palace, na Savassi. Trata-se de um estudo, inédito no Brasil, que identificará a visão feminina e suas propostas para a segurança pública.

Para contemplar a diversidade de opiniões estão sendo realizados encontros com mulheres de sete cidades, de diferentes regiões do país. Os resultados serão apresentados na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, em agosto. O estudo também será realizado em Recife, Salvador, Belém e Canoas. Mulheres do Rio de Janeiro e de São Paulo já participaram da iniciativa.

 

 

26/05/2009

Direitos Humanos

http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5184&Itemid=1

Cultura de violência e impunidade, lentidão da reforma agrária e desigualdade racial no Brasil preocupam ONU

No início do mês de maio, o Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU se reuniu em sua 42ª Sessão, e avaliou o cumprimento do PIDESC (Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais) pelo Estado brasileiro. O Brasil – que levou uma numerosa delegação composta pelo Ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi e funcionários de diversos ministérios - foi sabatinado durante dois dias pelos integrantes do Comitê, que também se reuniu e recebeu informações da Justiça Global e de outras organizações de direitos humanos.

Ontem, o Comitê divulgou suas observações e diversas recomendações para o Brasil. Em seu relatório de 12 páginas, a ONU destaca que está profundamente preocupada com a cultura de violência e impunidade prevalecente no país, mencionando as violações contra defensores de direitos humanos cometidas por pistoleiros e milícias privadas, muitas vezes a mando de agentes públicos. O Comitê aponta as falhas das autoridades brasileiras em proteger os defensores de direitos humanos e em responsabilizar os agentes violadores.

Outro ponto destacado pelo relatório da ONU foi a lentidão no processo de reforma agrária. O Comitê solicitou que o Brasil complete rapidamente a demarcação de terras indígenas, conforme determina a Constituição brasileira. Chamou ainda atenção do Comitê a persistência da desigualdade entre brancos e negros no país. Embora reconheça a melhora dos níveis gerais de pobreza, a ONU assinalou que há uma grande discrepância no Brasil entre brancos e negros, em termos de expectativa de vida, pobreza, analfabetismo, e acesso a empregos. Também a discriminação de gênero foi mencionada pelo Comitê, que assinalou que as taxas de mortalidade materna no Brasil são extremamente altas e que o risco de morte materna e a falta de cuidado médico adequado afetam desproporcionalmente comunidades marginalizadas, particularmente, mulheres afro-descendentes, indígenas e do meio rural.

O Comitê também fez recomendações relacionadas ao combate ao trabalho escravo, ao trabalho infantil, ao abuso sexual contra crianças, e à violência doméstica, destacando a grave situação das crianças de rua. A ONU destacou a necessidade de o Brasil garantir direitos previdenciários para trabalhadores domésticos e informais, e determinou medidas para expandir e dar maior efetividade ao programa Bolsa Família. Assinalou ainda a que o Estado deve proteger os sindicalistas, que vem sendo perseguidos, violentados e assassinados.

A ONU declarou ainda sua preocupação pelo Brasil ainda não contar com um Conselho de Direitos Humanos, de acordo com os chamados Princípios de Paris (regras da ONU sobre o status das instituições nacionais para a promoção e proteção de direitos humanos). Em 2014, o Brasil deverá submeter novo relatório para o Comitê.

A Justiça Global participou da sessão da ONU e, em conjunto com a Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT) e o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), apresentou ao Comitê o documento A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA - Um Relatório sobre as Causas Econômicas, Sociais e Culturais da Tortura e de Outras Formas de Violência no Brasil, que está disponível para download na página www.global.org.br 

O relatório da ONU na íntegra também estará disponível na página da Justiça Global e no endereço: http://www2.ohchr.org/english/bodies/cescr/docs/AdvanceVersions/E-C12-BRA-CO-2.doc

 

 

26/05/2009

Jornal Cruzeiro do Sul

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=36&id=188427

Atendimento ao jovem é destaque em conferência

 

Foto: Luiz Setti

A priorização do atendimento ao jovem como um plano de segurança ao redor de escolas e o fortalecimento da cidadania, da educação e do voluntariado foram algumas das sugestões apontadas ontem durante a 1ª Conferência Municipal de Segurança Pública de Votorantim. O evento, que teve por objetivo discutir os rumos da segurança no município, reuniu cerca de 200 pessoas que ouviram de representantes do Judiciário, da Polícia Militar e Civil e do Exec

utivo e Legislativo sugestões para prevenir e reprimir a criminalidade local, além de ações que promovam a cultura da paz. A criação da Secretaria de Segurança Comunitária e a formação da Guarda Municipal foram destaques por parte do Executivo.

Os integrantes do Gabinete de Gestão Integrada, criado pelo prefeito Carlos Augusto Pivetta (PT), juntamente com autoridades do Judiciário, das polícias e da comunidade organizada, expuseram cada um sua realidade e principais dificuldades para tratar da violência e da criminalidade. Praticamente todos os representantes assumiram tratar-se de um sistema engessado e de múltipla dependência. O promotor Wellinton dos Santos Veloso fez um desabafo e assumiu sua descrença em ações governamentais nas esferas estadual e federais, e ressaltou que a solução provém da localidade. O ideal seria uma reforma geral na nossa legislação (federal), com leis mais rigorosas para os menores infratores. Mas como isso não deve acontecer, acredito que a saída está no município. Tratar a violência e a criminalidade aqui no município é a solução, resumiu.

A juíza de Votorantim, Luciana Carone Eugênio, fez um apelo otimista à comunidade para se unir aos poderes e assim somar forças. Eu acredito que a solução está na educação, na família, nos valores. Os problemas não são do Judiciário, da Prefeitura ou da Polícia. O problema é nosso, de todos nós. Acho que repartir nosso conhecimento é o caminho, ressaltou. A autoridade também admitiu que há um engessamento entre os poderes: Sabemos que os processos são muitos, esbarram na burocracia. O Judiciário não tem a autonomia financeira desejada e o Executivo não tem tanto dinheiro quanto queria para ajudar. Mas acredito que não há falta de vontade ou descrença. Quem está no sistema, tenho certeza, faz o melhor, garantiu.

Políticas de educação para o trânsito e a criação do Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) foram as sugestões das polícias Militar e Civil. O delegado titular de Votorantim, José Augusto Pupim, sugeriu ainda a criação de uma Câmara de Mediação para pequenos casos de desentendimentos e o fortalecimento do voluntariado como ações de prevenção à criminalidade. Um espaço com uma equipe multidisciplinar para receber e orientar o menor infrator será ideal. Acho até que um curso de treinamento para os pais, como da ‘supernanny, é bom. Infelizmente há quem não saiba como educar seus próprios filhos, pontuou.

O prefeito por sua vez lembrou que as autoridades presentes formam o Gabinete de Gestão Integrada, que tem por objetivo realizar ações em conjunto para a prevenção de violência e promoção da paz. Pivetta destacou que o grupo se reúne mensalmente desde o início do ano e o resultado, além da conferência, foi a criação da Secretaria de Segurança Pública e da Guarda Municipal. A secretaria será apenas um caminho para prosseguirmos com as ações. A GM foi uma solicitação do grupo que acredito ser ideal. Mas pretendemos ainda fomentar outras idéias e iniciativas, como o plano de segurança no perímetro escolar e criação do NAI, resumiu ele que se comprometeu a colocar em prática todas as sugestões do grupo. O poder público está aberto a agir e assumir seu papel, garantiu.

 

 

26/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/26/materia.2009-05-26.9065083104/view

Delegacias fluminenses têm 4 mil presos em cadeias superlotadas

Vladimir Platonow          
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O problema mais grave no sistema penal fluminense não está nos presídios, que abrigam 23 mil detentos e ainda têm vagas sobrando, mas nas cadeias localizadas nas delegacias, que abrigam cerca de quatro mil presos custodiados em celas superlotadas.

A constatação é do presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Marcelo Freixo (P-SOL), depois de percorrer as cadeias das delegacias e registrar em vídeo as condições degradantes dos presos, espremidos em celas pequenas e sem ventilação.

Ele comandou hoje (26) uma audiência pública na tentativa de encontrar uma solução para o problema. “Não é papel da Polícia Civil custodiar presos. A Lei de Execução Penal não prevê o preso ter sua pena cumprida em uma carceragem de polícia. Isso é absolutamente ilegal e desumano. É uma maneira cara de tornar aquelas pessoas muito piores, nas condições em que estão vivendo”, disse.

O parlamentar responsabilizou a falta de diálogo entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Polícia Civil pela desorganização do sistema. “Não tem um planejamento para a questão das carceragens no Rio de Janeiro. O governo não se entende: a Secretaria de Administração Penitenciária responsabiliza a Polícia Civil, que dá o troco e diz que a responsabilidade é da Seap”, afirmou.

Freixo criticou o fato do atual governo estadual não ter construído uma casa de detenção provisória, em dois anos e meio de mandato. “Desde 2006, o governo do estado não constrói uma casa de custódia sequer. Isso é de uma imensa irresponsabilidade. Temos um crescimento da população carcerária de 10% ao ano", disse.

O responsável pelo programa Delegacia Legal, que objetiva acabar com as cadeias dentro de delegacias, César Campos, garantiu que o problema estará resolvido dentro de 18 meses, até o fim do atual governo. Segundo ele, nos dois governos anteriores foram construídas 11 casas de custódia. Atualmente, cerca de 20 delegacias abrigam em suas celas presos custodiados.

“Não dá para fazer tudo de uma vez. Você não consegue gerar tantas vagas, porque são obras muito caras. Nenhuma casa de custódia foi construída neste governo, porém está se buscando recursos para concluir o programa como um todo”, afirmou  Campos.

Segundo ele, o governo espera a liberação de uma linha de crédito de R$ 157 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para concluir as obras nas delegacias e investir em oito novas casas de custódia.

Quatro unidades já têm local definido: duas no Complexo Penitenciário de Bangu, uma em Magé e uma em Resende. As outras quatro serão construídas nas regiões dos Lagos e Serrana, e nas proximidades dos municípios de Niterói e São Gonçalo, onde a carceragem da delegacia do bairro de Neves, com capacidade para 200 detentos, está com 782 presos.

Ao fim da audiência, o secretário da Seap, coronel César Rubens, evitou falar com a imprensa sobre o assunto. Disse apenas que o sistema penitenciário fluminense é um dos melhores do Brasil.

 

 

26/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/26/materia.2009-05-26.7157939088/view

Para Pastoral, superlotação no RS prejudica controle dos presos no Presídio Central

Luciana Lima      
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A superlotação no Presídio Central em Porto Alegre faz com que o estado não tenha controle sobre os presos, de acordo com o coordenador da Pastoral Carcerária no Rio Grande do Sul, Manoel Feio da Silva, que há mais de 10 anos, visita semanalmente a unidade. Ele informou que em cada galeria do presídio existe a figura do “chefe de galeria”, um preso que assume a liderança sobre os demais detentos naquele local. “Na galeria D, por exemplo, o chefe de galeria decidiu que a pastoral não pode entrar. E não entramos”, disse Manoel da Silva.   

O presídio tem capacidade para abrigar 1,7 mil presos e, atualmente, de acordo com dados da Secretaria estadual de Segurança Pública, abriga cerca de 5 mil. “Com essa população carcerária, quem manda são os presos e a direção do presídio reconhece a existência dessas lideranças”, destacou.    

O Presídio Central foi apontado no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário como o pior presídio do Brasil. Nesse ranking figuram em segundo lugar, a Colônia Agrícola de Campo Grande (MS); e em terceiro, o Distrito de Contagem (MG), a Delegacia de Valparaíso (GO), a 52ª Delegacia de Polícia em Nova Iguaçu (RJ) e a 53ª Delegacia de Polícia de Caxias (RJ).   

“No pavilhão B, um dos mais lotados, é comum ver os presos descerem para o banho de sol enrolados em cobertores. Em vez de tomarem banho de sol eles deitam embaixo na marquise para dormir já que não puderam deitar a noite por falta de espaço. Nas celas, existem seis camas, onde é possível dormir 12 pessoas. Mas como existem cerca de 30 presos em cada cela, o restante não pode deitar”, desse o coordenador da Pastoral Carcerária.

Outro problema é também a superlotação das celas destinadas a presos doentes. A grande população carcerária, na opinião de Manoel da Silva, impede que haja separação por tipo de doença com o objetivo de evitar contágio. “Em cada galeria existe uma cela que está sempre superlotada. Nesse lugar convivem pessoas com Aids, sífilis, tuberculose e muitas outras doenças”, destacou.      

Mesmo diante da superlotação observada no Presídio Central, para a Pastoral Carcerária, a decisão de não prender 15 suspeitos de integrarem uma quadrilha de roubo de caminhões, tomada pela juiz de Canoas, Paulo Augusto Oliveira Irion, não se justifica. “Ele poderia enviar os presos para o interior ou mesmo verificar a situação de presos cujas penas estão quase no fim, que possuem bom comportamento e que podem ser enviados para o regime semi aberto”, destacou Manoel da Silva.

 

 

26/05/2009

O Estado de São Paulo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090526/not_imp376931,0.php

Aeromodelo levaria celulares para presídio

PM descobre aparelho e prende 3 adultos e 1 rapaz

Daniela do Canto e Marcelo Godoy

O plano durou três meses. Um aeromodelo com motor silenciosos seria levado por meio de controle remoto até o pátio da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, na região oeste do Estado. Acoplado ao aparelho, haveria nove telefones celulares para os detentos. O plano foi descoberto pelos homens da inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que soube que o grupo ia entregar os aparelhos anteontem à noite. A Polícia Militar foi chamada e apreendeu o aeromodelo - era um helicóptero - e celulares. Foram presas três pessoas e detido um adolescente.      

É na P2 de Venceslau que está presa a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os PMs da Força Tática do 24º Batalhão da PM encontraram o helicóptero para aeromodelismo quando revistaram o carro dos suspeitos na Avenida Carlos Platzeck. Os acusados estavam dentro de um Celta preto. Eram 22 horas. Ao fazer a vistoria no veículo, encontraram o equipamento no porta-malas .    

Na base do aeromodelo estava presa uma armação de arame, barbante e fraldas descartáveis, que continha nove telefones celulares sem chips e uma tesoura. Segundo a PM, quando questionado, o menor admitiu ter sido contratado para levar os celulares ao presídio. Ele disse que recebeu R$ 10 mil para a montagem do equipamento. Posteriormente, receberia mais R$ 10 mil.    

De acordo com as informações da inteligência da secretaria, o grupo estava treinando o manejo do aparelho. Tinham encomendado um aeromodelo cujo motor não fizesse barulho, a fim de driblar os PMs da muralha da penitenciária, que conta com sistema de raio X para impedir a entrada de aparelhos celulares.  

Também foram apreendidos nove carregadores de celulares, um controle remoto e um acessório para equipamento de aeromodelismo, um carregador de bateria, um rolo de barbante, uma folha branca com anotações e uma certidão de nascimento com anotações de valores e nomes em seu verso, além de outros cinco telefones celulares.

No Celta estavam o adolescente de 17 anos, morador de Guarulhos; João André Araújo, de 33 anos, de Taboão da Serra; Michele Maria da Silva, de 28, e Talita da Mata Lima, de 22, ambas da capital. Araújo permaneceu preso na Cadeia Pública de Presidente Venceslau.    

Michele e Talita foram levadas à Cadeia Pública de Santo Anastácio e Piquerobi, respectivamente. Os três foram autuados em flagrante por formação de quadrilha. O menor ficou à disposição do Conselho Tutelar.

 

 

26/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/26/materia.2009-05-26.9501708299/view

Presídios da Bahia serão os próximos a serem inspecionados pelo CNJ

Marco Antonio Soalheiro            
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou hoje (26) que o órgão continuará a promover inspeções no sistema prisional de estados nos quais existam denúncias de graves violações aos direitos humanos. Ainda esta semana deve ser concluído o relatório sobre a inspeção realizada nas unidades do Espírito Santo, onde terá início um mutirão carcerário na próxima quinta-feira (28). A partir do dia 7 de julho, será realizado outro mutirão, além de inspeções, no sistema prisional da Bahia, com o objetivo de amenizar a superlotação, através de ampla revisão de processos de réus e condenados presos.      

“O CNJ não vai admitir afronta às normas da Constituição e da Lei de Execuções Penais. Estaremos vigilantes em relação a isso”, afirmou o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, por meio de sua assessoria.         

Na última semana, o juiz Erivaldo Ribeiro, auxiliar da presidência do CNJ, em inspeção à Casa de Custódia de Viana (Cascuvi) disse que os pavilhões estavam "sob controle dos presos" e que não havia forma de os agentes penitenciários entrarem no local para verificar qualquer irregularidade que estivesse acontecendo.     

O governo do Espírito Santo admite a ocorrência de cinco esquartejamentos dentro da unidade nos últimos anos, mas entidades de direitos humanos buscam laudos para comprovar a ocorrência de pelo menos dez crimes do tipo.   

A situação da Cascuvi e do presídio de contêineres, localizado no bairro Novo Horizonte, na Grande Vitória, motivou um pedido de intervenção federal por parte do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).   

A Secretaria de Justiça do Espírito Santo prometeu retirar os presos de contêineres em 40 dias. O governo rechaça a intervenção e recorre ao investimento de R$ 216,7 milhões no sistema prisional do estado para sustentar suas críticas ao pedido do CNPCP.

 

 

25/05/2009

Estadão

http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid376650,0.htm

Justiça determina que presídio do ES não receba mais presos

Decisão foi tomada pela Justiça do Estado, com base nos relatos de juízes após inspeção no presídio

Agência Brasil

BRASÍLIA - Após inspeção realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Casa de Custódia de Viana (Cascuvi), região metropolitana de Vitória (ES), não poderá receber novos presos. A decisão, de acordo com nota divulgada pelo CNJ, foi tomada pela Justiça capixaba, com base nos relatos feitos pelos juízes auxiliares da presidência do CNJ, Erivaldo Ribeiro dos Santos e Paulo Tamburini, que vistoriaram o presídio na semana passada.

 A interdição também determina que o Estado faça a desocupação da unidade prisional, de acordo com o CNJ. "Por razões de segurança e logística, a Secretaria de Estado da Justiça ficará responsável por promover a desocupação, seguindo cronograma que deverá ser submetido, em até 15 dias, para análise e deliberação da Justiça capixaba", destaca a nota.

 De acordo com comunicado recebido pelo presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, desde a última sexta-feira, nenhum preso é mais admitido na Cascuvi.

 De acordo com denúncias recebidas pelo Conselho Nacional de Política Criminal de Penitenciária (CNPCP), os detentos do presídio são submetidoas a torturas. No local, também teriam ocorrido esquartejamentos de presos. Por causa da situação do presídio e em outra unidade prisional, o CNPCP pediu ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a intervenção federal no Estado. O pedido ainda se encontra sob análise do procurador.

 Segundo o CNJ, a partir da próxima quinta-feira, 28, o conselho dará início ao mutirão carcerário no Estado. A nota divulgada pelo CNJ indica que nas visitas realizadas às unidades prisionais capixabas, "foram constatadas graves violações aos direito humanos".

 "O CNJ não vai admitir afronta às normas da Constituição e da Lei de Execuções Penais. Estaremos vigilantes em relação a isso", afirmou o ministro Gilmar Mendes.

 Além do mutirão carcerário, o CNJ informou que pretende assinar com autoridades locais um "termo de ajuste de conduta". Essa medida tem por objetivo fazer com que representantes do Executivo federal e local, do Ministério Público e do Judiciário se comprometam a adotar medidas para sanar problemas como a superlotação das unidades e as condições degradantes as quais os presos estão submetidos.

 

 

25/05/2009

Agência Pulsar

http://www.brasil.agenciapulsar.org/nota.php?id=4575

Pastoral Carcerária defende desmilitarização da polícia

Às vésperas da Conferência Municipal de Segurança Pública de São Paulo, o coordenador Nacional da Pastoral Carcerária Padre Gunther Zgubic compara o poder de indiciamento da polícia brasileira à filosofia da Inquisição.  

O processo de construção de uma Conferência Nacional de Segurança Pública começou em novembro do ano passado com o decreto do presidente Lula. As conferências regionais acontecerão até julho desse ano, processo que culmina em agosto com a realização da Conferência Nacional.

Padre Gunther, destaca a importância da participação da sociedade nesse processo e fala da urgência em se debater o tema: “É um desafio a ser trabalhado, a violência tem sido uma das maiores preocupações da sociedade brasileira e nunca houve conferência sobre esse tema”.

Ele destaca os debates sobre a o papel da polícia brasileira e defende sua “desmilitarização”. Nesse caso, as propostas seriam retirar o poder de indiciamento da polícia e redividir as funções entre os seus diferentes níveis.

Outra discussão é sobre a criação de um Conselho Gestor de políticas públicas para segurança que tenha garantia de 50% dos votos da sociedade civil.

A Conferência Municipal de São Paulo acontecerá nos dias 30 e 31 de maio. (pulsar)

 

 

25/05/2009

Chico Terra

http://chicoterra.com/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=6041&Itemid=91

Encontro discute Segurança Pública no Estado do Amapá

Alieneu Pinheiro

De acordo com dados da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário coletados em visitas às Penitenciarias de todo o Brasil, cada detento custa cerca de R$ 1,6 mil por mês ao cofre público. Entre as várias dificuldades da segurança pública, as penitenciárias brasileiras estão abarrotadas de pessoas; o sistema deixou de ser uma forma de corrigir erros para ser um lugar de tortura, abandono e maus tratos.

Para se discutir esta realidade, estudantes e profissionais da área estarão reunidos no Salão de Atos da Faculdade Seama, 26, no encontro: “Discussão sobre Segurança Pública e Sistema Penitenciário”.

Pela manhã, o evento iniciará com o Mestre em Direito Constitucional, Besaliel Rodrigues, que abordará o tema: “Segurança Pública no Ambiento Constitucional”. Em seguida, o Diretor do Instituto de Administração Penitenciário do Amapá, Walcyr dos Santos, falará sobre “O Sistema Penitenciário no Estado”. À noite, o Desembargador Carmo Antonio, fará uma abordagem sobre os dois temas.

A iniciativa partiu dos acadêmicos do terceiro semestre do Curso de Direito da Instituição e segunda a coordenadora do encontro, Luanda Amoraes Pinto Melo, a discussão servirá para despertar as pessoas quanto a violência que assola os estados. “Queremos que a sociedade saiba o que vem acontecendo no nosso sistema penitenciário; além de informar sobre os métodos de segurança que são usados dentro do estado”, finaliza.

 

 

25/05/2009

O Popular

Projeto proíbe o uso de embalagens de alumínio nos presídios

Agência Câmara

O deputado Léo Vivas (PRB-RJ) apresentou o Projeto de Lei 4920/09, que proíbe o uso de embalagens de alumínio no acondicionamento de alimentos em estabelecimentos penitenciários.

Léo Vivas adverte que essas embalagens, aparentemente inofensivas, podem no entanto causar graves problemas à segurança pública, à população carcerária e aos agentes penitenciários.

Por ter a propriedade de conduzir a eletricidade, explica o deputado, a embalagem de alumínio presta-se a uma multiplicidade de usos perigosos em mãos indevidas, como, por exemplo, a produção de armas tipo estoque e de recipientes para ferver líquidos.

Tramitação
O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime.

 

 

25/05/2009

Iriny Lopes

http://www.irinylopes.com.br/atitude.asp?cod=89

Ninguém é contra a detenção de pessoas que cometeram crimes. São inadmissíveis o tratamento desumano e cruel de presos, os esquartejamentos em cadeias capixabas, a superlotação e torturas diárias

Há muitos anos ouvimos o governo do estado renovar promessas de resolução dos problemas nos presídios do Espírito Santo. Efetivamente, a situação só tem piorado. Além da superlotação, foram incorporadas práticas medievais de tratamento aos detentos, como torturas, confinamento em celas sem luz e ventilação e a pior de todas: a omissão estatal diante dos esquartejamentos de presidiários.   

Cabe lembrar que aos infratores a lei prevê apenas a detenção e que essa mesma legislação determina condições de vida que levem àqueles que estão cumprindo a pena de serem reinseridos na sociedade. Para tanto, as cadeias devem ser pensadas e administradas com vistas à ressocializar o apenado e não de torná-lo mais violento, o que fatalmente irá acontecer diante das péssimas condições atuais.

Além da Lei de Execuções Penais, da Constituição Federal, o Brasil é signatário de diversos tratados que versam sobre os direitos humanos que incluem a sociedade como um todo, inclusive os presos.       

A justiça deve atingir a todos sem distinção, sob pena de perpetuar a sensação de impunidade, que incentiva a prática de crimes. Dentro desta lógica é correto afirmar que o estado tem infringido todas as normas sem que seja punido por isso. Já passou da hora de vermos o Ministério Público e o Judiciário cumprirem suas atribuições institucionais, de fiscalizar e acionar judicialmente o estado do Espírito Santo pelas condições desumanas a que submete os detentos e detentas. O nome disso é prevaricação, que também tem punição prevista em lei.         

E como nada acontece e só piora, o Movimento Nacional de Direitos Humanos e Amafavv tiveram que recorrer ao Conselho Nacional de Política Penitenciária e Criminal para denunciar a gravidade da situação. O relatório do conselho confirma as denúncias e compara os presídios capixabas a campos de concentração nazista e levou o caso para apreciação do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), no final de abril. Os conselheiros votaram pelo restabelecimento de uma comissão especial para aprofundar as investigações e cobrar soluções urgentes.          

É impressionante que tenhamos ainda, como no auge do crime organizado no estado, que recorrer a instituições nacionais e estrangeiras para fazer valer os direitos humanos no Espírito Santo. Quanto mais se anda parece que mais se retrocede. É desoladora essa constatação.

 

 

25/05/2009

Promotor faz palestra sobre ressocialização em seminário promovido pelo Conselho da Comunidade de Foz do Iguaçu

O promotor de Justiça Haroldo Caetano da Silva participa, nesta sexta-feira (29/5), do II Encontro de Ressocialização, que abordará o tema Segurança Pública. O evento, que é promovido pelo Conselho da Comunidade de Foz do Iguaçu (PR), terá início no dia 28, às 19 horas, na Câmara Municipal. Haroldo Caetano fará palestra abordando o tema “Ressocialização – Realidade ou Utopia”. (Cristina Rosa / Assessoria de Comunicação Social.

 

 

25/05/2009

CONJUR

www.conjur.com.br/2009-mai-25/senado-analisar-pec-garante-voto-facultativo-presos-condenados

Senado analisa PEC que garante voto a condenados

Por Gabriela Galvêz

O Plenário do Senado vai analisar Proposta de Emenda Constitucional que autoriza presos condenados a votarem. Pela Constituição Federal, só presos provisórios podem participar das eleições. A PEC foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas entidades que fazem parte do Movimento pelo Voto do Preso recorreram ao Plenário da casa, que decidiu analisar a proposta. 

A PEC, de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), dá nova redação ao artigo 14 e revoga o inciso III do artigo 15 da Constituição Federal. Pelo texto, que recebeu relatoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), os condenados que cumprem a prisão seja em regime fechado, semiaberto ou aberto terão os mesmos direitos que analfabetos, maiores de 70 anos e maiores de 16 e menores de 18 anos, cuja participação nos pleitos é facultativa. O projeto inclui os detentos na relação dos inelegíveis, ao lado dos inalistáveis e analfabetos. 

“O fundamento da pena é limitar somente o necessário. Isso não significa que o direito de voto do preso possa ser atingido. O Judiciário viola, neste aspecto, um direito fundamental do cidadão”, afirma ajuíza Kenarik Boujikian Felippe, co-fundadora e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia e titular da 16º Vara Criminal de São Paulo.

Hoje, a Constituição Federal garante aos presos provisórios – aqueles que não têm condenação com trânsito em julgado – direito de votar. Mas, na prática, eles não conseguem exercer esse direito. Para isso, os tribunais eleitorais teriam que organizam postos de votação dentro das prisões. A juíza Kenarik afirma que a Justiça Eleitoral não toma providências para que o voto facultativo seja exercido. “O Judiciário suprime um direito previsto na própria Constituição.” Situação semelhante, segundo ela, pode ser analisada em relação a adolescentes internados em sistemas carcerários. “As instituições que abrigam os jovens também nada fazem para que eles votem."

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), órgão do Ministério da Justiça, apresentou parecer ao Senado no qual defende que a manutenção do voto pelo preso é importante para a humanização do cumprimento da pena e a ressocialização. “É a única forma que o preso tem para construir um horizonte de esperança quando deixar o sistema penitenciário. Caso contrário ficará impossibilitada a ressocialização”, afirma o documento (clique aqui para ler).

O CNPCP ressalta que a probição do voto contraria a Lei de Execução Penal, que proporciona ao preso, de acordo com seu comportamento, adaptar-se à futura liberdade definitiva, podendo gozar de saídas temporárias, trabalho externo, progressão de regime, livramento condicional e o direito de votar.

O Conselho reforça seus argumentos dizendo que a OAB é favorável ao direito de voto do preso. Para a Ordem, o voto é considerado a única possibilidade de manter a cidadania e assegurar o preceito constitucional.

As entidades que fizeram o pedido ao Senado são: Associação Juízes para a Democracia, Pastoral Carcerária Nacional da Igreja Católica, Pastoral Carcerária da Igreja Metodista, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, Instituto de Defesa do Direito de Defesa, Instituto de Acesso à Justiça, Associação pela Reforma Prisional, Associação Brasileira de Magistrados, Instituto Transdisciplinar de Estudos Criminais, Instituto Carioca de Criminologia, Instituto de Estudos Criminais do Estado do Rio de Janeiro, Justiça Global, Movimento de Magistrados Fluminense pela Democracia, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, Associação Paulista de Defensores Públicos, Associação Grupo Reconstrução e Movimento pela Consciência Prisional. Clique aqui para ler o ofício enviado ao Senado.

 

 

25/05/2009

PNUD

http://www.pnud.org.br/seguranca/reportagens/index.php?id01=3217&lay=jse

São Paulo define prioridades na segurança

Cidade fará evento sobre o tema nos dias 30 e 31 para definir as propostas e os representantes que levará à 1ª conferência nacional

da PrimaPagina

Acontece no próximo final de semana (dias 30 e 31) a Conferência Municipal de Segurança Pública da cidade de São Paulo. O evento reunirá membros da sociedade civil, policiais e membros do governo local para definir quais são as prioridades dos paulistanos no setor de segurança. Os destaques estarão em um documento que será levado a 1ª CONSEG (Conferência Nacional de Segurança Pública), que ocorre em Brasília em agosto e vai deliberar sobre novo Plano Nacional de Segurança Pública, que deve dar diretrizes para questões como a reforma penitenciária e treinamento de policial. Além disso, serão escolhidos dois representantes da cidade para irem aos debates no Distrito Federal.

A reunião paulistana será realizada na sede da universidade FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), no bairro da Liberdade. Qualquer um pode participar, mas é preciso fazer inscrição no site da prefeitura. Ao todo, são 800 vagas para o evento.

Durante o debate, os inscritos serão divididos em grupos, de acordo com o tema que têm interesse. A conferência em São Paulo debaterá todos os sete eixos temáticos recomendados pela organização do evento federal: integração das políticas, financiamento, valorização dos profissionais da polícia, repressão qualificada e prevenção do crime, sistema penitenciário e prevenção de acidentes. Estarão na conferência integrantes de entidades como Instituto Sou da Paz, Pastoral Carcerária, associações de delegados, investigadores e policiais, membros das subprefeituras e de secretarias municipais.

Para que mais pessoas pudessem participar, a Secretaria Municipal de Segurança Pública promoveu no dia 23 reuniões simultâneas de mobilização em quatro regiões da cidade. “O objetivo era tentar motivar a população e explicar a importância de debater segurança pública, já que essa conferência é bem diferente das outras”, diz o coordenador da conferência de São Paulo, Oshiro Saneari.

A Conferência Nacional, que será em Brasília de 27 a 31 de agosto, segue um modelo já realizado em outras áreas como Saúde e Educação. São feitas pequenas conferências, municipais, estaduais ou desvinculadas do governo para que a população opine e envie um documento à organização do evento nacional. Além disso, os 130 municípios com mais de 200 mil eleitores ou que participam do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) poderão enviar representantes. Os dois representantes a que São Paulo tem direito serão um da Guarda Civil e outro de alguma entidade social.

 

 

25/05/2009

Agência Câmara

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1078062/projeto-proibe-o-uso-de-embalagens-de-aluminio-nos-presidios

Projeto proíbe o uso de embalagens de alumínio nos presídios

Agência Câmara

O deputado Léo Vivas (PRB-RJ) apresentou o Projeto de Lei 4920/09, que proíbe o uso de embalagens de alumínio no acondicionamento de alimentos em estabelecimentos penitenciários.

Léo Vivas adverte que essas embalagens, aparentemente inofensivas, podem no entanto causar graves problemas à segurança pública, à população carcerária e aos agentes penitenciários.

Por ter a propriedade de conduzir a eletricidade, explica o deputado, a embalagem de alumínio presta-se a uma multiplicidade de usos perigosos em mãos indevidas, como, por exemplo, a produção de armas tipo estoque e de recipientes para ferver líquidos.

Tramitação
O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

 

25/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/25/materia.2009-05-25.5550223104/view

Prefeito faz marcha de 132 quilômetros em protesto contra presídio no interior paulista

Marli Moreira      
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Desde ontem (24), o prefeito de Porto Feliz, Cláudio Maffei, está em marcha rumo ao Palácio dos Bandeirantes, aonde pretende chegar quarta-feira (27), para entregar ao governador paulista, José Serra, um abaixo-assinado com 15 mil assinaturas contra a instalação de um presídio estadual no município. Porto Feliz fica a 112 quilômetros de São Paulo e a caminhada de Maffei deve atingir 132 quilômetros.

Em entrevista à TV Brasil, Maffei disse que o objetivo da manifestação é sensibilizar o governo do estado para que a medida seja revista.”O povo precisa de escola, e não de presídios”, afirmou o prefeito. Ele disse que tentou várias vezes discutir o assunto com as autoridades estaduais, mas não conseguiu.

Maffei iniciou a caminhada logo depois de participar de ato ecumênico na Praça Dr. José Sacramento e Silva, no centro de Porto Feliz. Alguns moradores ouvidos pela TV Brasil apoiaram o gesto do prefeito, manifestando temor de que o presídio possa gerar insegurança no município.

Em nota à imprensa, o chefe da Casa Civil do governo paulista, Aloysio Nunes Ferreira, critica a manifestação de Maffei. Segundo Ferreira, o prefeito de Porto Feliz está “completamente alheio à realidade e, promove, nos últimos meses, campanha contra a instalação de um centro de progressão penitenciária em seu município ”.

O secretário da Casa Civil diz que o prefeito conta com o apoio da bancada petista da Assembleia Legislativa que, conforme a nota, “transformou o assunto em disputa político-partidária”. Para ele, o objetivo da caminhada é ”constranger o governo”.

No texto, Ferreira informa que há 147 mil presos no sistema penitenciário paulista e que o que se pretende construir em Porto Feliz é um tipo de unidade prisional modelo, um centro de progressão penitenciária (CPP). De acordo com o secretário, o plano de expansão prevê a instalação de mais seis unidades prisionais. A meta é construir 49 unidades em todo o estado, com a abertura de 39 mil vagas e custo estimado de R$ 1,5 bilhão.

Atualmente, existem sete CPPs em São Paulo, e o projeto de Porto Feliz será o primeiro da região de Sorocaba. Os centros têm dez salas de aulas, seis galpões de trabalho, oficinas de manutenção de veículos, capelas, quadras poliesportivas, praças e hortas, e devem abrigar presos do regime semiaberto ou sentenciados que já cumpriram uma parte da pena e conseguiram o benefício judicial.

 

 

24/05/2009

Retorno à postagem Prisão - Espírito Santo

Sobre o uso de contêineres como celas no Espírito Santo, que postei notícia abaixo, trago retorno na Folha Online, dia 22/5, com o título: Secretário diz que contêineres para presos serão abolidos em 40 dias no ES

LEIA TAMBÉM

Diretor do Departamento Penitenciário descarta intervenção no ES (O diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Airton Michels, disse nesta quinta-feira que qualquer possibilidade de intervenção no Espírito Santo em função dos problemas relacionados ao sistema prisional do Estado está fora de questão.

"A posição do Ministério da Justiça é de que não é princípio nosso, nem do governo federal, intervir nos Estados. Os Estados são soberanos. O Espírito Santo tem um governo reeleito pela ampla maioria do povo do Estado e esse povo deve ser respeitado. Em nenhum momento foi desejo ou se pensou em enviar intervenção para lá", afirmou.)

Entidades avaliam denunciar situação de presídios do ES à Corte Interamericana (O Conselho Estadual de Direitos Humanos e a Pastoral do Menor no Espírito Santo cogitam apresentar denúncia sobre a situação degradante dos presídios capixabas à Corte Interamericana de Direitos Humanos, caso o pedido de intervenção federal e o mutirão carcerário previsto pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) não surtam efeitos rápidos na contenção do problema.).

 

 

24/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/24/materia.2009-05-24.5094583114/view

Defensores públicos do ES querem mais julgamentos para reduzir população carcerária

Ivan Richard       
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os defensores públicos do Espírito Santo, ligados à Associação Capixaba de Defensores Públicos (Acadep), pretendem reivindicar, a partir de amanhã (25), a realização de mais audiências de instrução e julgamento no estado. Essas audiências são uma forma de agilizar o trâmite dos processos penais e podem, segundo dados do presidente da Acadep, Bruno Pereira Nascimento, reduzir a população carcerária do estado em até 30%.       

De acordo com Nascimento, atualmente, são promovidas três audiências de instrução e julgamento por dia. A ideia seria dobrar esse número. “A maior parte dos presos do estado, mesmo após sentença condenatória, poderia ser liberada. Isso porque as penas de reclusão poderiam ser cumpridas em regime aberto ou semi-aberto ou mesmo substituídas por penas alternativas”, explicou Nascimento, em entrevista à Agência Brasil.   

Segundo ele, 67% dos presos do estado são provisórios, o que corresponde a dois terços da população carcerária do Espírito Santo. O presidente da Acadep acredita que esse elevado contingente de presos, que ainda não foram a julgamento, ocorre pela precariedade da defensoria pública no estado.         

O baixo número de defensores, acrescentou Nascimento, também contribui para que presos que já deveriam estar soltos permaneçam presos pela falta de acompanhamento de advogados. “A maioria das pessoas que está presa é pobre e não tem condições de pagar advogado”, disse.    

Nesses casos, o estado nomeia um advogado para acompanhar o processo e paga os honorários. “Os advogados nomeados pelo estado, muitas vezes, não se comprometem com as causas devido ao baixo valor pago e também pela demora em receber o pagamento”, argumentou o presidente da Acadep.   

“Um advogado da ativa vai preferir continuar atuando de forma particular. Eles não têm o direito constitucional e institucional de defesa pública. Vão, basicamente, só assinar os documentos. São chanceladores de condenação”, afirmou Nascimento. “No estado, onde a acusação é maior que a defesa, a regra é prender e depois processar. O correto seria primeiro julgar para depois prender”.

O presidente da Acadep afirmou que amanhã será realizada uma audiência pública na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Vitória para discutir a crise no sistema penitenciário do estado. Devem participar representantes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), a Comissão de Direito Humanos da OAB e defensores públicos, que atuam na área de execuções penais. Entre os temas a serem discutidos estará o pedido de intervenção federal no Espírito Santo.

 

 

24/05/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/05/22/materia.2009-05-22.5194606058/view

Pastoral Carcerária defende mudanças na lei que criminaliza pequenos furtos

Elaine Patricia Cruz        
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Maria Aparecida de Matos tinha 23 anos quando entrou em uma farmácia na Vila Leopoldina, em São Paulo, e foi presa em flagrante pela tentativa de furto de um frasco de xampu e de um condicionador, juntos avaliados em R$ 24. Suja, pobre, descabelada e mal vestida, Maria Aparecida tentou resistir à prisão, mas foi levada pelos policiais para o 91º Distrito Policial. A família só soube da prisão de Maria Aparecida 15 dias depois da ocorrência do furto, avisada pelas suas companheiras de cela.

O que ninguém sabia no momento do furto é que Maria Aparecida estava sendo procurada por sua família havia três dias, preocupada com o seu desaparecimento, principalmente porque ela sofria de surtos psicóticos e precisava ser internada. “Ela tem retardo mental moderado. Ela sofre de depressão e vive de medicação controlada”, explicou a irmã dela, Gisleine Ferreira dos Anjos.

Em uma das várias cadeias por onde passou no período de um ano e uma semana em que foi mantida encarcerada, Maria Aparecida foi torturada pelas próprias presas e ficou cega do olho direito.

Sem advogado, a família tentou a transferência de Maria Aparecida para um hospital psiquiátrico em duas oportunidades, mas não obteve sucesso. A situação dela só começou a mudar quando a família descobriu a existência da Pastoral Carcerária e a advogada voluntária Sônia  Regina Arrojo e Drigo passou a atuar no caso, entrando com habeas corpus no Tribunal de Justiça, sem sucesso, e depois, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o pedido foi finalmente concedido. Hoje, ela tem 28 anos e vive com os dois filhos, em liberdade, na cidade de Taboão da Serra (SP), com ajuda da mãe e da irmã.

“Isso geralmente acontece com pessoas humildes, com pessoas que não deviam estar lá por pequenos furtos. Tem outras formas de punir. Uma delas é com trabalho, com penas alternativas. No caso da minha irmã nem seria pena alternativa”, defendeu Gisleine, em entrevista à Agência Brasil.

Pequenos furtos, como o praticado por Maria Aparecida de Matos, podem ser aplicados dentro do princípio de insignificância. No caso dela, isso só foi reconhecido definitivamente no último dia 5, quando o STJ anulou o processo. De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), esse princípio ocorre "quando houver mínima ofensividade na conduta, ausência de periculosidade social no ato, reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e lesão provocada inexpressiva".

“A insignificância ou bagatela é o crime que em geral faz referência ao crime patrimonial em que o valor do bem subtraído, principalmente no caso de furto, é insignificante e não representa diminuição no patrimônio da vítima”, explicou José de Jesus Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária em São Paulo.

Não há números exatos que comprovem quantas pessoas em São Paulo estejam presas ou aguardando julgamento por crimes que possam ser qualificados dentro do princípio de insignificância, tais como furtos simples. E nem quantas das pessoas presas por esse tipo de crime sejam pobres ou de baixa renda. Dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, por exemplo, referentes a junho de 2008, informam que 11.034 pessoas estavam presas em todo o estado por furtos simples. Nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) referentes ao ano de 2008 são computados cerca de 489 mil furtos praticados em todo o estado, mas eles não são divididos, por exemplo, entre furtos simples ou qualificados.

Números divulgados pelo STF informam que 1.024 habeas corpus foram analisados no ano passado e 355 deles deferidos. Desse total de habeas corpus concedidos, 27,4% foram impetrados pela Defensoria Pública (que defende gratuitamente pessoas de renda mais baixa, sem condições de pagar um advogado particular) ou pela própria vítima. Entre as razões que levaram à concessão do habeas corpus aparece na terceira posição (8,8% dos casos deferidos) a aplicação do princípio da insignificância. Esses números permitiram ao Supremo concluir que “o acesso à Justiça para os cidadãos de baixo poder aquisitivo está sendo ampliado”.

“Não é uma questão de punição do ponto de vista penal. É social. Essas pessoas não são perigosas, não pegam em armas, não agridem ninguém. Essas