Clipping – 26/06 a 02/07/2009

PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL/CNBB

Assessoria de Comunicação PCrN / Alter Comunicare

 

 

Clipping, produzido pela Assessoria de Comunicação da Pastoral Carcerária Nacional/CNBB, em parceria com a Alter Comunicare, pretende oferecer aos associados uma visão panorâmica do que diz a imprensa sobre temas relacionados à questão prisional em todo o Brasil e em outros países. As matérias reproduzidas neste clipping não refletem, necessariamente, a posição da Pastoral Carcerária, mas têm o objetivo de informar e incentivar o debate público. O clipping está sujeito a omissões involuntárias de notícias e conta com a colaboração de todos para o envio de outras notícias com a citação da fonte e data de publicação para o endereço imprensa@carcerária.org.br.

 

 

 

SUMÁRIO

 

Prefeitos se reúnem na AMA durante conferência livre. 3

Pasc ganha reforço de 36 servidores penitenciários e bloqueadores de celulares. 5

Pombo que levava celular para preso é interceptado no interior de SP. 5

Comunidades do Rio atendidas pelo Pronasci vão discutir ações contra a violência. 6

Em Brasília, investigação policial é tema de encontro. 7

Policiais pedem menos rigor em projeto que disciplina sua atuação. 8

Polícia Federal forma delegados e peritos. 9

MJ inaugura penitenciária federal em Mossoró. 10

Delegado diz que regime disciplinar da PF precisa incluir direitos. 11

Projeto de regime disciplinar tem penas excessivas, diz advogado. 11

PEC proíbe progressão de pena para crimes hediondos. 12

Moda produzida em presídio acalenta sonhos de detenta. 13

Atrás das grades. 13

Senasp realiza 1º Congresso Internacional de Inteligência. 15

Denúncias de tortura na Pasc levam ao afastamento do diretor da penitenciária. 16

No ES, presas participam do debate sobre segurança pública. 16

Penitenciária Federal de Porto Velho recebe primeiros detentos. 17

Mutirão no Entorno do DF liberou 156 presos. 18

MPs recomendam providências para presídios em RO.. 19

Presos de Anápolis recebem kits de higiene bucal 20

Quase metade da população carcerária de Anápolis está trabalhando. 20

A tecnologia e os riscos por trás das armas não-letais. 21

PF lança projeto para revolucionar técnica de retrato falado. 25

Detentas do ES participam de conferência de segurança pública. 25

Taquara (RS) define propostas por mais segurança pública. 26

RS: Mil pessoas irão participar da Conferência Estadual de Segurança Pública. 27

Mutirão carcerário em João Pessoa começa dia 6. 28

Entidades contra a redução da maioridade penal 28

Servidores da unidade prisional de Caldas Novas receberão assistência social e psicológica. 29

Jovens do DF apontam novos caminhos para a segurança pública. 30

Comando da Polícia Militar discute projetos de Segurança Pública com senadora Serys. 33

Novas unidades vão ter área para gays e lésbicas. 34

Cartas ditam amor entre detentas. 35

Educar como forma de ressocializar 37

CNJ e TJ realizam mutirão carcerário próxima 2ª em JP. 39

Presos de Anápolis fazem exames de hepatite B. 40

Voluntários do sistema prisional se reúnem e trocam experiências. 40

Sejus (ES) realiza 1ª conferência livre de Segurança Pública no sistema prisional 41

Manual de fuga para detentos. 42

Segurança pública é setor que Estado precisa mais avançar, relatam ativistas. 44

Dezesseis comunidades do Complexo da Maré discutem segurança pública. 44

Gestores de MT participam de oficina do Bolsa Formação em Brasília. 45

Cadeias de Juína e Porto dos Gaúchos firmam parcerias e garantem trabalho a reeducandos. 46

Mutirões carcerários já libertaram mais de 3.000 pessoas. 47

Homenagem a Michael Jackson - Mais de 1.500 presos dançam "Thriller" na prisão de Cebu, Filipinas. 49

Presídio de Itumbiara é inaugurado para ser referência nacional no tratamento de presos. 49

Apreendidos celulares e carregador durante revista na CPP de Rio Verde. 51

Presos de Anápolis recebem cobertores novos. 51

Com a suspensão das atividades, o cultivo foi abandonado e a plantação está acabando. 52

Atendimento individual - CNJ recebeu 289 queixas. 52

Praça Oito. 53

Cadeiras de rodas fabricadas por presos serão doadas ao HC. 55

Familiares de presos de Niquelândia fazem cursos profissionalizantes. 55

Artesanato de presos é exposto em Rio Verde. 56

Mutirões libertaram mais de 3 mil detentos. 56

Casos de tortura ainda são comuns em vários países do mundo. 57

Ato marca dia mundial de apoio às vítimas de tortura. 58

 


 

02/07/2009

Agência Alagoas

http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia.kmf?cod=8627734

Prefeitos se reúnem na AMA durante conferência livre

 

A Comissão Organizadora da 1ª Conferência Estadual de Segurança Pública (1ª Conseg) esteve reunida com diversos prefeitos, nesta sexta-feira (2), na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), para debater, ouvir sugestões e reclamações sobre segurança pública em seus respectivos municípios. O encontro foi mais uma conferência livre realizada no Estado, evento que é preparatório para a Conferência Estadual, que acontece de 15 a 17 de julho, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Jaraguá. Em Alagoas, o presidente da comissão da Conseg é o vice-governador do Estado, José Wanderley Neto.

 

No encontro com os prefeitos, o secretário-executivo da Conseg, tenente-coronel Marcus Vinícius, lembrou da importância de os prefeitos incentivarem as conferências livres com a população de seus municípios, evento que pode ser realizado até o dia 31 de julho, e que visa a Conferência Nacional, que acontece em agosto, em Brasília.

 

“Com as conferências livres vocês (prefeitos) e a própria comunidade podem elaborar um relatório e enviar as sugestões para melhoria da segurança diretamente para Brasília, por meio do site da Conseg, ou mesmo para a nossa comissão, em Alagoas”, frisou Vinícius.

 

“Pela primeira vez na história do Brasil discutiremos segurança pública sem aquela coisa imposta de cima para baixo. Por isso, é fundamental que toda a sociedade participe”, destacou o secretário-executivo da Conseg.

 

No debate com os prefeitos, um dos temas mais discutidos foi a preocupação com o aumento do tráfico de drogas em várias cidades do Estado, a exemplo do que já ocorre em cidades de maior porte, como a própria capital, Maceió. “Infelizmente, os traficantes são os maiores responsáveis por essa onda de violência que chegou a Alagoas, tendo como principais vítimas os jovens”, ressaltou o vice-presidente da AMA e prefeito de Capela, João de Paula.

 

“A questão das drogas tende a chegar até mesmo naqueles municípios mais pacatos, se não prepararmos devidamente a população, porque a bandidagem está migrando cada vez mais”, completou o prefeito de Atalaia, Chico Vigário.

 

Inscrições - A etapa Alagoas da Conseg pretende reunir cerca de 400 pessoas, sendo 40% da sociedade civil, 30% do poder público e 30% de trabalhadores da área para discutir a política de segurança a ser adotada no Brasil. Os participantes da etapa estadual serão selecionados por meio de inscrição feita no site da Conferência (www.conseg.al.gov.br), a partir da próxima segunda-feira (6).

 

As conferências livres são instrumentos de participação que estimulam a construção de espaços de debates onde os diversos setores da sociedade brasileira podem se expressar, contribuindo para a formulação de princípios e diretrizes de uma nova política nacional de segurança pública.

 

Entidades de qualquer natureza podem organizar e realizar as conferências livres, não sendo necessário solicitar permissão a nenhum órgão do governo. As opiniões são remetidas diretamente ao Ministério da Justiça.

 

O ponto de partida para o debate nacional proposto pela conferência é o texto-base com sete eixos temáticos, que incluem, entre outros assuntos, financiamento e gestão de política pública de segurança; prevenção social do crime e das violências com a construção da cultura da paz; valorização profissional e otimização das condições de trabalho, entre outros.

 

 

02/07/2009

Zero Hora

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2565305.xml&template=3898.dwt&edition=12630&section=1011

Prática abominável

 

A necessidade de reformar gestão e rotinas não exclui, evidentemente, a urgência de buscar os caminhos para devolver ao Senado sua credibibilidade e sua capacidade de trabalhar.

 

A prisão de oito agentes penitenciários suspeitos de terem praticado tortura num detento da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) expõe a resistência de uma prática que, embora mais comumente associada aos tempos de arbítrio, segue incorporada à rotina de muitos presídios no país. O caso investigado pelo Ministério Público surpreende por envolver a mais bem guarnecida prisão gaúcha e por ter se estendido desde abril, quando houve a denúncia, sem ter suscitado qualquer providência firme do poder público no período. Tortura não é uma exclusividade do Brasil, nem do Estado e muito menos da Pasc, mas é crime e um crime abominável, que só pode merecer o rechaço da maioria da sociedade.

 

Infelizmente, a prática subsiste pelo fato de ainda predominar, em alguns meios, a ideia de que muitas vezes não há outra forma de arrancar confissão de suspeito. As estatísticas demonstram, igualmente, que um percentual minoritário mas ainda assim expressivo da população brasileira apoia o castigo físico em casos como o surgido na Pasc, nos quais estava sob investigação o ingresso de celulares nas celas. Ainda assim, essa visão que especialistas costumam atribuir a resquícios dos tempos da escravidão e dos regimes de exceção, até hoje predominante em alguns meios, não pode servir para chancelar casos como o descoberto agora.

 

Prisões, por definição, são espaços para os quais os detentos são levados para cumprir pena, depois de condenados. Isso não significa, obviamente, que os prisioneiros devam ser submetidos a condições de infraestrutura humilhantes como superlotação, sujeira, instalações físicas degradadas e até mesmo maus-tratos.

 

A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), portanto, precisa deixar claro para a população gaúcha, com fatos concretos, que esse se trata de um fato isolado. O Rio Grande do Sul, citado hoje entre os de pior situação carcerária no país, não pode permitir também a sua inclusão no ranking dos que ainda convivem com algo tão vergonhoso e execrável como a tortura.

02/07/2009

Zero hora

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2565910.xml

Pasc ganha reforço de 36 servidores penitenciários e bloqueadores de celulares

 

Susepe fez o anúncio dois dias após a prisão de oito agentes denunciados pelo MP por tortura e falsidade ideológica.

 

O superintendente da Susepe, Mario Santa Maria Jr., anunciou hoje que uma força especial composta de 36 servidores penitenciários do grupo de ações especiais dará suporte à direção interina da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Os servidores começaram a trabalhar hoje na área administrativa e operacional.

 

— Eles darão esse suporte por prazo indeterminado até que nós consigamos colocar em prática novos regulamentos.

 

Santa Maria Jr. também revelou que na próxima semana serão realizados testes com bloqueadores de celulares nas galerias da Pasc. Os aparelhos serão fornecidos e implantados por uma empresa privada de Santa Catarina.

 

— Se conseguirmos implantar os bloqueadores e tivermos sucesso, já está resolvida a questão do telefone celular. Se não conseguirmos, implementaremos o acesso às visitas somente numa galeria que será esvaziada. O visitante não subirá mais dentro da cela.

 

O anúncio foi feito dois dias após a prisão de oito agentes denunciados pelo Ministério Público por tortura e falsidade ideológica. O diretor da Pasc, Vanderlei de Christo Felicidade, foi afastado ontem. Ele é suspeito de omissão no caso de tortura e responde em liberdade. Segundo o superintendente da Susepe, as denúncias ainda não foram repassadas formalmente pelo MP.

 

 

02/07/2009

Zerohora

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2565779.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral

Pombo que levava celular para preso é interceptado no interior de SP

 

Com aparelho preso na barriga, ave nem conseguia voar

Um pombo correio foi interceptado por agentes penitenciários de Sorocaba, a 99 km de São Paulo, na quarta-feira. A ave transportava um celular para um dos detentos de um presídio da cidade

 

O aparelho telefônico estava em uma espécie de mochila, presa na barriga da ave, que não conseguia voar por causa do peso. Além do celular, havia um bilhete com o nome e o número da cela do detento que iria receber o telefone.

 

Essa foi a quarta tentativa na cidade de entregar telefones celulares para presos por meio dos animais. Nas outras vezes, entretanto, os pombos capturados estavam carregando as peças dos aparelhos.

 

Telefone seria entregue para um preso do regime semiaberto, de acordo com a polícia. As informações são do site G1.

 

 

02/07/2009

Portal segurança

http://www.segurancacidada.org.br/

Comunidades do Rio atendidas pelo Pronasci vão discutir ações contra a violência

 

Representantes de 18 comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro atendidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) se reúnem a partir desta sexta-feira (3). O objetivo é discutir ações voltadas à redução da criminalidade e da violência por meio do fortalecimento dos laços comunitários e do exercício da cidadania. Durante a Conferência Livre Rio Cultura de Paz, os participantes vão elaborar propostas que serão levadas à Conferência Nacional de Segurança Pública, marcada para agosto, em Brasília.

De acordo com o coordenador-geral do Pronasci-Rio, Sérgio Andréas, é importante identificar caminhos para que a sociedade civil possa intervir diretamente nos processos e ações de segurança pública no país.

 

?Nesse encontro as comunidades poderão indicar que elementos ligados a esse tema podem ser ainda mais incentivados pelo governo do estado em parceria com o federal, afinal segurança, educação, saúde são problemas das próprias comunidades e é preciso ouvi-las para que, junto com os profissionais, encontremos formas de melhorar a convivência pacífica nesses locais?, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

 

No Rio de Janeiro, o Pronasci, desenvolvido pelo Ministério da Justiça em parceria com governos estaduais e municipais, atende 5,6 mil pessoas, entre jovens e mulheres. Os dois principais projetos são o Mulheres da Paz, que capacita moradoras para identificar em suas comunidades jovens em situação de vulnerabilidade social e encaminhá-los a outras iniciativas do Pronasci, e o Proteção dos Jovens em Território Vulnerável (Protejo), que recebe a maioria desses jovens, oferecendo capacitação profissional.

 

Para Laila Fernandes, de 21 anos, moradora de Macaé, no norte do estado, participar do projeto representa uma chance de não se envolver com o tráfico. ?Eu tenho duas filhas pequenas, a menor tem 10 meses. Eu vivia deprimida, fumava cigarro e andava à toa pela rua, sem muita perspectiva porque não consegui terminar meus estudos. Não cheguei a me envolver com o tráfico, mas essa é uma possibilidade muito próxima dos jovens da minha comunidade. É muito fácil entrar por esse caminho?, disse Laila.

 

Ela frequenta o curso de administração no âmbito do Protejo e faz planos para o futuro. ?Quero me formar e conseguir um emprego para sustentar minhas filhas e dar a elas um futuro?, acrescentou.

 

Já Kelly dos Santos, de 28 anos, resolveu desde o fim do ano passado participar do Mulheres da Paz em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Aos dois meses de gravidez, ela afirma ter esperança de, por meio do projeto, ajudar a transformar a situação de sua comunidade.

 

Espero ajudar a mudar as coisas por aqui, no local onde minha filha vai nascer. É comum vermos jovens com baixa autoestima, que têm relações sexuais antecipadamente e acabam virando pais sem qualquer estrutura, envolvidos com a criminalidade e o tráfico de drogas. Muitos deles só precisam de um pequeno empurrão para mudar de vida e é isso que a gente faz. Somos, na verdade, olheiras do bem?, disse.

 

A Conferência Livre Rio Cultura de Paz será realizada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Nos dias 3 e 4, o debate vai reunir as integrantes do Mulheres da Paz e nos dias 17 e 18, os jovens do Protejo.

 

 

02/07/2009

Portal Segurança Cidadã

http://www.segurancacidada.org.br/

Em Brasília, investigação policial é tema de encontro

 

Os primeiros números de uma pesquisa inédita sobre a investigação policial brasileira serão apresentados no Hotel Nacional, em Brasília. Será durante o seminário Reflexão sobre a Investigação Policial Brasileira Através do Inquérito Policial, que vai até hoje (2). Uma das conclusões é que a burocracia jurídica engessa as investigações e gera a impunidade.

A pesquisa foi encomendada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e coordenada pelo Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio. Desenvolvido por especialistas em segurança de cinco universidades (quatro federais e uma privada), o levantamento durou mais de um ano e foi feito simultaneamente, em quatro estados – Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – e no Distrito Federal por cerca de 60 pesquisadores, orientados por acadêmicos das cinco universidades.

 

O seminário faz parte da programação da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública. O evento é destinado aos filiados da Fenapef e servidores das polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal, universitários gestores de segurança pública, operadores do direito e à sociedade civil organizada.

 

A conferência de abertura do seminário, agora de manhã, será O Inquérito Policial no Brasil: uma Pesquisa Empírica, feita pelo professor Michel Misse, do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana.

 

Fonte: Agência Brasil

 

 

02/07/2009

Agencia câmara

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=137069

Policiais pedem menos rigor em projeto que disciplina sua atuação

Saulo Cruz

 

Luiz Avelar, presidente do Sindicato da PF no DF, criticou rigor nas punições.

Policiais federais e civis do Distrito Federal chamaram a atenção dos deputados nesta quinta-feira para a necessidade de mudanças no Projeto de Lei 1952/07, que altera o regime disciplinar da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal, instituído pela Lei 4.878/65.

 

Na audiência pública de hoje da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), os policiais civis do DF e os federais afirmaram que o projeto, apesar de necessário, "é rigoroso e, por vezes, prejudica a categoria".

 

O projeto, de autoria do Poder Executivo, tem por objetivo "combater a corrupção policial, com respeito às garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa".

 

Demissão ou suspensão

A Polícia Federal já encaminhou sugestão de mudanças no texto ao Ministério da Justiça, que elaborou a proposta. Segundo o delegado Lázaro Moreira da Silva, a PF sugere, por exemplo, substituir algumas penalidades de demissão por suspensão.

O delegado Lázaro Moreira afirma que o projeto é um avanço em relação ao atual regimento

 

Uma das sugestões se aplica ao caso da dívida não saldada pelo policial, que trocaria uma penalidade pela outra.

 

"A demissão não vai resolver o problema da dívida e vai impor um ônus ao servidor e à sua família", explicou Silva. A demissão, na avaliação do delegado, seria utilizada nos casos de envolvimento do policial em atos de corrupção.

 

Prescrição

Outro ponto do projeto criticado pelos policiais foi o prazo de prescrição previsto na proposta, que começa a correr a partir do conhecimento do fato irregular pela autoridade que pode instaurar o procedimento disciplinar.

 

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal, Luiz Cláudio da Costa Avelar, e o diretor geral adjunto da Polícia Civil do Distrito Federal, João Monteiro, criticaram a medida prevista. Na opinião de Monteiro, o sistema estabelece um rigor desnecessário.

 

Já Avelar sugeriu que o prazo de prescrição comece a correr a partir da ocorrência do fato irregular. Ele considera que o texto proposto seria "a pior das hipóteses" aceitáveis, ou seja, a prescrição contando a partir do conhecimento do fato. "Jamais a partir da instauração do processo", acrescentou.

 

Em sua opinião, a lei deve "primar pelo combate à corrupção", mas sem esquecer as garantias do policial como trabalhador. Também presente à audiência, o advogado Pierre Tramontini ressaltou que a proposta praticamente torna imprescritíveis as faltas praticadas por policiais.

 

Omissão nos direitos

Os policiais presentes na audiência criticaram ainda a omissão da proposta em relação aos direitos da categoria. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Distrito Federal, José Werick de Carvalho, afirmou que o Projeto de Lei 1952/07 trata apenas de transgressões e deveres.

 

Para ele, a proposta precisa também proteger o policial no exercício de sua atividade. "Trabalhar apenas em cima das transgressões contraria a própria justificativa do projeto, que propõe sua adaptação às modernas técnicas jurídicas", disse Carvalho.

 

Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, Wellington Luís de Souza, disse que a proposta prejudica a categoria, em vez de fazer justiça. Ele disse que a discussão não deve ocorrer no campo da punição, sem qualquer critério.

 

Wellington criticou o agravamento de penas previsto na proposta, em vez do abrandamento, e disse que a medida gera "desmotivação e engessamento" da atividade policial.

 

Para ele, não é admissível punir com demissão um policial que discutiu com seu chefe imediato, ato caracterizado como insubordinação. "Parece que a justiça não foi colocada nessa discussão", disse.

 

Íntegra da proposta:

- PL-1952/2007

 

Continua:

Deputados: modelo é antiquado, mas policiais devem ser exemplares

 

Notícias relacionadas:

Trabalho aprova normas das polícias Federal e Civil do DF

Segurança aprova normas de conduta da PF e Polícia Civil do DF

 

 

02/07/2009

Portal Segurança Cidadã

http://www.segurancacidada.org.br/

Polícia Federal forma delegados e peritos

 

Acontece nesta quinta-feira (2), a formatura de novos delegados e peritos criminais federais. A solenidade acontecerá na Academia Nacional de Polícia, com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do diretor geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

Serão 124 alunos do Curso de Formação Profissional para Delegados e 217 alunos do Curso de Formação para Peritos Criminais Federais. Eles começaram os cursos de formação em fevereiro.

 

Esta foi a última convocação de candidatos aprovados no concurso público realizado em 2004. Seguindo uma política da direção da PF, a maioria desses policiais será lotada nos estados da Amazônia Legal e em delegacias de fronteira.

 

Fonte: Ministério da Justiça

 

 

02/07/2009

Mj

http://www.mj.gov.br/depen/data/Pages/MJFB3ADAA8ITEMID3B55FD2938A1480AAC3A1B4A27203437PTBRIE.htm

MJ inaugura penitenciária federal em Mossoró

 

Mais uma etapa para a consolidação do Sistema Penitenciário Federal (SPF) será concluída nesta sexta-feira (03) com a inauguração da quarta unidade prisional de segurança máxima em Mossoró (RN) – cidade a 277 km de Natal. A solenidade, às 10h, contará com a presença do diretor do departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, Airton Michels, e do diretor do SPF, Wilson Salles Damazio.

A construção de cinco estabelecimentos penais federais foi a opção encontrada pelo Ministério da Justiça para isolar criminosos de alta periculosidade e evitar que eles continuem atuando e cooptando outros presos. Com essa iniciativa, o Ministério cumpre mais uma determinação da Lei de Execução Penal de 1984.

 

Em funcionamento desde 2006, as penitenciárias federais de Catanduvas (PR) e de Campo Grande (MS) abrigam atualmente 275 presos de diversos estados. Para transferir um detendo do sistema penitenciário estadual para o federal, as autoridades estaduais devem pedir autorização à Justiça. Em junho, foi inaugurada a penitenciária federal de Porto Velho que já conta com 39 detentos.

Toda infra-estrutura das unidades federais foi pensada para que rebeliões, tentativas de fuga e de resgate fossem integralmente descartadas. São 12,7 mil metros quadrados de área construída e capacidade para 208 presos em celas individuais, divididas em quatro alas. A penitenciária também possui 12 celas de isolamento para presos que cumprem o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

 

Para Wilson Damazio, a construção das unidades federais é importante também para a segurança das cidades que abrigam os presídios. “A chegada de uma penitenciária federal muda para melhor a segurança da população. A tranqüilidade será preservada e a sociedade não precisará se preocupar, pois tudo continuará funcionamento bem”.

Equipamentos de segurança de última geração, como aparelhos de Raio-X, de coleta de impressão digital e detectores de metais, são alguns dos instrumentos para garantir que a segurança seja feita de maneira eficiente.

O presídio será monitorado 24 horas por dia por cerca de 200 câmeras de vídeo que enviam imagens em tempo real para duas centrais de monitoramento. - na própria unidade e na central de inteligência penitenciária do Depen, em Brasília

A quinta e última penitenciária federal começa a ser construída ainda este ano, em Brasília (DF). Ao todo, serão investidos mais de R$ 150 milhões nesse projeto.

 

 

02/07/2009

Agencia Câmara

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=137060

Delegado diz que regime disciplinar da PF precisa incluir direitos

 

Saulo Cruz

 

Carvalho defendeu mudanças no projeto que institui o regime disciplinar.

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Distrito Federal, José Werick de Carvalho, afirmou que o Projeto de Lei 1952/07, que institui o regime disciplinar da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal, merece reparos porque trata apenas de transgressões e deveres, e não de direitos. Para ele, a proposta precisa também proteger o policial no exercício de sua atividade.

 

"Trabalhar apenas em cima das transgressões contraria a própria justificativa do projeto, que propõe sua adaptação às modernas técnicas jurídicas", disse Carvalho, em audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

O representante da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Sebastião José Lessa, também defendeu mais segurança jurídica para a categoria. Ele criticou, ainda, a regra sobre prazo prescricional prevista no projeto. Para ele, esse prazo deve correr a partir do conhecimento do fato, e não a partir da instauração do processo.

 

A audiência da CCJ ocorre no plenário 1.

 

 

02/07/2009

Agencia Câmara

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=137062

Projeto de regime disciplinar tem penas excessivas, diz advogado

 

O advogado Pierre Tramontini afirmou que o Projeto de Lei 1952/07 eleva as penas para policiais a "patamares insustentáveis" e considerou inadmissível a exigência de fato novo para a reconsideração de processos. Ele disse, ainda, que a proposta praticamente torna imprescritíveis as faltas praticadas por policiais. O projeto, de autoria do Poder Executivo, institui o regime disciplinar da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal.

 

Tramontini participou de audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que foi encerrada há pouco.

 

Também na reunião, o deputado Celso Russomanno (PP-SP) disse que o modelo disciplinar policial brasileiro é antiquado. Mesmo assim, ele ressaltou que o policial deve ter conduta exemplar 24 horas por dia.

 

Apesar de defenderem a necessidade de mudanças no projeto de lei, os policiais que participaram da audiência consideraram válida a iniciativa de modernizar o regime disciplinar atual, que data da ditadura militar.

 

02/07/2009

Agencia Câmara

http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=137064

PEC proíbe progressão de pena para crimes hediondos

Luiz Alves

 

Pereira: crimes hediondos devem receber punição mais rigorosa.

Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição 364/09, do deputado Valtenir Pereira (PSB-MT), que determina o cumprimento integral da pena em regime fechado nos casos de tortura, tráfico de drogas, terrorismo e crimes hediondos.

 

A proposta restabelece dispositivo antes contido na Lei dos Crimes Hediondos, de 1990, que foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2006. A lei determinava que a pena relativa a esses crimes seria cumprida integralmente em regime fechado, mas o STF considerou que essa norma atentava contra os princípios constitucionais da isonomia e da individualização da pena. O primeiro princípio pressupõe igualdade de tratamento para pessoas na mesma situação, e o segundo estabelece que a pena deve atender as peculiaridades de cada condenado, de forma a propiciar sua ressocialização.

 

O deputado argumenta que o princípio da isonomia consiste em tratar os iguais de maneira igual, e os desiguais de forma desigual, na medida de sua desigualdade. Assim, defende um tratamento mais rigoroso para os condenados por crimes hediondos e assemelhados.

 

Quanto ao princípio da individualização da pena, o deputado argumenta que já está contemplando na Lei de Execução Penal, que prevê o estudo criminológico do preso para o fim de adequação do cumprimento de sua pena.

 

"Apenas o bom comportamento carcerário não significa que o preso está apto a uma boa convivência no seio da sociedade. Conceder a progressão de pena como estímulo ao bom comportamento do delinquente não se justifica a esse tipo de criminoso", afirma Valtenir.

 

Ele argumenta também que crimes dessa magnitude "causam um trauma incurável para a sociedade" e devem receber punição mais rigorosa. Sanções brandas, em sua concepção, "causam sensação de impunidade e estímulo à prática criminosa".

 

O deputado deu a sua proposta o nome de Kaytto, em homenagem ao menino de 10 anos violentado e morto por um pedófilo em Mato Grosso. O autor do crime já havia sido condenado a 46 anos de prisão por violentar e assassinar outro menino de 8 anos, além de violentar e tentar matar outro de 13 anos. Após cumprir nove anos de pena, recebeu o benefício da progressão de pena e passou para o regime aberto.

 

Tramitação

A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

 

 

01/07/2009

Diário Oficial

http://www.fisepe.pe.gov.br/cepe/materias2009/jul/exec07010709.htm

Moda produzida em presídio acalenta sonhos de detenta

 

Mil e quinhentos modelos de vestido de gala, botas, sapatos, bolsas e biquinis produzidos por mulheres que cumprem pena podem ser vistos em exposição na Colônia Penal Feminina do Recife.

 

Na unidade prisional, que integra o Sistema Penitenciário de Pernambuco, a reeducanda Luciene Soares de Oliveira, 40 anos, é reconhecida pelas companheiras pela criação do que chama de “roupas para a noite”. Mãe de um filho, presa há dois anos por tráfico de drogas, Luciene tem uma rotina intensa.

 

Pela manhã e à tarde, ela desenvolve atividades de serviços gerais, atuando na limpeza e manutenção dos pavilhões. Mas é a noite que faz o que mais gosta. “A inspiração das minhas criações vem sempre no período noturno. É quando consigo ficar em paz comigo mesmo e botar no papel as ideias que chegam à cabeça”, afirma.

 

O sonho da reeducanda-artista é sair da cadeia o mais rápido possível e ser reconhecida pelo seu trabalho como estilista profissional. “É uma aspiração antiga. Pode parecer pretensão. Mas acho que tenho talento e com ele quero conseguir um emprego para ter meu dinheiro e ajudar a manter minha família”.

 

O secretário de Ressocialização, Humberto Vianna, diz que os planos feitos pela reeducanda vem ao encontro da política de fortalecimento da inclusão social desenvolvida em benefício dos privados de liberdade. “O Governo do Estado não tem medido esforços no sentido de oferecer qualificação profissional, que é o caminho mais seguro que podemos garantir aos detentos que cumprem penas nas unidades do Sistema Penitenciário de Pernambuco”, ressaltou.

 

A Secretaria de Ressocialização já firmou parceria com 14 empresas privadas, resultando na instalação de oficinas de capacitação profissional de reeducandas da CPFR, por exemplo: Bicicletas ZUMMI - montagem de rodas; Trade Center - embalagens de luvas de multiuso; Imprimar - montagem de caixas; Indapol - embalagens de formas para doces e salgados e brinquedos de plástico para festas; Brastex - estopas e panos de chão e pia, flanelas.

 

A Colônia Penal Feminina do Recife - CPFR - conhecida também como Bom Pastor, funciona em regime fechado e semiaberto.

 

 

01/07/2009

Correio Braziliense / Associação Nacional dos Procuradores da República

http://www.anpr.org.br/portal/index.php?option=com_newsclipping&Itemid=142&task=view&idNoticia=20497&dia=1&mes=7&ano=2009

Atrás das grades

 

Carlos Olavo Pacheco de Medeiros - Magistrado federal (TRF 1ª Região)

 

Um dos mais graves problemas afetos ao poder público, nunca enfrentado com a atenção necessária pelas autoridades competentes, é o que decorre das condições críticas e perversas do nosso sistema prisional. A maioria dos homens comuns ignora o que se passa no interior dos presídios em pleno século 21, em termos de promiscuidade, de falta de assistência material, moral, médica, de condições mínimas de sobrevivência digna para o ser humano.

 

Segundo noticiado por empresa de comunicação on-line, o Conselho Nacional de Justiça deu início em meados do ano passado a inspeções e mutirões carcerários em vários estados da Federação, constatando uma triste realidade de miséria humana, com presos recolhidos e mantidos dentro de contêineres, sem ventilação e sem o mínimo de cuidados de qualidade e higiene que se exigem na alimentação de um ser humano. E mais: superpopulação, falta de água potável, marmitas de plástico, descartáveis, reutilizadas para uma alimentação de péssima qualidade. E o que releva assinalar é que as vistorias não se completam, pela absoluta falta de segurança para quem ali ingresse e possa constatar irregularidades embuçadas, camufladas por detentos e pelos próprios carcereiros. Ali há um verdadeiro quartel de criminosos prontos para fazer eclodir as rebeliões sanguinárias de que tomamos conhecimento de quando em quando pela imprensa escrita e televisada. Há prisões que não comportam mais de 400 ocupantes com uma população carcerária superior a 1,2 mil.

 

Nesse ambiente de opróbrio e de devassidão moral, não há perspectiva de salvação para ninguém. Se a segregação já é em si um vácuo e dele tem horror qualquer ser da natureza, o que não dizer de um isolamento desses marcados pelo abandono, pelo desprezo a todas as regras de respeito à pessoa humana. Por isso, surge com alvíssaras a notícia de que o estado de Minas Gerais construirá o primeiro complexo prisional do país, formado por três unidades destinadas ao regime fechado e duas ao semiaberto, com a previsão de que a obra poderá ser concluída em 30 meses e a capacidade para receber 3.040 sentenciados. Prevê-se uma assistência na área prisional das mais modernas do mundo, desde os cuidados com a inibição de fugas até o caminho da ressocialização dos presos, com oportunidade de trabalho e educação. Os internos terão atividades educativas e culturais, além de receberem aulas em cursos profissionalizantes.

 

É preciso que se tenha consciência do grave problema e de que ele tem que ser enfrentado pelo Poder Executivo, a cujos integrantes tem faltado vontade política para fazê-lo. Julgado e condenado criminoso, o juiz perde-o de vista todo o tempo da execução da pena, porque a partir de então toda a responsabilidade sobre ele passa a ser da administração penitenciária, com a inafastável competência fiscalizadora do Ministério Público.

 

Os mais graves problemas que ocorrem dentro do sistema penitenciário, em grande número de países do mundo inteiro, advêm da má qualidade dos seus administradores, da falta de qualificação moral e intelectual da carceragem, quando se sabe que o arbítrio e os seus abusos nesse ambiente são uma fatalidade humana, se não observados velhos princípios de pedagogia, disciplina e educação moral.

 

Os prêmios e os castigos, as preterições e as preferências, os favores e as perseguições, que se concedem ou denegam, infligem ou prodigalizam na execução das sentenças, são as mais temíveis formas do arbítrio para se exercitar na solidão e no isolamento de um presídio. Sem o preparo de uma administração informada sobre os elementos essenciais do penitenciarismo, sem a investidura de um pessoal idôneo e vantajosamente instruído para o serviço administrativo das prisões, sem a acomodação dos reclusos num ambiente sadio e de comodidade minimamente adequada para o seu acolhimento, o problema explosivo das prisões perdurará indefinidamente, comprometendo o prestígio moral da própria sociedade.

 

Como se vê, trata-se de um problema imensamente complexo, para cujas soluções exige-se muito estudo, espírito público, idealismo e vontade política, qualidades que infelizmente têm faltado àqueles responsáveis pelas questões mais prementes na área dos direitos humanos.

 

 

01/07/2009

SECOM – Secretaria de Comunicação Social / MT

http://www.secom.mt.gov.br/

Senasp realiza 1º Congresso Internacional de Inteligência

 

Integrantes do serviço de inteligência dos Estados Unidos e Alemanha e autoridades policiais de dez Estados brasileiros estarão reunidos a partir desta quinta-feira (02), no Recife (PE), para o 1º Congresso Internacional de Inteligência. Eles deverão repassar conhecimentos para mais de 200 profissionais de segurança pública (policiais civis, militares, agentes penitenciários e bombeiros) de Pernambuco. O evento acontecerá no auditório do Banco Central.

 

O evento é organizado pela Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, através do Centro Integrado de Inteligência de Defesa social – CIIDS, com patrocínio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça.

 

Além dos representantes do Estado já confirmaram presença de profissionais da Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Rio de Janeiro e o Distrito Federal.

 

O congresso faz parte das ações do Programa Pacto Pela Vida, do governo de Pernambuco, que prevê a estruturação humana e material do sistema de inteligência do Estado, através do Programa de Capacitação de Inteligência de Segurança Pública, iniciado no ano de 2007.

 

Durante o evento, que termina na sexta-feira (3), serão apresentadas as tecnologias e as ferramentas disponíveis no âmbito da Inteligência no mundo e experiências exitosas de outros países na padronização das ações e procedimentos.

 

O coordenador geral de Inteligência da Senasp, Régis Limana, um dos palestrantes do evento, afirma que esta iniciativa serve para unificar e qualificar os trabalhos realizados pelos serviços de inteligência em nível federal, estadual e municipal.

 

Também estarão presentes integrantes da comunidade de Inteligência do Ministério Público, Poder Judiciário, Polícia Federal, Rodoviária Federal, Forças Armadas, Secretaria da Fazenda de Pernambuco, Petrobras, Receita Federal, Infraero, Agência Brasileira de Inteligência, Tribunal de Contas de Pernambuco e Banco Central.

 

 

01/07/2009

Zerohora

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2564896.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral

Denúncias de tortura na Pasc levam ao afastamento do diretor da penitenciária

 

Vanderlei de Christo Felicidade vai responder ao processo em liberdade

As denúncias de tortura na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) levaram ao afastamento do diretor da penitenciária. A Susepe nomeou um interventor que assume o estabelecimento até a nomeação de um substituto de Vanderlei de Christo Felicidade.

 

O diretor foi denunciado por omissão no caso de tortura em que oito agentes foram presos. Felicidade é o único que responde o processo em liberdade.

 

Por questão de segurança e a pedido dos advogados de defesa, os agentes foram transferidos do Presídio Central para a Penitenciária de Montenegro, que é vigiada por servidores da Susepe. Além de processo criminal, eles ainda respondem a uma sindicância, que pode resultar na demissão do serviço público.

 

O integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB gaúcha, Ricardo Breier, disse que a Ordem vai acompanhar o caso. Conforme o pedido de demissão dos agentes enviado à governadora haveria fortes elementos sobre o comércio criminoso de celulares na Pasc. Na denúncia, obtida na Justiça de Charqueadas, consta conversa telefônica interceptada pela polícia. Marcelo Machado Cavalheiro, chefe de segurança preso na terça-feira, disse a uma outra funcionária que comprou o produto e iria entregar no acesso principal da Penitenciária. Mais tarde a mulher alertou Marcelo que um agente não envolvido no esquema estaria trabalhando no portão. E por isso Marcelo precisaria camuflar o produto.

 

A possibilidade de Brigada Militar assumir a segurança da PASC não está descartada.

 

 

01/07/2009

Conseg

http://www.conseg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1292:no-es-presas-participam-do-debate-sobre-seguranca-publica&catid=49:noticias-gerais&Itemid=226

No ES, presas participam do debate sobre segurança pública

 

A garantia do exercício da cidadania. Esse foi o sentimento dos mais de 100 participantes da primeira conferência livre do sistema prisional feminino do Espírito Santo, realizado nesta terça-feira (30), em Vitória. Promovido pela Secretaria de Justiça do estado, o evento foi uma preparação para os dias 7 e 8 de julho, quando ocorre a etapa estadual da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) no ES.

 

"Nós temos a oportunidade de lutar por condições melhores. Com a sociedade vendo isso, quem sabe não melhoraremos nossas condições dentro do presídio. Hoje o sistema prisional tem condições escassas, com problemas de estrutura, alimentação. Nós queremos ser tratadas como cidadãs", disse Fabiana Reis, detenta da Penitenciária Estadual Feminina (PEF).

 

 Além de Fabiana, outras 50 mulheres do sistema semiaberto da PEF e da Penitenciaria Regional de Barra de São Francisco (PRBSF) foram levadas das unidades prisionais onde cumprem pena até o auditório da Secretaria de Justiça do Estado, para garantirem a inserção das suas propostas na etapa nacional da 1ª Conseg, marcada para agosto, em Brasília.

 

Regina Miki, assessora especial do ministro da Justiça e coordenadora geral da 1ª Conseg, lembrou que este é o terceiro estado que se propõe a ouvir pessoas que fazem parte do sistema prisional. Porém, pela primeira vez elas saíram do presídio para esse debate. "Nós tiramos o direto de ir e vir dessas pessoas, mas não podemos continuar deixando de garantir direitos fundamentais do cidadão. O sistema prisional no Espírito Santo e em todo o país passa pelos mesmos problemas. Precisamos construir novas alternativas".

 

Márcia Alencar, coordenadora do Programa de Fomento às Penas Alternativas, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), considerou o momento singular pela forma como a sociedade capixaba buscou para construir uma nova política na área da segurança, "sugerindo propostas para a redefinição da política penitenciária, a partir do diálogo com as detentas".

 

Para o secretário da Justiça do Espírito Santo, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, após o debate, as detentas ganharam mais um compromisso. "Nós queremos a contribuição de vocês e é importante que vocês mobilizem outras mulheres do sistema prisional na busca da cultura de paz".

 

Após a cerimônia de abertura, as presas, representantes de movimentos sociais, órgãos governamentais e trabalhadores da área de segurança debateram os Eixos Temáticos 5 e 6 da 1ª Conseg: "Prevenção do crime e das violências e construção da cultura de paz"  e "Diretrizes para o sistema prisional".

 

 

01/07/2009

MJ

http://www.mj.gov.br/depen/data/Pages/MJFB3ADAA8ITEMIDD0B4822475814321B8574EA4FCC9BAEFPTBRIE.htm

Penitenciária Federal de Porto Velho recebe primeiros detentos

 

Inaugurada há duas semanas, a Penitenciária Federal de Porto Velho recebeu os primeiros detentos nesta quarta-feira (1º). Trinta e nove presos de alta periculosidade foram transferidos do presídio Urso Branco, também na capital de Rondônia, para o novo presídios federal.

 

Esses presos são líderes de facções criminosas e contribuíam para uma situação de tensão permanente no sistema penitenciário do estado. Eles respondem por tráfico de drogas, latrocínios, assaltos a banco, homicídios e sequestros.

A operação de transferência contou com o apoio de agentes penitenciários federais, policiais federais e militares de Rondônia, além da Polícia Rodoviária Federal, em um total de 120 homens, apoiados por veículos especiais e um helicóptero.

 

A transferência dos detentos foi executada com o aval da Vara de Execução Penal do Estado e do juiz federal corregedor responsável.

Mossoró

 

Nesta sexta-feira (3), uma nova unidade do Sistema Penitenciário Federal entrará em funcionamento em Mossoró, localizada a cerca de 277 km de Natal (RN). Esta será a quarta unidade do SPF: além de Porto Velho, estão em funcionamento desde 2006 os presídios de Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR).

 

Com a transferência de presos realizada hoje, o SPF abriga cerca de 314 detentos, entre líderes de facções criminosas com atuação no Brasil e no exterior.

 

Desde 2006, o Sistema Penitenciário Federal recebeu presos de quase todas as unidades da federação. Desde então, houve redução de 70% das rebeliões nos estados, segundo o SPF.

 

 

01/07/2009

Conjur

http://www.conjur.com.br/2009-jul-01/mutirao-entorno-distrito-federal-liberou-156-presos

Mutirão no Entorno do DF liberou 156 presos

 

O mutirão carcerário em seis cidades de Goiás, na região conhecida do Entorno do Distrito Federal, resultou na concessão de 156 benefícios de liberdade, segundo o Conselho Nacional de Justiça.

 

Os juízes analisaram 942 processos nas cidades goianas de Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental. Do total de liberdades concedidas, 17 eram de presos já condenados (com pena definida) e 139 de provisórios, que ainda não haviam sido julgados. A cidade de Luziânia mantinha a maior quantidade de processos criminais, 291 casos. Desses, 18 tinham direito à liberdade. As cidades que mais liberaram presos foi Águas Lindas com 40 solturas, seguida de Valparaíso, com 34, e Novo Gama com 21.

 

A região do Entorno do Distrito Federal foi escolhida pelo Tribunal de Justiça de Goiás e o Conselho Nacional de Justiça para a primeira etapa do mutirão de Goiás. As demais Comarcas do Estado receberão o esforço concentrado para análise dos processos criminais entre agosto e outubro.

 

O mutirão carcerário de Goiás contou com a colaboração dos defensores públicos do Distrito Federal e da União. A ajuda foi negociada pelo CNJ e pelo TJ-GO porque Goiás é um dos Estados brasileiros que não tem Defensoria Pública. Ao todo, 12 defensores públicos do Distrito Federal participaram do mutirão. Eles devem participar também da segunda etapa. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

 

 

01/07/2009

Conjur

http://www.conjur.com.br/2009-jul-01/mps-recomendam-providencias-manter-ordem-presidios-ro

MPs recomendam providências para presídios em RO

 

O Ministério Público Federal em Rondônia e o Ministério Público do Estado de Rondônia recomendaram providências a serem adotadas pela Secretaria de Justiça em relação às unidades prisionais de Porto Velho. As exigências incluem o presídio Urso Branco, com problemas de superlotação e higiene.

 

Os dois MPs integram a Comissão Especial Urso Branco, que tem por finalidade coordenar, supervisionar e aplicar as medidas determinadas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. As medidas recomendadas têm por finalidade cumprir as determinações da Corte e também propiciar que se evite distúrbios dentro dos presídios por falta de condições mínimas de higiene, alimentação e dignidade humana.

 

As medidas incluem o fornecimento imediato de kit higiene, com papel higiênico, sabão, creme dental, entre outros itens, para as unidades prisionais Urso Branco, Urso Panda, Colônia Agrícola e penitenciária Ênio Pinheiro. Pela recomendação, o kit higiene deve ser fornecido impreterivelmente a cada 15 dias. No prazo de 30 dias a Sejus deve providenciar reposição dos colchões que estão faltando nas quatro unidades prisionais e também a substituição dos que estão sem condições de uso. A recomendação também dá prazo de 30 dias para o início do fornecimento da quarta refeição aos internos do Urso Branco, com os mesmos itens do café da manhã.

 

A Sejus deverá em 60 dias viabilizar a reforma da área onde atualmente se desenvolve trabalhos artesanais no Urso Branco. Com as obras finalizadas, há planos de iniciar programas de educação para presos.

 

Os representantes dos MPs, o procurador da República Ercias Rodrigues de Sousa e a promotora de Justiça Andréa Waleska Nucini Bogo informaram que o cumprimento de cada uma das medidas deve ser comunicado e esclareceram que o não cumprimento acarretará o ajuizamento de medidas judiciais, inclusive responsabilização de servidores públicos da Sejus.

OEA e o Urso Branco.

 

Em 2007, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) entendeu que o governo brasileiro não foi capaz de garantir a integridade física dos presos de Urso Branco e nem de adotar no presídio as mínimas condições internacionais no trato de custodiados do estado.

 

Em resolução emitida no dia 22 de abril daquele ano, após novo massacre no presídio Urso Branco, em Rondônia, que resultou na morte de 14 detentos, a Corte Interamericana convocou o governo brasileiro, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho e o Centro de Justiça Global para uma audiência pública na sede da Corte.

 

Em janeiro deste ano, a Justiça de Rondônia interditou o presídio. O juiz Sérgio William, titular da 1ª Vara de Execuções e Contravenções Penais, alegou que faltavam kits de higiene, água e colchões. Ele também alertou para falhas na estrutura e para o excesso de detentos. A unidade tem capacidade para 450 presos, mas abrigava mil. Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério Público Federal de Rondônia.

 

 

30/06/2009

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54463

Susepe

Presos de Anápolis recebem kits de higiene bucal

 

O Centro de Inserção Social (CIS) de Anápolis recebeu, nesta terça-feira (30/06), da Coordenação de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde, 400 kits de higiene bucal, contendo escova e creme dental. Os kits fazem parte do projeto Brasil Sorridente, do Governo Federal, e serão entregues aos presos pela Assistência Social do presídio.

 

 

30/06/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54453

Quase metade da população carcerária de Anápolis está trabalhando

 

O Centro de Inserção Social (CIS) de Anápolis alcançou, neste mês de junho, o índice de 45% de ocupação da mão-de-obra. Isso significa que, dos 333 presos que cumprem pena nos regimes fechado e provisório, 151 estão trabalhando. A parceria com a Hering (foto) é a atividade que mais emprega no CIS. Nela, 112 presos trabalham na embalagem e etiquetagem de peças de vestuário (102 homens e 10 mulheres), em uma indústria dentro da própria unidade. Outra indústria, também funcionando dentro do CIS, emprega quatro presos no controle de qualidade de tampas plásticas.

 

De acordo com o supervisor de recuperação de e produção do CIS, Evandes Diogo Miranda, o trabalho é a ferramenta mais eficaz dentro do processo de reinserção social do preso. “É visível a mudança de comportamento dos presos que trabalham. Eles se profissionalizam e conseguem ter mais esperanças de mudanças, de um futuro diferente. É importante darmos essa oportunidade através do trabalho”, completa Evandes.

 

Os outros 35 presos trabalham na produção de artesanato (6), cozinha (10), cantina (2), assistentes de pavilhão (5), serviços gerais (5), limpeza (3), horta e jardinagem (1), e construção civil (3). Desses, 13 são remunerados pelo Estado e 116 pelas indústrias empregadoras. Todos os trabalhadores recebem a remição da pena (um dia a menos na pena para cada três dias trabalhados). Os artesãos fazem sua própria remuneração, a partir da venda das peças.

 

A partir da próxima semana, 12 detentos dos regimes fechado e semiaberto devem começar a trabalhar na construção do prédio do semiaberto da cidade. Uma equipe da Gerência de Reintegração Social da Susepe está fazendo a seleção dos candidatos, por meio de avaliação do comportamento, interesse pelo trabalho e experiência profissional.

 

 

30/06/2009

Portal Segurança Cidadã

http://www.segurancacidada.org.br/

A tecnologia e os riscos por trás das armas não-letais

 

A Guarda Municipal do Rio iniciará agora em julho o uso de equipamentos não-letais no patrulhamento ostensivo no entorno do Leme. A Polícia Militar também já usa algo desse tipo . Mas, afinal, quais tecnologias estão por trás das armas não-letais?

 

O conceito dessa categoria de armamento foi estabelecido nos EUA e na Europa no início da década de 90. São armas especificamente projetadas e empregadas para incapacitar pessoas ou equipamentos, ao mesmo tempo em que diminuem o risco de morte ou ferimentos permanentes, danos indesejáveis à propriedade e riscos ao meio ambiente.

 

As mais recentes armas não-letais sendo desenvolvidas ou testadas pelos governos do Primeiro Mundo primam pelo uso de alta tecnologia nos setores de acústica, plasma, ótica e eletromagnetismo. No entanto, mesmo sendo assim tão hi-tech, esses "engenhos incapacitadores causadores de dor e desorientação" ainda oferecem alguns riscos de lesões e até de morte, o que vem causando protestos e muitas discussões entre grupos de direitos humanos.

 

Diante desses riscos de segurança que estão vindo à tona, o escritório do inspetor geral do Departamento de Justiça dos EUA divulgou em maio de 2009 um relatório (disponível em tinyurl.com/dojreport ) apontando possíveis problemas com as tecnologias empregadas nos dispositivos em fase de projeto. Aliás, em inglês, o termo usado é less-lethal weapons, ou seja, "armas menos letais", em vez de não-letais. Sutilezas da linguagem...

 

De qualquer maneira, que tal conhecer um pouco sobre as não-letais mais usadas atualmente? Vamos lá:

 

TASER: Um dos equipamentos mais conhecidos nessa categoria é o Taser, famosa arma de eletrochoque, muito vista em filmes policiais. Usando nitrogênio comprimido, a pistola atira dardos que se cravam na pele da vítima, aplicando-lhe um choque através de um fino fio condutor elétrico. A arma pode ser usada também sem os dardos, em que se encosta o dispositivo diretamente no corpo da pessoa-alvo, acionando o choque.

 

Em vários países, como o Brasil, apenas autoridades policiais podem possuir um Taser, sendo seu uso proibido para o cidadão comum. Nos EUA, por outro lado, vários estados permitem ao cidadão portar um Taser sem permissão especial.

 

O Taser emite ondas T, que possuem forma de onda parecida com a cerebral e tem ação direta sobre o sistema nervoso sensorial e motor do oponente.

 

O alcance dos dardos do Taser é de até 10,6 m. Para facilitar o histórico de seu uso, a arma possui uma memória digital interna onde ficam registrados a data e o horário dos disparos. O cartucho dos dardos contém cerca de 20 confetes identificadores com o mesmo número serial do cartucho. Os confetes, no momento da deflagração, são liberados na cena do disparo.

 

O fabricante produz também o Taser XREP (eXtended Range Electronic Projectile), projétil sem fio disparado de uma arma calibre 12. Tem efeito de incapacitação neuromuscular com duração de 20 segundos, com alcance de 23 metros. Possui seis eletrodos causadores de choque e circuito eletrônico interno pesando apenas 3,4 gramas, com bateria. Seu invólucro é transparente e sua aerodinâmica de voo é estável.

 

Além do choque convencional, se a vítima, ao sentir a dor do impacto, puser instintivamente a mão sobre o projétil encravado na pele, o dispositivo dispara um forte choque adicional através do braço.

 

ELETROLASER: Outro exemplo de equipamento não-letal é o eletrolaser, desenvolvido para os militares dos EUA. Também é uma arma de eletrochoque mas emprega uma tecnologia mais avançada - e intrigante, tipo ficção científica. O equipamento emite um laser em determinada direção e a energia desse raio quebra os gases atmosféricos em íons, que são pequenas partículas carregadas. Só que isso gera um calor danado, fazendo com que o ar se transforme em plasma, o quarto estado da matéria ( pt.wikipedia.org/wiki/Plasma ).

 

Plasma é um bom condutor elétrico, pois possui baixa resistência. Ele acaba funcionando como se fosse um fio esticado ao longo do raio laser. Se a energia do laser se mantém, então o plasma permanece quente e o canal continua "aberto".

 

Aproveitando esse tubo de plasma, uma fração de segundo depois é emitida uma fagulha elétrica em uma das extremidades. Ela se propaga pelo canal e só não escapa para os lados graças às forças magnéticas geradas pelo fluxo de plasma. Essa fagulha se transforma num pulso elétrico quente o bastante para queimar o oponente, tirando-o de ação. No entanto, a potência da arma é regulável.

 

A empresa americana HSV Technologies desenvolveu um dispositivo assim usando dois feixes de laser ultravioleta de modo a imobilizar seres vivos à distância após poucos milissegundos. A corrente elétrica transmitida por esses raios tem valor próximo ao dos impulsos neuroelétricos que controlam nossos músculos. Ela é imperceptível à pessoa-alvo porque é diferente dos impulsos neurais dela. Em resumo, não dói.

 

Mas a corrente gerada pela arma tem uma taxa de repetição suficientemente rápida para "tetanizar" o tecido muscular. Expliquemos: "tetanização" é o estímulo de fibras musculares usando uma frequência que faz com que contrações individuais se transformem numa contração sustentada. Em suma, o camarada fica durinho da silva. Não é difícil de entender, né?

 

A arma não causa dano à córnea, que absorve as radiações ultravioleta utilizadas - mas, logicamente, se os raios forem focados no olho da criatura durante vários minutos, é claro que vão machucar. De resto, a corrente transmitida é insuficiente para afetar os músculos do coração e do diafragma. Derruba mas não mata. Mas a firma adverte: não se deve apontar essa arma para uma nuvem tempestuosa, já que pode induzir a formação de um raio.

 

Há também uma variante desse implemento usando pulsos eletromagnéticos capazes de interromper o funcionamento de motores e máquinas que usem ignição elétrica. Esses dispositivos foram apresentados em 2002, quando ainda eram apenas protótipos, num artigo da revista "Time" intitulado "Beyond the Rubber Bullet" ("Além da bala de borracha"), que pode ser lido em inglês em tinyurl.com/time2002. A patente do dispositivo variante foi concedida em janeiro de 2009 ( tinyurl.com/pulsegen ).

 

A empresa Applied Energetics também desenvolve eletrolasers, mas para outra finalidade. Desde 2005 vem criando aparelhos de laser-plasma para neutralizar dispositivos explosivos improvisados. Envolvida num programa secreto de desenvolvimento bancado pela JIEDDO (Joint Improvised Explosive Devices Defeat Organization) e atendendo os fuzileiros dos EUA.

 

LRAD: Outro tipo de armamento não-letal é o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD - Long Range Acoustic Device), que emite uma onda sonora de alta energia. O som emitido tem 150dB (decibéis) mas consegue reter um nível de 100dB em distâncias de até 500 metros. Só para termos uma ideia, o limite de dor para o ser humano é de 130 dB, sendo 150 dB equivalente à pressão sonora do ruído de um avião a jato a 30 metros de distância.

 

O feixe sonoro do LRAD é concentrado num ângulo bem fechado, permitindo que a emissão seja mirada contra um alvo específico - o ouvido do mau elemento, claro, que vai ficar zureta.

 

O LRAD foi inventado pela American Technoloy Corporation também por encomenda das forças armadas dos EUA, depois que o navio USS Cole foi bombardeado por um bote suicida no Iêmen, em 12 de outubro de 2000. Além da função bélica, o LRAD também é usado para comunicações em áudio a grande distância e com alta nitidez sonora.

 

A equipe da SWAT da cidade de Santa Ana, na Califórnia, usou um LRAD para persuadir uma gangue a sair do esconderijo. Imaginava-se que eram apenas três suspeitos mas, depois apontar o LRAD, dez sujeitos que abandonaram a casa. Ou seja, o treco funciona que é uma beleza.

 

A polícia de Nova York usou o LRAD durante os protestos de 2004 durante a Convenção Nacional do Partido Republicano e em distúrbios em Times Square na virada do Ano Novo.

 

Um dos mais avançados modelos do LRAD, o 1000X, foi usado pela Marinha japonesa em abril de 2009 para evitar um ataque de piratas contra um petroleiro de Cingapura na costa da Somália. Respondendo a um SOS, o destróier japonês Sazanami usou o dispositivo para projetar uma advertência vocal em altíssimo volume em direção às lanchas dos piratas, afugentando-os.

 

ACTIVE DENIAL SYSTEM: O ADS é um dispositivo que direciona ao alvo uma radiação eletromagnética na faixa de microondas, à frequência de 95 GHz. As ondas emitidas aquecem as moléculas de água da pele humana a até 55C em menos de dois segundos, gerando sensação de calor extremo, mas sem queimar de verdade. O alcance da emissão é de cerca de 500 metros, podendo penetrar agasalhos grossos, atingindo até 0,4 mm de profundidade na pele, o suficiente para alcançar as terminações nervosas. Deve doer pacas.

 

Segundo o fabricante, o efeito doloroso é imediato mas cessa quando o ADS é desativado. Mas cobaias humanas relataram que a dor perdura por horas. Outro porém é que, se a vítima estiver encurralada, o ADS pode causar queimaduras se for aplicado por vários segundos.

 

Uma limitação quanto ao alcance é que as ondas não atravessam paredes. O ADS foi desenvolvido para os fuzileiros navais americanos pelo SSA (Security and Safety Performance Assurance), do Departamento de Energia dos EUA, que patrocinou o Sandia National Laboratories e trabalhou em conjunto com a empresa Raytheon e com o AFRL (Air Force Research Laboratory).

 

DAZZLER: O Dazzler é uma arma que empresa um foco de luz de alta intensidade gerado por laser, para causar cegueira ou desorientação temporárias. Vem sendo usado pelos militares americanos no Iraque.

 

Um dos modelos adotados é o CHP Laser Dazzler, fabricado pela LE Systems. Ele usa um laser verde com potência de 500mW (miliwatts). O raio laser se expande num clarão, gerando um ofuscante fulgor verde capaz de penetrar fumaça e nevoeiro com um alcance duas vezes maior que o da luz branca normal. É apresentado em três formas: do tamanho de uma caneta (com alcance de 200 metros), na forma de uma lanterna de mão (500 metros) e montado em um rifle (dois quilômetros).

 

Outra arma parecida é o PHaSR (Personnel Halting and Stimulation Response), nome que lembra a pistola de raios do seriado Jornada nas Estrelas. Foi desenolvida pela ScorpWorks, uma unidade do laboratório de pesquisas da Força Aérea americana. É um rifle com design futurista que usa um sistema laser de duas cores e também ofusca a vítima.

 

Fonte: O Globo

 

 

30/06/2009

Portal Segurança Cidadã

http://www.segurancacidada.org.br/

PF lança projeto para revolucionar técnica de retrato falado

 

A técnica de retrato falado é uma ferramenta fundamental na identificação de criminosos e desaparecidos nas investigações policiais em todo o mundo. Para conferir mais precisão e rapidez a este trabalho, a Polícia Federal lança nesta terça-feira (30), às 9 horas, em Brasília, um novo sistema de identificação por retrato falado totalmente digital – o Projeto Horus.

A partir do projeto, será criado um banco de imagens coloridas de alta definição que terá à disposição um conjunto de técnicas de equalização de tons de pele, inserção de marcas corporais, acessórios, projeções  de envelhecimento e simulação de disfarces. A sofisticação do sistema permite a confecção de um retrato falado com qualidade fotográfica.

 

O projeto é desenvolvido por papiloscopistas, policiais federais e servidores administrativos do Instituto Nacional de Identificação. A cerimônia de lançamento contará com a presença do diretor geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

 

Fonte: Ministério da Justiça

 

 

30/06/2009

Portal Segurança Cidadã

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Detentas do ES participam de conferência de segurança pública

 

O processo de participação da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) está mobilizando os mais variados segmentos da sociedade para o debate sobre o tema. Em Vitória (ES), cerca de 50 detentas da Penitenciária Estadual Feminina e da Penitenciária Regional de Barra de São Francisco participarão de uma conferência livre nesta terça-feira (30), às 14 horas, no auditório da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger).

O evento faz parte das etapas preparatórias da 1ª Conseg. As sugestões das presas serão incluídas no relatório a ser votado na Conferência Nacional, que ocorre em agosto, em Brasília, e vai definir princípios e diretrizes de uma política nacional de segurança pública. Além das conferências livres, que podem ser organizadas por qualquer grupo ou entidade, o processo inclui conferências estaduais, municipais e virtual.

 

Pela manhã, integrantes da Secretaria de Justiça do Estado apresentarão os temas que estão sendo discutidos na Conferência. Os debates começam às 14h, no auditório do edifício da Seger. Entre os temas discutidos, estão as novas diretrizes para o sistema prisional e a prevenção social do crime.

 

A assessora especial do ministro da Justiça e coordenadora geral da 1ª Conseg, Regina Miki, e a coordenadora geral do Programa de Fomento às Penas e Medidas Alternativas do Ministério da Justiça, Márcia de Alencar, participarão do evento. “A 1ª Conseg está dando voz a quem não tinha possibilidade de expressão, criando oportunidades e resgatando a dignidade das pessoas”, aponta Regina.

 

O secretário estadual da Justiça, Ângelo Roncalli Barros, afirma que, no Espírito Santo, o número de mulheres presas vem crescendo mais rápido do que a média nacional, principalmente em razão do tráfico de drogas. “Vamos envolver essas mulheres neste debate que é nacional. Queremos ouvir suas sugestões, além de proporcionar o exercício da cidadania”, explica.

 

A diretora de Ressocialização do Sistema Prisional do Espírito Santo, Quésia da Cunha Oliveira, também destaca a oportunidade inédita criada pela 1ª Conseg. “A criminalidade hoje é um fenômeno complexo e crescente, principalmente entre as mulheres. Essa conferência nos deu a oportunidade de estabelecer um debate a partir da visão de quem teve a liberdade ceifada”.

 

Fonte: Ministério da Justiça

 

 

30/06/2009

Conseg

http://www.conseg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1288:taquara-rs-define-propostas-por-mais-seguranca-publica-&catid=49:noticias-gerais&Itemid=226

Taquara (RS) define propostas por mais segurança pública

 

    

Comunidade quer ações preventivas a acidentes de trânsito e integração entre órgãos de segurança 

 

A comunidade de Taquara quer ações preventivas a acidentes de trânsito, integração entre os órgãos de segurança e melhor qualificação e remuneração dos policiais. As propostas constam no documento aprovado por mais de 200 participantes da 1a Conferência Municipal de Segurança Pública, promovida pela prefeitura, Câmara de Vereadores e Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (Consepro), que teve início na sexta-feira (26) e terminou sábado (27) pela manhã, na escola profissional Unipacs. Ao todo, sete princípios e 21 diretrizes serão encaminhados à Conferência Nacional, a ser realizada em agosto, em Brasília.

 

O documento será acompanhado de duas moções: uma que pede a reavaliação do símbolo da conferência e outra solicita agilidade das autoridades federais para incluir o município como território do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Conforme o coordenador geral da conferência municipal, o vice-presidente da Câmara, Cláudio da Silva Rocha, os encontros ocorrem em todos os municípios. "As propostas serão recolhidas para construir políticas de segurança pública."

 

As propostas foram resultado da discussão de sete eixos temáticos: Gestão Democrática, Controle Social e Externo, Integração e Federalismo; Financiamento e Gestão da Política Pública de Segurança; Valorização Profissional e Otimização das Condições de Trabalho; Repressão Qualificada da Criminalidade; Prevenção Social do Crime e das Violências e Construção da Cultura da Paz; Diretrizes para o Sistema Penitenciário; Diretrizes para o Sistema de Prevenção, Atendimentos Emergenciais e Acidentes. 

Fonte: Diário de Canoas

 

 

30/06/2009

Conseg

http://www.conseg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1290:rs-mil-pessoas-irao-participar-da-conferencia-estadual-de-seguranca-publica&catid=49:noticias-gerais&Itemid=226

RS: Mil pessoas irão participar da Conferência Estadual de Segurança Pública

 

Número de inscritos superou expectativas do governo estadual e chegou a 1,4 mil, mas limite de vagas é mil. Etapa estadual irá definir prioridades dos gaúchos para a etapa nacional, que acontece em agosto em Brasília.

 

Inicia na próxima sexta-feira (03) a Conferência Estadual de Segurança Pública, no centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre (RS). No evento, representantes dos governos estadual e municipais, de trabalhadores, do Judiciário e da sociedade civil irão discutir as prioridades gaúchas para o setor. As medidas votadas serão levadas para Brasília em Agosto, quando ocorre a etapa nacional.

 

O secretário-adjunto da Secretaria Estadual da Segurança Pública, Rubens Edison Pinto, diz que a organização da conferência está praticamente finalizada. O que falta ainda é definir a seleção dos inscritos, já que 1,4 mil pessoas e entidades se cadastraram, mas o limite é de mil vagas.

"A expectativa aqui no RS foi das melhores possíveis. Estávamos com medo de não conseguirmos atingir o teto [de inscritos]. Agora vamos ter que verificar como vamos fazer essa parte [seleção dos inscritos] devido à limitação. Quarenta por cento ficará com a sociedade, 30% com os trabalhadores da segurança pública e 30% com os gestores. Somos obrigados a cumprir esse percentual", diz.

 

A abertura da conferência ocorre na sexta-feira com a presença de autoridades. No sábado (04), acontecem os debates nos grupos temáticos que são determinados conforme as prioridades escolhidas pelo participante no momento da inscrição. A conferência é organizada em sete eixos, que abordam assuntos como a gestão da segurança pública, financiamento, valorização profissional, sistema carcerário, repressão à criminalidade e prevenção social dos crimes.

 

No domingo (05), os delegados, que serão em torno de 700 pois os gestores não votam, irão definir os sete princípios e as 21 diretrizes a serem levadas pelos gaúchos para a conferência nacional. Também serão escolhidos os delegados que representarão o estado em Brasília.

O vice-presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm), Luiz Felipe de Oliveira Teixeira, diz que a valorização salarial dos trabalhadores e o plano de carreira são as prioridades da categoria. Ele também destaca a participação da sociedade civil no debate, que acredita que será qualificado.

 

"Embora o cidadão não tenha o conhecimento técnico, não tenha o conhecimento teórico, ele conhece a prática, principalmente nos municípios. Quem mora nos municípios, quem está ali onde acontece a criminalidade, onde o Estado está ausente, é o cidadão", argumenta.

Fonte:Fonte: Chasque Agência de Notícias

 

 

30/06/2009

Conjur

http://www.conjur.com.br/2009-jun-30/mutirao-carcerario-joao-pessoa-comeca-proximo-dia

Mutirão carcerário em João Pessoa começa dia 6

 

O mutirão carcerário na Vara de Execuções Penais (VEP) de João Pessoa terá início no dia 6 de julho. A data foi definida nesta segunda-feira (29/6), durante reunião do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Luiz Silvio Ramalho Júnior, com o juiz-auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça e coordenador do mutirão carcerário, Erivaldo Ribeiro dos Santos.

 

Serão convocados para o mutirão dez juízes, 15 servidores, 15 defensores públicos e cinco promotores. “O tribunal dará o suporte necessário para o bom desenvolvimento dos trabalhos”, garantiu Ramalho Júnior.

 

O mutirão tem o propósito de revisar todas as prisões, seja de presos condenados ou provisórios. “É um trabalho artesanal de reexame caso por caso. É bom deixar claro que não se trata de processos acumulados e sim de uma revisão de todos os feitos que tramitam na vara. Na Paraíba, são quase 9 mil presos e grande parte desses processos está em dia. Alguns devem está com benefícios atrasados”, explicou o coordenador do mutirão, Erivaldo Ribeiro dos Santos.

 

A equipe de juízes e servidores que vai trabalhar no mutirão será montada pelo TJ-PB. “O CNJ não interfere nesse tema, que faz parte da administração do tribunal e de sua competência jurisdicional. Agora, terá um juiz-auxiliar da Presidência do Conselho que vai acompanhar e coordenar os trabalhos no estado, mas ele não decide. Apenas participa da organização", esclareceu Erivaldo Ribeiro. No final do mutirão, o CNJ vai preparar um relatório, com detalhes de todos os benefícios concedidos aos presos. O mutirão carcerário já foi feito em Tocantins, Rio de Janeiro, Pará e Piauí. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

 

 

30/06/2009

Direitos humanos

http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5263&Itemid=1

Entidades contra a redução da maioridade penal     

 

As entidades ligadas ao projeto Criança e Adolescente: Prioridade no Parlamento estiveram no dia 17 de junho na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania - CCJ do Senado para protestarem contra a Proposta de Emenda Constitucional 20/99, que propõe o rebaixamento da idade penal em alguns casos para os dezesseis anos e a emenda apresentada a ela, pior do que o soneto, que não estabelece limite de idade para a imputabilidade penal, deixando o estabelecimento da pena a critério do juiz. 

 

INESC

O que estava em votação era apenas a emenda, visto que a PEC 20/99 já teve sua constitucionalidade acatada e segue para o Plenário. Por isso, foi apresentada uma carta, assinada por inúmeras instituições, que apresenta motivos para a rejeição da medida e demonstra aos senadores que o movimento social está atento e mobilizado contra essa medida que retira direitos garantidos na Constituição.

 

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) leu alguns dos argumentos apresentados pelos parceiros do projeto Criança e Adolescente: Prioridade no Parlamento. Em sua fala, o senador se posicionou fortemente contrário à PEC Nº 20 de 1999, bem como a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). “É inegável que existem adolescentes envolvidos no narcotráfico, mas eles são muito mais vítimas do que causadores da violência” destacou Mercadante.

 

A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) enfatizou a importância do fortalecimento de políticas públicas que atendam crianças e adolescentes. “O ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] não está falido. As políticas públicas para a juventude é que estão falidas”, enfatizou a senadora.

 

Além do INESC (Instituto de Estudo Socioeconômicos), CONANDA (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), assinam a carta o FNDCA (Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e todas as entidades que o compõe, a ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e o CONJUVE (Conselho Nacional da Juventude).

 

 

30/06/2009

Susepe

http://www.agenciaprisional.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54465

Servidores da unidade prisional de Caldas Novas receberão assistência social e psicológica

 

A partir da próxima semana, os voluntários que prestam assistência aos presos da Unidade Prisional de Caldas Novas, unidade administrada pela Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe), assistirão também os familiares dos detentos e os servidores do presídio. O objetivo é acolher todos os indivíduos ligados ao sistema prisional da cidade, por meio de assistência social, e minimizar os reflexos causados pelo ambiente.

 

De acordo com o diretor da unidade, Alexandre Fidelis Rosa, o estresse é a doença de maior incidência entre os servidores do sistema penitenciário. “O clima dentro de uma cadeia é tenso. Trabalhamos com pessoas de todo tipo e isso causa preocupações que, muitas vezes, afetam as famílias dos agentes, pois são levadas para casa. Uma assistência psicológica ou religiosa com certeza ajudaria a melhorar as condições de trabalho”, explica Alexandre.

 

A primeira ação a ser realizada é um levantamento sobre as necessidades de cada indivíduo e de seus familiares. Depois, eles receberão atendimento pela própria equipe de voluntários ou serão encaminhados para instituições parceiras. Dentre as áreas de atendimento constam apoio psicológico, tratamento de dependência química e profissionalização. Esse último já com três cursos gratuitos agendados para iniciar na próxima semana. São eles: preservação ambiental, hospitalidade e ajudante de cozinha. As inscrições estão abertas para servidores, presos e familiares. Informações pelo telefone (64) 3453-4161, com Eliana.

 

Atualmente, trabalham na unidade prisional 15 voluntários de instituições como Conselho da Comunidade, Conselho Penitenciário, Assembléia de Deus, Pastoral Carcerária, Igreja Reviver para Cristo, Alcoólicos Anônimos e Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas).

 

 

29/06/2009

Conseg

http://www.conseg.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1271:jovens-do-df-apontam-novos-caminhos-para-a-seguranca-publica&catid=49:noticias-gerais&Itemid=226

Jovens do DF apontam novos caminhos para a segurança pública

 

No último sábado (27), mais de 100 jovens do Distrito Federal trocaram o dia de descanso para debater um assunto que diz respeito a todos brasileiros: as causas e consequências da violência. Eles se reuniram na Câmara Legislativa, em Brasília, para realizar uma etapa preparatória livre da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg).

 

A programação começou às 8h30 e incluiu palestras sobre cultura de paz, voluntariado, medidas socioeducativas e o papel da sociedade civil nas ações dos governos, além de trabalhos em grupo. Ao final do evento, por volta das 18h, os participantes definiram os princípios e diretrizes que, na opinião deles, devem orientar a construção de uma política de segurança para o país.

 

A integração entre polícia e comunidade por meio de projetos sociais e o planejamento participativo na implementação de políticas públicas figuram entre os seis princípios mais votados pelos jovens. Ao todo, eles formularam oito diretrizes. Em primeiro lugar, com 30 votos, foi defendida a promoção de programas de assistência psicológica para os profissionais de segurança pública. A finalidade, segundo os conferencistas, é melhorar o relacionamento entre a polícia e o cidadão.

 

"Às vezes, o policial julga a gente até pela roupa que a gente usa e erra na abordagem. Porque não podemos nos aproximar, trocar ideias, ser amigos e bater um futebol juntos?", indaga Daniel do Carmo, de 14 anos.

 

Em seguida, com 31 votos, os jovens aprovaram a diretriz que sugere "a continuidade de projetos sociais voltados à prevenção do crime e da violência nas comunidades". A jovem Maria Lícia, de 16 anos, acredita que o poder de mobilização é o principal vetor das transformações sociais. "Eu espero que esta Conferência abra espaço para a comunidade participar mais ativamente do processo de decisão. Ninguém é melhor para decidir o que a minha comunidade precisa do que eu, que moro nela", sustenta.

 

 Policial militar há 10 anos, Aderivaldo Cardoso (foto) fez questão de participar da conferência livre. "Eu também já fui adolescente e cresci na periferia. O que eu sempre pensei é que não queria ser igual à polícia que me parava nas ruas nessa época", disse.

 

"Quando eu era mais novo minha namorada ficou grávida e eu vi o curso da polícia como oportunidade para sustentar minha família. Durante este curso eu tive contato com a filosofia de policiamento comunitário, que estava iniciando no Brasil, e me apaixonei", conta Aderivaldo, que aprofundou o tema de polícia comunitária em curso de pós-graduação realizado por meio da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp). "Eu sempre militei em movimentos sociais e aproximar a polícia e a comunidade era tudo o que eu queria".

 

O ponto de vista de Aderivaldo instigou os jovens, que aproveitaram a oportunidade para fazer perguntas e aprender mais sobre a polícia. O participante Willian Wesley, de 19 anos, chegou à conclusão de que, se por um lado, a polícia julga o jovem pelo que ele veste, por outro, a população também tende a julgar a polícia pela farda e não consegue enxergar o policial como um cidadão. "A polícia tem que chegar na gente sem ser por este método de rotina que é o 'baculejo'. O que deixa tudo mais difícil é a falta de diálogo", sustenta Willian, que é morador de Itapoã - localidade conflagrada pelo governo federal como um Território da Paz, que reúne diversas iniciativas de combate e prevenção à violência do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

 

Caminho é o diálogo

 

Ainda pouco acostumado a participar de discussões como a da Conferência, o jovem Rogério J.A, que cumpre medida socioeducativa no Centro de Internação de Adolescentes de Planaltina (Ciap), venceu a timidez e contou um episódio vivenciado há poucos dias, quando foi liberado para visitar a família.

 

"Eu tô um pouco nervoso e tem até um policial aqui. Mas estes dias mesmo eu saí de casa só para ir até a esquina comer um cachorro-quente e chegou um pessoal que começou a fumar maconha perto de mim. Eu não ia dizer para os meus amigos 'olha, não fuma perto de mim'. Chegou a polícia e bateu em todo mundo. A atitude da polícia podia ser a de conversar, perguntar para o jovem o porquê de ele estar nesta vida, como é a família dele".

 

Mesmo tendo experiências negativas com a polícia, na avaliação de Rogério, o policiamento comunitário foi o assunto mais interessante do dia. "Eu nunca tinha ouvido falar no policiamento solidário. Acho que a polícia precisa entender o nosso lado e a gente também precisa entender o lado dos policiais. Eles têm os problemas deles. Muitas vezes vão trabalhar estressados até pela situação de ter que lidar com bandido. Essa relação da polícia com o jovem precisa melhorar".

 

Rogério acredita que o diálogo é melhor caminho para alcançar essa condição. "Eu nunca tinha participado de nenhuma reunião com este aspecto e eu gostei muito. Quem me convidou foi o diretor do Ciap e a monitora que coordena uma oficina de reintegração lá. Ironicamente, foi no Ciap que eu aprendi que posso ser alguém na vida. Lá dentro encontrei pessoas com quem eu posso conversar sobre assuntos diferentes. São pessoas que acreditam em mim mais do que eu mesmo acreditava". 

 

Mídia mais democrática

 

A inquietação dos jovens com o que consideram monopólio e a falta de controle social do sistema de radiodifusão permeou os debates e alçou a diretriz "propiciar e estimular a criação de meios de comunicação para valorizar as ações positivas da comunidade" para o terceiro lugar na lista de prioridades da conferência. 

 A participante Maria Lícia (foto) explica esta posição: "Eu moro no Vale do Amanhecer e lá só aparece na mídia quando acontece algo de ruim, mas nós também temos muitas iniciativas boas. Essa falta de visibilidade das ações positivas diminui a auto-estima dos moradores e gera muito preconceito com quem é de lá. Eu, por exemplo, já percebi que fica mais difícil conseguir um estágio a partir do momento que eu digo que moro no Vale".

 

Na opinião dela, a comunidade precisa buscar alternativas para divulgar suas ações. "Se a grande imprensa não está dando valor para a gente, precisamos encontrar outros meios para mostrarmos o que estamos fazendo de bom na nossa vila. Se nós não construirmos nossa imagem, os outros lá de fora vão construir e essa imagem que eles fazem da gente tem mais alcance e vai prevalecer", argumenta.

 

Outro problema apontado pelos participantes nesse campo é o excesso de violência veiculado por jornais, rádio e canais de tevê. Na avaliação do grupo, a cobertura jornalística faz deste assunto um espetáculo, promove a sensação de insegurança e contribui para a criação de estigmas na sociedade.

 

Próximos passos

 

A expectativa geral dos jovens é de que a 1ª Conseg resulte em mudanças  efetivas para a população. "Nós trabalhamos muito para este evento acontecer. O que mais me surpreendeu foi a disponibilidade do pessoal de acordar cedo e participar. Eu mesma acordei 5h30 da manhã para chegar aqui e arrumar tudo. Acredito que todo mundo que veio saiu daqui melhor do que entrou. Foi um debate muito importante", diz Joyce Macedo (foto), de 19 anos, moradora do Vale do Amanhecer.

 

Willian Wesley compartilha da mesma opinião e defende que as sugestões colhidas no evento tenham repercussões práticas. "Essa atividade de hoje foi uma forma de mostrar para os jovens que a nossa opinião tem algum valor, que o que a gente pensa pode ter um resultado maior do que nós somos hoje e que a nossa união pode transformar não só o presente, mas também o futuro das próximas gerações", ressalta.

 

O futuro é justamente a maior preocupação do participante Rogério J.A, que finaliza sua pena no Ciap no próximo semestre. "Por enquanto, eu volto pra casa a cada 15 dias. Depois, vai ser a cada fim de semana. Faltam cinco meses para eu ser totalmente liberado. Agora estou com a mente aberta e já tenho outros projetos. Futuramente eu quero um trabalho, um curso, alguma coisa que possa me dar uma realidade melhor do que cadeia ou caixão. Antes eu pensava em dinheiro, poder, drogas e nos amigos que andavam comigo".

 

De acordo com Rogério, a conversa com esses amigos ainda é um entrave. "A minha relação com eles tá meio estranha. Eu ainda não me posicionei no lugar certo. Minha vida que eu tinha anterior, ela tá lá. Se eu quiser arma e droga, tá à disposição. Sempre é mais fácil encontrar isso do que encontrar um trabalho, uma oportunidade, paz e tranquilidade. Uns camaradas já me ofereceram várias coisas, eu desconverso ou digo que vou pegar depois, para não deixar sem resposta. Muitos amigos meus já morreram, outros estão presos e uns já mudaram de vida, porque isso também acontece. Mas eu ainda não sei direito. Não sei como vai ser. Ainda estou planejando o meu futuro".

 

Ao final das discussões, em clima de descontração, os jovens foram para casa num ônibus fretado pela organização da conferência livre. Do lado de dentro, um violão embalava as vozes pelos hits da banda Legião Urbana: "E há tempos são os jovens que adoecem./ Há tempos o encanto esta ausente./ Há ferrugem nos sorrisos./ E só o acaso estende os braços/ A quem procura abrigo e proteção./ Meu amor,/ Disciplina é liberdade./ Compaixão é fortaleza./ Ter bondade é ter coragem./E ela disse: - lá em casa tem um poço mas a água é muito limpa".

 

Para mais informações, acesse a Rede de Juventude do DF:

www.rededejuventude.ning.com

 

 

29/06/2009

SECOM/MT

http://www.secom.mt.gov.br/ng/conteudo.php?sid=52&cid=51990&parent=52

Comando da Polícia Militar discute projetos de Segurança Pública com senadora Serys

 

PATRÍCIA NEVES

Assessoria PM/MT

 

Reunião do Alto Comando da PM, com a Sen. Serys Marli.

 

A senadora Serys Slhessarenko, 2ª vice presidente do Congresso Nacional, participou nesta segunda-feira (29.06) de uma reunião com o comando da Polícia Militar. Por mais de uma hora, a senadora debateu com o comandante geral da Instituição, coronel Antônio Benedito Campos Filho, quanto aos Projetos de Leis (PL) e Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que tramitam no Congresso e que dizem respeito às instituições militares no Brasil, e também sobre a segurança pública de maneira geral. As discussões foram propostas pela Casa Militar. Já conheceram os projetos os deputados federais Homero Pereira e Carlos Abicalil.

 

Durante a visita, o corregedor geral da PM, coronel Jorge Catarino Moraes, fez a apresentação sobre as PECs e PLs em tramitação. “O que nós queremos com isso é abrir para discussão. Temos diversos pontos polêmicos e uma avaliação aprofundada de cada um desses tópicos deve ter uma avaliação aprofundada”, diz ele.

 

Quanto aos projetos que prevêm a instalação de guardas portuárias e de sistema prisional, Serys afirmou entender que as Polícias Civil e Militar é que devem ser qualificadas para que, cada vez mais, estejam preparadas para o atendimento. "É vontade do presidente Lula que a Segurança Pública seja uma das prioridades no país”.

 

Ela avaliou ainda que o país tem investido no debate sobre o tema, prova disso será a realização da 1ª Conferência Nacional Sobre Segurança Pública (Conseg) que ocorrerá em agosto. “’É importante que se trabalhe para unificação das ideias”. A senadora manifestou o respeito pelos 6,8 mil homens e mulheres que atuam na Instituição. “Claro que enfrentam problemas, mas é uma tropa muito grande e está sucetível a erros, mas hoje a polícia que vejo, a polícia que temos é cidadã, é amiga”.

 

O comandante geral da PM, coronel Campos Filho, agradeceu a visita e ratificou que o modelo de policiamento comunitário empregado pela PM no Estado já recebeu inúmeros elogios de Instituições co-irmãs, assim como da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

 

Participaram da reunião, a comandante geral adjunta da PM, coronel Lílian Vieira Tereza de Lima, o secretário adjunto da Casa Militar, tenente coronel Genilson Antonio Secchi de Avila, o comandante regional I, coronel Joelson Sampaio, o comandante adjunto do CRI, tenente coronel Manoel Santos, além de oficiais da PM.

 

 

29/06/2009

Jornal do Commercio

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/06/29/not_336762.php

Novas unidades vão ter área para gays e lésbicas

 

Diante das reclamações dos homossexuais que estão no sistema penitenciário pernambucano, a Secretaria-Executiva de Ressocialização (Seres) já estuda a possibilidade das novas unidades prisionais do Estado contarem com espaços exclusivos para o terceiro sexo. O objetivo é evitar as humilhações e o preconceito protagonizado pelos companheiros (as) de cárcere.

 

Para o secretário Humberto Viana, o que se vê atualmente em todo o mundo é que o ideal é se tratar os internos por diferentes padrões, como idade e periculosidade. “Essa questão da homossexualidade também já vem sendo aventada sim. Temos uma perspectiva de colocar esse espaço próprio para os homossexuais nas novas unidades que serão inauguradas”, explica.

 

Até o fim do ano, de acordo com a Seres, deve ser iniciada a construção de um presídio com capacidade para 3,1 mil detentos em Itaquitinga, na Zona da Mata, e um outro para jovens de 18 a 25 anos com 440 vagas em Tacaimbó, no Agreste, além de uma unidade feminina que será inaugurada nos próximos dias em Paulista, no Grande Recife. As três unidades, segundo Viana, já devem ter espaço separado para os homossexuais.

 

Esse tipo de experiência já está sendo testada de forma pioneira em Minas Gerais, no Presídio de São Joaquim de Bicas, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A unidade masculina, inaugurada no início do ano, conta com um pavilhão exclusivo para os gays. A Secretaria de Defesa Social mineira classificou os primeiros meses da experiência como bem sucedida.

 

As próprias entidades que defendem os direitos dos gays e lésbicas ficavam em cima do muro quando o assunto é separar os homossexuais dos outros presos. Após realizar uma pesquisa em duas unidades prisionais pernambucanas, no entanto, a ONG Leões do Norte começou a enxergar a idéia com bons olhos.

 

 

29/06/2009

Jornal do Commercio

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/06/29/not_336807.php

Cartas ditam amor entre detentas

 

O amor está no ar na Colônia Penal Feminina do Recife. Na única unidade prisional do Estado a permitir a visita íntima de pessoas do mesmo sexo, o relacionamento entre as detentas é inspirado através de cartas. Em um ambiente com 150 vagas, mas que abriga mais de 650 mulheres, centenas de bilhetes de amor circulam diariamente. Esse é o tema final da série sobre o Homossexualismo Atrás das Grades. Os textos são de Carlos Eduardo Santos e as fotos de Hélia Scheppa.

 

Cento e oitenta e duas cartas de amor de diferentes pretendentes em apenas um mês. Uma média de aproximadamente seis correspondências por dia. Isso pode até parecer um recorde de declarações amorosas, mas não quando o assunto é a Colônia Penal Feminina do Recife, no Engenho do Meio, Zona Oeste da capital. Na única unidade prisional para mulheres da Região Metropolitana, as confissões sentimentais entre as detentas por meio de bilhetes são comuns. Basta alguns dias na cela de espera – local onde ficam as presas recém-chegadas – para chover propostas de namoro.

 

“Eu sabia que rolava assédio aqui dentro entre as meninas, mas não desse jeito. Só quando eu estava na espera recebi 96 cartas. Fiquei impressionada”, disse Macilene Franquilino dos Santos, 29 anos, a dona das 182 declarações de amor. Há pouco mais de um mês na unidade e homossexual assumida, ela garante que continua resistindo às dezenas de cantadas recebidas todas as semanas.

 

“Os bilhetes chegam de mão em mão. Às vezes é uma amiga que entrega. Mas tenho uma namorada lá fora e pretendo ser fiel à ela. Não respondi nenhuma carta, rasguei todas elas”, revela Macilene, que está presa por tráfico de drogas.

 

Adepta das cartas para conseguir novos relacionamentos dentro da cadeia, Karina Ferreira Silva, conhecida como Caquinho, 32, disse já ter conseguido várias namoradas somente com a troca de bilhetes. “Depois de um ano aqui arranjei minha primeira namorada. Antes disso fiquei sem nenhuma. Nesses seis anos que estou presa tive muitas mulheres. Já perdi as contas de quantas cartas já mandei e recebi na cadeia”, destaca Caquinho, mostrando uma montanha de papéis rabiscados.

 

Em um deles, a declaração de amor vem em forma de poesia. “Um alguém: você, um sabor: o teu beijo, um medo: perder você, um pedido: me ame como eu te amo”, diz o bilhete, assinado por Estrela. “Aqui é assim, o amor corre solto no ar. Saio de uma namorada e vou para outra”, afirma Karina, detida sob acusação de matar com um tiro de espingarda 12 o ex-companheiro de uma namorada por ciúme.

 

Já Claudeir da Silva, 32, detida há três anos por tráfico, prefere um relacionamento mais sério. Ela diz não ter resistido aos encantos de uma “novata” na unidade e partiu para o ataque. “Minha companheira é daqui, conheci aqui dentro, com muita carta. A gente se conheceu assim que eu entrei. Foi a primeira experiência dela com uma mulher. Joguei uma lábia e ela caiu”, conta Claudeir, que desde criança gosta de usar roupas de homem.

 

Vestindo bermudão, camiseta e boné para trás, ela explica que a aceitação das outras presas da Colônia Penal como homossexuais é grande. “Uma aceita a outra, o preconceito é pouco. Às vezes a gente escuta um comentário, de gente que é contra uma mulher com outra, mas é pouco. Eu e minha companheira dormimos juntas, na mesma cela, na mesma cama. As outras presas aceitam. Encontrei o amor da minha vida aqui. A gente dorme junto, trabalha junto, quero mais o que?”, brinca.