Clipping – 05/06 a 12/06/2009

PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL/CNBB

Pastoral Carcerária Nacional - Assessoria de Comunicação PCrN - Alter Comunicare

 

 

Clipping, produzido pela Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional/CNBB, em parceria com a Alter Comunicare, pretende oferecer aos associados uma visão panorâmica do que diz a imprensa sobre temas relacionados à questão prisional em todo o Brasil e em outros países. As matérias reproduzidas neste clipping não refletem, necessariamente, a posição da Pastoral Carcerária, mas têm o objetivo de informar e incentivar o debate público. O clipping está sujeito a omissões involuntárias de notícias e conta com a colaboração de todos para o envio de outras notícias com a citação da fonte e data de publicação para o endereço imprensa@carcerária.org.br.

 

 

SUMARIO

 

TJ realiza mutirão no Cyridião Durval 2

Caos nos presídios gaúchos provocou 50 mil fugas nos últimos dez anos. 3

Juiz estima em R$ 500 milhões os gastos para resolver a situação dos presídios gaúchos. 4

Ministro do STF diz que Poder Público é “cronicamente omisso” com presídios. 5

Pastoral Carcerária critica juízes gaúchos que deixam criminosos condenados soltos. 7

Juíza acolhe pedido do MP e limita número de presos na cadeia de Senador Canedo. 8

Secretaria anuncia novos equipamentos para presídios. 11

Estado afirma: não tem como desocupar presídios. 16

Governo quer rigor nas apurações. 19

Governo do Espírito Santo decide acabar com contêineres para presos. 20

Conselho afasta magistrados da PB e do AM.. 21

O STF e a cidadania. 21

Estado deve ser punido por caos nos presídios, dizem especialistas. 23

Governador diz que assassinatos nos presídios não ficarão impunes. 24

Novas ambulâncias vão dar mais segurança ao Sistema Penitenciário. 25

CNJ pede que governo capixaba cumpra integralmente ações para sanear sistema prisional 27

Governo capixaba vai se comprometer com o CNJ a higienizar presídios em 72 horas. 28

Justiça determina interdição de dois presídios capixabas. 29

STF concede prisão domiciliar a acusados de homicídio por inadequação de presídio capixaba. 30

Mutirão do CNJ libera 211 adolescentes. 30

Presos de Abadiânia reformam cadeia e ensinam o ofício a outros presos. 31

Detentos de Alcaçuz vão receber aulas de violão. 32

Conselho constata ausência de atuação da Defensoria Pública capixaba nos presídios. 32

Relatório do CNJ mostra condições "péssimas" em presídios capixabas. 33

Presos capixabas estão expostos a lixo, ratos e excrementos , diz CNJ. 35

CNJ destaca falta de segurança em presídios capixabas. 36

Procurador-geral de Justiça participa de solenidade que institui mutirão carcerário no Estado. 37

Projeto da Susepe de nova arquitetura para presídios é aprovado no 1º Conseg. 38

Terça-feira com às atividades sócio-educativas e dia de beleza no CIS de Rio Verde. 38

Prisões degradantes. 39

Roda de leitura incentiva reeducandos em Serra Azul 40

A vocês, nossos aplausos. 42

Casagrande aponta fracasso em educação nos presídios. 43

Aplicação de penas alternativas divide Comissão de Segurança. 44

 


12/06/2009

Alagoas 24 horas

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Macei%F3&vCod=67375

TJ realiza mutirão no Cyridião Durval

Ação será realizada nos dias 18 e 19 de junho.

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) realizará nos próximos dias 18 e 19 deste mês, mais um mutirão carcerário em Maceió. A iniciativa, que faz parte do Projeto Justiça Célere e Humanitária, dessa vez beneficiará os detentos do presídio Cyridião Durval. Somente este ano, 875 atendimentos foram prestados durante os mutirões promovidos em duas unidades do sistema prisional, na capital alagoana.

Mais de 20 pessoas, entre servidores do poder Judiciário e equipes voluntárias do Sesi, Instituto de Identificação e Delegacia Regional do Trabalho (DRT) participam dessa edição do mutirão. A abertura dos trabalhos está prevista para às 8h da próxima quinta-feira (18), com a realização de atendimentos odontológicos e emissão de documentos como carteira de identidade, CPF, título de eleitor, segunda via da certidão de nascimento e carteira de trabalho.

Para o juiz coordenador do Projeto Justiça Itinerante, Domingos de Araújo Lima Neto, os mutirões carcerários representam o resgate da cidadania para centenas de detentos em Alagoas. Além da retirada de documentos, muitos conquistam a oportunidade de aguardar pelo julgamento de seus delitos em liberdade, a partir da emissão de alvarás de soltura. Durante o último mutirão, realizado na Casa de Detenção de Maceió, em abril deste ano, 42 alvarás foram concedidos.

Atualmente 520 detentos vivem no presídio Cyridião Durval. Segundo estimativas do juiz da Vara de Execuções Penais, Ricardo Jorge Cavalcante Lima, 40% destes presos estão em situação provisória. “O mutirão é uma excelente iniciativa do Tribunal e serve como medida emergencial para tentar conter a superlotação carcerária, mas ainda precisamos melhorar a estrutura de nossos presídios, que estão precários, e construir novas unidades”, declarou o magistrado.

“Em Alagoas temos hoje aproximadamente oito mil mandados de prisão aguardando cumprimento. Mais da metade, só em Maceió. Não temos presídios para abrigar tantos detentos”, frisou o magistrado, lembrando que a superlotação é um drama enfrentado por todo sistema prisional do Estado.

Desde março o Tribunal de Justiça de Alagoas já realizou mutirões carcerários no presídio feminino Santa Luzia e na Casa de Detenção de Maceió. Após a etapa do Cyridião Durval, o próximo mutirão carcerário deverá ser realizado no segundo semestre deste ano, no presídio Baldomero Cavalcante.

 

 

11/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/11/materia.2009-06-11.7406264050/view

Caos nos presídios gaúchos provocou 50 mil fugas nos últimos dez anos

 

Jorge Wamburg

Enviado Especial

 

 Porto Alegre - Nos últimos dez anos, 50 mil presos fugiram das cadeias do Rio Grande do Sul, que tem uma população carcerária de 28 mil detentos. Só na região metropolitana de Porto Alegre, a média de fugas é de 274 presos por mês e os números são usados pelo governo estadual como novas vagas abertas no sistema prisional, que tem, na realidade – sem considerar as fugas - um déficit nos mapas da Justiça de 10.500 vagas no estado (a metade na capital), o que levou os juízes das varas de execuções penais a decidirem pela prisão apenas de autores de crimes hediondos.

Esta situação explosiva foi revelada em detalhes à Agência Brasil, pelo juiz encarregado da fiscalização dos presídios da região metropolitana de Porto Alegre, Sidnei Brzuska. Ele disse que o caos é provocado, principalmente, pela falta de investimentos do governo estadual na construção de presídios, o que levou os juízes gaúchos, por ampla maioria, a decidirem não assinar mandados de prisão a partir da última segunda-feira (8), a não ser para os autores de crimes como latrocínio, estupro, sequestro, tráfico de drogas e homicídio qualificado.

“É como se, aproximadamente, nos últimos dez anos, quase todos os presos tivessem fugido duas vezes”, afirmou o juiz Sidnei Brzuska. Além disso, acrescenta, os presos da região metropolitana vivem num espaço de 1 metro quadrado para cada um, quando a lei prevê um espaço mínimo de 6 metros quadrados e “em algumas áreas, esse espaço é inferior a 1 metro quadrado (50 ou 70 centímetros pra cada preso)”.

Para resolver o problema da superlotação no Presídio Central de Porto Alegre, por exemplo, seria necessário construir seis penitenciárias com 500 vagas cada uma. Isso porque lá vivem 4.800 detentos, quando a capacidade máxima é para 1.550. Existem no estado cerca de 90 presídios e quase todos enfrentam problema idêntico, segundo Brizuska, o que levou os 60 juízes de execuções criminais a reduzirem as ordens de prisão.

A quantidade de presos lá amontoados é superior à de 218 municípios gaúchos e a conta de luz chega a cerca de R$ 500 mil, de acordo com o juiz. A situação é tão dramática que a fuga é necessária para manter o sistema, pois se os presos parassem de fugir haveria uma explosão da população carcerária, diz o magistrado. Só nos primeiros cinco meses do ano, fugiram 1.300 presos, o que corresponde 62,7% do total de detentos das cadeias gaúchas.

Por causa da superlotação, os juízes mandaram abrir as portas das celas em alguns presídios e deixaram os presos viver nas galerias. “Na região metropolitana, são 7.500 presos nesta situação”, revelou o juiz entrevistado pela Agência Brasil. Uma situação perigosa, como ele reconhece, pois o estado não controla os presos soltos nas galerias, mas apenas a porta do setor e o os corredores. “É o sistema do autocontrole pelos presos, que se auto-organizam, se dividem em facções, e isso produz uma série de problemas internos e externos”, disse.

Nesse contexto, afirmou o juiz Brzuska, o sistema prisional passou a ser um gerador de criminalidade, quando sua função é justamente o contrário, isto é, deveria impedir que o crime ocorresse. Por isso, os juízes das varas de execuções penais se reuniram e decidiram “fazer uma seleção de quem deveria ir para os presídios”.

 

No Rio Grande do Sul, os presos não ficam em delegacias. Eles têm que ser recolhidos aos presídios por uma norma estabelecida pela Justiça anos atrás, quando mandou esvaziar as celas das delegacias superlotadas. Isso se aplica a qualquer caso de prisão em flagrante, prisão provisória, prisão preventiva ou crime hediondo. Tal medida, segundo Sidnei Brzuska, fez com que o Rio Grande do Sul tivesse o melhor sistema prisional do país durante muito tempo.

Com a atitude dos atuais juízes das varas de execuções penais, não será preso quem praticou um delito leve, respondeu ao processo em liberdade, mas acabou condenado, e não se envolveu em um novo crime. O mandado de prisão fica engavetado e não será executado pela Justiça “até que se melhore essa questão das vagas, com o cuidado de não deixar cair em prescrição” (vencer o prazo de validade da condenação).

“Essa medida não terá um impacto muito grande no sistema prisional e acreditamos que não causará um prejuízo tão grande à sociedade em matéria de segurança, porque o sujeito está solto e não está praticando um novo crime. Se voltar a delinquir e for preso em flagrante, será recolhido”, disse o juiz.

O magistrado lembrou que uma medida semelhante foi aplicada anteriormente na comarca de Santa Maria, também no Rio Grande do Sul, mas de maneira radical: a expedição de mandados de prisão para todo tipo de crime foi suspensa durante certo tempo, o que resultou na redução de 20 % no número de presos num período de seis meses. "Que impacto isso terá agora na região metropolitana de Porto Alegre é preciso esperar para ver”, afirmou.

Edição: Aécio Amado 

 

 

11/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/11/materia.2009-06-11.9801329818/view

Juiz estima em R$ 500 milhões os gastos para resolver a situação dos presídios gaúchos

 

Jorge Wamburg

Enviado Especial

Porto Alegre - Os inúmeros pedidos de providências, nos últimos anos, encaminhados pelos juízes gaúchos aos governos que se sucederam no Rio Grande do Sul para melhorar a situação dos presídios, não foram atendidos, denuncia o juiz Sidnei Brzuska, responsável pelos presídios da região metropolitana de Porto Alegre.

A situação do sistema prisional se deteriorou tanto que hoje ele estima em R$ 500 milhões os gastos necessários para resolver o problema.

 

Como forma de remediar o problema, segundo Brzuska, o estado costuma sempre anunciar como a criação de novas vagas a recuperação de prédios semidestruídos de cadeias já existentes, o que na verdade, é apenas a recuperação de vagas perdidas.

Segundo ele, isso ocorreu recentemente, quando um prédio foi fechado para o conserto do esgoto e, quando os presos puderam retornar, o estado anunciou que eram novas vagas abertas no sistema.

A falta de vagas no sistema prisional se reflete também no sistema semiaberto e dificulta a progressão de presos que estão no regime fechado. Por isso, de acordo com o juiz Brzuska, os próprios presos, de vez em quando resolvem o problema, determinando as fugas em massa de detentos do semiaberto para que possam ser beneficiados os do regime fechado.

Ele calcula, no estado, entre 400 e 600 presos nesta situação de não conseguirem vagas no regime semiaberto. “Isso depende de quantos fogem”, revela. E acrescenta que, no regime semiaberto, somente em Porto Alegre, há 1.400 presos, dos quais apenas 66 conseguiram ficar no sistema por um ano ou mais. “Os outros escaparam antes ou se envolveram em um novo crime”, disse.

Além disso, o Rio Grande do Sul, ao contrário dos demais estados, disse o juiz, mantém na cadeia os presos do regime aberto, que dividem espaço com os do semiaberto. A diferença, de acordo com a lei, é que no semiaaberto o preso deveria cumprir a pena em colônia penal agrícola ou industrial e trabalhar numa colônia penal, enquanto que no regime aberto a pena deve ser cumprida numa casa de albergado, que não deveria ter grade, muro ou qualquer outro obstáculo para impedir a fuga.

Mas, por falta de investimentos, isso não funciona e os presos dos dois regimes vivem misturados nos presídios gaúchos. A Justiça gaúcha mantém os condenados do regime aberto presos para não neutralizar as penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, que eles deixariam de cumprir se simplesmente fossem mandados para casa.

Nos últimos quatro anos, apenas um presídio teve a construção iniciada no estado, no município de Santa Maria, cuja inauguração vem sendo adiada desde dezembro de 2007 e está com as obras paradas, afirmou Brzuska.

Edição: Aécio Amado 

 

 

11/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/10/materia.2009-06-10.9289184727/view

Ministro do STF diz que Poder Público é “cronicamente omisso” com presídios

 

Marco Antonio Soalheiro

Repórter da Agência Brasil

 

 Brasília - Com o conhecimento de quem trabalhou por 20 anos no Ministério Público de São Paulo, muitos deles na Corregedoria de Polícia Judiciária e de presídios, o ministro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, afirmou, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, que as recentes denúncias de violações de direitos humanos em presídios de estados como o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul evidenciam um quadro crítico, de caráter nacional, persistente há décadas pela omissão do Poder Público.

“Já, então, em meados da década de 70, eu fazia as mesmas denúncias que lamentavelmente são reiteradas hoje. A significar que o Poder Público age de maneira irresponsável e não tem qualquer interesse, salvo algumas exceções, de superar as dificuldades de ordem material que culminam por gerar situações que ofendem a dignidade pessoal dos condenados”, criticou Mello. 

“Infelizmente o Poder Público vem se mantendo cronicamente omisso no cumprimento de seus deveres jurídicos”, acrescentou. 

Segundo o ministro, as normas previstas na Lei de Execução Penal (LEP), em geral, não têm saído do papel. Garantias básicas e o objetivo de ressocialização são desconsiderados. “No Brasil, a prática da Lei de Execução Penal tornou-se um mero exercício de ficção, porque ela impõe obrigações que o Poder Público simplesmente não cumpre. O Poder Público tornou-se infrator crônico da LEP e compromete assim direitos básicos do sentenciado”, ressaltou Mello.

O ministro constatou que, na prática, muitos presos brasileiros cumprem penas sem qualquer embasamento legal. “São impostas penas sequer previstas na legislação, como a promiscuidade, a agressão física, e isso é extremamente grave. O fato de ser condenado e privado de liberdade pela prática de crimes, não o [o preso] exclui do rol daqueles que têm acesso a direitos básicos e garantias fundamentais”, assinalou.

Mello lembrou ainda que o quadro crítico de degradação das unidades prisionais coloca o país permanentemente exposto a sofrer interpelações de organismos internacionais. “Sinto que o descumprimento reiterado pelo Poder Público, de obrigações impostas por legislação plenamente constitucional, gera uma situação absolutamente desconfortável para o Estado. A República Federativa do Brasil poderá, sim, ser acionada perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos”, alertou. 

Ao defender a urgente necessidade de uma mudança de postura do Estado em relação ao sistema penitenciário, o ministro avaliou as inspeções e mutirões carcerários promovidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde o ano passado, como um primeiro passo, ainda que insuficiente, para uma nova realidade.

“Mais de 2 mil pessoas que estavam sendo indevidamente mantidas presas  foram soltas graças à atuação dos mutirões carcerários. Isso é importante, um grande exemplo ao Estado brasileiro, mas é preciso mais”, concluiu Mello. 

O ministro crê que o Ministério Público tem hoje melhores condições para cobrar com  rigor absoluto a responsabilidade do Estado na questão prisional, o que, segundo ele, já foi demonstrado pela interdição de algumas unidades que abrigam detentos.

Edição: Lílian Beraldo 

 

 

11/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/11/materia.2009-06-11.1887656793/view

Pastoral Carcerária critica juízes gaúchos que deixam criminosos condenados soltos

Jorge Wamburg

Enviado Especial

Porto Alegre - O presidente da Pastoral Carcerária do Rio Grande do Sul, Manoel Feio da Silva, entende que a decisão dos juízes das varas de execuções criminais de reduzirem a expedição de mandados de prisão por causa da superlotação dos presídios é uma forma de pressionar o estado a tomar providências, mas o melhor seria a realização de um mutirão para retirar da cadeia os presos que podem passar para o regime semiaberto graças à progressão de pena prevista em lei.

A Pastoral Carcerária é um trabalho realizado nos presídios pela Igreja Católica por meio de padres, freiras e leigos voluntários como Manoel, que há anos visita semanalmente as cadeias para levar o conforto espiritual e o apoio social aos detentos e suas famílias. Um advogado, também voluntário, é responsável pelo atendimento jurídico aos presos.

O vice-presidente da Pastoral, padre Paulo Dalla Rosa, pároco da igreja de São Jorge, no bairro Parthenon, celebra  missa semanalmente no Presídio Central de Porto Alegre, disse que a cerimônia religiosa é assistidas por mais de 100 detentos, reunidos no pátio das galerias onde eles cumprem as penas.

Embora realize um trabalho humanitário muito importante para os presidiários e suas famílias, a quem a Pastoral ajuda até financeiramente quando necessário, Manoel não aprova a decisão dos juízes de só mandarem prender apenas os autores de crimes hediondos como latrocínio,  tráfico de drogas e estupro. Para ele, isso cria uma insegurança para a sociedade, que vê os bandidos ficarem à solta para praticar novos crimes.

“É o caso do juiz que mandou soltar uma quadrilha de assaltantes de caminhões, presa em maio pela polícia depois de meses de investigação. Eram 15 bandidos que agiam contra caminhoneiros e vão responder ao processo em liberdade, Isso revoltou toda a sociedade, incluindo as vítimas e os policiais que os prenderam”, disse Manoel.

Na opinião do presidente da Pastoral Carcerária, o mais correto seria que os juízes, promotores, Defensoria Pública e o governo do estado se unissem num mutirão, que teria a participação, também, da Pastoral Carcerária, para rever as situações jurídicas dos presos. Com isso, muitos que estão cumprindo pena em regime fechado poderiam passar para o semiaberto e abrir vagas no sistema.

Ele argumenta com base na experiência da Pastoral Carcerária, cujo advogado freqüentemente encontra casos de detentos que já excederam o prazo legal de prisão e continuam detidos em regime fechado. A situação dos presídios, segundo Manoel, chegou a um ponto em que para entrar numa galeria é preciso da autorização do preso que manda no local. O preso decide até se um doente pode ou não receber assistência médica.

O padre Paulo Dalla Rosa afirmou que há uma galeria no Presídio Central onde ele não celebra missa, porque o preso que chefia o lugar não permite. “Aqui não tem ninguém de Deus, todo mundo é do capeta”, desafia o bandido quando o padre vai ao presídio. O padre Paulo, entretanto, é bem recebido nas demais galerias, onde celebra as missas sem nenhum problema.

“O que percebo é que a grande maioria dos nossos presos é de formação católica, foi batizado e acredita em Deus. Entretanto, em algum momento, se desviou do caminho do bem, seja pela desagregação das famílias que vem ocorrendo na nossa sociedade seja pela disseminação das drogas, principalmente o crack, entre a juventude”, disse o padre.

O que o padre afirma pode ser comprovado nos jornais gaúchos de hoje (11), com a notícia destacada na primeira página do do homicídio do menino Ariel Vieira Costa, de 14 anos, morto na porta de casa por dois adolescentes, por causa de uma dívida de R$ 5 na compra de uma pedra de crack.

Edição: Aécio Amado 

 

 

11/06/2009

MP-GO

http://www.mp.go.gov.br/portalweb/conteudo.jsp?page=1&base=1&conteudo=noticia/ea37071beb2ea636ba1a83dbd88c53d1.html

Juíza acolhe pedido do MP e limita número de presos na cadeia de Senador Canedo

 

Concedendo parcialmente tutela antecipada requerida pelo Ministério Público, a juíza Larissa de Moraes Camargos Issy, em substituição na comarca de Senador Canedo, limitou a 63 o número máximo de presos da cadeia pública do município. A determinação judicial é para que a transferência do excedente de presos para outras unidades seja providenciada pelo Estado de Goiás e a Secretaria de Segurança Pública no prazo de sete dias, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 10 mil.

As medidas deferidas pela juíza foram requeridas pela promotora Marta Moriya Loyola em ação civil pública por ato de improbidade administrativa, na qual classificou a situação da cadeia pública de Senador Canedo como “caótica”, uma vez que o local tem capacidade para 42 presos e, no entanto, abriga 86 detentos em 6 celas (foto). O pedido do MP, inclusive, era para que o limite máximo de presos fosse fixado em 42, justamente a capacidade do presídio.

Conforme relatado na ação, vistoria na cadeia constatou a situação degradante, revelando que não há espaço sequer para os detentos dormirem, o que os obriga a se alojar no banheiro da cela, impedindo o uso desse espaço durante a noite.

A situação da cadeia também foi avaliada por uma equipe de engenharia da prefeitura, que, igualmente, constatou que “o estabelecimento se encontra sem condições de funcionamento, pois não obedece a nenhuma das diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Justiça”. Foi apontado no relatório da prefeitura que a cadeia é definida como de segurança máxima, mas a estrutura encontrada não se adequa às exigências para isso, pois ela não possui cela individual, o pátio de sol é muito menor que o permitido, além de a unidade atender a presos condenados, quando deveria abrigar pessoas presas em caráter provisório. Por fim, a localização da cadeia foi definida como irregular.

A assistente social do município verificou também que não é oferecido nenhum tipo de oficina ou qualquer atividade direcionada aos presos, em um ambiente de total falta de higiene (foto) e segurança, tanto para os funcionários quanto para os detentos, que estão vivendo em condições sub-humanas.

Para evitar nova superlotação, a promotora pediu que, havendo novas ocorrências policiais durante a tramitação do processo, seja mantido o número limite de presos na cadeia, o que também foi deferido pela juíza. No mérito, ainda a ser analisado, o MP pretende que o Estado seja compelido a efetuar as obras necessárias para garantir aos detentos adequadas condições de higiene, ventilação, saúde e segurança e que seja proibido de manter a cadeia acima de sua capacidade, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. (Ana Cristina Arruda/Assessoria de Comunicação Social, com informações do site do Tribunal de Justiça – Fotos: Vilson Braga)

 

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Local utilizado para o banho de sol não comporta todos os presos ao mesmo tempo

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Fossa transbordando pela grande quantidade de dejetos lançados diariamente

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Corredor de acesso às celas

 

 

11/06/2009

Diário da Manhã

http://www.dm.com.br/materias/show/t/secretaria_anuncia_novos_equipamentos_para_presdios

Secretaria anuncia novos equipamentos para presídios

Ernesto Roller apresenta hoje aparelho de raio X utilizado em aeroportos e detector de metais que serão usados para reforçar segurança de penitenciárias

Da Redação

Conde de Deus

Conde de Deus
Secretário Ernesto Roller apresenta novos equipamentos hoje

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de Goiás realizará hoje, às 10h, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, a apresentação à imprensa dos novos equipamentos de segurança prisional adquiridos pelo órgão no Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça. O secretário Ernesto Roller e o superintendente do Sistema de Execução Penal, Edílson de Brito, farão a demonstração do funcionamento dos aparelhos e falarão da importância desses para a otimização e maior eficiência nos procedimentos de segurança dentro dos presídios.

Entre os equipamentos estão um aparelho de raio X, tipo scanner, com esteira, semelhante ao utilizado em aeroportos. O equipamento é capaz de detectar qualquer objeto suspeito, como drogas, armas, celulares e outros que estejam escondidos na alimentação ou em qualquer material que chegue para os presos. Também serão apresentados seis pórticos – portais detectores de metais, que já foram instalados na entrada de cinco unidades prisionais no Estado, sendo dois na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães e um no Núcleo de Custódia, localizados dentro do Complexo de Aparecida, além dos presídios de Anápolis, Itumbiara e Luziânia.

A entrega será feita nos próximos dias pela Gerência de Segurança Prisional. Durante a entrevista coletiva à imprensa, o secretário Ernesto Roller fará o anúncio da compra de outros equipamentos de segurança para o sistema prisional goiano, como banquetas capazes de detectar metais no interior do corpo humano e algemas; todos já licitados.

Ernesto Roller também anunciará a formação de grupos operacionais especiais para situações de crise no sistema penitenciário.

Obras

Entre as obras, o secretário da Segurança Pública, Ernesto Roller falará sobre o início em julho de melhorias das estruturas físicas em unidades prisionais em todo o interior do Estado. Para isso, investiu, inicialmente, R$ 1,3 milhão oriundo do Tesouro Estadual. Além dos reparos, a Susepe fará também construções de grande porte com recursos do governo federal, já liberados, e contrapartida do Estado.

Os recursos estaduais foram otimizados a partir de parcerias firmadas com os poderes constituídos nos municípios goianos e sociedade civil das localidades.

Nesse sentido, nas oito regionais da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe) as obras de reforma e ampliação serão realizadas em parceria com os poderes Executivo e Judiciário, Ministério Público (MP), Conselho da Comunidade, Pastoral Carcerária, empresários e sociedade civil organizada.

Prioridade para projetos urgentes

Para as obras de menor porte, a Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe) já realizou a compra do material de construção com base nos projetos confeccionados por cada uma das regionais, que estabeleceram como prioridade as situações mais urgentes. Todo o material já está disponível no almoxarifado do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Cada diretor regional fará o transporte para as cidades da sua circunscrição que serão beneficiadas. Todas as benfeitorias que serão realizadas com recursos do Estado contam com a mão-de-obra dos presos.

Entre as obras resultantes dos convênios entre o Estado e municípios, algumas já estão em andamento, como a ampliação da unidade prisional de Caldas Novas para 33 novas vagas; Iporá, com mais 16 vagas; e Trindade, onde está sendo feita a adequação do Centro de Reabilitação e Recuperação de Dependentes Químicos da Susepe. Nesse local, serão encaminhados para tratamento os detentos dependentes de qualquer vício químico. Em São Luís de Montes Belos, está em construção um galpão de atividades múltiplas que abrigará uma Oficina da Hering do Brasil para emprego de presos na confecção de roupas para a empresa.

Também será construído um anexo da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), com 300 vagas, e a reforma geral da penitenciária. Além da ampliação do Centro de Inserção Social Consuelo Nasser (Presídio Feminino); e a adaptação e ampliação do semiaberto.

Recursos

Além das benfeitorias que serão realizadas com recursos do Tesouro Estadual, a Susepe confecionou projetos arquitetônicos para obras de maior porte, como a construção de presídios em algumas das oito regionais, com destaque para a Regional do Entorno do Distrito Federal. No local, serão construídos dois Pronasci de jovens e adultos nas cidades de Águas Lindas e Novo Gama, sendo 421 vagas para cada unidade.

Na Regional Nordeste, também na vizinhança do Entorno de Brasília, estão previstas as ampliações da unidade prisional de Novo Gama, com mais 24 vagas; da unidade de Valparaíso, mais 24 vagas; e de Santo Antônio do Descoberto, 48 novas vagas.

Veja as obras

Regional Norte

Uruaçu: construção de camas de alvenaria e reforma (pintura e reforço nas grades e portas);

Goianésia: construção de camas de alvenaria e reforma (pintura e reforço nas grades e portas);

Jaraguá: construção de camas de alvenaria e reforma (pintura e reforço nas grades e portas);

Niquelândia: reforma (pintura e reforço nas grades e portas).

Regional Sudoeste

Rio Verde: reforma da unidade;

Quirinópolis: reforma da unidade e ampliação do muro;

Jataí: reforma da unidade.

Regional Sudeste

Ipameri: reforma geral da unidade;

Goiatuba: construção de presídio semiaberto, 30 vagas (em parceria com a prefeitura);

Caldas Novas: construção de 6 celas e galpão de atividades múltiplas;

Piracanjuba: conclusão do presídio semiaberto, 30 vagas.

Regional Metropolitana

Abadiânia

Reestruturação de sala para implantação do projeto Oficina Digital;

Construção de um novo “banho de sol”;

Pintura da unidade;

Reforma do semiaberto;

Reforma na cozinha;

Adequação da sala de aula.

Alexânia

Muro em volta da unidade prisional;

Construção de uma cobertura na parte da frente para os visitantes;

Adequação de uma cela feminina;

Adequação da sala de aula.

Anápolis

Construção do semiaberto;

Troca de partes do telhado da administração;

Reforma geral do refeitório dos servidores em parceria com a empresa de embalagens (Comando);

Reestruturação dos muros e guaritas.

Bela Vista

Construção de 2 (duas) celas femininas;

Construção de um alojamento para o semiaberto feminino;

Construção de uma cozinha.

Guapó

Reforma e reestruturação da sala de aula;

Pintura da administração;

Reforma na parte elétrica.

Goianira

Reforma geral: mão-de-obra dos reeducandos, material elétrico, ferragens do “banho de sol” fornecidas pela Susepe, em parceria com as prefeituras de Goianira, Campestre, Santo Antonio e Brazabrantes e Poder Judiciário.

Hidrolândia

Reforma geral, em parceria prefeitura-Judiciário, grades e portões Susepe;

Reforço na parte externa das celas.

Inhumas

Cobertura para viaturas.

Trindade

Reestruturação geral do CER: construção do “banho de sol”, reforço nas celas, pintura geral e alambrados. Parceria com a Prefeitura de Campestre e Vara de Execuções Penais.

Núcleo de Custódia

Separação do Projeto Renascer da carceragem;

Reforço nas grades do solário (“banho de sol”).

P.O.G.

Construção e readaptação da ala de bloqueados;

Reforma do refeitório dos agentes;

Reforma da enfermaria;

Reforma no telhado.

CPP de Aparecida de Goiânia

Reforma no telhado.

Casa do Albergado

Pintura da Administração.

Semiaberto (Complexo Ap. de Goiânia)

Construção de sala para arquivos;

Adequação e reforma do cartório;

Adequação e reforma da sala de recepção;

Adequação e reforma das salas de atendimento a saúde;

Pintura na administração.

Regional Entorno

Reforma do prédio sede da regional;

Reforma do presídio feminino e do albergado de Luziânia;

Conserto do telhado e adaptações no prédio de Águas Lindas para criar o posto de atendimento à saúde e cozinha. A ampliação é na área onde funcionava o Conselho Tutelar, no anexo do presídio;

Reforma das instalações elétricas na CPP de Luziânia com reparos em buracos nas paredes e reforço na estrutura física das paredes;

Materiais a caminho para iniciar a construção do muro e de um armazém em Cidade Ocidental para armazenar os alimentos não-perecíveis;

Reforma e adaptação em Novo Gama;

Construção de um abrigo para familiares em dia de visita no Cis de Luziânia, com capacidade para 50 pessoas e com dois banheiros;

Pintura total interna e externa da CPP de Pe. Bernardo.

Regional Centro–Oeste

Iporá – Reforma e ampliação da Unidade Prisional de Iporá-GO: Serão construídas mais 4 (quatro) celas. Com a obra, o número de vagas passará de 16 (dezesseis) para 66 (sessenta e seis). Adaptação de um espaço na parte administrativa da unidade prisional para abrigar um galpão de atividades múltiplas; Construção da Cozinha, sala de aula, sala para atendimento jurídico e o módulo de respeito;

Aragarças - Reforma e Ampliação da Unidade Prisional de Aragarças–GO: será realizada a construção do muro em volta de toda a unidade prisional, construção da cozinha, almoxarifado, sala de aula e reforma geral de toda a estrutura predial. Haverá reforma do prédio da antiga delegacia para abrigar os presos dos regimes semiaberto e aberto;

São Luís de Montes Belos - Está em fase de acabamento o galpão de atividades múltiplas, que será utilizado para abrigar a empresa Hering do Brasil; cerca de 30 presos irão trabalhar diretamente no projeto, a obra já se encontra em fase final, sendo que possivelmente haverá inauguração no inicio do mês de junho. Construção do muro na parte da frente da unidade prisional, ampliação das caixas sépticas do esgoto da unidade prisional.

Regional Nordeste

Formosa - CPP – Será feita a ampliação da capacidade da fossa e do esgoto, hoje com capacidade para 66 e com 170 presos. Planaltina – Reforço nas paredes da unidade prisional e no “banho de sol”.

Simolândia – Ampliação da fossa e reforço na parede externa do presídio, com ferro e concreto.

Regional Noroeste

Cidade de Goiás- Construção de um galpão de trabalho; reforço da laje e construção de triliches no interior da celas, proporcionando assim uma melhor ocupação das celas; pintura da Unidade Prisional.

Itaberaí - Construção de espaço para fabricação de cadeiras de roda, melhorando a oferta de trabalho aos presos que hoje se ocupam com produtos artesanais e costura de bolas.

Itapuranga - Ampliação do espaço destinado aos presos dos regimes semiaberto e aberto com construção de triliches para melhor ocupação do espaço interno.

Jussara - Construção de muro em volta da Unidade Prisional, que fica a cerca de 3km da cidade; construção de 2 fossas sépticas; construção de 1 sala de aula; ampliação do espaço destinado aos presos dos regimes semiaberto e aberto com construção de triliches para melhor ocupação do espaço interno.

Mozarlândia - Construção de uma Unidade Prisional para abrigar presos provisórios e condenados em regime fechado; (aguardando ida do arquiteto, prevista para 3 de junho do corrente ano); ampliação da fossa e reforço na parede externa do presídio, com ferro e concreto.

De acordo com os diretores das oito regionais da Susepe, as obras desenvolvidas com recursos do Estado deverão ser concluídas, em média, nos próximos quatro meses.

 

 

10/06/2009

Gazeta OnLine

http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=516547

Estado afirma: não tem como desocupar presídios

Geraldo Nascimento

gnascimento@redegazeta.com.br

 

A Secretaria Estadual de Segurança (Sesp) admitiu, ontem, que não tem condições de cumprir imediatamente a decisão da Justiça que determina a desocupação dos presídios de Novo Horizonte, na Serra, e de Jardim América, em Cariacica. O governo vai recorrer da decisão, tomada na segunda-feira.

O secretário estadual de Segurança, Rodney Miranda, disse que já repassou à Chefia de Polícia Civil a orientação para cumprimento, imediato, da parte da decisão em que se ordena que outros presos não sejam enviados para essas unidades.

Alegando questões de segurança, Miranda não informou para onde serão levados os presos que chegariam às unidades. No recurso, o governo enumera todos os esforços que têm sido feitos na construção de novas prisões como Centros de Detenção Provisória (CDPs) e um cronograma de abertura de novas vagas tanto pela Secretaria de Segurança Pública quanto pela Secretaria de Justiça.

"A partir do recurso, caso a Justiça entenda que a decisão deve ser cumprida, vamos pleitear uma extensão do prazo para dar fiel cumprimento e não deixarmos de fazer a nossa obrigação, que é continuar prendendo, combatendo a criminalidade. Estou confiante de que haverá uma reconsideração da Justiça sobre essa decisão", observou.

O secretário informou que tomou conhecimento da decisão ontem à tarde e diz que as providências da Sesp foram tomadas depois disso.

Os juízes das Varas de Execuções Penais determinaram que cada unidade respeite seu limite de capacidade. Em Novo Horizonte, nas cadeias metálicas e nas celas convencionais, há em torno de 670 presos onde cabem 168. Em Jardim América são sete vezes mais presos do que a capacidade do presídio.

Os juízes determinaram segredo de Justiça no processo e não deram prazo para cumprimento da decisão. A ordem foi expedida após vistorias feitas pelos próprios juízes. Os magistrados não quiseram comentar as declarações do secretário Rodney Miranda.

Imagens

Ontem, a Associação de Investigadores da Polícia Civil (Assinpol) registrou imagens que seriam da chegada de presos à unidade de Novo Horizonte, na Serra, na manhã de ontem.

O secretário de Segurança informou que, enquanto não tomou conhecimento da decisão, os presos estavam sendo ecaminhados para as unidades normalmente. "Enquanto isso, continuamos ocupando normalmente todas as unidades, até porque a gente tem contado com o apoio do mutirão (carcerário) feito pelo próprio Tribunal de Justiça, que tem desafogado um pouco as nossas unidades, inclusive essas, interditadas", frisou.

Em maio, decisão foi sobre a Casa de Custódia

Além dos presídios de Novo Horizonte, na Serra, e de Jardim América, em Cariacica, os juízes das Varas de Execuções Penais do Estado já haviam interditado a Casa de Custódia de Viana (Cascuvi) no mês passado. Assim como determinaram nas duas últimas unidades presidionais, impediram também na Cascuvi o encaminhamento de presos para aquela unidade, que é subordinada à Secretaria de Justiça (Sejus). Os juízes deram prazo para que a Sejus apresente um cronograma de desocupação da Cascuvi. Esse cronograma será apresentado aos juízes na próxima semana, segundo a secretaria. A Cascuvi será demolida, mas outra unidade será construída no lugar. A contratação da empresa que fará a obra está prevista para começar na próxima semana. A nova unidade terá 864 vagas e deve ser totalmente entregue até junho de 2010.

Acordo entre governo e CNJ sai hoje

Será assinado hoje o termo de compromisso para a melhoria do sistema penitenciário do Estado. Com o documento, resultado de um acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o governo do Estado vai comprometer-se a criar 5.587 vagas no sistema carcerário, melhorar o atendimento à saúde e a limpeza nas unidades, realizar concurso para agentes penitenciários e eliminar todas as celas metálicas dos presídios.

No documento, não há nenhuma referência a punições para o Estado, caso o compromisso não seja cumprido.

Ontem, o CNJ divulgou a íntegra do relatório da inspeção realizada nos presídios do Espírito Santo durante o mês de maio. Os juízes consideraram a situação encontrada no Espírito Santo "muito grave".

Entre os problemas apontados por eles estão superlotação dos presídios, falta de higiene e desrespeito aos direitos humanos. O relatório e fotos tiradas pelos juízes podem ser conferidos no site do CNJ (www.cnj.jus.br).

O que foi combinado

Criação de vagas

Neste ano: As unidades já em construção (CDPs da Serra, e de Guarapari, CDP e Penitenciária de São Mateus, CDP de Colatina, e novo pavilhão da Cascuvi) devem ficar prontas até dezembro, totalizando 2.872 vagas

Até agosto de 2010: Com recursos do governo federal, e 30% de contrapartida do Estado, outras 2.715 vagas devem ser abertas. Entre elas, a penitenciária feminina com 225 vagas e uma unidade provisória, também para mulheres

Adolescentes: Criação de 300 vagas até março de 2010 para internação de adolescentes

Celas metálicas

Desativação: Todas terão que ser desativadas. Na Unis, já foram; na Penitenciária Agrícola, em cinco dias; no CDP de Cariacica e na Penitenciária Feminina de Tucum, até agosto de 2010

Medidas Urgentes

 

Saúde: O atendimento aos presos da Cascuvi deve ser intensificado, removendo-os para tratamento quando necessário. Atenção especial para DPJs de Vila Velha, Argolas, Jardim América, Novo Horizonte e São Mateus

Proteção: Presos ameaçados, devem ser transferidos de unidades, através de comunicação com o juiz responsável

Limpeza: Em até 72 horas após a assinatura do termo, todos os estabelecimentos devem ser higienizados. As unidades da Polícia Civil devem ser dedetizadas e desrratizadas

Outras ações

Concursos: Contratação de 1.083 agentes penitenciários, conforme edital de maio, e de 35 novos defensores públicos, com edital a ser publicado em julho

Convênios: Conseguir apoio de faculdades para realização de atendimento jurídico, psicossocial e de medicina legal. Além de contratar outros seis médicos psiquiatras para o sistema prisional

 

 

10/06/2009

Gazeta de Alagoas

http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=147992&ass=16&data=2009-06-10

Governo quer rigor nas apurações

Teotonio Vilela Filho entrega cinco ambulâncias para o atendimento à saúde de presos

Davi Soares

Em meio às denúncias sobre a existência de uma ‘chapa-quente’ para a prática de tortura no Presídio Cyridião Durval e sob acusações de que gestores da unidade teriam envolvimento em um dos oito assassinatos registrados este ano nas penitenciárias, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) entregou ontem cinco ambulâncias para o atendimento à saúde de presos. Ao ser questionado sobre a possibilidade de substituição do intendente do sistema prisional, coronel Luiz Bugarin, caso não dê respostas às denúncias, Vilela confirmou que será “rigoroso” na busca pelos responsáveis pelos crimes.

“O que eu posso confirmar é que será apurado com todo o rigor todo e qualquer abuso, violência ou assassinato dentro dos presídios. E os responsáveis serão punidos”, garantiu Vilela, à porta da Intendência Prisional, no Farol.

Intendente traça quadro caótico

Em seu discurso, o intendente do Sistema Prisional, coronel Luiz Bugarin, traçou um quadro caótico do sistema carcerário de Alagoas, e considerou a presença do governador Teotonio Vilela Filho durante a entrega de ambulâncias como sendo uma “quebra do tratamento indiferente” com que os Estados e a União têm tratado as penitenciárias do País.

“Ficamos felizes, governador, porque sua vinda aqui, trazendo investimentos, representa a quebra de uma indiferença. É preciso conhecer para amar ou odiar o sistema prisional. E a apatia e a antipatia é o nosso maior mal. É preciso dar atenção àqueles homens e mulheres que vivem encarcerados e foram esquecidos pelos Estados e pela União”, disse o coronel.

 

 

10/06/2009

Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u579090.shtml

Governo do Espírito Santo decide acabar com contêineres para presos

Estado utilizava contêineres para amenizar a superlotação carcerária

Folhapress

Luciano Lima

Luciano Lima
Estado usava contêineres para amenizar a superlotação no presídio Novo Horizonte

O governo do Espírito Santo anunciou que vai extinguir em 40 dias o Presídio Modular de Novo Horizonte, em Serra (região metropolitana de Vitória), formado por celas metálicas -contêineres de transporte de carga, que abrigam presos.

Os 300 detentos do presídio serão transferidos para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Serra, que deve ser inaugurado em julho. A ocupação da nova unidade prisional será feita de forma gradativa.

O uso de celas metálicas foi criticado por grupos de direitos humanos, por serem consideradas inapropriadas para abrigar pessoas, e por causa de constantes fugas e rebeliões. O Estado justificava o uso de contêineres como forma de amenizar a superlotação carcerária. O Espírito Santo é alvo de uma série de fiscalizações feita pela Justiça nos últimos meses.

Relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgado na segunda-feira concluiu que a situação é “muito grave’’ nos presídios capixabas. O órgão inspecionou estabelecimentos penais e socioeducativos do Estado, de 18 a 22 de maio.

As inspeções detectaram superlotação, insalubridade, carência assistencial, ausência de disciplina e falta de separação entre presos condenados, provisórios e por gravidade dos crimes. No Departamento de Polícia Judiciária de Vila Velha, por exemplo, há apenas uma cela com capacidade para 36 pessoas, que abriga 256 presos e tem um banheiro. No presídio de Novo Horizonte, que vai ser desativado, foram encontrados ratos, lixo e entulho no pátio.

No Presídio de Argolas, em Vila Velha, as embalagens em que são servidas as refeições servem também para os detentos defecarem, porque não há vaso sanitário em uma das celas, diz o CNJ.

O órgão também encontrou adolescentes cumprindo medidas socioeducativas em contêineres.

Hoje, o governo do Estado deve assinar termo de compromisso com o CNJ. Um dos itens prevê a criação de 5.587 vagas no sistema carcerário. O governo estadual afirmou que investe R$ 216,7 milhões para reformular o sistema prisional.

Há 23 unidades prisionais, com 5.493 vagas, que abrigam 8.167 presos. De acordo com a Secretaria da Justiça, 12 unidades prisionais não apresentam superlotação e oferecem condições adequadas aos presos.

 

 

10/06/2009

Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u579211.shtml

Blog Jornal Recomeço

http://jornalrecomeco.blogspot.com/

 

Conselho afasta magistrados da PB e do AM

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) afastou de suas funções o ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Marcos Antônio Souto Maior. Ele é acusado de favorecer um amigo, assessor da presidência do tribunal, ao quebrar a ordem cronológica do pagamento de precatórios [dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça].

O CNJ também decidiu aposentar compulsoriamente o juiz Antônio Celso da Silva Gioia, titular da Vara da Infância e Juventude Criminal de Manaus, alvo de 16 acusações, incluindo o exercício de atividades incompatíveis com a magistratura. Souto Maior presidiu o TJ-PB entre 2001 e 2002. Ele é alvo de ação penal no Superior Tribunal de Justiça por peculato [apropriação de recursos públicos] e de ordenar despesas não autorizadas em lei.

A defesa de Souto Maior argumentou que o Estado paraibano já havia desrespeitado a ordem cronológica dos pagamentos de precatórios, em acordos extrajudiciais. O juiz continua respondendo a processo criminal no STJ, por prevaricação [retardar ou praticar um ato contra disposição expressa de lei para satisfazer interesses individuais].

Já contra Gioia pesam acusações de improbidade administrativa, tráfico de influência e uso do cargo para obtenção de vantagens pessoais.Segundo o CNJ, o juiz exerce atividades comerciais na área de mineração, constituiu empresas de construção por meio de "laranjas" e alugava embarcações apreendidas. O processo de Gioia será enviado ao Ministério Público para abertura de ação civil de improbidade.Os magistrados não foram localizados ontem pela reportagem.

Fonte: Folha de São Paulo-10/6/09

 

09/06/2009

Diário Catarinense

http://clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2539549.xml&template=3916.dwt&edition=12483&section=1328

O STF e a cidadania

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, deixou várias mensagens e reflexões durante a visita realizada a Santa Catarina. Nos pronunciamentos e nas entrevistas, falou das iniciativas adotadas pelo Conselho Nacional de Justiça e por tribunais estaduais visando a dar agilidade ao julgamento de processos e maior proteção à cidadania. Destacou o pioneirismo de Santa Catarina, um dos primeiros estados a implantar as Casas da Cidadania, experiência que começou na gestão do desembargador Francisco Xavier Medeiros Vieira, e que vem se ampliando a cada ano, totalizando hoje 80 unidades no Estado. Um serviço de proteção da população que tem excelentes resultados na Alemanha, como constatou o próprio ministro em visita àquele país.

Outra ferramenta de aplicação na Justiça, a defensoria dativa, adotada em Santa Catarina desde o governo Konder Reis, mereceu, também, comentários elogiosos do presidente do STF, que prefere esta fórmula à da defensoria pública, instalada na maioria dos estados brasileiros. Considera a defensoria dativa mais democrática, mais abrangente, mais eficaz e mais econômica.

O ministro apresentou dados sobre o aumento crescente de processos. No ano passado, tramitavam 70 milhões de ações no Poder Judiciário. Um total de 45 milhões permaneceu em exame. Milhões foram impetrados este ano. Para este gigantesco volume, atuam 15 mil juízes. O crescimento da demanda é resultado da Constituição de 1988, mas também pelo acesso à Justiça de novas camadas sociais.

– É preciso alargar o conceito sobre a prestação jurisdicional e sair da ortodoxia – sentenciou o presidente do STF.

Para assegurar a aplicação efetiva da Justiça, Gilmar Mendes disse que é fundamental não apenas aumentar o número de julgadores e melhorar as instalações. Mas, sobretudo, criar novos mecanismos, como as Casas da Cidadania, os Juizados Especiais e as unidades de conciliação. Projetos novos mereceram comentários positivos, também, sobre o pioneirismo de Santa Catarina e a dedicação ao desembargador Marco Aurélio Buzzi.

 

Sistema prisional

A situação do sistema penitenciário, dos cadeiões, do setor carcerário e de todo o complexo penal mereceu críticas fortes do ministro, quando defendeu mais ação dos magistrados. Até agora, a Justiça apenas constatava deficiências no sistema carcerário. As últimas intervenções mostraram os benefícios de uma posição mais proativa. Mutirões constataram uma grave distorção. Presos com penas já cumpridas há quatro anos continuavam detidos.

Insistiu na adoção de providências para melhor a recuperação dos sentenciados, ao destacar o convênio entre a Vara Criminal de Itajaí e o Sindicato da Indústria da Pesca para a realização de cursos, com 30 apenados já inscritos. Os que tiverem aproveitamento contarão com empregos.

Este caminho de formação, de recuperação e de oferta de trabalho constitui, para o ministro, uma das melhores alternativas para reduzir a criminalidade e viabilizar a efetiva aplicação da justiça.

O projeto vem sendo executado com sucesso em Brasília. Um apenado atua em seu gabinete e outros 30 prestam serviços no Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Supremo pediu, finalmente, mais atenção aos juízes sobre a decretação de prisões provisórias. Partiram dele as reações mais fortes para coibir abusos das prisões provisórias.

 

 

09/06/2009

Jornal da Câmara

http://www.camara.gov.br/internet/jornalcamara/materia.asp?codJor=1546&codEdi=4

Sistema carcerário

Estado deve ser punido por caos nos presídios, dizem especialistas

Vania Alves

A responsabilização das autoridades do Executivo e do Judiciário e o bloqueio de repasses aos estados que não respeitarem os direitos humanos nos presídios foram algumas das sugestões apresentadas pelos participantes do seminário “Sistema Carcerário Brasileiro”, promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias na semana passada. Num País em que, dos 450 mil presos, 43% ainda são provisórios, os participantes destacaram a importância de tornar efetiva a presença da assistência judiciária


De acordo com o representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Erivaldo Ribeiro dos Santos, 43% é uma média nacional, mas em alguns estados chega a 80% a proporção de pessoas não condenadas presas por decisão cautelar judiciária. “Somos muito eficientes em prender, como se isso garantisse segurança pública, mas não em julgar”, disse.

Presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, André Luiz Machado de Castro disse que o Brasil é um Estado acusador. Em todas as comarcas há um juiz e um integrante do Ministério Público que, no processo criminal, é o acusador, mas não há defensores públicos para garantir o direito do réu a um julgamento justo.

Omissão - O relator da CPI do Sistema Carcerário, encerrada em julho do ano passado, deputado Domingos Dutra (PT-MA), afirmou que, além da falta de defensores, os presídios também sofrem com a omissão dos juízes de Execução Penal e promotores públicos, que não cumprem sua obrigação de ir aos presídios e verificar a situação dos presos e dar andamento aos processos.

Essas duas frentes de atuação poderiam aliviar parte da superlotação, responsável em grande parte pela pressão que faz com que os presídios explodam em ondas de violência.

A deputada Cida Diogo (PT-RJ) sugeriu que a comissão verifique como se pode responsabilizar as autoridades administrativas e judiciárias. Para ela, a situação não vai mudar enquanto os governantes não se tornarem inelegíveis ou os servidores, inabilitados a ocupar cargo público.

 

 

09/06/2009

Alagoas 24 Horas

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Pol%EDtica&vCod=67215

Governador diz que assassinatos nos presídios não ficarão impunes

Luis Vilar

O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), não confirmou possíveis mudanças na Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp), durante a solenidade de entrega de cinco ambulâncias para o atendimento exclusivo dos reeducandos. No entanto, Vilela frisou que os últimos acontecimentos no sistema penitenciário alagoano envolvendo mortes “não podem ficar impune”.

“O que eu posso confirmar é que serão apurados com rigor os casos de violência que ocorreram no sistema penitenciário. Serão apurados assassinatos dentro do presídio e quem tiver culpa terá que pagar por isto”, colocou Vilela ao ser questionado sobre as sete mortes ocorridas no sistema penitenciário. Destas mortes, cinco são homicídios já comprovados e duas estão sendo investigadas.

De acordo com Vilela, o Governo do Estado tem trabalhado para melhor aparelhar o sistema de segurança pública, como um todo. “Nossos investimentos em segurança pública tem sido grande e continuam. É claro que o Governo do Estado tem dificuldades, mas estamos trabalhando para melhor aparelhar o sistema como um todo. Hoje são a entrega destas nove ambulâncias, mas vamos entregar 220 novas viaturas para a Polícia Civil e Militar, atingindo uma estruturação necessária”, salientou ainda o governador.

Teotonio Vilela Filho avaliou a entra das ambulâncias como extremamente necessárias. “É um passo a mais para humanizar o sistema penitenciário. Estamos buscando melhor a estrutura do Estado para lidar com os reeducandos, pois são investimentos que fazemos em toda a pasta da Defesa Social”, disse ainda. As ambulâncias – conforme os números da Igesp – vão beneficiar a mais de 1.700 reeducandos.

Quatro delas serão destinadas para as unidades prisionais de Maceió e uma será encaminhada para o presídio Desembargador Luis de Oliveira Sousa, em Arapiraca. As unidades foram adquiridas em um convênio com o Governo Federal. Por meio de convênios e recursos do próprio Estado, o intendente geral, tenente-coronel Luiz Bugarin espera um investimento de mais de R$ 1 milhão entre os anos de 2009 e 2010.

“Estes recursos vão possibilitar uma melhor estrutura do sistema penitenciário”, frisou Bugarin. De acordo com ele, as ambulâncias fazem parte os projetos da Intendência que foram aprovados pelo Ministério da Justiça, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O investimento foi avaliado em R$ 500 mil. O Governo do Estado entrou com uma contrapartida de 10%.

“As ambulâncias fazem parte de um conjunto de medidas que estamos adotando para melhor atender a população carcerária”, destacou Bugarin. O governador não precisou data, mas lembrou ainda que uma unidade de saúde voltada aos reeducandos ainda deve ser entregue pelo Governo do Estado.

 

 

09/06/2009

Agência Alagoas

http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia.kmf?cod=8541988

Novas ambulâncias vão dar mais segurança ao Sistema Penitenciário

As ambulâncias fazem parte de um convênio com o governo federal no valor de R$ 538.750,00, sendo 10% de contrapartida do governo estadual.

Flavia Duarte

Adailson Calheiros

Adailson Calheiros

Tenente-coronel Luiz Bugarin afirma que veículos vão proporcionar maior agilidade no atendimento médico e de urgências

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Reeducandos do Sistema Penitenciário de Alagoas contam a partir desta terça-feira, 9, com mais um meio de atendimento de saúde humanizado. Cinco ambulâncias de suporte básico de vida foram entregues à Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp) pelo governador Teotonio Vilela Filho.

As ambulâncias fazem parte de um convênio com o governo federal no valor de R$ 538.750,00, sendo 10% de contrapartida do governo estadual. As Unidades de Suporte Básico (USB) são equipadas com sistema de oxigênio, maca, cadeira de rodas, prancha de imobilização, entre outros, e vão atender aos 1.769 detentos custodiados atualmente pelo estado no transporte em caráter emergencial e atendimento médico.

As equipes de profissionais que trabalharão nas ambulâncias, desde enfermeiros até condutores de veículos, serão capacitadas para a utilização dos equipamentos. Para o intendente-geral do Sistema Penitenciário, tenente-coronel Luiz Bugarin, as ambulâncias - de uso exclusivo de reeducandos - irá proporcionar maior agilidade no atendimento médico e de urgências.

“Estamos avançando no que diz respeito ao atendimento de saúde à população carcerária. Conseguimos estas ambulâncias para atendimento exclusivo e temos a previsão de que até o final do ano o Ambulatório 24 Horas do Complexo Prisional seja inaugurado. Estamos trabalhando para dar uma assistência de saúde digna aos detentos de Alagoas”, explicou Bugarin.

O convênio das ambulâncias faz parte de um montante de 14 projetos aprovados nos anos de 2007 e 2008 pelo governo federal para melhorias do Sistema Penitenciário de Alagoas. Somados, os projetos preveem um investimento de mais de R$ 16 milhões nos presídios do estado e, com isso, o maior investimento do Ministério da Justiça dos últimos dez anos na área carcerária. Entre os projetos aprovados, está a construção de um presídio para jovens entre 18 a 24 anos, que vai custodiar 420 detentos. A construção da unidade prisional está em fase de licitação.

Durante a cerimônia de entrega, o intendente Penitenciário destacou ainda que a presença do governador na solenidade representava o fim de uma indiferença de décadas com o Sistema Penitenciário.

Adailson Calheiros

Adailson Calheiros

Ambulâncias estão devidamente equipadas.


“A indiferença de décadas com os presídios provocou a falta de atenção e, com isso, de investimentos no Sistema Penitenciário, gerando o aumento do crime organizado dentro das cadeias; do aumento da corrupção de agentes públicos”, destacou o intendente.

Para Bugarin, hoje o governo entende a necessidade de mudar e investir não só na construção de novas vagas com qualidade, como também a obrigação de equipar o sistema penitenciário e deixá-lo adequado ao nível de funcionários que fazem parte do quadro.

Teotonio Vilela Filho ressaltou que o governo está trabalhando para mudar o quadro da segurança pública do estado e reforçou que este é um trabalho muito profundo e permanente. “Os problemas da segurança pública não se resolvem da noite para o dia, muito menos na bala. É um trabalho profundo e permanente que vai desde ações para gerar emprego e renda, até o aparelhamento das polícias”, disse.

“O sistema penitenciário está recebendo cinco ambulâncias e com isso a oportunidade de prestar serviços de forma mais digna. Temos dificuldades, mas estamos trabalhando. Temos que trabalhar com a consciência de que aquele preso errou, saiu das regras impostas à sociedade, mas ele é nosso irmão, é gente, é um ser humano e merecem ser tratado de forma digna e humanizada. Ele tem que ser punido dentro dos princípios democráticos e tratado com respeito e cidadania”, completou o governador.

Na oportunidade, o governador entregou ao secretário de Estado da Defesa Social, Paulo Rubim, dois veículos para adquiridos com recursos do Ministério da Justiça, no valor de R$ 55 mil, que serão destinados ao Centro de Atendimento Psicosocial da Polícia Militar de Alagoas.

 

 

09/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/09/materia.2009-06-09.8406493250/view

CNJ pede que governo capixaba cumpra integralmente ações para sanear sistema prisional

 

Marco Antonio Soalheiro

Repórter da Agência Brasil

 

 Brasília - Nas recomendações finais do  relatório sobre a inspeção realizada no mês passado nos presídios do Espírito Santo, o Conselho Nacional de Justiça ressalta a necessidade de “cumprimento integral” pelo governo do estado de uma série de providências para dotar as unidades penitenciárias de condições dignas para os detentos, bem como de segurança adequada para evitar fugas e rebeliões. 

Essas providências constam de um termo de compromisso que será assinado amanhã (10) entre o CNJ e o governo do Espírito Santo, envolvendo a criação de mais de 5 mil vagas no sistema penitenciário estadual, a realização de concurso públicos para contratação de agentes penitenciários e defensores públicos, procedimentos para a imediata higienização das unidades mais degradadas e garantia de assistência médica qualificada aos detentos.

O CNJ afirma no documento, conforme antecipou a Agência Brasil, que são “péssimas as condições de encarceramento na Grande Vitória, com problemas de superlotação, insalubridade, carência assistencial e falta de disciplina”.

O relatório, encaminhado a todos os conselheiros, também pode resultar em eventual abertura de sindicância pela Corregedoria Nacional de Justiça, para apurar fatos relativos à deficiências na prestação jurisdicional aos detentos.

Segundo os juízes auxiliares da presidência do CNJ Erivaldo Ribeiro e Paulo Tamburini, que assinam o relatório, as atuais condições dos dez presídios inspecionados no Espírito Santo tornam impossível atingir o ideal de ressocialização do apenado, previsto na Lei de Execuções Penais.

“Sem condições para uma correta individualização da pena e sem separação entre presos provisórios e condenados, é impensável falar em educação, capacitação profissional e ressocialização”, diz o documento. “[Os presos] não leem, não estudam, não têm atividade recreativa, ficam o tempo todo ociosos”, acrescenta.

No Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Jardim América, os juízes relatam que “os presos são literalmente socados [jogados] dentro das celas” e que o agente penitenciário tem de solicitar a ajuda dos próprios detentos para trancar as celas. Não foi encontrado, segundo o CNJ, local apropriado para visitas íntimas em nenhum estabelecimento, e a assistência à saúde foi descrita como “extremamente deficitária”.

Também foram flagradas pelos juízes em condições degradantes unidades de internação de menores. Em Cariacica, há adolescentes detidos em contêineres nos quais a temperatura, em dias de sol, chega a 50 graus Celsius.

No Centro de Detenção Provisória de São Gabriel da Palha, a 180 quilômetros de vitória, para onde foram transferidos 120 menores no dia 11 de maio, o CNJ relata que as revistas para entrar e sair das celas são “vexatórias”, com os adolescentes ficando nus. O conselho também aponta ser “comum o uso de spray de pimenta” contra os internos. Como a transferência dos adolescentes demorou a ser comunicada aos familiares, os internos ficaram três semanas sem receber qualquer visita.

Edição: Nádia Franco 

 

 

09/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/08/materia.2009-06-08.1695044422/view

Governo capixaba vai se comprometer com o CNJ a higienizar presídios em 72 horas

Marco Antonio Soalheiro

Repórter da Agência Brasil

Brasília - Em um termo de compromisso a ser assinado amanhã (10), o governo do Espírito Santo irá se comprometer com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a “providenciar no prazo de 72 horas, a contar da assinatura do termo, a retirada do lixo e a higienização dos estabelecimentos penais”.

O relatório final da inspeção realizada pelo CNJ nos presídios capixabas, que deverá ser lido hoje (9) no plenário do órgão, constatou a existência de presos expostos a ratos, lixo e excrementos nas unidades vistoriadas. Em virtude disso, o termo de compromisso irá prever também a contratação de empresas para promover a dedetização e a desratização de alguns desses locais.

Também serão oficializadas as promessas de criação de 2.872 vagas no sistema carcerário do estado até o fim deste ano, com recursos próprios do estado, e 2.715 vagas até agosto de 2010, com recursos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O objetivo é amenizar a superlotação de várias unidades, além de intensificar o atendimento à saúde dos detidos em penitenciárias e delegacias da Polícia Civil.

A atuação ineficaz da Defensoria Pública e o uso de contêineres para abrigar presos são outros problemas contemplados pelo termo que será firmado. As celas metálicas terão um cronograma para serem desativadas. As da Unidade de Internação de Menores de Cariacica e da Penitenciária Agrícola do Espírito Santo serão extintas imediatamente, em questão de dias, as do Presídio Modular de Novo Horizonte, na Serra, em julho, e as do Centro de Detenção Provisória de Cariacica e da Penitenciária Feminina de Tucum, até agosto de 2.010.

Já está autorizado pelo governo do estado concurso para a contratação de mais 35 defensores públicos. O edital será publicado em julho e o compromisso será de nomear os aprovados em até 30 dias após a homologação do resultado do concurso. Também haverá realização de concurso público para a contratação de 1.083 agentes penitenciários e agentes de escolta, com o objetivo de fortalecer o controle do estado sobre a segurança das unidades.

Ainda ficará explícita no termo a proibição de encaminhamento de mais presos para a Casa de Custódia de Viana (Cascuvi). Lá, segundo o relatório do CNJ, as grades de divisão entre as celas foram derrubadas e os presos vivem “amotinados nos pavilhões”. Revista e distribuição de alimentos ocorrem apenas quando há apoio do Batalhão de Polícia Militar.

Contactada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça do Espírito Santo informou que o governo só irá se pronunciar oficialmente amanhã (10) sobre as providências a serem adotadas, conforme acordo com o CNJ. A Defensoria Pública estadual também  vai aguardar a leitura do relatório final do conselho para comentar as acusações de prestação de serviço ineficaz. 

 

 

09/06/2009

Agência Brasil

Justiça determina interdição de dois presídios capixabas

Marco Antônio Soalheiro

Repórter da Agência Brasil

Vitória (ES) - Juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante inspeção a unidade prisional no Espírito Santo 

Brasília - O presídio de Jardim América, em Cariacica, e a cadeia de Novo Horizonte, na Serra, que protagonizaram recentes denúncias de graves violações aos Direitos Humanos, foram interditados pelos juízes das Varas de Execuções Penais do Poder Judiciário do Espírito Santo. Em decisão tomada na noite de ontem (8), os magistrados proibiram a inclusão de qualquer preso, seja provisório ou condenado, nas instalações das duas unidades e determinaram à Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social a imediata desocupação dos locais .

As cadeias deverão permanecer apenas com a quantidade de presos equivalente  à capacidade máxima projetada para cada uma delas. Em  Novo Horizonte, as celas de alvenaria com capacidade para 28 presos abrigavam 313 presos na última sexta-feira. As celas metálicas (contêineres), com capacidade para 140 internos, contavam com 302. Em Jardim América, a capacidade é para 32 presos, mas atualmente estão detidos 227.

Na justificativa para a interdição das unidades, os juízes capixabas afirmam que a superlotação " favorece a ocorrência de rebeliões e fugas, além de criar situação desumana e insustentável". A interdição resguardaria a integridade física e a vida dos internos em virtude do estágio “crítico” de precariedade dos presídios. 

Outra unidade prisional capixaba, a Casa de Custódia de Viana (Cascuvi), na região metropolitana da capital Vitória, encontra-se interditada desde o dia 25 de maio. A decisão foi tomada pela Justiça estadual, com base nos relatos feitos pelos juízes auxiliares da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Erivaldo Ribeiro dos Santos e Paulo Tamburini, que vistoriaram o presídio.

Na tarde de hoje (9), será divulgado pelo CNJ o relatório final da inspeção realizada pelo órgão no mês passado nos presídios capixabas. O documenta detalha as condições degradantes às quais se submetem muitos presos do Espírito Santo. 

Um mutirão carcerário está em curso no estado e amanhã (10) o governo estadual assinará um termo de compromisso com o CNJ, que prevê  a criação de mais de 2.000 vagas no sistema prisional até o fim deste ano e prazo imediato para a higienização das unidades prisionais.  .

Edição: Enio Vieira.    

 

 

 

09/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/09/materia.2009-06-09.1549344831/view

STF concede prisão domiciliar a acusados de homicídio por inadequação de presídio capixaba

Marco Antonio Soalheiro

Repórter da Agência Brasil 

Brasília - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (9) que dois acusados de homicídio qualificado no Espírito Santo poderão aguardar a conclusão do processo em prisão domiciliar.

O estado precário de saúde dos dois e a impossibilidade de serem devidamente atendidos no Centro de Detenção Provisória de Viana determinaram a concessão do habeas corpus, que tinha sido negada no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os acusados não terão direito de ausentar-se de suas residências.

O relator, ministro Eros Grau,  ressaltou que “há demonstração cabal de que o estado não tem condição de prestar a assistência médica de que [os acusados] necessitam”.  Logo, a prisão domiciliar deveria ser concedida em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana e ao Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana de Direitos Humanos).

O relatório final de inspeções realizadas em presídios capixabas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado hoje e antecipado pela Agência Brasil, considerou péssimas as condições de todas as unidades vistoriadas.

O decano do STF, ministro Celso de Mello, comentou ao fim do julgamento na turma, decisão de juízes gaúchos de não decretar prisão cautelar enquanto o governo do Rio Grande do Sul não adotar providências para ajustar a situação dos presídios do estado às exigências impostas pela Lei de Execuções Penais. Segundo o ministro, há um “descumprimento crônico” das normas pelo estado.

Edição: Lílian Beraldo 

 

 

09/06/2009

CONJUR

http://www.conjur.com.br/2009-jun-09/mutirao-varas-infancia-espirito-santo-libera-211-adolescentes

Mutirão do CNJ libera 211 adolescentes

A equipe coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça, que atua no mutirão carcerário no Espírito Santo, encerrou a avaliação nos processos das Varas de Infância e da Juventude. O trabalho resultou na liberação de 211 adolescentes, o equivalente a 27% dos processos.

Dos 765 processos das varas da Infância e da Juventude analisados, 380 tratavam da execução de medidas socioeducativas já sentenciadas aos adolescentes em conflito com a lei. Destes, foram concedidos 106 benefícios. Outros 385 processos abordaram a apuração de atos infracionais (casos em que ainda não foram aplicadas medidas socioeducativas aos menores), dos quais resultaram em 105 benefícios.

De acordo com a equipe do CNJ, os 211 adolescentes foram liberados ao ser constatado, no reexame dos processos, que eles tinham direito a mudança da medida socioeducativa a eles aplicada, ou ainda, havia outros casos em que a medida foi considerada cumprida em determinado tempo.

Segundo o CNJ, o mutirão carcerário continuará com o exame de detentos adultos em presídios de Vitória e de municípios da Grande Vitória. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

 

 

09/06/2009

SUSEPE

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54125

Presos de Abadiânia reformam cadeia e ensinam o ofício a outros presos

 

Os presos do Centro de Inserção Social (CIS) de Abadiânia iniciaram na última segunda-feira (1º/06), a reforma e ampliação da unidade. A obra (foto), que inclui a construção de três celas para cumprimento do regime semiaberto, de um galpão de atividades múltiplas, uma sala de http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/thumb.php?fotos/20090609_155219_cadeia.jpgaula e reforma da cozinha, está sendo realizada por cinco presos do regime fechado, com recursos da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe) e Conselho da Comunidade local.

De acordo com o diretor do CIS, Cincinato Gomes Pereira, o trabalho é antes de tudo um meio de ressocialização e ajuda a recuperar a auto-estima dos presos. “Três dos detentos já possuíam experiência na construção civil. Estamos aproveitando suas habilidades em prol da unidade e de outros detentos, que estão aprendendo um ofício”, completa o diretor.

Pelo trabalho, os presos recebem remissão da pena (um dia a menos na pena para cada três dias trabalhados). A expectativa é de finalizar os trabalhos nos próximos dois meses.

 

 

08/06/2009

Tribuna do Norte

http://tribunadonorte.com.br/noticias/112062.html

Detentos de Alcaçuz vão receber aulas de violão

Oferecer aulas de canto, violão e flauta doce para ajudar na ressocialização dos detentos. Esse é o objetivo do Projeto Liberta Som, da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) que terá início na próxima sexta-feira (12) com os presos da Penitenciária de Alcaçuz.

 

 De acordo com o secretário Leonardo Arruda, o projeto é uma parceria com a Pastoral Carcerária Católica e  a Ouvidoria do Cidadão e do Sistema Penitenciário. “Para essa primeira fase, serão selecionados cerca de 60 detentos que participarão das aulas ministradas pela americana Mary Ellen Stitt, que está no Rio Grande do Norte fazendo pós-graduação em música e realizou alguns trabalhos nessa área social. Para dar apoio ao trabalho, a Sejuc vai adquirir 15 violões e flautas doces”, explicou o titular da Sejuc.

Projeto

Serão aulas semanais, às sextas-feiras, com duração média de uma hora. Os participantes do projeto serão escolhidos pela própria Mary Ellen Stitt, de acordo com a aptidão de cada um. A partir do Liberta Som, os detentos participarão do Coral Soltando a Voz.

“Eu acredito que a música faz bem para o espírito e é a forma mais pura de sentir tudo que é bom. Além de ajudar na recuperação dessas pessoas e no cumprimento de suas penas”, disse Mary Ellen, que já participou de projetos semelhantes a este aqui mesmo em Natal, no bairro de Cidade Nova.

Mas essa será  a primeira vez que ela trabalhará dentro do presídio. “Não  acredito no medo. Acredito na vontade que eles tem de aprender. Já trabalhei com presidiários e sempre fui muito respeitada. Tenho certeza que será assim também com o Projeto Liberta Som”, disse a americana.

Para a ouvidora do sistema penitenciário, Guiomar Veras de Oliveira, o projeto vai mais além do que dar uma ocupação aos detentos. “Vamos descobrir talentos que poderão ser aperfeiçoados fora dos muros da penitenciária. Além de deixar o cumprimento da pena mais humanizado ”, disse a ouvidora.

O projeto vai ter duração de seis meses, tempo em que Mary Ellen ficará em Natal, mas a Sejuc já estuda possibilidades de ampliar o trabalho. “Estamos recebendo algumas propostas, vamos estudar a viabilidade de continuar  esse projeto”, prometeu o secretário.

 

 

08/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/05/materia.2009-06-05.0354399626/view

Conselho constata ausência de atuação da Defensoria Pública capixaba nos presídios

Luciana Lima e Marco Antonio Soalheiro

Repórteres da Agência Brasil

 Brasília - No relatório final da inspeção realizada em presídios do Espírito Santo, que será lido amanhã (9) em plenário, os juízes auxiliares da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Erivaldo Ribeiro e Paulo Tamburini fazem críticas explícitas à atuação da Defensoria Pública nas unidades.

 

“Em absolutamente nenhum estabelecimento foi constada prévia inspeção da Defensoria Pública. No presídio de Argolas [em Vila Velha], há mais de 15 anos não aparece um defensor sequer. Raríssimos são os presos que contam com advogado”, ressalta o documento. “Vários presos provisórios não conseguem pleitear o benefício da liberdade porque a Defensoria Pública não os visita. Há ainda indícios de atraso na prestação jurisdicional porquanto o excesso de prazo foi constatado não apenas em alguns presídios, mas em todas as celas inspecionadas”, acrescenta.

Nas unidades de internação de menores o quadro é parecido. Muitos adolescentes permanecem sob custódia após mais mais de três anos submetidos à medida socioeducativa. Em uma unidade de Cariacica, segundo os juízes responsáveis pela inspeção, “há anos nenhum promotor faz inspeção no local”.

O CNJ também aponta falhas no controle de informações da população prisional pelas autoridades estaduais, o que acaba por prejudicar o reconhecimento de direitos aos presos.

“Dado que é precária a alimentação de dados nos sistemas da Sejus [Secretaria de Estado de Justiça do Espírito Santo] e da Sesp [Secretaria de Estado de Segurança Pública do Espírito Santo], nem sempre se sabe com exatidão em que estabelecimento se encontra o preso, e isso tende a dificultar ainda mais a defesa do réu”, descreve o relatório.

Os juízes relatam que em muitos dos estabelecimentos inspecionados não há sequer prontuários dos presos. Detentos são transferidos de unidades sem qualquer comunicação à família.

Edição: Graça Adjuto 

 

 

08/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/05/materia.2009-06-05.6571189454/view

Relatório do CNJ mostra condições "péssimas" em presídios capixabas

Luciana Lima e Marco Antônio Soalheiro

Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) classificou como “péssimas” as condições encontradas em todas as unidades prisionais visitadas no Espírito Santo. O relatório do CNJ, que deverá ser divulgado na sessão de amanhã (9) do conselho, indica que nos dez presídios inspecionados há problemas de superlotação, insalubridade, presos provisórios detidos por tempo superior ao que prevê a Lei de Execuções Penais, carência de assistência jurídica adequada e falta de disciplina.

“Os problemas são graves e atingem todas as unidades dos sistemas da Secretaria de Justiça e Secretaria de Segurança Pública”, diz o relatório produzido pelos juízes Erivaldo Ribeiro e Paulo Tamburini, auxiliares da presidência do CNJ.

O relatório aponta ainda que as péssimas condições não são encontradas apenas nas unidades destinadas a presos maiores. “Muitas vezes, as condições dos estabelecimentos para menores são mais mal estruturadas do que as dos adultos”, destaca o documento. Em outro trecho, o documento destaca que “não há em nenhuma unidade, com exceção da Unis [unidade de internação de menores], espaço ou infraestrutura destinada ao estudo e aprimoramento dos presos”.

Os juizes do CNJ também observaram que nos presídios capixabas, não há qualquer distinção de tratamento entre presos provisórios e condenados. “É comprovadamente grave não fazer distinção entre presos condenados e provisórios, porque a rotina de alguns estabelecimentos prisionais pode ser tão cruel que acabe por desempenhar papel negativo na ressocialização do preso”, destacou o relatório.

O documento aponta que “não foi encontrado local adequado para receber visitas íntimas em nenhum estabelecimento. No Presídio Modular, ela [visita] sequer ocorre. Em Novo Horizonte, elas [visitas] são feitas em cima do chorume e do esgoto, em Jardim América também. Em Argolas, elas [visitas] são feitas no próprio corredor das celas”, detalha o documento.

As visitas dos juízes do CNJ ocorreram na última semana de maio, após a divulgação do relatório produzido pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) que pede intervenção federal no estado devido às precárias condições dos presídios. Esse relatório foi encaminhado pelo presidente do CNPCP, Sérgio Salomão Shecaira, ao procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, que ainda não decidiu sobre o assunto.

Além das Casa de Custódia de Viana e do presídio feito com contêineres, localizado no bairro Novo Horizonte, visitadas pelo CNPCP, os juízes do CNJ ampliaram o diagnóstico com a inspeção de mais oito unidades.

No relatório do Conselho Penitenciário que pede a intervenção no estado, o uso de contêineres como celas é apontado como um dos principais problemas. O presídio de contêineres se localiza no bairro Novo Horizonte, no município de Serra, região metropolitana de Vitória. A unidade tem capacidade para abrigar 144 presos, mas tem problemas de superlotação e no dia da visita tinha quase 400 pessoas. "Cada contêiner tinha cerca de 40 presos”, aponta o documento.

Já na Casa de Custódia de Viana, Shecaira aponta indícios de práticas de tortura e de esquartejamentos. O documento de 12 páginas aponta que, nos últimos anos, há denúncias de vários corpos de presos esquartejados. “Quando os corpos são achados - ou ao menos partes deles - a administração reconhece as mortes. Quando não são encontrados, a administração afirma supor ter havido fuga”, destaca o documento.

A falta de distinção entre presos apontada no relatório do CNJ já havia sido indicada no relatório do Conselho Penitenciário “Os presos de cada pavilhão ficam misturados, sem qualquer agente penitenciário ou policial militar entre eles, seja dia ou noite”, destaca o documento ao descrever as condições observadas na Casa de Custódia de Viana.

 

 

08/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/05/materia.2009-06-05.7193065687/view

Presos capixabas estão expostos a lixo, ratos e excrementos , diz CNJ

 

Luciana Lima e Marco Antonio Soalheiro

Repórteres da Agência Brasil

 

Brasília - Trechos do relatório final da inspeção realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em presídios do Espírito Santo, que será apresentado amanhã (9) em sessão plenária do órgão, descrevem em detalhes um estágio crítico de degradação à qual se submetem detentos de várias unidades.

Na Casa de Custódia de Viana, onde os agentes penitenciários precisam de escolta policial para fazer a limpeza do estabelecimento, o documento diz que “há quantidade muito grande de lixo, insetos e umidade”, o que explica em parte a existência de vários presos doentes. No Presídio Modular de Novo Horizonte há infestação de ratos e presos com marcas de mordidas dos roedores.

Na unidade de Argolas, em Vila Velha, a realidade descrita é ainda mais chocante. “Em Argolas, as embalagens em que são servidas as refeições servem de vaso sanitário e são jogadas no lixo. Às vezes, os presos não têm precisão e seus excrementos ficam espalhados pelo chão da área central”, diz o relatório produzido pelos juízes auxiliares da presidência do CNJ Erivaldo Ribeiro e Paulo Tamburini.

Em Cariacica, o documento ressalta que menores internos são “obrigados a defecar e a urinar dentro do próprio contêiner”. Segundo os juízes, “o cheiro é repulsivo” e “os excrementos dos adolescentes ficavam acumulados como um córrego no canto sulcado do caixote”.

A assistência médica oferecida aos presos capixabas é definida pelos juízes como “extremamente deficitária”. Muitos detentos estão com leptospirose ou tuberculosos. Na unidade de Jardim América, em Cariacica, o relatório afirma que “houve infestação de furunculose e vários presos purgavam pus por meses”.

Na última semana, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o juiz Erivaldo Ribeiro disse que o governo do Espírito Santo precisa adotar medidas simples e imediatas para melhorar as condições dos presídios.

“São medidas simples, de higiene mesmo, como o recolhimento do lixo e uma imediata desratização. É incrível a quantidade de ratos no presídio de contêineres em Novo Horizonte. Além disso, tem que ampliar o pátio de banho de sol. O espaço é tomado por carcaças de carros. Isso é um absurdo”, afirmou Ribeiro.

As condições degradantes dos presídios capixabas descritas pelo CNJ já tinham sido antecipadas em parte pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP). No documento que embasou um pedido de intervenção federal no estado, no mês passado, o CNPCP afirmou, em referência ao presídio de Novo Horizonte, que "o estado de higiene é de causar nojo. Colônias de moscas, mosquitos, insetos e ratos são visíveis para quaisquer visitantes. Restos de alimentos são encontrados em meio ao pátio. Larvas foram fotografadas em várias áreas do presídio".

 

 

08/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/08/materia.2009-06-08.1332382885/view

CNJ destaca falta de segurança em presídios capixabas

Luciana Lima e Marco Antônio Soalheiro

Repórteres da Agência Brasil

 Brasília - Além de apontar uma série de violações de direitos humanos dentro dos presídios no Espírito Santo, o diagnóstico feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) destaca o problema da falta de segurança nas dez unidades visitadas. De acordo com relato feito pelos juízes auxiliares da presidência do CNJ Erivaldo Ribeiro e Paulo Tamburini, não há estrutura para a construção de celas de proteção, nem é possível conceder o direito de ficar nessas celas somente. Além disso, não há pessoal para atender adequadamente os detentos. “As condições para fugas e rebeliões são sempre renovadas”, diz o relatório.

“Por tudo isso, é praticamente inviável construir um sistema de recompensas e sanções para premiar condutas positivas e apenar as insubordinações. Em verdade, impera uma situação compulsiva”, destaca o documento, que será apresentado amanhã (9) aos demais membros do CNJ.

Na Casa de Custódia de Viana (Cascuvi), os juízes relatam total descontrole. “Em Viana, após derrubarem todas as grades de divisões entre as celas, os presos vivem como amotinados nos pavilhões. A revista e os alimentos chegam apenas quando há apoio do batalhão de Polícia Militar. Quase toda semana os detentos ateiam fogo nos colchões para que a fumaça impeça os vigias de os verem fugir”, exemplifica o relatório dos magistrados, que visitaram a unidade no dia em que um túnel foi descoberto pelos agentes.

Outro fato destacado pelos juízes é que, mesmo diante de ocorrências de fugas de rebeliões, a direção do presídio afirma que não perdeu o controle da situação. "Em Viana, apenas no ano corrente, já ocorreram três fugas e a rebelião, segundo o diretor do presídio, ocorreu há alguns meses; a direção do estabelecimento afirma, contudo, que não se perdeu o controle da situação”, diz o relatório.

De acordo com o documento, a falta de segurança não se restringe à Casa de Custódia de Viana. O problema existe nos dez presídios visitados. “Em todos os estabelecimentos ocorreram rebeliões ou fugas num lapso temporal inferior a um ano. Em Vila Velha as tentativas de fuga são semanais”, observa o relatório. O texto ainda cita que os presos fizeram uma rebelião no dia do aniversário do delegado, em fevereiro de 2008. Nesse motim, de acordo com o documento, duas pessoas morreram.

A situação de insegurança em Jardim América também foi citada. “A última fuga foi há um mês. A última rebelião, há menos de 15 dias”, diz o relatório. No presídio de contêineres, criado sob a alegação de que as paredes não poderiam ser danificadas por serem de ferro, o relatório destaca as fugas. “Em Novo Horizonte, desde agosto de 2008, ocorreram quatro fugas (em agosto, dezembro, março e maio) e quatro rebeliões, a última em setembro de 2008”, revela o documento.

Edição: Juliana Andrade 

 

 

08/06/2009

MP-GO

http://www.mp.go.gov.br/portalweb/conteudo.jsp?page=1&base=1&conteudo=noticia/bc11fa6e7f33a6effa883b7a2c9c7c2d.html

Procurador-geral de Justiça participa de solenidade que institui mutirão carcerário no Estado

Entre os próximos dias 15 e 26 de junho, será realizado em Goiás um mutirão carcerário para analisar a situação dos presos em diversas cidades da região do entorno do Distrito Federal. O termo para efetivação do mutirão, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi assinado na tarde desta segunda-feira (8/06), na sala de reuniões da presidência do Tribunal de Justiça (TJ) e contou com a presença do procurador-geral de Justiça de Goiás, Eduardo Abdon Moura. Além do presidente e do corregedor-geral do TJ, desembargadores Paulo Teles e Felipe Batista Cordeiro, também estiveram presentes o juiz auxiliar do CNJ e coordenador do mutirão, Erivaldo Ribeiro dos Santos, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller, e representantes da OAB-GO e da Procuradoria-geral do Estado.

De acordo com Eduardo Abdon, o Ministério Público considera o mutirão uma ideia boa e adere de imediato ao mesmo. No entanto, para que o sistema carcerário possa contar com avanços, o procurador-geral afirmou ser necessária a recriação de um órgão específico para cuidar do sistema penitenciário goiano, pois os problemas estruturais são graves e, na visão do MP, ficaram piores desde a extinção da Agência Prisional, ocorrida na reforma administrativa de 2008.

Na solenidade, também foi criado pelo Tribunal de Justiça o Grupo Permanente de Acompanhamento, Aprimoramento e Aperfeiçoamento do Sistema Carcerário. Para cooperar com o trabalho deste grupo, Eduardo Abdon colocou à disposição o sistema de georeferenciamento do Ministério Público, que pode ser alimentado pelas diversas áreas com informações sobre a população carcerária e fazer um monitoramento permanente, e em tempo real, da situação prisional no Estado. (Texto: Ricardo Santana – Assessoria de Comunicação Social do MP-GO / Fotos Wagner Soares – Centro de Comunicação do TJ-GO)

 

 

08/06/2009

SUSEPE

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54075

Projeto da Susepe de nova arquitetura para presídios é aprovado no 1º Conseg

A proposta de criação de presídios mais baratos e diferenciados quanto ao grau de periculosidade do apenado, formulada pelo departamento de arquitetura da Superintendência do Sistema de Execução Penal e idealizada pelo superintendente, Edilson de Brito, foi o 12º de 28 projetos aprovados, neste domingo (07/06), durante a etapa estadual da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), realizada no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. As propostas eleitas serão encaminhadas à etapa nacional em Brasília, que ocorrerá de 27 a 30 de agosto.

 

O projeto arquitetônico foi apresentado por Edilson, durante palestra ministrada no sábado, segundo dia do Conseg. Considerada inovadora no Brasil, a nova arquitetura é capaz de reduzir custos até 48,7% no nível II e 70% no nível III e atende o princípio da individualização da pena previsto na Lei de Execução Penal. A divisão dos presos é prevista em três níveis, sendo do um ao três. O Diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Airton Michels, afirmou durante a 3ª Semana Cultural da Susepe, ocorrida em outubro do ano passado, na Universidade Federal de Goiás, que o governo federal poderá adotar o referido projeto arquitetônico como modelo para as construções de presídios no país.

O primeiro presídio com o novo modelo deverá ser construído em Anápolis, com recursos do governo federal e contrapartida do Estado. O Depen já autorizou verba de R$ 4,5 milhões para a construção, com a contrapartida do Estado, de um presídio de nível 2 no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. “A nova construção significará a abertura de 300 novas vagas”, explica Edílson.

 

 

08/06/2009

SUSEPE

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54085

Terça-feira com às atividades sócio-educativas e dia de beleza no CIS de Rio Verde

 

A população carcerária do Centro de Inserção Social (CIS) de Rio Verde terá nesta terça-feira, 09/06, uma tarde dedicada à beleza. A partir das 13h30 a Escola Profissionalizante Rafael e Vaz Cabeleireiros, com sede na cidade, atenderá as cinco mulheres da unidade com corte e hidratação de cabelo, maquiagem, limpeza de pele, pintura e alisamento.

Após as detentas, será a vez dos homens com corte de cabelo e barba. Todo o trabalho será gratuito. A iniciativa é da direção do CIS que buscou a escola de cabeleireiros depois de saber que a instituição realiza mensalmente ações sociais. De acordo com o diretor do presídio, Leandro Souza da Cunha, todas as medidas de segurança foram tomadas. “O atendimento às presas será em um espaço reservado na ala feminina e os homens serão atendidos no pátio do banho de sol. Todo o trabalho será feito sob a vigilância e a segurança necessárias”, diz o diretor.

Visita

Durante a manhã, o CIS de Rio Verde receberá a visita de 40 alunos da Faculdade de Rio Verde (FESURV), unidade de Caiapônia, divididos em duas turmas. Eles estarão sob a coordenação da professora Tainá Reis Costa e conhecerão as atividades sócio-educativas realizadas pelos presos do presídio. Na unidade, os presos trabalham com artesanato e cuidam da chácara do presídio onde são criados porcos e cultivada a horta.

A direção do CIS deu início ao projeto de confecção de roupas, em fase inicial. São duas presas que costurarão pijamas de bebês para uma empresa da cidade. Elas ganharão por peça confeccionada. Nesse momento, as detentas estão sendo treinadas para a atividade.

 

 

06/06/2009

Estadão

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090606/not_imp383191,0.php

Prisões degradantes

A inspeção realizada há dez dias pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em dez presídios da região metropolitana de Vitória confirma a tragédia em que se converteu o sistema carcerário em todo o País. A inspeção foi motivada por uma denúncia feita pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, vinculado ao Ministério da Justiça, e irá fundamentar o pedido de intervenção federal no Espírito Santo que o Ministério Público Federal pretende encaminhar ao Supremo Tribunal Federal.

Nos últimos meses, a equipe do CNJ já fiscalizou presídios em Rondônia, Tocantins, Pará, Amazonas, Maranhão, Piauí, Alagoas e Rio de Janeiro. E, em todos, encontrou um quadro não muito diferente do das prisões capixabas. No Departamento de Polícia Judiciária de Vila Velha, por exemplo, os inspetores encontraram 256 presos amontoados numa cela com capacidade para 36 pessoas. Ela dispõe de um único banheiro e os presos têm de ficar deitados em redes superpostas, uma vez que não há espaço para ficarem em pé.

Na Casa de Custódia de Viana, na Grande Vitória, os juízes do CNJ encontraram 1.254 presos vivendo em pavilhões insalubres, sem divisões internas e sem triagem por tipo de delito. Na unidade, onde existe grande quantidade de insetos, resíduos orgânicos e lixo acumulado, drogas, armas e celulares circulam livremente. Vigora ali a lei do mais forte, pois os agentes carcerários não têm coragem de entrar nos pavilhões nem para levar comida. A situação é tal que os inspetores do CNJ não puderam entrar nos pavilhões, pois a própria PM capixaba reconheceu que não teria como assegurar-lhes a integridade física.

Os juízes do CNJ também descobriram que, numa unidade para jovens infratores, na cidade de Cariacica, a terceira maior do Espírito Santo, 121 adolescentes com dependência química foram sedados e transferidos às pressas na véspera da inspeção para evitar o flagrante da superlotação. Na unidade para onde foram levados, os juízes apreenderam sprays de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e armas brancas. E, na unidade de origem desses jovens, os inspetores encontraram alguns menores trancafiados em contêineres sem ventilação e sem esgoto. "Duas dessas caixas estavam expostas ao sol. Não havia banheiro. Os menores eram obrigados a defecar e urinar dentro do contêiner. O cheiro é repulsivo", diz o relatório do CNJ, cuja equipe teve de usar botas de borracha, luvas, máscaras e outros equipamentos para poder executar o seu trabalho.

A superlotação do sistema carcerário é um problema antigo e que vem se agravando assustadoramente nos últimos anos. O último censo penitenciário constatou que, entre 2003 e 2007, o número de presos em regime fechado cresceu 13,05%. Atualmente, há cerca de 500 mil mandados de prisão não cumpridos. Em 2007, o sistema prisional brasileiro tinha 290.359 vagas, mas a população carcerária do País era superior a 446 mil pessoas - portanto, um déficit de 156 mil vagas. Em 2008, esse déficit era de 180 mil vagas. Diante dos problemas causados pelo colapso do sistema prisional, alguns magistrados já estão se recusando a mandar para a prisão até quem foi preso em flagrante. A situação é tão preocupante que os juízes criminais de Porto Alegre, onde há 28 mil condenados e apenas 16.500 vagas, acabam de adotar um sistema de rodízio de presos. A partir desta semana, 400 detentos do regime semiaberto na região metropolitana irão dormir na cadeia, um dia, e em casa, no outro.

A solução para o problema do déficit de vagas do sistema prisional não depende apenas da construção de novas penitenciárias. A crise penitenciária poderia ser atenuada caso o Judiciário tivesse como norma condenar os autores de crimes menos graves, cometidos sem uso de violência, a penas alternativas. Pelas estimativas do Ministério da Justiça e de entidades como a FGV, 134 mil presos poderiam estar cumprindo pena em liberdade.

As inspeções do CNJ contribuem para que os Poderes Executivo e Judiciário avaliem melhor a gravidade da questão carcerária e tornem mais eficiente as suas atuações para enfrentá-la, cabendo ao primeiro construir presídios em número necessário para que se proporcionem condições de vida dignas para os presos e, ao segundo, aplicar mais penas alternativas.

 

 

 

05/06/2009

SAP

http://www.sap.sp.gov.br/common/noticias/0400-0499/not447.html

Roda de leitura incentiva reeducandos em Serra Azul

Projeto desenvolvido na unidade prisional quer criar o hábito de ler e escrever nos internos

 

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Monitores de educação são capacitados para estimular a leitura de reeducandos

 

“Reconhecer as consequências e as responsabilidades, através da leitura da própria vida é um passo para conseguirmos transformações positivas”. Esta é parte extraída do texto “Mudanças”, produzido por reeducandos que participaram do projeto Roda de Leitura, que acontece na Penitenciária II de Serra Azul. Doze sentenciados e um monitor coordenador se reúnem na escola da unidade todas as terças-feiras e leem o trecho de um livro, uma música ou um poema. Após a leitura, reflexão e discussão, o grupo elabora um texto, cuja cópia é encaminhada para cada cela da unidade, como forma de incentivar outros presos a participarem do projeto.

Tudo começou com a capacitação de alguns reeducandos através do curso “A importância da apropriação da escrita e da leitura: o desenvolvimento do comportamento leitor”, ministrado pela doutoranda em Estudos Literários, Leandra Alves Santos, primeiramente para sete internos que já atuam como monitores de educação na unidade.
O curso durou um dia (13/05) e levou os participantes a concluir que a leitura aprimora a comunicação, o relacionamento interpessoal e facilita o aprendizado. “Os presos também se deram conta de que só conseguiriam incentivar a leitura se eles próprios desenvolvessem o hábito e o gosto por ela”, afirma Leandra.

Para conseguir subsídios ao “Roda de Leitura”, foi firmada uma parceria com a Fundação Palavra Mágica para estimular mais presos a participarem do projeto, através da criação de um clube de leitura na unidade. A Fundação da cidade de Ribeirão Preto fornece livros para empréstimo e a cada mês é escolhido um título para ser lido e debatido entre os reeducandos.

Apesar do pouco tempo de realização do projeto – menos de um mês – a direção da unidade relata que já percebeu o efeito positivo que produziu nos raios habitacionais. Segundo a diretora do Centro de Trabalho e Educação Substituta, Adriana Cristina de Oliveira Lucchesi, os participantes da Roda de Leitura foram procurados por outros internos para saber mais sobre o projeto e discutir o texto lido e o escrito por eles.

 

 

 

05/06/2009

SAP

http://www.sap.sp.gov.br/common/noticias/0400-0499/not446.html

A vocês, nossos aplausos

Dia do Agente de Segurança Penitenciária, do Assistente Social e da Enfermagem são celebrados em unidades prisionais

 

As unidades prisionais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) contam com uma gama de diferentes profissionais. Em suas diversas funções, todos visam prover as melhores condições possíveis para o processo de ressocialização de reeducandos sob sua custódia.

Esse esforço é reconhecido, não só pela direção dessas unidades, como também pelas autoridades dos municípios onde elas estão localizadas e pelos próprios reeducandos. Na cidade de Tupi Paulista, por exemplo, foi instituído através da Lei Municipal 3.037/2007 o “Dia do Agente de Segurança Penitenciária”, celebrado em 28/05.

 

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Ato ecumênico na Penitenciária de Tupi Paulista celebrou o Dia do Agente Penitenciário

 

O Centro de Ressocialização (CR) de Araçatuba aproveitou as datas que comemoram o dia da Enfermagem e do Assistente Social, 12 e 15 de maio, respectivamente, para homenagear os profissionais penitenciários que atuam nessas áreas. No dia 12, Maria Inêz Vasconcellos Salina e Delva Pereira de Oliveira, ambas assistentes sociais da unidade, receberam Certificado de Assistente Social Padrão do Centro de Ressocialização de Araçatuba.

No dia 15 foi a vez do Auxiliar de Enfermagem Wanderson Alves dos Santos receber um certificado de voto de aplauso pelo trabalho desenvolvido na unidade, junto aos reeducandos e também aos funcionários. A iniciativa das homenagens foi da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (CIPA), do Grupo de Acolhimento (GA) e da direção do CR.

 

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À esquerda, comemorações do aniversário do CR de Birigui. À direita, auxiliar de enfermagem recebe voto de aplauso

 

Na celebração do sexto aniversário do CR de Birigüi, por sua vez, o reconhecimento do mérito dos funcionários partiu de um dos reeducandos. Durante o jantar comemorativo realizado no mês de abril, na quadra poliesportiva da unidade, um dos internos fez um discurso de agradecimento contando sua experiência de vida e destacando os benefícios que proporciona uma unidade como o Centro de Ressocialização. Em seu relato, solicitou aos seus companheiros que valorizem o tratamento que lhes são oferecidos.

 

 

 

 

05/06/2009

Jornal do Senado

Casagrande aponta fracasso em educação nos presídios

Senador analisa resultado de estudo feito em dez presídios de São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Pará e lamenta falta de êxito nas iniciativas de ressocialização

Da Redação

Geraldo Magela

Geraldo Magela
Fonte: International Centre For Prison Studies - King's College London

As iniciativas dos governos federal e estaduais voltadas para a educação dos presos fracassaram, afirmou Renato Casagrande (PSB-ES), ao comentar estudo da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação. Representantes do órgão, que conta com o apoio do programa de voluntariado da Organização das Nações Unidas (ONU), visitaram, entre setembro de 2008 e fevereiro deste ano, dez presídios em São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Pará.

O objetivo foi analisar as oportunidades de escolaridade para os presos como instrumento de ressocialização. Para o senador, investir na educação é fundamental para que haja eficácia nas políticas de reintegração social dos detentos.

– A constatação da relatoria reflete o fenômeno do aumento da população carcerária ser bem superior ao crescimento da população, sobretudo em países economicamente importantes. No Brasil, por exemplo, a população cresceu 19,6% entre 1995 e 2005, enquanto a população carcerária aumentou 142,9% no período – afirmou.

Casagrande disse que o Espírito Santo não se encontra em situação diferente das demais unidades da Federação, apesar de o governo estadual haver investido bastante na área de segurança. Segundo o senador, dados oficiais apontam o estado como o que mais investe no sistema prisional proporcionalmente à sua população, com a aplicação de R$ 186 milhões do Tesouro local no biênio 2009/2010.

 

 

04/06/2009

Agência da Câmara

http://www.camara.gov.br/internet/JornalCamara/materia.asp?codMat=48057&codjor=

Aplicação de penas alternativas divide Comissão de Segurança

“Está provado mundialmente que a pena de prisão não é o melhor remédio para corrigir a criminalidade”, ressaltou o deputado Domingos Dutra

Marise Lugullo

O Projeto de Lei 4209/08, que propõe mudanças na aplicação de penas alternativas de liberdade, dividiu opiniões na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e teve sua votação adiada de ontem para a próxima semana.

Apresentada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, a proposta incentiva a aplicação de penas alternativas e determina a troca dos termos “poderá” por “deverá”, e vice-versa, em alguns dispositivos do Código Penal - por exemplo, ao propor que o condenado à pena superior a oito anos “poderá” começar a cumpri-la em regime fechado.

No caso de o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a quatro anos e não exceda a oito anos, ele deverá, desde o princípio, cumpri-la em regime semiaberto. Para o condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou menor a quatro anos, a proposta é que ele deverá, desde o início, cumpri-la em regime aberto.

Parecer contrário - O relator da matéria, deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), apresentou parecer contrário ao projeto. “A nossa legislação já tem instituto de benevolência o suficiente para atender aos presidiários. Eu, particularmente, e outros da bancada da Segurança Pública temos trabalhado pela sociedade, para manter mais tempo o preso perigoso nos presídios”, disse.

Segundo o deputado Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI do Sistema Carcerário, o objetivo do projeto é diminuir a superlotação dos presídios, humanizar o sistema e reduzir os custos para a sociedade. “Está provado mundialmente que a pena de prisão não é o melhor remédio para corrigir a criminalidade”, ressaltou.

Para ele, o melhor é multar, “punir o bolso, e não botar 400 mil homens e mulheres dentro de cubículos, em situação totalmente desumana, onde a pessoa não trabalha, não estuda. Na hora em que sai de lá, sai uma fera”, avaliou.

A deputada Iriny Lopes (PT-ES) apresentou voto em separado pela aprovação do projeto. O deputado Laerte Bessa pretende reapresentar seu parecer na próxima semana e não descarta mudanças no texto.