Clipping – 19/06 a 25/06/2009

PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL/CNBB

Assessoria de Comunicação PCrN / Alter Comunicare

 

 

Clipping, produzido pela Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional/CNBB, em parceria com a Alter Comunicare, pretende oferecer aos associados uma visão panorâmica do que diz a imprensa sobre temas relacionados à questão prisional em todo o Brasil e em outros países. As matérias reproduzidas neste clipping não refletem, necessariamente, a posição da Pastoral Carcerária, mas têm o objetivo de informar e incentivar o debate público. O clipping está sujeito a omissões involuntárias de notícias e conta com a colaboração de todos para o envio de outras notícias com a citação da fonte e data de publicação para o endereço imprensa@carcerária.org.br.

 

 

SUMARIO

 

Prisão piora transtornos de personalidade dos presos. 3

Reunião discute sistema carcerário da Grande Curitiba. 4

Presos expõem trabalhos na 5ª Mostra Pedagógica. 5

Presos de Rio Verde constroem mais uma casa popular 6

Presos da CPP de Formosa recebem vacina da gripe. 6

Tocantins realiza conferência de segurança pública. 7

TRE-SP nega direito de voto a presos provisórios. 9

Seminário sobre Movimentos Sociais e Segurança Pública. 10

As guardas municipais e seu mandato na segurança pública. 11

Deputados pedem vista de relatório da CPI sobre presídios. 12

Sob a crise econômica, uma bomba de Direitos Humanos está prestes a explodir 13

Projeto corrige dubiedade do Código de Processo Penal 15

Relator defende pena alternativa e cobra ação da sociedade. 15

Relator pede desativação de presídio de Porto Alegre. 16

Parlamentares assistem a vídeo sobre presídios visitados. 16

CCJ rejeita leilão de todo bem apreendido durante processo penal 17

Deputados do RS provam audiência para tratar de penas e medidas alternativas. 18

Conferência livre em São Paulo discute segurança pública. 19

Efeitos Penais do novo parcelamento tributário. 21

Notícias de interesse - Mesa redonda “Segurança Pública e Espaço Urbano” 23

CNJ encontra processo parado há quase 40 anos em Vitória. 24

Governo do Estado estrutura Conselho de Defesa dos Direitos Humanos. 27

Empresas privadas abrem vagas para ex-detentos de Minas Gerais. 29

Gilmar Mendes assina acordo para dar trabalho a presos em progressão de regime. 30

Pesquisa mostra que é comum prisões provisórias ultrapassarem prazo legal 31

Defensoria inaugura espaço para atendimento no Centro de Reeducação Feminino. 32

Denunciados “excessos“ na revista de visitantes. 34

Presidente do STF critica sistemas prisionais dos Estados brasileiros. 34

Mutirões carcerários já libertaram 3.081 presos em oito estados. 35

''Educação em Direitos Humanos é premissa para regime democrático'' 36

PRISÕES: O problema varrido para debaixo do tapete. 37

Mais de 35% prisões provisórias excedem prazo legal, diz estudo. 39

Estudo mostra que educação nos sistemas prisionais ainda é vista como privilégio. 40

Projeto de modernização prevê R$ 12 milhões para Alagoas. 40

Mutirão do CNJ liberta 258 presos no Tocantins. 42

Parceria entre Ouvidoria e Conselho vai possibilitar recebimento de denúncias. 43

Mais de 200 policiais e bombeiros de MT se capacitam em Direitos Humanos. 43

Mutirão carcerário liberta 75 presos no Entorno do Distrito Federal 45

Ministério da Justiça confirma juiz em Comissão de Penas Alternativas. 46

Uma questão de segurança. 47

Igreja Católica celebra 1ª missa na cadeia de Cidade Ocidental 48

Mutirão carcerário: Analisados 522 processos e concedidos mais de 100 benefícios. 48

Extinção do processo contra editora do Recomeço. 49

Relatório preliminar sobre educação nas prisões. 49

Controle de armas no centro da segurança. 50

Trezentos servidores do sistema prisional iniciam capacitação em Cuiabá. 53

Segurança não tem solução urgente. 54

Detento é assassinado na hora da visita. 55

O drama das prisões. 56

Bahia tem cerca de 6 mil presos em delegacias. 57

Na Bahia, presos precisam ser treinados para sair em caso de emergência. 58

Prisão de segurança máxima abriga "esquecidos" pela Justiça em Salvador 60

Agentes encontraram até motosserra dentro de presídio baiano. 63

Estratégias de sobrevivência fazem do CRC um presídio de duas caras. 65

Presidente Lula conhece "tricicleta coletora" produzida por reeducandos de MT. 69

Projetos vão garantir trabalho e renda a reeducandos de presídios em Cuiabá. 70

MP questiona progressão de regime e vai recorrer 73

Mais dois projetos vão garantir trabalho e renda a reeducandos. 73

MP constata falência carcerária. 74

Decreto regulamenta inclusão no Sistema Penitenciário Federal 77

Porto Velho ganha mais um presídio de segurança máxima. 77

Presídio federal em Porto Velho deve começar a receber detentos em 15 dias. 78

Defensor do Piauí acumula mais de 8 mil processos. 79

Alagoas transfere presos para Sistema Penitenciário Federal 80

Congresso aprova medidas que violam direitos humanos. 81

Agência penitenciária do MS realiza conferência livre. 82

Defensoria presta quase 22 mil atendimentos no MT. 82

Justiça Penal e Sistema Penitenciário. 83

Grupo de Trabalho sobre Educação nas Prisões. 84

 


 

25.06.09 - BRASIL

Adital

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=39425

Prisão piora transtornos de personalidade dos presos

Notisa / J.M. Arroyo / E. Ortega *

 

Os Transtornos de Personalidade (TP), que atingem mais de 30% dos presos, afeta o clima social de prisões, agravando ainda mais o quadro psicológico dos apenados.

Em artigo publicado na Revista Espanhola de Saúde Penitenciária, Arroyo e Ortega, médicos do Centro Penitenciário de Saragoza, afirmam que os resultados de pesquisas por eles realizadas "revelam relações estatisticamente consideráveis entre o diagnóstico de transtornos de personalidade e indicadores de desajuste de clima social, tais como condutas interpessoais agressivas ou demanda compulsiva por medicamentos psicoativos em consultas".

Segundo os autores, uma parte grande dos condenados entra em centros penitenciários devido a comportamentos socialmente inadequados. Em alguns casos, estes, por sua vez, são manifestações de processos psicopatológicos. Os pesquisadores alegam que "na prisão, estes indivíduos se encontram em um ambiente caracterizado por elementos como: vigilância permanente, falta de intimidade, rotina, frustrações reiteradas e novos conjuntos de valores que, entre outras coisas, condicionam relações baseadas na desconfiança e agressividade". Eles afirmam ainda que "no melhor dos casos, todos estes fatores submetem o recluso a uma sobrecarga emocional que facilitará a aparição de desajustes em sua conduta quando não favorecerão a manifestação de comportamentos francamente patológicos, sobretudo se previamente o indivíduo era portador de uma personalidade desequilibrada, já no momento do ingresso na instituição penitenciária."

O trabalho foi realizado em um centro penitenciário com 14 módulos independentes, e no momento do estudo contava com 793 internos. Nos resultados, os autores observaram que 30% dos sujeitos da amostra apresentaram TP (transtorno de personalidade) como primeiro diagnóstico. "Os sujeitos se distribuem conforme as seguintes frequências: transtorno anti-social 11,6% (7/60), transtorno limite 11,6% (7/60), transtorno paranóico 3,3% (2/60), transtorno narcisista 1,6% (1/60), transtorno esquizóide 1,6% (1/60)", dizem no artigo.

Arroyo e Ortega também constataram que 100% dos portadores do transtorno de personalidade eram toxicômanos, e 26,6% dos sujeitos da amostra apresentavam a demanda característica por psicofármacos, sendo que destes, 75% foram diagnosticados com TP. O texto também ressalta que "90,9% dos indivíduos submetidos a sanções disciplinares eram portadores dos transtornos".

Para os especialistas "um dos fatores diferenciais entre a população penitenciária e não-penitenciária é precisamente sua conduta ilegal. Parece lógico que como expressão desta conduta, as personalidades com dificuldades de adaptação sejam maiores entre os presos. Isso é explicável, entre outras, por duas razões: a primeira é porque são muito mais frequentes os históricos de comportamentos inadequados entre os prisioneiros, antes de sua entrada na prisão, já que essa inadequação está na própria raiz do delito. A segunda, é que a estadia na prisão os obriga a um esforço de ajuste permanente e, neste entorno, as capacidades de adaptação psicossociais do sujeito são postas à prova continuamente e, muitas vezes, sobrecarregadas".

Para ler o artigo na íntegra, em espanhol, acesse:

- http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=39425

- http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=

S1575-06202009000100002&lng=es&nrm=iso&tlng=es

 

* Agência Noticiaa, com informações dos médicos J.M. Arroyo e E. Ortega

 

 

 

 

25/06/2009

O Estado do Paraná

http://www.oestadodoparana.com.br/editoria/cidades/news/380627/

Reunião discute sistema carcerário da Grande Curitiba

 

Leonardo Coleto

Insalubridade, superlotação, falta de assistência médica e ausência de acomodações dignas foram os principais problemas encontrados no sistema carcerário de Curitiba e região metropolitana, segundo o relatório de vistorias feito ano passado pela Comissão de Direitos Humanos da seção Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Através de uma reunião realizada ontem, entre a OAB e membros da sociedade civil, reclamações e possíveis soluções foram ouvidas e serão acrescentadas no relatório.

A cada ano, informações são acrescentadas ao documento de acordo com as vistorias feitas pelos integrantes da comissão nas carceragens de delegacias de Curitiba e região.

“Há mais de dois anos estamos preocupados com a situação desses presos. Queremos que todos os poderes vejam isso e tomem alguma providência”, diz o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR, Cléverson Marinho Teixeira.

Para dar ainda mais força ao relatório, Teixeira afirma que as críticas e possíveis soluções apontadas por aqueles que estão mais próximos de onde os problemas acontecem foram essenciais.

“Ouvir o que cada um desses representantes têm para falar sobre o sistema carcerário foi de extrema importância. Agora vamos agregar esses depoimentos ao relatório e buscar soluções para esse péssimo quadro”, explica.

 

Questionado sobre quais seriam as soluções para o atual quadro, Teixeira explica que um novo documento será elaborado e apresentado às autoridades responsáveis.

“A partir desse relatório atualizado, vamos elaborar uma nova reunião, desta vez com representantes do poderes legislativo, executivo e judiciário presentes. Assim poderemos ter um debate mais conciso, onde as autoridades poderão expor de forma significativa suas responsabilidades”, aposta.

Além dos representantes da OAB, estiveram envolvidos no encontro membros da União da Polícia Civil do Paraná, Sindicato da Polícia Civil de Londrina, Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Sindicato dos Jornalistas, Pastoral Carcerária do Paraná, Associação dos Delegados de Polícia e da Comissão de Estabelecimentos Prisionais. Segundo Teixeira, a previsão da comissão é que a reunião com as autoridades aconteça dentro de 15 dias.

 

 

 

 

25/06/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54341

Presos expõem trabalhos na 5ª Mostra Pedagógica

 

Os trabalhos pedagógicos desenvolvidos por presos estudantes do Colégio Estadual Lúcia Estivalete, que funciona dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, estão em exposição na 5ª Mostra Pedagógica da Subsecretaria Estadual de Educação em Aparecida de Goiânia. A mostra, que reúne trabalhos de todas as escolas estaduais do município, é realizada das 8 às 17 horas, na Rua dos Cravos e Avenida das Rosas, em frente ao Colégio Estadual Cruzeiro do Sul, no conjunto residencial do mesmo nome, naquela cidade.

De acordo com a gerente de Reintegração Social da Superintendente do Sistema de Execução Penal (Susepe), Marly Quermes, a participação dos presos é um esforço em prol da inclusão social desses indivíduos na comunidade. “Acreditamos que essa participação também ajudará a aumentar o interesse dos alunos pelos estudos, pois essa é uma importante ferramenta para a transformação de vidas”, completa Marly.

Atualmente, no Colégio Estadual Lúcia Estivalete, estudam 315 presos em turmas de ensino fundamental e médio. Os trabalhos, na msotra, estão sendo apresentados por dois presos alunos do colégio.

 

 

 

 

 

25/06/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54347

Presos de Rio Verde constroem mais uma casa popular

 

Neste sábado (27/05), a Pastoral da Moradia de Rio Verde fará a entrega de mais casa popular construída com a mão-de-obra de presos. Nesta obra, o trabalho de nove presos do regime fechado foi empregado. A entrega faz parte do projeto de habitação da Pastora, que é desenvolvido em parceria com a Unidade Prisional da cidade, administrada pela Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe).

De acordo com o diretor da 6ª Regional Sudoeste, Cledmilson Rodrigues Freitas, o trabalho dos presos é um incentivo à qualificação profissional e ocupação deles. “É importante essa integração da população carcerária com a sociedade, pois ajuda na reinserção social do apenado. Temos certeza de que esse trabalho social trará resultados benéficos para todos” completa o diretor.

No total, os presos já construíram 13 casas. Pelo trabalho, eles recebem remição de pena (um dia a menos na pena para cada três dias trabalhados).

 

 

 

 

25/06/2009

SUSEPE

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54366

Presos da CPP de Formosa recebem vacina da gripe

 

Os presos da Casa de Prisão Provisória de Formosa, unidade administrada pela Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe), foram vacinados, na última quarta-feira (17/06), contra vírus da gripe, pela Coordenação de Controle Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde da cidade. Os servidores também foram vacinados. Ao todo, 170 pessoas foram imunizadas.

De acordo com o diretor da unidade, Cleber Alves de Oliveira, a imunização dos presos é rotina entre os procedimentos de saúde do presídio. “A incidência da gripe é muito alta, e isso se potencializa dentro da cadeia, por ser um ambiente fechado. Com essa ação esperamos ameniza o clima para todos”, completa Cleber.

Na ocasião, vacinas contra tétano, rubéola, hepatite B, febre amarela e caxumba foram também foram aplicadas.

 

 

 

 

 

25/06/2009

Portal segurança com cidadania

http://www.segurancacidada.org.br/

Tocantins realiza conferência de segurança pública

 

O Tocantins vai incluir suas propostas na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). A abertura da etapa estadual da 1ª Conseg acontecerá nesta quinta-feira (25), às 19 horas, no auditório do Palácio Araguaia, com a participação do governador Marcelo Miranda e do secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri.

O evento prosseguirá até sábado (27) no colégio São Francisco de Assis. Durante os três dias serão debatidos temas como controle social da gestão da segurança pública, prevenção da violência e combate qualificado ao crime.

Após as discussões, os participantes vão formular propostas e eleger 30 pessoas (17 da sociedade civil e 13 trabalhadores do setor) para representar o estado na etapa nacional da Conferência, marcada para 27 a 30 de agosto, em Brasília. Outros representantes serão indicados pelo poder público.

"As sugestões da população do Tocantins também serão incluídas no caderno de diretrizes que será votado pelo plenário nacional", destaca Fernanda dos Anjos, secretária executiva da 1ª Conseg, que também participa do evento.

Construção coletiva -  Convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2008, a 1ª Conseg reúne, pela primeira vez, representantes dos trabalhadores da área, da sociedade civil e do poder público para discutir o tema e propor soluções. O objetivo central é criar "princípios e diretrizes" de uma política nacional de segurança pública.

Entre abril e maio, foram realizadas as conferências municipais em todas as regiões do país. De junho a julho, é a vez das etapas estaduais, já confirmadas nos 26 estados e no Distrito Federal. Além disso, existem formas alternativas de participação, como as conferências livres e a virtual, que promove discussões por meio do portal www.conseg.gov.br.

 

A Conferência

 

* O que é

 

A 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública tem como objetivo geral definir princípios e diretrizes orientadores da política nacional de segurança pública. Pela primeira vez na história do Brasil, isso será definido em conjunto pela sociedade civil, pelos trabalhadores da área e pelo poder público. Como toda Conferência Nacional, foi convocada por decreto presidencial.

 

* Como funciona

 

A 1ª Conseg é um processo que inclui etapas preparatórias – encaminham propostas para a etapa nacional ou incentivam o debate sobre o tema – e eletivas – além de enviar propostas, elegem representantes com direito a voz e voto na Conferência Nacional. Todas as contribuições reunidas ao longo desse processo serão sistematizadas e transformadas em um relatório, que será votado na etapa nacional, marcada para 27 a 30 de agosto, em Brasília.

 

* Etapas preparatórias

 

- Conferências livres: organizadas por qualquer grupo de pessoas ou entidade. Amplia a participação para os mais diversos segmentos sociais, que podem organizar as suas próprias conferências e enviar suas contribuições para a etapa nacional da 1ª Conseg.

 

- Conferência virtual: realizada por meio do site www.conseg.gov.br, com realização de bate-papos e fóruns de discussões.

 

- Seminários temáticos: eventos que incentivam o debate sobre temas específicos, como “O papel da mídia na segurança pública” e, ao final, encaminham propostas para a Conferência Nacional.

 

- Conferências municipais preparatórias: quando o município tem menos de 200 mil eleitores e não faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), não elege representantes, mas pode contribuir com propostas.

 

- Projetos especiais: incentiva o debate sobre o tema por meio de festival de música, mostra de vídeo, prêmio nacional de monografia, concurso de desenho e semana de mobilização nas escolas.

 

* Etapas eletivas

 

- Conferências municipais eletivas: realizadas nos municípios com mais de 200 mil eleitores ou parceiros do Pronasci. Ocorreram entre abril e maio deste ano. Cada município elegeu um representante para a etapa estadual (um guarda municipal) e dois para a etapa nacional (um da prefeitura, indicado pela poder público local, e um da sociedade civil).

 

- Conferências estaduais: ocorrem entre junho e julho. Também aprovam propostas, que são enviadas para a etapa nacional, e elegem representantes.

 

- Conferência nacional: É o ponto culminante de todos os debates realizados desde dezembro de 2008. Mais de 2 mil pessoas participarão da etapa nacional, que ocorre em agosto, em Brasília. A composição das etapas eletivas é a mesma em todos os níveis (municipal, estadual e nacional): 40% dos participantes são da sociedade civil, 30% são trabalhadores da segurança pública e 30% representantes do poder público.

 

* Qual será o resultado?

 

Os “princípios e diretrizes” aprovados na 1ª Conseg, por todos os segmentos da sociedade, vão nortear a criação de políticas públicas na área de segurança em todas as esferas – federal, estadual e municipal. O objetivo é que se construa, a partir do que for definido na Conferência, uma política de Estado, e não mais de governo. Ações que sejam implementadas a longo prazo e construídas com a participação da sociedade civil e dos trabalhadores da área.

 

 

 

 

25/06/2009

Ilanud

http://www.ilanud.org.br/comunicacao/noticias/tre-sp-nega-direito-de-voto-a-presos-provisorios/

 

TRE-SP nega direito de voto a presos provisórios

Em uma votação de seis votos contra um, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) negou no último dia 16 de junho o direito de votar às pessoas presas sem condenação definitiva. O pedido de instalações de seções eleitorais nos presídios havia sido feito pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP). Para justificar a decisão, o TRE-SP Em uma votação de seis votos contra um, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) negou no último dia 16 de alegou motivos técnicos, como a nomeação de mesários e a mobilidade dos presos provisórios.

A ação da procuradoria foi feita com base na Constituição Federal, que determina que somente os direitos políticos dos presos definitivamente condenados são caçados no período da condenação (Art. 15, III). Além disso, a Resolução 22.712 do Tribunal Superior Eleitoral prevê a possibilidade de criação de seções eleitorais em prisões para a garantia do direito ao voto.

“Não negamos as dificuldades técnicas, elas existem. Mas nossa proposta era um projeto piloto. Até fizemos indicações de centros provisórios onde esta experiência poderia ser mensurada”, argumenta o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves. “Portanto, nenhum preso irá votar em 2010. É uma decisão que desaplica a Constituição e implicitamente reconhece que há direitos fundamentais inexeqüíveis”, ele avalia.

Segundo Julita Lemgruber, professora da Universidade Cândido Mendes e participante do Movimento pelo Voto do Preso, a decisão afeta a estratégia nacional de implementação deste direito. “Várias iniciativas no sentido de garantir o voto do preso já foram bem-sucedidas. Houve diversas localidades nas últimas eleições onde os presos votaram, inclusive no Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu. Estávamos apostando na decisão favorável do TRE-SP. Lamentamos profundamente”, diz ela.

O Movimento pelo Voto do Preso elaborou recentemente um manifesto pela cidadania, reiterando o direito dos presos provisórios de votar. Diversas instituições já aderiram ao manifesto, mas novas assinaturas ainda podem ser enviadas a rpuggina@terra.com.br.

 

 

 

 

25/06/2009

Ilanud

http://www.ilanud.org.br/comunicacao/noticias/seminario-sobre-movimentos-sociais-e-seguranca-publica/

Seminário sobre Movimentos Sociais e Segurança Pública

 

A consolidação um projeto político de segurança pública efetivamente democrático: esta é a premissa que norteia o Seminário Temático “Movimentos Sociais e Segurança Pública: a construção de um campo de direitos”, promovido pelo Ministério da Justiça, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), pelo Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito (Ilanud) e pela Fundação Friedrich Ebert (FES). A atividade tem caráter nacional e será realizada entre os dias 28 e 29 de julho, em São Paulo (SP).

O seminário é mais uma atividade preparatória para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) e reunirá além de especialistas da área, representantes da sociedade civil e lideranças dos movimentos sociais, tais como o movimento de mulheres, grupos de juventude e movimento LGBT, entre outros.

Esses são grupos para os quais a segurança pública é um tema caro e transversal à sua atuação. No entanto, como ressalta Paula Miraglia, diretora executiva do Ilanud,  “são setores que, historicamente, tiveram pouco espaço e representatividade nos espaços de construção da política de segurança pública”.

Nesse sentido, o seminário pretende aproximar os diversos campos de atuação e contribuir para a reversão desse quadro. As mesas incluem temas como direito à segurança e os  demais direitos humanos, participação e controle social e garantia e promoção da diversidade.

A metodologia adotada pelo seminário priorizará a interação e o diálogo horizontal entre provocadores, debatedores e a participação ativa do público presente.

São apoiadores na realização deste seminário a Associação Brasileira de ONGs (Abong) e o Instituto Pólis.

As inscrições para o Seminário podem ser feitas através do envio da ficha de inscrição para o email secretaria@ilanud.org.br. A confirmação da inscrição será feita também via email até o dia 23/07/2009.

 

 

 

 

25/06/2009

Ilanud

http://www.ilanud.org.br/comunicacao/noticias/

As guardas municipais e seu mandato na segurança pública

 

Por Carolina de Mattos Ricardo*

O Brasil possui 786 municípios com guarda municipal (MUNIC2006, IBGE). Trata-se de um número considerável se levamos em conta os 5560 municípios brasileiros. As guardas existem há muito tempo, mas foi a partir de 2000, com a ampliação do papel dos municípios na segurança pública, que passaram a participar mais ativamente do debate sobre a segurança pública no país, ganhando visibilidade.

Desde então, as guardas vêm se fortalecendo e se constituindo em um importante ator no sistema de segurança pública no país. As guardas se organizaram e iniciaram o debate sobre a ampliação de seu poder de polícia. O governo federal investiu em formação e recursos para equipar e formar as guardas municipais, tendo, inclusive, elaborado uma matriz curricular nacional. Congressos e encontros de associações de guardas municipais se multiplicaram e passaram a ocorrer nos âmbitos regional, estadual e nacional.

No entanto, ao mesmo tempo em que houve esse fortalecimento, algumas fragilidades da organização atual das guardas municipais no Brasil ganharam destaque. A principal delas é uma espécie “crise identitária” que permeia as guardas municipais. A partir da pesquisa do IBGE sobre municípios brasileiros (MUNIC2006), percebe-se que a maioria dos comandos é composta por policiais civis, militares e federais (cerca de 55%) e em relação à formação e treinamento, cerca de 17% das guardas não oferecem treinamento ou formação aos profissionais que ingressam na corporação. Quando analisamos os tipos de atividades desempenhadas pelas guardas municipais, verifica-se um amplo conjunto, como proteção aos bens, serviços e instalações do município (95%), segurança em eventos e comemorações (84%), auxílio ao público (83%), ronda escolar (72%), auxílio à Polícia Militar (71%) e auxílio à Polícia Civil (55%). Os requisitos de ingresso e o próprio regime de trabalho a que se submetem são também extremamente variados.

O fato das suas atividades não se limitarem à proteção de bens, patrimônios e serviços municipais, de haver uma significativa porcentagem de guardas no país sem formação, o fato de boa parte das guardas serem comandadas por atores de outras forças de segurança: tudo isso dificulta a consolidação de uma identidade profissional.

Não há nada que defina a atribuição das guardas municipais além do parágrafo 8º do artigo 144 da Constituição Federal, que estabelece que às guardas municipais cabe a proteção de bens, serviços e instalações municipais, conforme dispuser a lei. Um detalhamento de sua atribuição fica a cargo das diferentes legislações municipais, que devem respeitar a definição ampla dada pela Constituição Federal, mas que podem variar consideravelmente de município para município. Como não há um padrão na sua atuação e tampouco uma diretriz clara que defina sua missão e que regulamente e oriente suas atividades, cada guarda municipal pode se conformar de acordo com as características locais. Isso não seria um problema se houvesse baliza anterior, constitucional, que definisse mais claramente a missão e o mandato das guardas municipais, ao invés de mencionar vagamente suas atribuições.

Assim, esse vício de origem contribui para que o cenário em relação às suas características institucionais seja extremamente plural e pouco padronizado, reforçando sua crise de identidade institucional.(1)

A limitação da definição inicial sobre a atribuição das guardas municipais (que não define sua missão nem seu mandato) e a falta de uma regulamentação mais precisa implicam em dificuldades para o próprio trabalho cotidiano das guardas, que muitas vezes ficam sem saber o limite de sua atuação, que pode variar de acordo com o perfil do prefeito da vez, que pode entrar em conflito com as polícias estaduais, além de tornar mais difícil a fiscalização e controle sobre as suas atividades. Esse problema se agrava na medida em que, na prática, as guardas se tornam mais relevantes na atividade cotidiana do provimento da segurança.

Boa parte da discussão em torno das guardas municipais se dá em relação à atribuição do poder de polícia às mesmas. No entanto, essa é uma discussão importante, mas secundária e que deve vir depois da análise mais aprofundada sobre qual é de fato o mandato das guardas municipais na segurança pública.

Assim, para valorizar e aprimorar o trabalho das guardas municipais no país, é necessário voltar o debate a esse ponto. Discutir e definir o mandato das guardas municipais significa muito mais do que discutir a atribuição do poder de polícia.  Significa discutir o âmbito de sua atuação, ou seja, o objeto de sua atuação, com os requisitos e restrições, abrangência territorial e situações a serem trabalhadas. Significa, também, discutir o alcance da sua atuação, ou seja, a exclusividade, concorrência, sobreposição ou compartilhamento das atribuições (nesse caso, discutir em conjunto com a atribuição das outras forças policiais) e significa, por fim, discutir os contornos da sua atuação, com “modos e meios” de agir ou fazer, tipos particulares de capacidade de ação e os requisitos expressos em determinadas legislações, normas ou procedimentos. (2)

Apenas com essa definição, em âmbito nacional, é que as guardas poderão seguir realizando seu trabalho como ator essencial ao sistema de segurança pública, respeitando e considerando as especificidades de cada localidade em que atuam.

 

 

 

25/06/2009

Agecia Câmara

http://www2.Câmara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=124095

Deputados pedem vista de relatório da CPI sobre presídios

 

Na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, encerrada há pouco, os parlamentares pediram vista conjunta do relatório do deputado Domingos Dutra (PT-MA), por conta das discordâncias sobre o indiciamento de autoridades dos governos estaduais. Desse modo, o relatório será retirado de pauta pelo prazo de duas sessões do Plenário.

O presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PR-ES), informou que já pediu ao presidente da Câmara a prorrogação do prazo da comissão por mais 15 dias, contados a partir de 1º de julho.

 

 

 

25/06/2009

Anistia Internacional

http://br.amnesty.org/?q=node/315

Sob a crise econômica, uma bomba de Direitos Humanos está prestes a explodir

 (Londres) O mundo está sentado sobre uma bomba-relógio social, política e econômica alimentada por uma crescente crise de direitos humanos, afirmou hoje Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional, no lançamento do Informe 2009 da Anistia Internacional, sobre o estado dos direitos humanos no mundo.  

“Debaixo da crise econômica há uma crise de direitos humanos com potencial explosivo”, disse Irene Khan. “A recessão econômica agravou os abusos, desviou deles a atenção pública e criou problemas novos. Em nome da segurança, os direitos humanos foram pisoteados. Agora, em nome da recuperação econômica, eles são deixados de lado.”

“O mundo precisa de um novo acordo global sobre direitos humanos – não de promessas em papel, mas de compromissos e de ações concretas dos governos para desativar essa bomba relógio de direitos humanos. Os líderes mundiais devem investir em direitos humanos com a mesma disposição com que investem na economia.”

“A insegurança, as injustiças e a falta de dignidade estão afetando a vida de bilhões de seres humanos”, declarou Irene Khan. “Essa é uma crise de falta de alimentos, de empregos, de água potável, de terra e de moradias. É uma crise mundial de privações e de discriminações, de desigualdades crescentes, de xenofobia e de racismo, de violência e de repressão.”

Apesar do crescimento econômico em países como Brasil, México e Índia, as comunidades marginalizadas e os povos indígenas tiveram negados os seus direitos mais básicos a uma vida decente.   

Em nome do desenvolvimento econômico, centenas de milhares de pessoas, nas favelas e nas zonas rurais, foram expulsas do lugar em que viviam.

A alta acentuada nos preços dos alimentos provocou mais fome e mais doenças. Os governos de Mianmar, da Coréia do Norte e do Zimbábue, mais do que outros, utilizaram os alimentos como arma política.

A discriminação contra as mulheres ainda persiste.

Em resposta às pressões migratórias, países de destino e de trânsito, tendo à frente a União Européia, adotaram medidas cada vez mais restritivas, em cumplicidade com governos como os da Mauritânia, do Marrocos e da Líbia, com a intenção de manter as pessoas fora de suas fronteiras. 

“Sinais de insatisfação e de violência política são cada vez mais evidentes, assim como o risco de que a recessão resulte em mais repressão”, declarou Irene Khan, em vista das reações implacáveis dos governos da Tunísia, do Egito, de Camarões e de outros países africanos diante dos protestos pelas condições econômicas, sociais e políticas dessas nações. As forças policiais e de segurança agiram com impunidade generalizada.

“A China e a Rússia são uma prova de que a abertura dos mercados não resulta em sociedades abertas”, disse Irene Khan. “No ano passado, ativistas de direitos humanos, jornalistas, advogados, sindicalistas e outras lideranças da sociedade civil foram hostilizadas, atacadas ou assassinadas com impunidade em todas as regiões do globo.”

A secretária-geral observou que os líderes mundiais estão se esforçando para tentar restabelecer a economia global enquanto negligenciam conflitos mortais que resultam em violações de direitos humanos de grandes proporções. 

“Desde Gaza até Darfur, desde o leste da República Democrática do Congo até o norte do Sri Lanka, a quantidade de seres humanos que perdem suas vidas é assustadora, e a reação desinteressada da comunidade Internacional é chocante. Um volume enorme de recursos está sendo mobilizado para combater os piratas na costa da Somália, mas nada está sendo feito para impedir o fluxo de armas que entra nesse país para matar os civis. No Afeganistão e no Paquistão, as ações militares estão sendo intensificadas, mas os direitos humanos e as implicações humanitárias dos conflitos estão sendo menosprezados”, afirmou Irene Khan.

“Ignorar uma crise para se concentrar em outra é uma receita certa para agravar as duas. A recuperação econômica não será nem sustentável nem igualitária se os governos não enfrentarem os abusos que provocam e que aprofundam a pobreza, ou os conflitos armados que geram novas violações.”

A secretária-geral acrescentou: “A nova liderança do G20 está obscurecida por enfoques antiquados e malsucedidos para as questões de direitos humanos. Cometer abusos, recorrer a retóricas vazias, promover os direitos humanos no exterior e negligenciá-los em casa, impedir que os aliados prestem contas do que fazem são atitudes que não inspiram confiança na liderança coletiva do G20 em matéria de direitos humanos.”

A Anistia Internacional alertou que um novo acordo sobre direitos humanos deve rejeitar a possibilidade de se escolher quais desses direitos devem ser respeitados. Os líderes mundiais não serão confiáveis nem eficazes se não limparem sua reputação em questões de direitos humanos e se não acabarem com suas políticas de ‘dois pesos e duas medidas’ nessa área. 

 “Saudamos a decisão do Presidente Obama de fechar Guantánamo e de repelir a tortura. Pedimos que ele ajude a garantir que os responsáveis pelos abusos sejam levados à Justiça. Essa prestação de contas vai fortalecer – e não enfraquecer – tanto a segurança global quanto a autoridade moral dos EUA”, disse Irene Khan.

Chamando atenção para a possibilidade que tem essa crise de criar um clima propício para mudanças, a secretária-geral anunciou o lançamento da nova campanha mundial da Anistia Internacional, Exija Dignidade, com o propósito de enfrentar os abusos contra os direitos fundamentais que causam e que aprofundam a pobreza.

 “A primeira exigência de nossa campanha se dirige aos Estados Unidos e à China. Os EUA não aceitam a noção de direitos econômicos, sociais e culturais, enquanto que a China não respeita os direitos civis e políticos. Ambos os governos devem se comprometer a respeitar todos os direitos humanos de todas as pessoas”, afirmou Irene Khan.

 “As soluções para os problemas globais devem estar fundamentadas em valores globais de direitos humanos – e quem reclama os palcos da liderança mundial deve começar por dar o exemplo.” 

 

 

 

25/06/2009

Agencia Câmara

Projeto corrige dubiedade do Código de Processo Penal

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4947/09, do deputado Paes de Lira (PTC-SP), que propõe mudar o termo "receber" por "autuar" no artigo 396 do Código de Processo Penal.

Esse artigo, que está no capítulo da instrução criminal, estabelece que, "nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenará a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de dez dias".

De acordo com o parlamentar, com as alterações produzidas pela Lei 11.719/08, os artigos 396 e 399, que tratam de fases distintas do processo, trazem a expressão "recebimento" da denúncia ou queixa.

Para Paes de Lira, na primeira fase (art. 396), trata-se de autuação. Assim, explica, o artigo 399 fica com a expressão do recebimento, pois na fase preliminar o juiz pode rejeitar a denúncia ou queixa com base na defesa preliminar do acusado.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

 

 

25/06/2009

Agencia Câmara

http://www2.Câmara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=124081&pesq=justiça%20restaurativa

Relator defende pena alternativa e cobra ação da sociedade

 

Luiz Alves Dutra: "A Justiça restaurativa combate o crime pela reparação dos danos."

O relator da CPI do Sistema Carcerário, deputado Domingos Dutra (PT-MS), defendeu há pouco a aplicação de penas alternativas, seguindo o princípio da Justiça restaurativa, em que o causador do dano repara os prejuízos causados à vítima. "Sabemos que a prisão não previne a reincidência. A Justiça restaurativa combate o crime pela reparação dos danos", afirmou.

O relator observou que o Poder Judiciário não tem confiança nas penas alternativas, por conta da dificuldade de fiscalização do cumprimento delas. No entanto, Dutra recomendou o uso da tecnologia no acompanhamento e fiscalização, o que, segundo ele, pode ser feito a baixo custo e com total eficiência.

Dutra ainda cobrou a participação da sociedade na discussão e busca de soluções para o sistema carcerário. "As melhores condições dos presídios servirão para preservar a segurança da sociedade, com a diminuição dos índices de reincindência e ressocialização dos detentos."

 

 

 

 

25/06/2009

Agencia Câmara

http://www2.Câmara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=124080

Relator pede desativação de presídio de Porto Alegre

 

Na reunião que analisa o texto do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, o relator, deputado Domingos Dutra (PT-MA), recomendou ao Rio Grande do Sul a desativação do Presídio Central de Porto Alegre, considerado o pior estabelecimento prisional do Brasil pela CPI.

Medidas como a separação das detentas grávidas, a diminuição no número de presos por estabelecimento e a melhoria da estrutura física dos presídios também foram sugeridas. Segundo ele, os estados terão dois anos para resolver os problemas detectados.

Domingos Dutra detalhou aos parlamentares os artigos do Código Penal pelos quais cada um dos indiciados foi incluído no relatório.

 

 

 

 

25/06/2009

Agencia Câmara

http://www2.Câmara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=124073

Parlamentares assistem a vídeo sobre presídios visitados

 

Após a abertura da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, os parlamentares passaram a assistir a um vídeo sobre a situação prisional no País, com imagens dos vários presídios e penitenciárias visitados pela CPI. A sugestão foi feita pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), uma vez que o Plenário da Câmara estava em Ordem do Dia na sessão.

A reunião discute o relatório final do deputado Domingos Dutra (PT-MA). "Estamos recebendo o indiciamento das pessoas que mais lutaram a favor da situação dos presos no Mato Grosso do Sul", ponderou o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS). Ele pediu que fosse dado espaço para que os representantes do atual governo daquele estado pudessem mostrar os programas que estão desenvolvendo na área.

O relatório, apresentado ontem à CPI, propôs o indiciamento de 31 pessoas, algumas delas do Mato Grosso do Sul, entre agentes penitenciários, delegados, promotores, juízes e diretores de presídios, por irregularidades e maus-tratos dentro do sistema prisional.

 

 

 

 

25/06/2009

Agencia Câmara

http://www2.Câmara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=136729

CCJ rejeita leilão de todo bem apreendido durante processo penal

 

Edson Santos

O relator, Antonio Carlos Biscaia, considerou o projeto inconstitucional.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) rejeitou ontem o Projeto de Lei 2869/08, do deputado Ratinho Júnior (PSC-PR), que autoriza, em processos penais, o leilão de quaisquer bens apreendidos e determina que o valor arrecadado seja mantido em depósito até a solução final do caso. Atualmente, o Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689/41) autoriza o juiz a leiloar apenas "coisas facilmente deterioráveis".

O projeto, que tramitou em caráter conclusivo, será arquivado, a não ser que haja recurso.

O relator do projeto na comissão, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), reconheceu que é pertinente a preocupação com a utilização indevida dos bens apreendidos. Contudo, na sua avaliação, "não é afetando a proteção constitucional do direito de propriedade que se corrigirão distorções de ações de autoridades e funcionários".

Para Biscaia, a proposta afronta a Constituição e é inconveniente. "Teria o efeito prejudicial de aumentar, e muito, o número de leilões judiciais, provocando congestionamento ainda maior de processos e aumentando a lentidão da Justiça", disse.

 

 

 

 

25/06/2009

Conseg

http://www.conseg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1256:deputados-do-rs-provam-audiencia-para-tratar-de-penas-e-medidas-alternativas&catid=49:noticias-gerais&Itemid=226

Deputados do RS provam audiência para tratar de penas e medidas alternativas

CCDH recebe propostas da Jornada contra a Violência e por Justiça Social

O compromisso da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul para conter a criminalidade e a violência avançou mais um passo nesta quarta-feira (24). Após aprovar a realização de uma audiência pública para tratar de penas e de medidas alternativas ao sistema prisional, a CCDH recebeu as propostas da Jornada contra a Violência e por Justiça Social. O documento será encaminhado à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que acontece em agosto. Esse evento promovido pelo governo federal terá caráter deliberativo e visa a definir um novo paradigma capaz de orientar a política de segurança pública e definir princípios e diretrizes indutores das ações de prevenção.

Para o presidente da CCDH, deputado Dionilso Marcon (PT), é oportuno discutir penas e medidas alternativas no momento que antecede a Conferência. Reiteradas vezes, o parlamentar tem criticado o atual modelo prisional do país, alertando para a necessidade de ser implantado um outro sistema. Ele também destacou a relevância das propostas levantadas durante a Jornada, que iniciou no dia 14 de junho e encerrou nesta quarta-feira com a apresentação das sugestões à CCDH.

Novo modelo

A síntese conclusiva da jornada ressalta: "afirmamos a necessidade de resignificar o que fazemos a partir de iniciativas mais articuladas e de políticas alternativas de prevenção à violência, que supere o atual modelo meramente repressivo de segurança. A afirmação de que um projeto político que tenha no seu horizonte a promoção de uma sociedade igualitária e justa deve incluir nas suas prioridades a segurança do cidadão e a segurança coletiva, considerando que isto pressupõe inclusão social, democratização do direito à vida e à participação, construção de uma sociedade solidária e protagonista de um outro mundo possível".

A jornada também propõe que a cidadania e o respeito aos direitos humanos sejam alicerces da Política Nacional de Segurança Pública. Além disso, que essa política tenha a participação social em todos os níveis e seja integrada e articulada entre as diferentes esferas do poder público a fim de consolidar um sistema único de segurança pública.

Participaram da audiência o Departamento de Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social do RS, o Secretário Adjunto da Segurança Pública, o Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, a Igreja Nossa Senhora da Pompéia, Diretório Central de Estudantes da UFRGS, a Federação dos Bancários do RS, o Sindicato dos Metalúrgicos, o Sindicato dos Aeroviários, a Ugeirm-Sindicato, a Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do RS, a ONG Guayi, o Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania.

Outras audiências

Na reunião ordinária, os deputados também aprovaram a realização de outras duas audiências públicas. Uma abordará o uso de drogas em São Sebastião do Caí. A outra será sobre a indenização de terras indígenas.

 

Fonte: Assembléia Legislativa do RS

 

 

 

 

 

25/06/2009

Conseg

http://www.conseg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1257:conferencia-livre-em-sao-paulo-discute-seguranca-publica&catid=49:noticias-gerais&Itemid=226

Conferência livre em São Paulo discute segurança pública

 

Na próxima segunda-feira, 29 de junho, a cidade de São Paulo realiza mais uma etapa rumo à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que acontece entre os dias 27 e 30 de agosto, em Brasília. Trata-se de mais uma Conferência Livre de Segurança Pública (Conseg), organizada em parceria por entidades como ILANUD (Instituto Latino Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente), Instituto Paulo Freire, Ação Educativa, Defensoria Pública de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, entre outras.

Segundo Natália Lago, integrante da equipe de pesquisas do ILANUD, as Conferências Livres são uma das etapas preparatórias para a 1ª Conseg, mas não descartam a realização das Conferências Municipais e Estaduais. "A diferença entre as etapas é que as Conferências Livres não são eletivas, ou seja, não elegem delegados(as) para as outras etapas ou para a Conferência Nacional, mas mesmo assim, é um espaço de discussão com a sociedade", afirma.

Conferências Livres

As Conferências Livres dialogam com a Conferência Nacional no sentido de que as propostas são sistematizadas em um relatório pelos(as) organizadores(as) e encaminhadas para a Comissão Organizadora Nacional, cumprindo um papel de mobilização. Essas atividades não são organizadas pelo Estado.

Durante o mês de junho, uma série de Conferências Livres foi realizada em cidades como Brasília, Aracaju, Nova Iguaçu, Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. Elas podem ser feitas por qualquer entidade ou organização que tenha o objetivo de discutir questões pertinentes à área da segurança pública, sem precisar necessariamente reproduzir os eixos que serão abordados durante a Conferência Nacional entre seus temas de debate.

Segundo o site da 1ª Conseg, "as Conferências Livres podem ser realizadas em qualquer local, desde universidades, escolas e associações de bairro, até batalhões, delegacias de polícia e sede de Guardas Municipais. As conferências livres são espaços de autonomia social, onde a sociedade brasileira poderá criar novos mecanismos de participação, utilizando métodos e linguagens mais próximos de suas práticas e vivências cotidianas. As Redes e Organizações do poder estatal e da sociedade civil também devem organizar Conferências Livres". A única exigência para que a atividade seja considerada uma Conferência Livre e para que a proposta seja encaminhada à organização da 1ª Conseg é que sejam feitos uma leitura e um debate do Texto-base, documento que norteia a construção de propostas para as etapas seguintes.

A Conferência Nacional está estruturada nos seguintes eixos: Gestão democrática: controle social e externo, integração e federalismo; 2. Financiamento e gestão da política pública de segurança; 3. Valorização profissional e otimização das condições de trabalho; 4. Repressão qualificada da criminalidade; 5. Prevenção social do crime e das violências e construção da cultura de paz; 6. Diretrizes para o sistema penitenciário e 7. Diretrizes para o sistema de prevenção, atendimentos emergenciais e acidentes.

Para José Antonio Moroni, membro do Colegiado de Gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), há, porém, um problema do modelo. Ele acredita que a determinação da 1ª Conseg não deixa claro de que maneira as diretrizes e princípios determinados nas conferências livres serão incorporados e discutidos na edição nacional. "Ainda não sabemos qual será a real função das conferências livres, se elas serão apenas um palco de debate sobre o assunto ou não", afirma Moroni.

O manual orientador do evento, porém, cita a necessidade de se produzir o relatório final em cada conferência livre, com no máximo sete princípios e 21 diretrizes. Ele seria utilizado na etapa final da 1ª Conseg para produzir o documento final. Moroni acredita que a maior vitória deste novo modelo de conferência é a possibilidade de se inserir membros de diversos campos da sociedade na discussão sobre segurança pública. Com o modelo anterior, que contava somente com as etapas municipais, estaduais e nacional, "a interação era, em sua maioria, de profissionais ligados ao setor da segurança, o que muda com o novo formato", afirma. Além disso, a independência conquistada pelas conferências livres torna-se importante por permitir essa participação social, agregando diversidade ao debate nacional sobre o assunto.

São Paulo

Em São Paulo, por exemplo, a Conferência Livre vai discutir os eixos: 1. Defesa de grupos vulneráveis; 2. Acesso ao sistema de justiça; 3. Policiamento Comunitário e cultura da paz; 4. Mídia e violência; 5. A mulher no sistema carcerário e 6. O sistema penitenciário. Segundo Natália, os temas dos eixos estarão presentes nas amplas discussões que serão realizadas durante a Conferência, mas não organizados dessa forma. "Os eixos que a Conferência Livre de São Paulo vai abordar foram definidos pelas entidades organizadoras, a partir de seu acúmulo e áreas de atuação. Os dois eixos em que trataremos da questão prisional e outro que fala sobre mídia e violência não aparecem dessa forma na 1ª Conseg, mas foram temas considerados importantes pela organização", diz.

A Conferência Livre de Segurança Pública acontece na Fundação Getúlio Vargas, a partir das 8h de segunda-feira, 29 de junho. Para participar basta se dirigir ao Salão Nobre, no 4º andar, e fazer o credenciamento. O endereço da FGV é Rua Itapeva, 432, Bela Vista, São Paulo.

 

 

 

Ibccrim

http://www.ibccrim.org.br/

Efeitos Penais do novo parcelamento tributário

 

Mais um parcelamento de tributos no país dos impostos. Tais parcelamentos são rotina no Brasil (REFIS, PAES, PAEX e agora a Lei 11.941/09), todavia, não poderia ser diferente. Um país que possui um extenso rol de espécies tributárias aliado a uma brutal carga tributária, sem nenhuma contraprestação estatal (saúde, ensino etc.) só poderia ter dificuldades de arrecadação.

Tal dificuldade não é exclusiva do governo brasileiro, pois, os tributos, conforme assevera Ives Gandra Martins, são considerados normas de rejeição social.

Dizem os estudiosos do Direito Tributário que nenhuma pessoa, no mundo, gosta de recolher impostos, sendo evidente que a norma é rejeitada socialmente.

Entretanto, a sociedade brasileira possui maiores motivos para essa rejeição.

Não bastasse a alta carga tributária e a falta de contraprestação do Estado, ainda tomamos conhecimento pela imprensa da farra com o dinheiro público (fretamento de jatinhos, pagamentos de passagens aéreas, pagamentos de conta de uso de celular por filha de parlamentar que o utilizou no México, construção de castelo, auxílio moradia de parlamentares etc.).

Para tentar sanar, em parte, o problema de arrecadação o Estado brasileiro dispõe de vários expedientes como: cobrança de juros e multas aviltantes para o contribuinte inadimplente, uso do Direito Penal para intimidação do contribuinte e, por fim, a concessão de parcelamentos e remissões.

De tempos em tempos, parcelamentos e remissões com benefícios atraentes são concedidos pelo Estado (prazos mais longos, perdão parcial ou total de multas, perdão parcial ou total de juros, substituição da taxa de juros por outra mais vantajosa para o contribuinte, a exemplo da substituição da taxa Selic pela TJLP).

Todavia, tais parcelamentos e remissões refletem no âmbito do Direito penal, haja vista a extinção da punibilidade, tanto na lei de crimes contra a ordem tributária (prevista no artigo 14 da lei 8.137/90), quanto nos crimes de apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária (artigos 168-A e 337-A do Código Penal).

O REFIS (Programa de Recuperação Fiscal) foi instituído pela Lei nº. 9.964/00, que possibilitou aos contribuintes regularizarem seus débitos[1] fiscais relativos a tributos e contribuições, administrados pela Secretaria da Receita Federal (SRF) e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para isso, previa parcelamento de débitos fiscais, estabelecendo, de conformidade com o devedor, um quantum a ser recolhido mensalmente.

Dispunha, no seu artigo 15, sobre a suspensão da pretensão punitiva do Estado, referente aos crimes previstos nos artigos 1º e 2º da Lei nº. 8.137/90 e 95 da Lei 8.212/91, no período em que a pessoa jurídica estivesse incluída no plano, desde que aludida inclusão tivesse ocorrido antes do recebimento da denúncia criminal[2].

Por decorrência da norma mencionada, o Estado estaria impedido de aplicar o ius puniendi, ao mesmo tempo em que o prazo prescricional estaria suspenso (artigo 15, § 1º, da Lei n. 9.964/00).

Imperioso observar que, segundo a redação do artigo 15, havia referência também ao artigo 95 da lei 8.212/91, que vigia na época e regulava os crimes previdenciários, hoje inseridos no Código Penal (artigos 168-A e 337-A).

Decorridos três anos, foi publicada nova norma sobre o assunto, Lei nº. 10.684/03, que instituiu o PAES (Plano de Parcelamento Especial), batizado pela imprensa nacional como REFIS II. Neste novo programa, alguns pontos merecem destaque.

Seu artigo 9º inovou a antiga sistemática, alterando o entendimento sobre a possibilidade de adesão ao programa, mesmo com a existência de recebimento de denúncia penal.

A despeito de já haver recebimento de denúncia criminal a pretensão punitiva do Estado ficaria suspensa, até o termino do parcelamento.

Além disso, abrangeu a suspensão da pretensão punitiva, para qualquer parcelamento, haja vista o caput do precitado artigo não se referir a parcelamento específico, mas se referir, genericamente a “regime de parcelamento”.

Em 2006, o Estado brasileiro novamente propôs mais um plano de parcelamento, o PAEX (MP 303/06), também batizado pela imprensa de REFIS III.

Referida MP foi editada em 29 de junho de 2006 e propôs, aos contribuintes, parcelamento consolidado de débitos tributários junto aos órgãos da Secretaria da Receita Federal (SRF), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entretanto, como não poderia deixar de ser, tal parcelamento omitiu-se quanto aos efeitos no âmbito penal, diferentemente do que havia sido feito nas Leis do REFIS e PAES, acarretando o entendimento pela doutrina de que a regra do artigo 9º da Lei nº. 10.684/03 (PAES) continuava em vigor.

Agora, a nova Lei nº.11.941/09, publicada no DOU de 28/05/2009, trouxe, no âmbito tributário, além da remissão de pequenos débitos, novas oportunidades de parcelamentos, em até 15 (quinze) anos, com significativas reduções de juros, multas e encargos legais.

Encontra-se referida Lei pendente de regulamentação por intermédio de ato conjunto da Secretaria da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, no prazo de até 60 (sessenta) dias contados da sua publicação.

No âmbito penal, os reflexos do parcelamento encontram-se previstos nos artigos 68 e 69. Prescreve o artigo 68 a suspensão da pretensão punitiva do Estado, além da prescrição criminal, dos débitos que tiverem sido objeto de parcelamento referente aos crimes previstos nos artigos 1° e 2 °da Lei 8.137/90 (Crimes contra a ordem tributária) e nos artigos 168-A e 337-A do Código Penal (apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária).

O artigo 69, por sua vez, dispõe que a punibilidade será extinta com o pagamento integral do débito.

Quanto aos débitos objetos de pagamento à vista, dispõe o parágrafo único do mesmo artigo 69 que estará extinta a punibilidade.

Portanto, não se alterou a sistemática do artigo 9° da Lei do PAES, ou seja, a suspensão da pretensão punitiva do Estado e a suspensão da prescrição no caso de parcelamento, bem como a extinção de punibilidade no caso de pagamento integral à vista ou ao final do parcelamento.

Ressalte-se que a nova lei não condicionou a suspensão da pretensão punitiva do Estado ao ato anterior ao recebimento da denúncia.

Portanto, parece claro que a sistemática segue os ditames do que foi definido pelo artigo 9° da Lei do PAES, ou seja, é suspensa a pretensão punitiva do Estado pelo parcelamento mesmo depois de haver recebimento da denúncia criminal.

Luiz Gustavo Fernandes

Advogado, pós-graduado em Direito Penal pela Universidad de Salamanca/España, especialista em Direito Tributário pela FGV/SP e mestre em Direito Penal pela PUC/SP.

[1] Apenas débitos anteriores a promulgação da lei.

[1] In verbis: “É suspensa a pretensão punitiva do Estado, referente aos crimes previstos nos artigos. 1 e 2 da lei 8.137, de 27 de dezembro de 1990, e no artigo 95 da Lei nº 8.212, de 24 de junho de 1991, durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no REFIS, desde que a inclusão no referido Programa tenha ocorrido antes do recebimento da denuncia criminal.”

 

 

 

 

24/06/2009

Ilanud

Notícias de interesse - Mesa redonda “Segurança Pública e Espaço Urbano”

 

Com o intuito de ampliar o novo repertório de soluções para o tema da prevenção à violência, o Ilanud promoveu a mesa redonda “Segurança Pública e Espaço Urbano”, ocorrida no dia 3 de abril, durante o III Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em Vitória. A mesa contou com a participação de Pedro Luís de Souza Lopes, tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP), José de Filippi Júnior, ex-prefeito de Diadema, e João Whitaker, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

 

Na atividade, o tenente Pedro apresentou o modelo de policiamento da PMSP para as cidades, ressaltando a necessidade da análise das especificidades municipais para o planejamento de ações de policiamento. Segundo ele, é necessário mudar o paradigma atual da intervenção policial, tornando-o mais preventivo. Tradicionalmente, a intervenção é pensada, sobretudo, a partir de dados sobre incidência de crimes. O tenente também relatou brevemente a forma como se deu a recente intervenção da PMSP no bairro de Paraisópolis em São Paulo. 

O prefeito Filippi fez um panorama sobre a situação de Diadema nos últimos 20 anos e destacou a queda das taxas de criminalidade na sua administração, que seria fruto de uma política de intervenção qualificada do município em diversas áreas, inclusive na segurança pública. Em um primeiro momento, a atuação da prefeitura municipal visou garantir os direitos básicos da população local que não estavam sendo atendidos. Depois, a preocupação foi de formular políticas de segurança em nível municipal. Ambas as formas de intervenção possibilitaram uma redução significativa nos índices de criminalidade do município, o que tornou Diadema uma exceção exemplar no panorama brasileiro.

O professor Whitaker destacou o caos dos processos de urbanização das metrópoles do país. Ele apontou a preocupação com o crescimento desordenado de cidades, fruto da intensa concentração de renda, que gera uma ocupação desigual do espaço e promove disparidades incontornáveis. Ele destacou a cidade de Diadema como um exemplo de administração bem sucedida do espaço urbano e das políticas públicas locais. E mencionou o bairro de Paraisópolis para ilustrar um exemplo de formas precárias de urbanização que dificultam a ocupação do espaço pelo poder público, a mobilização comunitária, favorecendo a proliferação da violência. Como solução para o problema da violência nas metrópoles, o professor apontou a necessidade de realizar um “choque de políticas públicas” – aí incluídas também as políticas de segurança – que sejam sistêmicas, integradas e continuadas no tempo.

 

 

 

João Whitaker, Paula Miraglia, José de Filippi Jr. e Ten. Pedro Luís de Souza Lopes em atividade no FBSP

 

 

 

 

24/06/2009

A Gazeta - ES

http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=518297

CNJ encontra processo parado há quase 40 anos em Vitória

 

Felipe Quintino - fquintino@redegazeta.com.br

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já começou a constatar os primeiros problemas no Judiciário capixaba. A "varredura" da equipe da corregedoria do conselho, que está no Estado desde segunda-feira para fazer uma inspeção, sinaliza o tormento que irrita a vida de muitos capixabas: a lentidão do julgamento dos processos.

A GAZETA apurou que a equipe encontrou, por exemplo, processos à espera de decisão final desde 1970 no Fórum de Vitória. A Vara onde o processo tramita e o tipo de ação não foram informados.

A realidade só confirma os números do programa Justiça Aberta. Segundo dados referentes ao mês de março deste ano, 19.119 processos aguardam sentença há mais de 100 dias. Outros 37.380 estão parados pelo mesmo período na espera de algum outro tipo de ato judicial.

"O problema da morosidade é concreto. Agora, as razões e as conclusões sobre essa morosidade, compete ao CNJ analisar. Solicitamos dados e verificamos no local mesmo os processos, que são em grande número", afirmou o juiz auxiliar da corregedoria do CNJ Ricardo Cunha Chimenti.

Pessoal

As primeiras apurações também apontam problemas no sistema de informática do Poder Judiciário do Estado e a falta de servidores. O relatório do conselho, previsto para ser divulgado em agosto, mostrará o impacto dessas deficiências no atraso dos processo. "A carência de servidores em alguns casos é concreta. Não temos ainda como avaliar o quanto esse problema é determinante para o atraso ou não. Isso só é possível com uma análise global dos dados que estão sendo colhidos. Mas há em algumas unidades de primeiro grau deficiência no número de servidores", completou Chimenti, que fará o relatório sobre a situação da Justiça estadual, a partir de todas as informações recolhidas. O relatório sintetizará os principais problemas encontrados e as respectivas recomendações.

Gabinetes dos desembargadores também foram fiscalizados

O dia foi de movimento nas unidades da Justiça capixaba por conta da inspeção realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Abalado com a crise aberta com a Operação Naufrágio, que levou à prisão três desembargadores, o Judiciário capixaba passa por um "pente-fino" até sexta-feira.

Ontem, a equipe do conselho esteve nos gabinetes dos desembargadores, no prédio do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Eles olham o andamento dos processos e verificam os atos dos magistrados.

No tribunal, a vistoria passará ainda por dados orçamentários e o cruzamento de informações para descobrir casos de nepotismo no Judiciário - prática vedada por resolução aprovada no CNJ, em 2005.

A verificação ontem passou também pelo Fórum de Vitória, no centro da Capital. A 1ª Vara da Fazenda Estadual, a 3ª Vara Cível e 4ª Vara Cível foram alguns dos locais visitados. Os trabalhos também abrangeram cartórios extrajudiciais. No Fórum, as conversas giravam em torno da inspeção. Vários servidores comentaram a medida e juízes chegaram a perguntar aos servidores do cartório se a visita tinha "dado tudo certo".

Interior

Hoje, parte da equipe vai para o interior do Estado. Cachoeiro de Itapemirim está entre as cidades que devem receber a visita dos representantes do conselho.

O Espírito Santo é o décimo Estado do país a receber a vistoria. A inspeção vai apurar possíveis irregularidades no funcionamento de Justiça e propor medidas de aperfeiçoamento.

Segundo a portaria que determinou a inspeção, publicada no início deste mês, o expressivo número de expedientes administrativos junto ao conselho envolvendo o Poder Judiciário do Estado está entre as causas para a realização da vistoria.

OAB recebeu 19 denúncias contra Poder Judiciário

Já chega a 19 o número de reclamações que chegaram à Ordem dos Advogados do Brasil seccional Espírito Santo (OAB-ES) relatando problemas no Judiciário capixaba. O serviço foi aberto pela entidade para subsidiar os trabalhos da audiência pública que será realizada amanhã, no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), em virtude da inspeção.

As principais reclamações apontam a lentidão da Justiça estadual. Os documentos citam nomes dos juízes. Outro caso cita que uma petição, protolocada em março deste ano, não foi anexada aos autos do processo até hoje.

Também foram apontados casos de desaparecimento de processos, retaliação de magistrados a advogados e deficiências da Justiça envolvendo o sistema prisional.

O presidente da OAB-ES, Antonio Augusto Genelhu, vai propor ao conselho da entidade, que se reúne hoje, fazer uma triagem nesse material. A finalidade é levar para a audiência pública os pontos mais consistentes.

Hoje, é o último dia que a entidade receberá as denúncias e reclamações. As denúncias devem ser enviadas ao e-mail gabinete@oabes.org.br, por fax pelo número 3232-5604 ou entregues pessoalmente, no gabinete da presidência da Ordem, que tem a garantia de se manifestar na audiência.

Advogados investigados voltam às funções

Os advogados Pedro Celso Pereira e Gilson Letaif Mansur Filho, investigados durante as apurações da Operação Naufrágio, da Polícia Federal, já podem voltar ao exercício da advocacia. Ontem, terminou o prazo de 90 dias de suspensão preventiva dos dois.

A suspensão foi determinada em março pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). Apesar do retorno ao trabalho, Pedro Celso e Gilso Letaif continuam a responder ao processo disciplinar.

O atual trâmite não foi informado, já que os processos correm em sigilo por força de lei. O pedido de suspensão preventiva foi aplicado com base no parágrafo 3º do artigo 70 do Código de Ética e Disciplina da OAB, que prevê a punição no caso de advogado que tenha conduta com repercussão prejudicial à dignidade da advocacia.

O trabalho do CNJ

Fiscal. A Corregedoria Nacional de Justiça começou na segunda-feira a inspeção no Judiciário capixaba. A inspeção vai apurar possíveis irregularidades no funcionamento de Justiça e propor medidas de melhoria e aperfeiçoamento.

Corregedor. Os trabalhos incluem audiência pública, que ocorre amanhã no Tribunal de Justiça, na Enseada do Suá, em Vitória. A audiência será presidida pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. Os interessados em fazer denúncias, críticas e sugestões durante a audiência deverão se inscrever, no dia 24 de junho, até as 18h, no auditório do Tribunal Pleno.

Tempo. A manifestação terá que passar pela aprovação dos juízes auxiliares da corregedoria. Todas serão orais, por cinco minutos, prorrogáveis a critério do ministro Gilson Dipp, e seguirão a ordem de inscrição.

Escrito.Haverá também atendimento individual para as pessoas que quiserem fazer suas manifestações por escrito, entre 9h30 e 12h e das 14h às 19h, de hoje a amanhã. Os manifestantes deverão portar documento de identificação e fornecer endereço para contato. Os atendimentos vão respeitar a ordem de inscrição.

Entidades. Poderão falar na audiência representantes de órgãos públicos que foram convidados. Entre eles, estão a Ordem dos Advogados do Brasil (seção ES), a Secretaria de Justiça do Estado, o Ministério Público, a Defensoria Pública e presidentes de associações jurídicas.

Unidade. A inspeção está sendo realizada junto às unidades judiciárias e administrativas da Justiça Comum Estadual de primeira e de segunda instância do Espírito Santo. Também inclui cartórios extrajudiciais e unidades da administração pública que estão sob a fiscalização do Poder Judiciário.

Exclusão. Não abrange a Justiça Federal comum ou especializada, mas serão colhidas eventuais sugestões ou reclamações relativas às suas respectivas atribuições.

TJ entrega lista tríplice a Hartung

O presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Álvaro Bourguignon, entregou ontem ao governador Paulo Hartung a lista tríplice com o nome dos advogados que concorrem ao cargo de desembargador. Hartung terá agora 20 dias para definir quem será o mais novo integrante do tribunal. A lista foi definida em votação aberta na última segunda-feira. Integram a lista os advogados Gustavo Varella Cabral, Carlos Alberto Pimentel Uggere e Namyr Carlos de Souza. Os três já encabeçavam a lista sêxtupla votada pelo conselho da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Espírito Santo (OAB-ES).

Atendimento

Das 9h30 às 19 horas

É o horário em que a equipe do CNJ vai receber hoje e amanhã, no Tribunal de Justiça, denúncias, reclamações e sugestões do público

 

 

 

 

24/06/2009

O Documento – MT

http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=301265

Governo do Estado estrutura Conselho de Defesa dos Direitos Humanos

 

A união de várias entidades com um só propósito, oferecer mais ferramentas que dê bem estar para a população. Assim pode ser definida a parceria firmada nesta quarta-feira (24.06) entre Governo do Estado, por meio da Casa Civil, da Ouvidoria Geral do Estado (OGE) e do Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat), com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

O Termo de Cooperação Técnica foi assinado no gabinete da Casa Civil entre o secretário-chefe da Casa Civil e de Comunicação Social do Estado, Eumar Novacki, o ouvidor Geral do Estado, Antônio Kato, o presidente do Cepromat, Luiz Fernando Caldart, e o presidente do Conselho, Genilton Nogueira. Por meio deste termo o Governo do Estado passa a oferecer ao Conselho, toda a estrutura de ‘call center’ e os 42 ouvidores setoriais da OGE para atender as demandas de denúncias destinadas ao Conselho e a hospedar e dar manutenção no site da instituição, por meio da estrutura do Cepromat.

Genilton disse ser um marco na história da defesa dos direitos humanos em Mato Grosso. “O Governo do Estado, pela primeira vez na história de Mato Grosso, firma um convênio que envolve toda uma estrutura em prol da defesa dos direitos humanos”, explicou ele ao dizer que o Conselho tem lutado para chamar toda sociedade para debater sobre o que é o direito humano. Para ele essa parceria com o Governo do Estado vai facilitar a aproximação do Conselho com a população. “A nossa intenção é formar uma grande rede de proteção e defesa aos direitos da pessoa humana em todo Estado”, disse.

Kato explica que não é só por meio do telefone 0800 647 1520 que a Ouvidoria vai atuar nesta parceria. “Iremos disponibilizar todos os recursos que temos, são eles o webmail da OGE, nosso sistema de cartas e também urnas espalhadas por todo Estado. Desde o início desta gestão o objetivo principal sempre foi promover e trabalhar pela melhoria na qualidade de vidas das pessoas, e essa parceria vai ser mais uma ferramenta preventiva, de garantia de direitos que o Governo coloca nas mãos da população”, afirmou o ouvidor.

PREVENÇÃO

Segundo o secretário Eumar Novacki, o acordo firmado nesta quarta-feira pode ser definido como um momento ímpar no que diz respeito à relação com a sociedade. “O Estado poderá agir de forma proativa nas demandas que acontecem principalmente nos bairros, pois elas poderão chegar antes ao governo e por meio desta ferramenta poderemos aplicar as políticas públicas corretas, antes dos fatos ocorrerem”, relatou.

Novacki falou sobre a importância das ações conjuntas, que acabam gerando melhoria na qualidade de vida das pessoas. “Eu faço sempre questão de frisar isso porque as pessoas têm que ter a noção que uma ação acaba puxando a outra. A Ouvidoria hoje nos dá um norte, nos subsidia de informações essenciais para adotarmos qualquer tipo de política pública e envolver todo o governo nessas ações. Essa parceria com o Conselho vai ajudar o Governo com outras informações importantes para que possamos focar ainda mais nosso trabalho”, finalizou.

O presidente do Conselho lembra que os cidadãos poderão usar as ferramentas disponíveis para fazer denúncias de todo e qualquer tipo de ato praticado por terceiros que represente uma afronta à dignidade humana. “Tudo será registrado e passado ao Conselho, que irá dar os encaminhamentos necessários”, diz.

O presidente do Cepromat disse ver o termo firmado hoje como mais uma ação de aproximação entre Governo de Estado e a sociedade. “Desde o primeiro dia desta gestão, a intenção é tornar a vida das pessoas melhor. Essa parceria servirá como um instrumento de prevenção para o Estado. Ganha o Conselho, mas também ganha muito o Governo do Estado”, finalizou.

O CONSELHO

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana foi criado por decreto em 2002. Mas ficou desativado por mais de cinco anos e só foi reativado no início deste ano. Nesses primeiros meses de atuação os membros do conselho trabalham na elaboração de Câmaras temáticas, como é o caso da criação da Câmara de Educação e Direitos Humanos e a do Sistema Prisional.

Outro trabalho desenvolvido pela entidade é o incentivo pela formação dos conselhos municipais. O Conselho Estadual é formado por 16 representantes de organizações não governamentais e 14 membros de entidades do Poder Público.

 

 

 

24/06/2009

Portugal Digital

http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?noticia=8589751&canal=159

Empresas privadas abrem vagas para ex-detentos de Minas Gerais

 

Por meio do projeto, o governo subsidiará as empresas que contratarem egressos, com dois salários mínimos no período de dois anos. Inicialmente, 300 vagas serão oferecidas.

Da Redação

Belo Horizonte - O governo de Minas Gerais assinou decreto instituindo o Projeto Regresso, parceria entre o Estado com 36 empresas privadas para abertura de vagas de trabalho para ex-detentos.

 

Por meio do projeto, o governo subsidiará as empresas que contratarem egressos, com dois salários mínimos no período de dois anos. Inicialmente, 300 vagas serão oferecidas.

A solenidade realizada ontem, no Palácio da Liberdade, contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que apontou o programa mineiro como caminho a ser seguido nacionalmente.

Ele afirmou que "o projeto está na linha do que estamos defendendo no Conselho Nacional de Justiça. Só que ele vai além, porque consegue institucionalizar a relação no meio privado, que é onde as pessoas conseguem empregos".

O Projeto Regresso é desenvolvido de forma pioneira pelo Governo de Minas, em parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e o Instituto Minas pela Paz, com o objetivo de incentivar a contratação formal de egressos e, em conseqüência, reduzir a reincidência prisional e diminuir a criminalidade no Estado. A Usiminas já contratou 10 trabalhadores e a Construtora Masb mais 15.

O governador Aécio Nves disse que "pel primeira vez, de forma consistente e coordenada, há uma ação regional para que a boa intenção, no que diz respeito à reinserção dos egressos do sistema prisional no seio da sociedade, no mercado de trabalho, supere essa fase das boas intenções e passe a ser algo concreto".

Segundo o governador "é o setor privado superando preconceitos, abrindo espaço no seio das suas empresas para esses egressos".

Ele ressaltou a importância das parcerias feitas pelo Estado com empresas, universidades e ONGs para o enfrentamento da criminalidade em Minas. O Governo do Estado tem ainda parcerias com o Judiciário e Ministério Público, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Grupo Cultural Afrorregae, Senai, Sesi, entre outras.

Reintegração

Para participar do projeto, o egresso deverá estar em liberdade condicional ou definitiva e estar cadastrado no Programa de Reintegração do Egresso do Sistema Prisional (PRESP) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e ter participado do programa por um período mínimo de três meses.

No programa de reintegração, ele será avaliado pelo grau de escolaridade e potencialidades de trabalho e, em seguida, encaminhado às empresas que disponibilizarem as vagas.

Após a contratação, o egresso prestará serviço às empresas com todos os direitos trabalhistas garantidos e salário de mercado, de acordo com a função desempenhada.

Nos primeiros 12 meses, o ex-detento será acompanhado pelo programa de reintegração. O processo de ressocialização será monitorado levando em conta a reintegração ao mercado de trabalho, dificuldades enfrentadas e o acolhimento da empresa.

No emprego, o funcionário egresso será avaliado nos mesmo critérios dos demais empregados e a empresa exigirá dele o mesmo grau de profissionalismo cobrado dos demais trabalhadores.

Os beneficiados que não demonstrarem interesse ou aptidão para suas funções poderão ser dispensados, mesmo antes do término do período custeado pelo Governo. Caso o egresso seja demitido, automaticamente seu benefício será extinto e o Governo suspende o repasse para a empresa.

 

O Estado ainda depende de autorização da Assembléia Legislativa para conceder a subvenção financeira às empresas que contratarem egressos.

 

 

 

 

24/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/24/materia.2009-06-24.0767668328/view

Gilmar Mendes assina acordo para dar trabalho a presos em progressão de regime

 

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, avaliou hoje (24) que o Poder Judiciário “assumiu suas responsabilidades” quanto aos problemas no sistema prisional brasileiro, e que o mutirão carcerário promovido pelo CNJ é uma ação que reflete esse comprometimento.

“Os juízes têm responsabilidade, eles não podem mais usar a justificativa de que o problema está no Sistema Penitenciário ou no Poder Executivo”, afirmou Mendes em solenidade na qual assinou acordo com o governo do Distrito Federal para que 15 presos em regime aberto ou semiaberto trabalhem para o CNJ.

No STF, o programa Começar de Novo já oferece emprego a 40 presidiários nessas condições. O presidente do Supremo afirmou que um deles trabalha em seu gabinete.

O presidente do Fundo de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap), Abílio Neto, que assinou o acordo com o ministro, afirmou que outros órgãos do Poder Judiciário devem aderir à contratação de presos. “Alguns tribunais já demonstraram interesse e nós devemos conseguir mais vagas em breve”, afirmou. Entre os que já trabalham para o STF, o salário varia de R$ 465 a R$ 700.

O mutirão carcerário do CNJ já passou por oito estados. Segundo relatório divulgado hoje (24), ao todo foram libertados mais de 3 mil presos provisórios que estavam detidos indevidamente – o que representa 21% dos processos analisados pelos juízes do mutirão.

“Nós encontramos no Brasil situações que nos envergonham. Pessoas presas além do período da pena. Ou outros que estavam presos sem acusação formal. Agora nós formamos grupos para monitorar essa situação no CNJ”, afirmou Mendes.

 

 

 

 

 

24/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/24/materia.2009-06-24.3418182134/view

Pesquisa mostra que é comum prisões provisórias ultrapassarem prazo legal

Gilberto Costa

Brasília - Os resultados dos mutirões carcerários - que em menos de um ano de atividade já libertaram mais de 3 mil pessoas mantidas presas sem respaldo legal - não surpreendem a promotora de Justiça Fabiana Costa Oliveira Barreto.

Durante pesquisa realizada para obteção do mestrado na Universidade de Brasília (UnB), ela já havia verificado que a prisão provisória, uma medida que deveria ser excepcional, ocorre em grande parte dos casos de furto.

Segundo o estudo, em Recife, Belém e São Paulo, mais de 35% das prisões provisórias duram mais de 100 dias, enquanto o prazo máximo previsto em lei é de 81 dias. Além das três cidades, a pesquisa analisou casos em Porto Alegre e no Distrito Federal, uma amostra de 4 mil processos.

A pesquisa relata casos extremos de prisões provisórias como o de um ex-detento em Belém que tentou furtar R$ 265 e ficou quatro anos em prisão provisória. Há também casos de pessoas que tiveram pena definitiva menor do que a provisória, como o de um detento em Recife que ficou na cadeia por dois anos e a sentença final aplicava uma condenação de apenas um ano e quatro meses. No DF, um furto de mercadoria de valor equivalente a R$ 3 manteve preso um homem por 41 dias. Há casos semelhantes a esse em São Paulo e Porto Alegre

No total da amostra, 75% dos processos depois de tramitados tiveram penas alternativas, isto é, foram cumpridas fora da cadeia. “A pesquisa mostra como funciona o nosso sistema penal”, aponta Fabiana Costa. Para a promotora há um descompasso entre a legislação de execução penal (de 1984) e as regras processuais previstas no Código de Processo Penal (de 1940).

Ainda de acordo com a pesquisa, a manutenção em prisão provisória varia de acordo com a cor da pele, escolaridade e presença de advogado particular. Em Recife, por exemplo, o tempo médio de quem foi assistido pela Defensoria Pública foi de 208 dias, enquanto quem contou com advogado ficou menos da metade do tempo (92,8 dias).

 

Na mesma cidade, as pessoas de pele parda ficaram em média 154,2 dias presos; enquanto os branco ficaram por 82,5 dias. Quem tinha concluído apenas o ensino fundamental foi mantido em prisão provisória por mais de 140 dias; enquanto o tempo médio das pessoas com ensino médio ou superior foi de 43 dias.

 

 

 

 

 

24/06/2009

Defensoria Pública do PA

http://www.defensoria.pa.gov.br/?q=node/768

Defensoria inaugura espaço para atendimento no Centro de Reeducação Feminino

 

 Defensoria Pública do Estado do Pará, por meio do Centro de Estudos e do Núcleo da Execução Penal estará inaugurando um espaço para atendimento dos Defensores Públicos e equipe multidisciplinar (formada por assistentes sociais, pedagogos e psicólogos) no Centro de Reeducação Feminino - CRF, no município de Ananindeua.

Na ocasião, será realizado o lançamento oficial da Cartilha de Execução Penal da Defensoria, com a participação especial da cantora Fafá de Belém e, ainda, a apresentação da Quadrilha das Detentas.

A Diretora do Centro de Estudos, Defensora Pública Marialva de Sena Santos explicou a importância do espaço da Defensoria no CRF: “O nosso grande objetivo é proporcionar melhores condições de trabalho e maior qualidade no atendimento prestado pela Defensoria Pública, sem falar na própria segurança de todos os profissionais que desempenham atividades junto à Unidade Penitenciária”.

Além do corpo gestor da Defensoria, dos Defensores Públicos e da equipe multidisciplinar da Instituição, o evento contará com a presença de diversas autoridades locais, incluindo membros da Superintendência do Sistema Penal do Estado do Pará - SUSIPE, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. Os participantes também prestigiarão um coquetel com comidas típicas.

Cartilha de Execução Penal:

Com o título “Direitos são para todos”, a Cartilha de Execução Penal é o resultado de um convênio firmado entre a Defensoria Pública, o Ministério da Justiça e a Secretaria da Reforma do Judiciário - Governo Federal, através do Programa Nacional de Segurança com Cidadania - PRONASCI.

O objetivo é reduzir as desigualdades socais e permitir o acesso integral da população carcerária sentenciada, hipossuficiente à Justiça. A proposta é realizar o atendimento da população carcerária dentro das Casas Penais do Estado do Pará de forma itinerante e com uma equipe interdisciplinar.

O projeto prevê parcerias fundamentais para o sucesso do trabalho com o Tribunal de Justiça, Ministério Público do Estado do Pará, órgãos da administração direta e Superintendência do Sistema Penal - SUSIPE.

As atividades desenvolvidas serão a orientação jurídica, psicológica e social do preso e de sua família, dando ênfase à defesa dos assistidos em todas as instâncias judiciais, realizando a postulação de benefícios em execução penal e fomentando a conscientização de direitos e deveres em relação a sua situação penal.

“O detento precisa conhecer os seus direitos e os seus deveres e esta Cartilha de Execução Penal é uma forma da Defensoria Pública levar este conhecimento a todos eles”, assegurou o Defensor Público Geral, Antônio Roberto Cardoso.

De acordo com a Coordenadora da Central de Execução Penal, Defensora Pública Rossana Parente: “O grande objetivo da cartilha é dar conhecimento acerca dos direitos e deveres das pessoas em cárcere, procurando tirar dúvidas freqüentes em execução penal e colaborando para o processo de ressocialização daqueles que sofrem sentença penal condenatória, dando uma visão humanitária da vida através dos muros”.

Dentre os conteúdos abordados, a cartilha abrange informações sobre o papel do defensor público na execução penal; a pena; os benefícios, direitos e deveres do preso; as faltas disciplinares; as punições; a inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD); a Declaração Universal de Direitos Humanos; os pedidos judiciais; as saídas temporárias; além dos principais contatos telefônicos da área Penal.

Serviço: Inauguração do espaço de atendimento da Defensoria Pública do Estado do Pará no Centro de Reeducação Feminino. Lançamento oficial da Cartilha de Execução Penal da Defensoria. Apresentação da cantora Fafá de Belém e da Quadrilha das Detentas. Local: Rodovia dos 40h, Coqueiro - Ananindeua.

 

 

24/06/2009

O Jornal - AL

Denunciados “excessos“ na revista de visitantes

Essa ação dos agentes seria decorrente da falta de reajuste salarial como reivindica a categoria

Da Redação

As mães e esposas de presos da Casa de Detenção de Maceió realizaram um ato, ontem pela manhã, em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, (OAB/AL), no Centro, para denunciar maus tratos que estariam sendo praticados pelos agentes penitenciários. A ação dos agentes seria decorrente da falta de reajuste salarial como reivindica a categoria.

Segundo as denunciantes, os agentes penitenciários cortam água e energia, além de atirar bombas contra os presos. Por motivos banais, os presos estariam sendo castigados e iriam para o isolamento.

As mães e esposas, que preferiram não se identificar para preservar filhos e esposos, afirmaram que são humilhadas pela guarda interna dos presídios e citaram nome de agente penitenciário e diretor. Com vários cartazes, as mulheres pediam agentes penitenciários capacitados para o sistema prisional.

Após formalizar a denúncia, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem, Gilberto Irineu, agendou uma reunião com o intendente penitenciário, tenente-coronel Luís Bugarin, para amanhã, às 10h, levar as denúncias ao conhecimento do intendente.

 

 

 

24/06/2009

Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u585465.shtml

Presidente do STF critica sistemas prisionais dos Estados brasileiros

Da Redação

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, criticou ontem a forma como os Estados administram seus sistemas prisionais. Sem citar nenhum Estado especificamente, ele disse que é preciso discutir as "condições básicas de dignidade humana" nas prisões.

As declarações foram feitas durante um evento do governo de Minas Gerais em Belo Horizonte (MG) sobre um projeto de reinserção de presos em parceria com empresas.

Em entrevista, Mendes disse que não fez críticas aos Estados unicamente. "A crítica é a todos nós, é ao modelo de execução penal", disse.

Antes, o presidente do STF falou que o "preparo" para a reinserção dos presos "tem que começar nas próprias condições prisionais". "Temos que discutir até mesmo a existência de escolas de formação. Um grande número dos presidiários é de analfabetos. Temos que ter formação adequada e preocupação com a profissionalização para viabilizar esse projeto de reinserção", disse.

Ele citou discurso do governador Aécio Neves (PSDB), que disse que 80% dos presos são analfabetos e que 25% deles nunca trabalharam. O projeto mineiro apresentado hoje envolverá o pagamento de dois salários mínimos pelo Estado, durante dois anos, para 300 presos que serão treinados e até empregados por empresas públicas e privadas.

 

 

 

24/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/24/materia.2009-06-24.2915352942/view

Mutirões carcerários já libertaram 3.081 presos em oito estados

Gilberto Costa

 Brasília - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou balanço dos mutirões carcerários realizados desde agosto do ano passado em oito estados. Segundo o CNJ, 3.081 presos foram soltos porque estavam além do prazo de detenção provisória ou já tinham cumprido a pena.

O número corresponde a 21% dos casos analisados até a última sexta-feira (19 de junho) nos 14.634 processos em oito estados: Rio de Janeiro, Maranhão, Piauí, Pará, Tocantins, Amazonas, Espírito Santo e Goiás.

Segundo o coordenador dos mutirões, Erivaldo Ribeiro dos Santos, juiz auxiliar da presidência do CNJ, o objetivo da iniciativa é “criar a cultura da revisão das prisões”. De acordo com o juiz,  um dos problemas verificados nos mutirões é a demora para soltar os presos. “Dificilmente um preso que tenha direito a uma progressão de regime, que tenha cumprido hoje o requisito objetivo para esse benefício, tenha se beneficiado com a concessão. A regra é o atraso”, disse Santos, por meio da assessoria de imprensa do CNJ.

Segundo o juiz, a demora na liberação dos presos varia conforme o congestionamento de processos e a informatização dos procedimentos da vara. Erivaldo Ribeiro destacou que os presos estão sendo soltos de acordo com a Lei de Execução Penal (Lei nº 7210 de 1984). “Nós não estamos fazendo nenhuma concessão que não tenha previsão legal.”

Nas prisões com sentenças definitivas de condenação, o mutirão da carceragem verifica se a pena ainda não foi cumprida, se o preso tem direito à liberdade condicional, ao regime semiaberto, ao aberto, ao indulto, à comutação de pena ou à transferência de unidade prisional.

“Muitas vezes a revisão se dá para dizer ao preso que naquele momento ele não tem direito algum. Isso por si só tranquiliza o ambiente prisional, porque dá a sensação ao preso de que ele não está esquecido”, destacou o juiz auxiliar da presidência do CNJ.

No caso das prisões provisórias, o mutirão da carceragem verifica se a detenção se justifica ou não. “Em muitos casos, não se justifica e os juízes têm mandado expedir alvará de soltura”, disse o coordenador.

Os mutirões da carceragem são feitos com a participação das corregedorias dos tribunais de Justiça, do Ministério Público, da Defensoria Pública, das secretarias estaduais de Justiça e de Segurança, dos conselhos penitenciários e de grupos de direitos humanos.

Para o juiz auxiliar do CNJ, o legado do trabalho é criar em cada estado um grupo de monitoramento. “A aproximação da cúpula do Poder Judiciário estimula os juízes a prosseguir fazendo esse trabalho”, acredita.

 

 

 

 

24/06/2009

Diretos humanos

http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5237&Itemid=1

''Educação em Direitos Humanos é premissa para regime democrático''

24 de junho de 2009

“A Educação em Direitos Humanos é uma premissa para um regime democrático”. Foi assim que a diretora assistente do Centro de Estudos Brasileiros, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, Margaret Griesse, definiu a importância da presença da educação em direitos humanos em um sistema de ensino. Ela e outros participantes do Colóquio Internacional Justiça Social e Direitos Humanos: América Latina e Brasil, promovido pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, em parceria com instituições internacionais, abordaram o tema na semana passada, em São Paulo (SP).

Alexandre Saconi - Portal Aprendiz

Segundo uma das interpretações possíveis, a Educação em Direitos Humanos pode ser compreendida como um processo que orienta a formação do sujeito de direitos, articulando algumas dimensões. Entre elas, destacam-se: a compreensão dos Direitos Humanos em seu contexto histórico; a afirmação de valores e atitudes em prol da realização destes; o fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem a proteção e a defesa dos direitos humanos, entre outros.

O presidente da Associação Nacional de Direitos Humanos – Pesquisa e Pós-Graduação, Eduardo Bittar, levantou as dificuldades para a consolidação da Educação em Direitos Humanos no Brasil. “Há desafios de diversas escalas. Os sociais estão centrados nos obstáculos autoritários, entranhados na carne da sociedade brasileira”, declarou. “Temos diversos bloqueios para a efetivação de uma cultura democrática, como: financeiros, antropológicos, econômicos, institucionais etc.”, complementou.

Segundo o último Relatório Anual da Anistia Internacional, divulgado no mês de maio, corrupção no serviço público, violência em áreas rurais e contra povos indígenas, grupos de parapoliciais e traficantes que dividem domínio de cidades são casos que tiveram exemplos sistemáticos no Brasil em 2008. Em entrevista ao UOL Notícias, na ocasião do lançamento, o coordenador da Anistia Internacional para assuntos brasileiros, o britânico Tim Cahill, disse: "Existe um conceito infeliz no Brasil que é que os direitos humanos só defendem bandidos".

Para tentar combater essa realidade, desde 2007, o Brasil possui o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Criado por meio de uma parceria entre a Secretaria Especial dos Direitos Humanos / Presidência da República, o Ministério da Educação, o Ministério da Justiça e a UNESCO, o documento prevê quatro frentes para serem trabalhadas: Educação Básica, Educação Superior, Educação Não-Formal e Educação e Mídia.

Diante do caráter governamental do plano brasileiro, Margaret Griesse levantou um questionamento relacionado à profundidade das mudanças que a Educação em Direitos Humanos busca em uma sociedade. “Por que um Estado apoiaria a Educação em Direitos Humanos, sendo que ela visa, em partes, mudar o Estado em si caso algo com ele não esteja indo bem?”.

O texto de apresentação do Plano justifica. “O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) é fruto do compromisso do Estado com a concretização dos direitos humanos e de uma construção histórica da sociedade civil organizada”. “O Estado brasileiro tem como princípio a afirmação dos direitos humanos como universais, indivisíveis e interdependentes e, para sua efetivação, todas as políticas públicas devem considerá-los na perspectiva da construção de uma sociedade baseada na promoção da igualdade de

oportunidades e da equidade, no respeito à diversidade e na consolidação de uma cultura democrática e cidadã”.

 

 

 

 

24/06/2009

Comunidade segura

http://www.comunidadesegura.org/pt-br/MATERIA-prisoes-o-problema-varrido-para-debaixo-do-tapete

PRISÕES: O problema varrido para debaixo do tapete

 A Constituição de 1988 já vigorava há quatro anos, garantindo a dignidade humana, quando as imagens da chacina do Carandiru e seus 111 mortos correram o mundo, enchendo o Brasil de vergonha. Lição para nunca mais se repetir? Nada. O sistema prisional brasileiro mantém-se como mau exemplo Internacional.

Em 2004, por recomendação da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi fechada a Polinter, no Rio, que tinha capacidade para 150 detentos, mas abrigava 430. Em 2006, em São Paulo, rebeliões coordenadas em diversos presídios paulistas chamaram atenção para a superlotação, problema que voltou a ser notícia este ano, quando o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária pediu intervenção federal no Espírito Santo, onde presos habitavam contêineres.

Nos últimos dias, reportagem de O Globo denunciou a superlotação dos quatro centros de detenção provisória em São Paulo: construídos para 2.056 pessoas, abrigam hoje 5.057 presos - 146% a mais do que a capacidade. Os centros estão localizados na Zona Oeste da capital.

O tema da mesa redonda realizada na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) em 17 de junho era “Política criminal e penitenciária no Brasil: onde avançamos?”, mas a sensação que ficou é que se avançou muito pouco.

Os casos emblemáticos foram lembrados pelo advogado Taiguara Souza, do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (IDDH), que apresentou dados preocupantes: a população carcerária brasileira aumentou 282% em 12 anos, sendo a oitava maior do mundo e a maior da América Latina. No Brasil, em 2007, havia 227 presos para cada 100 mil habitantes. A média da América Latina é de 165,5 presos por 100 mil pessoas.

"O sistema penitenciário passa por crise de legitimidade muito grande, com tortura e condições degradantes, insalubridade, superlotação. A ressocialização prevista não é cumprida. A regra é a violação sistemática das garantias. O Estado se iguala aos criminosos quando não garante seus próprios andamentos", afirmou Souza, que é supervisor do programa Balcão de Direitos da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Secretaria Especial de Direitos Humanos.

De acordo com o advogado, 60% da população carcerária cometeram crimes patrimoniais leves e tráfico de entorpecentes e 70% são reincidentes, “empurrados para a condição permanente da criminalidade”. São, segundo Souza, pessoas de baixa renda que não conseguiram se inserir no mercado. Ele lembrou ainda que 46,6% dos jovens brasileiros estão em situação de desemprego.

“Uma sociedade excludente vai gerar mais e mais criminosos. Atribuir às polícias a solução desse problema é uma injustiça muito grande. Prisão jamais foi a solução. Penas cada vez mais severas não atacam a origem do problema. O cárcere não é uma possibilidade democrática de solução. É varrer o problema para debaixo do tapete”, disse.

Para o advogado, as respostas não virão do Estado penal, mas de investimentos em políticas públicas de emprego, saúde, educação, moradia e controle social democrático. Segundo ele, iniciativas de penas alternativas, justiça restaurativa e mediação de conflitos feitas na Europa são promissoras para o Brasil.

Um exemplo positivo citado por Souza é o projeto implantado em 2008 na 52a DP em Nova Iguaçu pelo delegado Orlando Zaccone. Através do projeto Carceragem Cidadã, os presos recebem as assistências previstas na Lei de Execução Penal - educacional, cultural, jurídica, de saúde, odontológica. O delegado criou ainda uma campanha pelo voto do preso. “Nunca mais houve rebelião e a reincidência caiu”, contou o advogado. 

 O professor Sergio do Rego Macedo, presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Criminologia chamou atenção para o fato de 43% dos presos no Brasil estarem em prisão provisória. “Prisão preventiva é ilegal, só deve ser decretada em estado excepcionalíssimo, de necessidade absolutamente fundamentada”, frisou. Macedo lembrou ainda dos presos que já cumpriram suas penas, mas não foram soltos.

“A criminologia sugere a redução das penas privativas em pelo menos 80% em todos os países”, disse, e acrescentou argumentos econômicos à redução das prisões: “Cada preso custa caríssimo. Prover reeducação seria muito mais barato.”

Estado penal

Para Macedo, prisão em que os presos não estudam nem trabalham é medieval. “O sistema penitenciário brasileiro é uma afronta à Constituição Federal, que diz que a dignidade humana deve ser prevalente em relação à formação do estado democrático de direito. Não pode existir pena cruel e nem tortura. Há prisões onde o indivíduo não tem onde deitar. Tortura é crime hediondo”, comparou.

De acordo com Macedo, o Estado de polícia não pode se expandir para além do Estado de direito. “O Estado de polícia tem que ser policiado. Quanto menor ele for, mais significa o bom o funcionamento do estado de direito”, concluiu.

Taiguara Souza destacou que a Constituição de 1988 trouxe inovações significativas, pois a dignidade da pessoa humana passou a ser o epicentro do ordenamento jurídico. “Princípios viraram normas e ganharam ares de lei, mas mesmo assim o ideário do regime militar se mantém. A busca da segurança toma lugar da busca da liberdade”, ponderou.

Para ele, o controle tem sido mais importante que as políticas públicas e as respostas são buscadas a partir da ótica exclusiva da dimensão penal. "O controle social no lugar de políticas públicas é enxugar gelo", disse, lembrando que, segundo relatório da Unicef, o Complexo do Alemão tem 180 mil moradores, um único posto de saúde, duas escolas e nenhuma creche.

Ele acrescentou que o Judiciário também se distancia da realidade social. Exemplos são a discussão sobre redução da maioridade penal, as prisões de alta segurança e os julgamentos por videoconferência, em que o juiz não precisa mais estar próximo ao réu. “O juiz precisa sentir o cheiro do réu, dizia Evandro Lins e Silva”, citou Souza. Ele criticou ainda o monitoramento eletrônico de apenados, "que é interessante para esvaziar os cárceres, mas amplia o poder punitivo".

 

 

 

 

24/06/2009

Ultima Instância

http://ultimainstancia.uol.com.br/new_site/novonoticias/MAIS+DE+35+PRISOES+PROVISORIAS+EXCEDEM+PRAZO+LEGAL+DIZ+ESTUDO_64475.shtml

Mais de 35% prisões provisórias excedem prazo legal, diz estudo

 

Os resultados dos mutirões carcerários —que em menos de um ano de atividade já libertaram mais de 3 mil pessoas mantidas presas sem respaldo legal— não surpreendem a promotora de Justiça Fabiana Costa Oliveira Barreto.

Durante pesquisa realizada para obteção do mestrado na UnB (Universidade de Brasília), ela já havia verificado que a prisão provisória, uma medida que deveria ser excepcional, ocorre em grande parte dos casos de furto.

Segundo o estudo, em Recife, Belém e São Paulo, mais de 35% das prisões provisórias duram mais de 100 dias, enquanto o prazo máximo previsto em lei é de 81 dias. Além das três cidades, a pesquisa analisou casos em Porto Alegre e no Distrito Federal, uma amostra de 4 mil processos.

A pesquisa relata casos extremos de prisões provisórias como o de um ex-detento em Belém que tentou furtar R$ 265 e ficou quatro anos em prisão provisória. Há também casos de pessoas que tiveram pena definitiva menor do que a provisória, como o de um detento em Recife que ficou na cadeia por dois anos e a sentença final aplicava uma condenação de apenas um ano e quatro meses.

No DF, um furto de mercadoria de valor equivalente a R$ 3 manteve preso um homem por 41 dias. Há casos semelhantes a esse em São Paulo e Porto Alegre

No total da amostra, 75% dos processos depois de tramitados tiveram penas alternativas, isto é, foram cumpridas fora da cadeia. “A pesquisa mostra como funciona o nosso sistema penal”, aponta Fabiana Costa. Para a promotora há um descompasso entre a legislação de execução penal (de 1984) e as regras processuais previstas no Código de Processo Penal (de 1940).

Ainda de acordo com a pesquisa, a manutenção em prisão provisória varia de acordo com a cor da pele, escolaridade e presença de advogado particular. Em Recife, por exemplo, o tempo médio de quem foi assistido pela Defensoria Pública foi de 208 dias, enquanto quem contou com advogado ficou menos da metade do tempo (92,8 dias).

Na mesma cidade, as pessoas de pele parda ficaram em média 154,2 dias presos; enquanto os branco ficaram por 82,5 dias. Quem tinha concluído apenas o ensino fundamental foi mantido em prisão provisória por mais de 140 dias; enquanto o tempo médio das pessoas com ensino médio ou superior foi de 43 dias.

 

 

 

 

24/06/2009

Agencia Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/23/materia.2009-03-23.3042068943/view

Estudo mostra que educação nos sistemas prisionais ainda é vista como privilégio

Brasília - Um levantamento da Relatoria Brasileira pelo Direito Humano à Educação mostra que a oferta de educação no sistema prisional brasileiro ainda é encarada como privilégio, apesar de ser garantida em lei. O pensamento é compartilhado por diretores de unidades, agentes prisionais e pela própria sociedade.

Durante seis meses, uma equipe visitou dez unidades prisionais em Pernambuco,

no Pará, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, entrevistando mais de 200 pessoas

 

 

 

 

23/06/2009

Agência Alagoas

http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia.kmf?cod=8588974

Projeto de modernização prevê R$ 12 milhões para Alagoas

Secretário Paulo Rubim fala sobre vantagens do novo sistema.

Mosael Henrique

O Serviço 190, do Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods), em breve terá um atendimento de alta qualidade, melhorando o atendimento à população. A garantia foi dada pelo secretário da Defesa Social, Paulo Rubim, que recebeu apoio do governo do Estado para investir na aquisição de equipamentos do sistema de atendimento às ocorrências policiais.

Orçado em R$ 12 milhões, o projeto de modernização do sistema vai contemplar toda a região metropolitana de Maceió (de Barra de São Miguel a Barra de Santo Antônio e Messias) mais a cidade de Arapiraca. Com isso, o Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods) vai poder atender 100% das chamadas recebidas na Central.

O contrato será feito por meio de compensação tributária com a empresa de telecomunicações Oi e toda nova estrutura passa a funcionar a partir de novembro, de acordo com o Gerente da Oi, Leonardo Dias.

Em entrevista ao programa Frente a Frente da TV Assembleia, nesta terça-feira, Paulo Rubim disse que a melhoria do serviço 190 inclui a ampliação do número de policiais de plantão. “Posso garantir que o atendimento irá melhorar 100%”, disse.

Polícia Comunitária — O secretário falou sobre o Projeto de Polícia Comunitária, que está sendo implementado para reduzir a violência em quatro bairros da capital, a partir da modalidade de policiamento cidadão. Segundo ele, após a cessão das áreas pela prefeitura de Maceió, a Seds iniciará a construção das bases comunitárias.

Com as bases comunitárias, a PM adotará um novo tipo de policiamento, passando a ter maior aproximação com a população para um trabalho de prevenção e com ações sociais. De acordo com o secretário, as bases comunitárias também servirão de apoio ao desenvolvimento dos projetos Mulheres da Paz e Protejo, que atende jovens em situação vulnerável.

Central de Polícia — Sobre a polêmica criada em torno da criação da Central de Polícia, Paulo Rubim reafirmou que a iniciativa não vai acabar com as delegacias distritais, que permanecerão em funcionamento. Ele explicou que a nova delegacia terá como principal finalidade agilizar o atendimento de flagrantes de ocorrências policiais, com a disponibilização de várias equipes de delegados, agentes e escrivães.

Atualmente, de acordo com ele, os maiores problemas da área de segurança são a falta de estrutura física nas delegacias e no sistema prisional, além do reduzido efetivo das polícias Civil e Militar. Mas o secretário garantiu que a Defesa Social está trabalhando para equacionar esses problemas ao investir recursos próprios na reforma de delegacias de todo o Estado e na melhoria dos presídios.

Reforço no efetivo — Com relação aos efetivos da Polícia Militar e da Polícia Civil, Rubim informou que o governador Teotonio Vilela Filho tem consciência da necessidade da contratação de novos policiais, mas que aguarda um incremento nas finanças públicas para realizar concurso.

Na entrevista, Paulo Rubim também abordou a questão das drogas, alertando que a sociedade precisa formar uma resistência para enfrentar o problema. “A sociedade e todos nós estamos perdendo a guerra contra as drogas”, comentou. Ele defendeu os programas de recuperação de viciados, que devem ser tratados como doentes.

 

 

 

 

23/06/2009

Agência Brasil

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/23/materia.2009-06-23.3473338378/view

Mutirão do CNJ liberta 258 presos no Tocantins

Marco Antonio Soalheiro

  Brasília - Um mutirão carcerário realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Judiciário de Tocantins, encerrou-se após 40 dias com a libertação de 258 presos do estado, em cumprimento à  Lei de Execuções Penais. São cidadãos que estavam detidos em prazo excedente, sem amparo legal.

Durante o período, juízes, promotores e defensores analisaram mais de 2 mil processos com o intuito de identificar e sanar eventuais violações aos direitos humanos, na capital Palmas e nos municípios Araguaína, Taguatinga, Arraias, Gurupi, Paraíso do Tocantins, Porto Nacional, Augustinópolis, Colinas, Dianópolis e Colmeia. Considerados os outros estados pelas quais passou o projeto, os mutirões carcerários do CNJ já resultaram na colocação de mais de 3 mil pessoas em liberdade.

Também foram concedidos no mutirão tocantinense outros benefícios, como  208 progressões de regime, 40 livramentos condicionais, 68 indultos, 38 comutações de penas e  56 transferências de unidades.

Ao participar da cerimônia de encerramento do mutirão na noite de ontem (22), o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes,  defendeu o desenvolvimento de um modelo de prisão integral em que estejam garantidas as condições básicas de higiene,  a assistência à saúde do preso e  espaço para aperfeiçoamento educacional e formação profissional.

Mendes também ressaltou a importância da  mobilização da sociedade para iniciativas que ajudem na reintegração social dos egressos do sistema prisional.  “Ele [o egresso do sistema] será uma vítima da reincidência se nós não lhe oferecermos uma alternativa”, disse Mendes.

O Supremo Tribunal Federal (STF), presidido pelo ministro, firmou um convênio com  a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF) para a contratação de 40 condenados, de regime aberto e semi-aberto, com direito a trabalho externo. Pelo menos 15 já estão trabalhando em diferentes setores da Corte.

Ainda no Tocantins, no município de Araguaína, Mendes assinou convênio para a instalação de  um Núcleo de Advocacia Voluntária. O órgão vai prestar assessoria jurídica gratuita em matérias criminais da Justiça Federal aos detentos do presídio Barra do Grota,  que não tem condições de arcar com a contratação de um advogado. O local abriga aproximadamente 400 presos. Um iniciativa semelhante já funciona no Maranhão e no Piauí.

 

 

 

 

23/06/2009

O Documento – MT

http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=301158

Parceria entre Ouvidoria e Conselho vai possibilitar recebimento de denúncias

 

A Ouvidoria Geral do Estado (OGE) passará a prestar um serviço a mais para a população. Nesta quarta-feira (24.06), às 9 horas, no gabinete da Casa Civil será assinado um Termo de Cooperação Técnica entre Governo do Estado, por meio da Casa Civil, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, a OGE, e o Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), colocando à disposição do Conselho toda a estrutura de ‘call center’ da Ouvidoria, para atender as demandas de denuncias destinadas ao Conselho.

O presidente do Conselho, Genilton Nogueira, afirma que por meio do telefone da OGE 0800 647 1520, os cidadãos poderão fazer denúncias de todo e qualquer tipo de ato praticado por terceiros que represente uma afronta a dignidade humana. “Tudo será registrado e passado ao Conselho, que irá dar os encaminhamentos necessários”, diz o presidente.

Ao Cepromat caberá criar e implementar a página do Conselho na Internet, bem como disponibilizar um técnico para o assessoramento e manutenções eventuais que possam ser feitas no site. O conselho ficará responsável em alimentar a pagina com informações sobre direitos humanos, e a exemplo da Ouvidoria, receber denúncias sobre violação do Direito Humano.

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana foi criado por decreto em 2002. Mas ficou desativado por mais de cinco anos e só foi reativado no início deste ano. Nesses primeiros meses de atuação os membros do conselho trabalham na elaboração de Câmaras temáticas, como é o caso da criação da Câmara de Educação e Direitos Humanos e a do Sistema Prisional.

Outro trabalho desenvolvido pela entidade é o incentivo pela formação dos conselhos municipais. O Conselho Estadual é formado por 16 representantes de organizações não governamentais e 14 membros de entidades do Poder Público.